quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Hey Malbec 2016: Descontração e sutileza neste Malbec argentino

Matías Riccitelli nasceu em Cafayate - Salta, uma pequena cidade no norte da Argentina, onde se respira vinho. Viajante e sonhador incansável, já em Mendoza se desenvolveu como enólogo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina. Após inúmeras colheitas feitas pelo mundo, onde ele estava recolhendo pequenas e grandes histórias, decide misturar tudo que foi aprendido ao longo de sua carreira e os ensinamentos transmitidos por seu mentor e pai, Jorge Riccitelli, para criar em 2009 a Riccitelli Vinhos. A adega está localizada em Las Compuertas, a 1100 m de altitude, a área mais alta do tradicional Luján de Cuyo, onde possui 20 hectares de vinhas antigas. Trabalha também com os pequenos produtores nos melhores terroirs ao pé da Cordilheira dos Andes entre 1000 e 1700 metros acima do nível do mar, como Gualtallary, Chacayes, Altamira e La Carrera. Em 2015 nós iniciou um novo projeto, revalorizar vinhas velhas na Patagônia Argentina, criando sua linha de Vinhas Velhas, Semillon, Merlot e Malbec de vinhas plantadas no final dos anos 60, localizado nas margens do Rio Negro.


Falando agora sobre o Hey Malbec 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é produzido 100% com uvas Malbec, "a mais emblemática da Argentina"(segundo o enólogo), de vinhas desde Lujan de Cuyo até as alturas do Vale de Uco. Cerca de 80% do vinho passa por um processo de fermentação tradicional, realizada a uma temperatura controlada em tanques de aço inox enquanto os 20% restantes tem os bagos colocados inteiros e fermentados por maceração carbônica. Por fim, 70% do vinhoamadurece em pequenas piscinas de concreto e os 30% restantes em barricas de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões a cerca deste vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e toques de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um Malbec argentino que mostra uma outra interpretação da uva, com mais acidez e frescor, deixando o vinho mais leve e gostoso de ser bebido. Foi o fiel escudeiro de uma costela de porco ao sal grosso e olha, não fez feio. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

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