segunda-feira, 15 de abril de 2019

El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016

Parafraseando grandes escritores, redatores e afins (ficando bem claro que não me enquadro em quaisquer destas categorias), me sinto com um misto de bloqueio criativo e falta de tempo (talvez seja uma desculpa que eu tento associar ao primeiro item) para colocar em palavras tudo que eu tenho tido o prazer de degustar, vivenciar ou mesmo perceber. E sei que com isso, ando decepcionando quem gosta do meu trabalho aqui. Tenho feito esforços para voltar, e pretendo que isso continue ao longo do tempo. Por isso não irei mais me desculpar pois entendo que meus leitores já devem estar cheios de desculpas e vamos ao que interessa, os vinhos. O vinho de hoje é um argentino que veio na mala diretamente da capital portenha e que, segundo o vendedor, é de um pequeno produtor que faz excelentes caldos. Estou falando do El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016.


Focando primeiramente no produtor, pude descobrir que a família Vicentin, responsável pelo vinho de hoje, é uma família com uma visão de progresso e trabalho que há mais de um século constrói o futuro em suas plantações na Argentina. O primeiro passo é a seleção dos vinhedos, alcançando a singularidade através das diferentes latitudes e longitudes da província de Mendoza e arredores . O segundo segredo é a tradição da família, uma visão e compromisso com o futuro. Embarcaram nesta viagem com amigos e grandes artistas que convertem e criam o néctar essencial do vinho, conseguem abrir uma garrafa vivendo um momento incomparável.

Finalmente falando do El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Petit Verdot oriundas de Vista Flores, Los Chacayes, Tunuyan e Vale de Uco com cerca de 1120 metros acima do nível do mar. Ao término da fermentação, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, fumaça, alcaçuz e algo de grafite.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma baita descoberta e um baita vinho este varietal. Eu curto muito varietais argentinos que fogem dos já batidos Malbecs e Cabernets. Se tiverem a chance, recomendo a prova.

Até o próximo!

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