quarta-feira, 17 de abril de 2019

The Velvet Devil Merlot 2016

Hoje falaremos de um vinho que pode ser considerado inusitado, partindo do seu pai, Charles Smith, até o rótulo "chamativo", cujos conceitos sugerem sabor e combinação de vinhos, e cada obra original é uma colaboração de Charles e seu amigo de longa data, o artista Rikke Korff. Além disso, é oriundo de uma região que pouco falamos por aqui, Washington State, nos Estados Unidos. Vamos ver o que podemos falar sobre ambos, o vinho e seu produtor?


Poucos produtores de vinho têm uma história parecida com Charles Smith. Embora ele tenha nascido e crescido a uma hora de Napa Valley, CA, Charles não descobriu seu amor pelo vinho até se mudar para a Europa. Enquanto vivia no exterior, ele agenciou várias bandas de rock, incluindo a famosa dupla dinamarquesa The Raveonettes. E foi exatamente esta vida "rock n'roll" de estrada e muitos jantares regados a vinho que nele despertou esta paixão. Em 1999, durante uma viagem a Walla Walla, WA, Charles conheceu um produtor de vinhos que o convenceu a começar a fazer seu próprio vinho, fiel à sua própria história e visão. E em 2001, Charles criou a Charles Smith Wines e lançou 330 caixas de sua primeira safra. Oito anos depois, ele seria nomeado Enólogo do Ano pela revista Food & Wine e novamente em 2014, pela Wine Enthusiast. O conhecimento e o respeito de Charles pelas técnicas de vinificação do velho mundo, juntamente com seu compromisso com a forma como as pessoas realmente bebem vinho, são o que tornam seus vinhos tão únicos. Seus tintos são submetidos a longas macerações de 30 dias ou mais nas peles. Para os brancos, ele abdica da battonage, e eles são filtrados por estabilidade.

Falando agora do The Velvet Devil Merlot 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho tem em sua composição 89% de Merlot, 10% de Cabernet Sauvignon e 1% Malbec, todas uvas provenientes de Washington State. Não encontrei informações sobre passagem por madeira mas suas características, que serão descritas a seguir, sugerem que houve tal passagem. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, cassis, chocolate amargo e toques de mineralidade (algo entre grafite e cedro).

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um ótimo vinho que tem tudo pra acompanhar carnes, hambúrgueres e pratos "típicos" americanos. Diz a lenda que Charles Smith resolveu apostar neste vinho e principalmente na casta Merlot em contrapartida ao sentimento negativo que o filme "Sideways"gerou sobre a casta. Verdade ou não, recomendo a prova.

Até a próxima!

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