segunda-feira, 13 de junho de 2016

Punta de Flechas Malbec 2011

A paixão pelo vinho que corre no sangue francês da família Rothschild nasceu em 1868, quando James de Rothschild comprou o Château Lafite. Depois de mais de um século de história da família ligada ao mundo do vinho, Baron Edmond de Rothschild (bisneto de James) levou a aventura ainda mais adiante em 1973 com a aquisição de dois vinhedos Cru Bourgeois em Listrac e Moulis-en-Médoc: Château Clarke e Château Malmaison. Em seguida, ele fundou a Compagnie Vinicole Baron Edmond de Rothschild. Com cuidadosa atenção aos detalhes, as propriedades foram restauradas e modernizadas, as videiras foram replantadas, mantendo ao mesmo tempo uma sensação familiar. Desde então, a Compagnie Vinicole se abriu para o mundo sob a liderança do Barão Benjamin de Rothschild. Em particular, estabeleceu parcerias estratégicas com outras famílias que têm o mesmo espírito empreendedor e paixão pelo vinho. A Compagnie Vinicole comprou 250 hectares na Argentina, em 1999, perto da Cordilheira dos Andes para produzir vinhos de qualidade. As vinhas foram plantadas gradualmente a partir de 1999 em diante. A adega foi construída em 2003 e está em operação desde a colheita de 2004, que marcou o nascimento da Flechas de los Andes. A construção da adega foi um empreendimento ambicioso. A sua decoração e layout foram concebidos pelo artista de ficção científica Philippe Druillet e sua arquitetura é única. O uso de setas é a característica marcante da concepção, ecoando a marca visual da família Rothschild, ao mesmo tempo, honrando o estilo das fazendas tradicionais da Argentina. As estruturas e os detalhes arquitetônicos (pátio, galeria, portões, etc.) foram todos feitos por maçons locais, marceneiros, serralheiros e artesãos com ênfase em materiais regionais. Hoje, a adega em Flechas de los Andes é bem conhecida em toda a província de Mendoza.


Já sobre o o Punta de Flechas Malbec 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Malbec da região de Vista Flores, em Mendoza, na Argentina, com passagem de 14 meses em barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, além de coloridas, também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, flores, baunilha e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Vai bem num dia desses de frio, como os que tem feito por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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