segunda-feira, 27 de junho de 2016

Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2013

O Alentejo é a mais extensa das regiões vinícolas portuguesas. É uma terra de planícies douradas beijadas pelo sol, polvilhadas por olivais, sobreiros de cortiça, e claro, as vinhas e adegas que fazem desta uma das mais apreciadas regiões DOC da Europa aqui no mercado brasileiro. Próximo a Reguengos de Monsaraz, nasceu a Adega do Monte dos Perdigões (produtor do vinho de hoje), casa de Damião de Góis, humanista Luso do Séc. XVI e grande amigo de Erasmo de Roterdã, e mais tarde do ilustre maestro e compositor Luís de Freitas Branco, o Monte dos Perdigões é um lugar marcado pelo pensamento livre e pela obra feita. É lá que num terroir único e numa adega de exceção, nascem todos os vinhos Monte dos Perdigões. Escolhidas a dedo, as uvas fermentam em balseiros de carvalho francês e em lagares de mármore Alentejano, famosos pela sua elevada inércia térmica. Com a sua geometria larga e baixa, tendo a ajuda da pisa mecânica, favorecem a extração dos taninos e uma expressão aromática notável. A maturação dos tintos dá-se sur lies em tonéis de carvalho francês Allier, de tosta média e grão fino. Após o tempo de estágio adequado em meias barricas, são engarrafados, sempre com rolha de cortiça nacional, à espera de serem abertos e apreciados pelos mais exigentes entusiastas de vinho.


Falando agora especificamente do vinho em questão, o Tapada do Fidalgo Reserva Tinto 2013, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte de uvas tradicionais e autóctones da região, a saber: Aragonez, Touriga Nacional e Alicante Bouschet. A fermentação acontece em lagares de mármore e o posterior afinamento e envelhecimento do vinho ocorre por 12 meses em carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros bem maduros, especiarias, flores e leve toque mentolado ao fim. Fundo de taça com lembrança tostada.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português disponível por aqui, com certeza uma opção segura e elegante para se ter em sua taça. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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