quinta-feira, 30 de junho de 2016

Palistorti Di Valgiano 2009: Um super toscano animal!

Sempre que posso, tento associar ao vinho sendo bebido, uma lembrança gostosa que este possa vir me trazer, além é claro do prazer atual. Mas como a maioria que me acompanha já sabe, temos um especial carinho pela Toscana e por consequência, seus vinhos. Assim sendo, sempre que um exemplar de lá aparece por aqui, acaba ganhando uma atenção maior. O Palistorti Di Valgiano 2009 é um destes casos pois além da lembrança, é um baita vinho. Vamos ver a seguir o por que destas afirmações?


A Tenuta di Valgiano, produtora do vinho de hoje, está localizada a uma altitude de 250 metros acima do nível do mar, na encosta, 10 km ao nordeste da encantadora cidade de Lucca, no norte da Toscana, não muito longe da costa do Tirreno. O clima é mediterrânico, com uma grande quantidade de luz que permite a maturação polifenólica ideal. As vinhas são conduzidas com as práticas agrícolas mais sensíveis, incluindo as práticas biodinâmicas, com o objectivo de obter a melhor qualidade das uvas que melhor pode expressar o terroir. As técnicas de vinificação são tradicionais, com a interferência tecnológica mínima. A intenção é produzir, da forma mais simples possível, o vinho é a expressão do lugar em que é cultivado: Valgiano! Desde 1994 a Tenuta di Valgiano está nas mãos de Moreno Petrini e sua esposa Laura di Collobiano, além do enólogo Saverio Petrilli. Depois de flertar com a agricultura orgânica por muitos anos, a Tenuta di Valgiano converteu todo seu plantio e produção em agricultura biodinâmica em 2001.

Sobre o Palistorti Di Valgiano 2009, podemos ainda acrescentar que é um vinho produzido a partir das castas Sangiovese (70%), Merlot (20%) e Syrah (10%) oriundas de vinhedos com faces voltadas ao sul e com alturas que variam entre 120 a 190 metros acima do nível do mar. Estes vinhedos tem idade média de 14 anos. As castas são fermentadas separadamente e, após a fermentação alcoólica, são transferidas para barricas de carvalho (5% novas), onde permanecem por 12 meses. Após este período, o corte é efetuado em cubas de cimento onde o vinho permanece por mais 6 meses antes de ser engarrafado. Vamos falar sobre o resultado?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Halo granada presente na borda.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros bem maduros, especiarias, couro e leve toque de chocolate.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saborosíssimo.

Um belíssimo vinho italiano, sem dúvidas, gastronômico, elegante e complexo, tudo junto e misturado. Entendo que o vinho está próximo de seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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