quarta-feira, 8 de junho de 2016

Quinta do Ameal Solo 2014

Ainda falando sobre um evento bacana que participei no mês passado, o Qualimpor Wine Day, evento este focado nos vinhos portugueses e espanhóis, além de iguarias também de ambos países, trago mais uma descoberta interessante para dividir com vocês, meus caríssimos leitores. Mais uma vez viajamos virtualmente (e por que não em pensamento também) para Portugal, obviamente, e trazemos um vinho que apesar de vir de uma região razoavelmente conhecida por aqui (região dos Vinhos Verdes), é feito de uma maneira digamos "diferente". Hoje falaremos do Ameal Solo 2014.


A Quinta do Ameal, produtora do vinho em questão, é uma pequena propriedade, muito antiga(1710), de rara beleza natural. Lá são criados e produzidos vinhos brancos de excelência feitos a partir de uma casta de uvas portuguesa chamada Loureiro. Esta atinge a sua maior expressão aromática e gustativa neste fantástico Vale do Lima, onde a vinícola está situada. Exportado para mais de 15 Países, o Ameal encontra-se nas cartas de muitos dos melhores e mais exigentes restaurantes do Mundo assim como das mais prestigiadas lojas. E chega ao Brasil pelas mãos da Qualimpor, a importadora que entende de vinhos portugueses.

Sobre o vinho em questão, o Ameal Solo 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Loureiro da sub região de Lima - Nogueira, onde segundo o produtor a casta expressa todo seu esplendor. Ainda segundo o produtor, o vinho é feito de maneira natural, com intervenção minimalista, o vinho "acontece". Como curiosidade ainda, o produtor apesar de utilizar de uvas permitidas e na região de Vinhos Verdes, não os rotula desta maneira, tentando se desvincilhar da imagem desgastada da mesma. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdeais, límpido e brilhante.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas maduras, flores brancas, erva doce e toques minerais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo e interessante vinho branco, desta vez da terrinha lusitana. Complexo e elegante ao mesmo tempo, mostra que um vinho branco pode ter muita personalidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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