quarta-feira, 22 de junho de 2016

Craggy Range Single Vineyard Syrah 2008

Sei que ando meio em falta com vocês, leitores do blog, mas é que a semana passada foi bem corrida tanto com relação ao trabalho como também relativo aos vinhos com as visitas à Expovinis. Pretendo corrigir esta falha o quanto antes, e hoje trago pra vocês um vinho que provei lá na feira e que achei bacana compartilhar com vocês por aqui. Estou falando do vinho Craggy Range Single Vineyard Syrah 2008.


A história da vinícola Craggy Range começou com o desejo de criar um legado. O que aconteceu depois, superou até mesmo as expectativas desta família que iniciou tal projeto. Quando Terry Peabody chegou de uma viagem de negócios de quatro semanas, no outono de 1993, sua esposa Mary e sua filha Mary-Jeanne lhe prepararam o jantar. A refeição foi longa e agradável, mas não sem propósito. Terry não teria a permissão para sair da mesa até que ele concordasse em entrar no negócio dos vinhos. A única ressalva feita foi que a empresa nunca deveria ser vendida. Era para ser uma empresa familiar, um legado e um patrimônio duradouro. A busca por uma vinícola começou suficientemente tradicional - na França e na América, espalhando-se depois para a Austrália. Mas, por um acaso do destino, outros negócios acabaram levando-o para a Nova Zelândia. Lá chegando, ele viu o potencial que ainda não tinha visto em outro lugar. O clima excepcional do país, a juventude da indústria do vinho e do espírito pioneiro das pessoas alinhadas com a sua própria filosofia e desejo de cursar um caminho diferente. Gimblett Gravels em Hawke's Bay, na costa leste da Nova Zelândia era uma área com as condições de crescimento perfeitas para seus vinhos favoritos - os tintos de Bordeaux e particularmente, da uva Syrah. O espetacularmente belo vale Tuki Tuki tinha um solo muito adaptável para a uva Chardonnay e seria o lugar ideal para a construção de um novo tipo de adega. Estavam feitas as escolhas.

Falando um pouco do Craggy Range Single Vineyard Syrah 2008 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Syrah oriundas do vinhedo Gimblett Gravels e que além de ter parte do vinho fermentado em barricas, passa também por cerca de 16 a 18 meses de envelhecimento em madeira (cerca de 40% de primeiro uso) antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Em taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea profunda, de grande intensidade com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias, alcaçuz e toques minerais. Boa complexidade e potencial aromático.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos potentes mas macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.

Um belo vinho, a meu ver um vinho diferente dos feitos na Nova Zelândia que tendem a ser mais frescos e menos "robustos". Gostei e recomendo a prova.

Até o próximo.

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