sexta-feira, 1 de julho de 2016

Pargua 2007 para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs

Chegamos ao dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, aqui no Balaio, sendo que o tema do mês foi sugerido pelo confrade Luiz Cola do blog Vinhos e Mais Vinhos: "um tinto 'encorpado' de inverno até R$100". Com a chegada da estação mais fria do ano, nada como um bom vinho tinto, uma boa companhia e quiça um bom prato de comida não é mesmo? Pois bem, por aqui o escolhido foi o tinto chileno Pargua 2007. Vamos falar um pouco sobre o produtor e sobre o vinho?


Pargua é um vinhedo de 23 hectares situado no coração do Vale do Maipo. É pioneiro na produção de uvas orgânicas no Chile, e foi plantado no ano de 2000. Hoje as pessoas por trás do projeto Pargua são: Jean-Pascal Lacaze, enólogo francês que também é encarregado do vinho chileno mais emblemático, o Domus Aurea; a família Peña, proprietário da Domus Aurea e Francisco Santa Cruz, um ambientalista chileno que dedicou sua vida à conservação ambiental e ao desenvolvimento de projetos em harmonia com a natureza.

Falando sobre o Pargua 2007 propriamente dito, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Petit Verdot e Carmenére, todas cultivadas de forma orgânica. Passa por cerca de 18 meses em barricas de carvalho, por volta de 60% novas. Como curiosidade, na língua nativa hullinche, "pargua" significa lua cheia, única fase noturna em que a Viña Pargua coleta suas uvas em uma tradição secular da produção orgãnica e biodinâmica. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, com algum brilho e limpidez. Foi possível notar um tendência ao granada principalmente nas bordas.

No nariz o vinho começou a mostrar toda sua complexidade com aromas de frutos vermelhos e negros bem maduros, mentolado, chocolate amargo, especiarias (mais as doces do que as "pimentas" em si, como canela e cravo, por exemplo), tabaco e leve toque tostado.

Na boca o vinho continuou a mostrar toda sua potência e complexidade, encorpado com uma acidez ainda viva dando sustentação e levantando o vinho ao passo que os taninos se mostravam presentes, mas já amansados com o tempo. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e prazeroso.

Um belíssimo vinho chileno que degustamos aqui no Balaio do Victor em face a tarefa imposta pela #CBE e que foi cumprida com maestria. O vinho foi comprado por cerca de 85 dinheiros e valeu o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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