quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Bastardo 2010: vinho português com muito bom humor

Ontem foi dia de mais um Winebar, desta vez com os vinhos portugueses da linha "Wine with Spirit" que estão sendo trazidos ao Brasil pelas mãos da importadora abflug e do competentíssimo Marcelo Toledo. 

Esta linha de vinhos possui um conceito interessante, onde os vinhos são vendidos como emoções engarrafadas, sendo que cada um representa uma emoção e serviria para uma ocasião específica. Além isso, são feitas pesquisas exaustivas com relação a todos os aspectos que envolvem o vinho e sua comercialização, tais como elementos visuais, blend que mais se adequa ao vinho e assim por diante. Uma das principais jogadas de marketing da empresa foi a criação também do conceito de enotainment, ou seja, entretenimento tendo como pano de fundo o vinho, o consumo do mesmo e as emoções que ele ajuda a intensificar, ou esquecer. Esta comunicação ousada faz com que a empresa esteja hoje muito bem posicionada no mercado, atingindo diversos mercados na América do Sul, Ásia, Europa e buscando uma expansão contínua.


Na noite de ontem começamos provando o vinho Bastardo 2010, um rosé não muito usual, corte das uvas Castelão (45%), Aragonez (25%) e Trincadeira (30%) provenientes da região de Península de Setúbal, em Portugal. Vejam o que a Wine with Spirit coloca no contra rótulo do vinho: "Pessoas furiosas por amor terão prazer ao saborear um copo deste fluido mágico que anulará a existência deste ser. Escrever uma dedicatória no rótulo, em honra de uma determinada pessoa, vai ajudar a refrescar a temperatura e carregar um vídeo no micro site vai ajudar a arrefecer a raiva. A comunidade on-line de apreciadores de Bastardo! será uma ferramenta poderosa para revelar o lado feminino do vinho que aguarda a sua libertação. À tua Bastardo!". Precisa falar alguma coisa mais? Acho que não. Vamos então as impressões sobre o vinho.

Na taça apresentou uma cor mais escura do que os convencionais rosés de Provence com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, incolores completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho se mostrou bem simples com aromas marcantes de frutas vermelhas frescas e algo que me lembrava açúcar queimado, calda de pudim sabe? Ao fundo leve toque floral. 

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, mais do que esperado pra um rosé, uma acidez um pouco mais baixa do que eu gostaria mas sem comprometer e taninos bem finos e macios. Retrogosto marcado por muita fruta vermelha e uma lembrança de algodão doce. Achei engraçado mas foi isso que me lembrou. 

Um vinho simples, que acerta na proposta de bebida despretensiosa, sem muita frescura e que servirá muito bem pra um happy hour ou mesmo bebericar sem motivos. Até minha namorada, que não havia tido experiências anteriores com vinhos rosés, achou o vinho interessante e gostoso. A marca acerta em cheio no seu público alvo! Eu recomendo!

No próximo post continuamos com os vinhos do Winebar. Até lá!

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