terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Barda Pinot Noir 2009

Eu vivo me perguntando se os produtores vitivinicultores do chamado "Novo Mundo" um dia irão entender que mais do que potência, fruta, extração, as pessoas esperam também por prazer, elegância, enfim, elementos que a meu ver veem a complementar uns aos outros e não competir, de forma a que um se sobressaia ao outro. E é muito bom quando conseguimos então descobrir vinhos que tendem a um equilíbrio, como é o caso deste que irei falar sobre no post de hoje. Eu já havia ouvido falar muito bem dele e como minha noiva teve a oportunidade de uma viagem a trabalho para a Argentina, pedi a ela que trouxesse uma garrafa para a prova, e olha que o preço saiu em média quase metade do que custa aqui, com toda a crise que o pais de nostros hermanos atravessa.


A Bodega Chacra, produtora do vinho, está localizada na Patagônia argentina, um local consideravelmente mais frio e seco, que se encontra equidistante do oceano e da cordilheira, criando assim condições especiais para o cultivo de uvas consideradas mais frágeis e de delicado cultivo, como é o caso da Pinot Noir.

O vinho em questão é feito com 100% de uvas Pinot Noir, que após a fermentação passam para as barricas francesas afim de que a fermentação malolática e o afinamento/envelhecimento do mesmo possam acontecer. Tem 14% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi, com bastante brilho e transparência, lembrando um bom exemplar da casta. Lágrimas finas, ligeiramente rápidas e sem cor complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho abriu com muitas frutas vermelhas frescas, toques de especiarias e lembranças florais. Apesar de certa potência, o vinho conseguiu mostrar também muita harmonia e elegância entre os aromas.

Na boca o vinho tinha um corpo médio, boa acidez e taninos finos, sedosos e muito macios. Retrogosto trazendo muita fruta e toques de especiarias. Final de longa duração.

Um excelente exemplar de Pinot Noir argentino, lembra um pouco os vinhos borgonheses, pois conseguiu de maneira magistral aliar a força atribuída aos vinhos do Novo Mundo com a elegância dos vinhos do Velho Mundo. Como disse, este veio diretamente da Argentina, e se não me engano foi comprado na Tonel Privado. Além de tudo acabei ganhando de presente de minha noiva, então não poderia ter sido melhor. Eu recomendo!

Até o próximo!

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