segunda-feira, 16 de abril de 2018

Chateau Burgozone Gold Marselan 2011

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no ConcoursMondial de Bruxelles.


Falando sobre o Chateau Burgozone Gold Marselan 2011, podemos ainda afirmar que este vinho foi elaborado 100% com a casta Marselan, uva esta oriunda da Itália. Estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 8 meses nas caves antes de ir ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, carvalho, defumado e baunilha. Ao fundo, leve toque terroso também se fazia notar.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos marcados, mas de boa qualidade, maduros. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio do Victor. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo risoto de cogumelos e uma maminha assada, fazendo bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

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