sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013: Mais um belo vinho português

O período de festividades de natal e ano novo foi regado a muito vinho em minha casa, graças a deus, e por isso vou tentar resgatar um pouco do que rolou por lá durante este período pois por nossas taças passaram bons vinho que valem ser lembrados. E pra começar com chave de ouro vamos falar de um vinho de minhas regiões vitivinícolas preferidas, o Alentejo, falaremos então do Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013.


Como já revelado acima, o vinho é produzido pela Cortes de Cima, uma vinícola familiar que se encontra na região do Alentejo, em Portugal. Sua história porém começou ainda em meados de 1888, quando Francisco Correia Sarmento saiu de Portugal e rumou para a Califórnia onde se estabeleceu, casou e algumas gerações mais tarde nascia Carrie, uma de suas herdeiras até então. Ela fez então o caminho contrário de seu antepassado e em se casando, rumou de volta a Europa e foi levada à Vidigueira, 100 km para o interior da costa do litoral alentejano. Quanto se instalaram na Cortes de Cima, em 1988, a propriedade era considerada, pelos padrões alentejanos, de “tamanho médio”, com os seus 375 hectares de oliveiras e a tradicional terra seca arável. Mas foi só em 1991 que plantaram suas primeiras vinhas, rompendo com o tradicional com relação ao manejo das videiras e com o plantio de castas que de certa maneira, eram proibidas pela DOC vigente na região. Em 1996 lançaram seu primeiro vinho que naufragou em um mar de críticas negativas e desdenhosas pela imprensa nacional. Entretanto o sucesso fora de Portugal fora absoluto e, em 1998, seu ícone "Incógnito" rompeu as últimas das barreiras e do preconceito com as uvas internacionais. Atualmente as vinhos se estendem por 120 hectares, e produzem as castas Aragonez, Syrah, Touriga Nacional, Trincadeira, Petit Verdot, Antão Vaz e Verdelho.

Sobre o Cortes de Cima Chaminé Tinto 2013 podemos dizer que é um vinho típico alentejano, fruto do corte das castas tradicionais portuguesas com um toque internacional, a saber: 40% Aragonez, 25% Syrah, 20% Touriga Nacional, 10% Alicante Bouschet e 5% Trincadeira. Não passa por envelhecimento em madeira. Fica como curiosidade o nome Chaminé, que tem origem numa das parcelas da vinha – ‘Chaminé de Gião’, onde eram originalmente produzidas as uvas usadas neste vinho Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, abundantes e levemente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e chocolate.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, ótima e agradável acidez assim como taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma ótima opção de vinho português disponível no mercado brasileiro, esse um pouco acima do que costumo dizer de bom custo benefício mas que ainda constitui uma opção que deve ser provada tendo em vista sua qualidade. Eu recomendo.

Até o próximo!!

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