Showing posts with label Souzão. Show all posts
Showing posts with label Souzão. Show all posts

Tuesday, August 1, 2017

Vallado Tinto 2013: A vez do Douro na Confraria Brasileira de Enoblogs

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelo confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos). A sua sugestão foi "Um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". E para meu deleite, pude continuar em um país que muito prazer me traz quando pensamos nos vinhos a preços acessíveis no mercado brasileiro, que é Portugal. Para a tarefa de hoje escolhemos o Vallado Tinto 2013.


A Quinta do Vallado, construída em 1716, é uma das quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro, em Portugal. Pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes. A Quinta do Vallado é famosa pela produção de Vinhos do Douro e Vinhos do Porto de qualidade reconhecida mundialmente. Recentemente, fizeram a modernização de seu Wine Hotel para o receber ainda melhor os amantes da bebida de Bacco.

Falando um pouco do Vallado Tinto 2013, podemos afirmar que o vinho é feito com cerca de 80% das uvas provenientes de vinhas com cerca de 25 anos de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Sousão e os restantes 20% de vinhas velhas com cerca de 70 anos. Já sobre envelhecimento, cerca de 70% do vinho estagiou durante 16 meses em cubas de aço inoxidável e o restante em barricas de 225 lt de carvalho Francês de 3º e 4º usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e especiarias. Leve toque de baunilha ao fundo. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, este em especial para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Foi comprado em uma promoção da rede Pão de Açúcar e valeu o quanto custou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, September 6, 2011

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo LBV 2006 Porto

Apesar de não ser minha primeira experiência com um vinho do Porto, acho que no blog é a primeira postagem a respeito. O vinho do Porto leva este nome em virtude da cidade onde é produzido, em Portugal. Normalmente as vinhas que dão origem a estes vinhos fortificados vem das margens do rio Douro e após sua produção, vão para a cidade de Vila Nova de Gaia para envelhecimento. Seu método de produção é curioso eu diria, e consiste em parar a fermentação das uvas utilizadas em determinado momento pela adição de aguardente vínica, o que faz com que o vinho possua uma certa quantidade de açúcar residual (não fermentado) e um elevado teor alcoólico. Após este processo o vinho passa por diversos transportes na adega a fim de se buscar uma evolução ideal para o mesmo, o que chamamos de trasfegas. Normalmente são utilizados grandes tonéis para o armazenamento e envelhecimento dos vinhos em Vila Nova da Gaia. Na produção dos vinhos do Porto são diversas as uvas permitidas, mas no exemplar em questão foram usadas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão, Souzão e Tinta Barroca. A última curiosidade a cerca deste vinho é que ele é um LBV - Late Bottled Vintage, vinhos produzidos em safras consideradas excepcionais e que tem um período de envelhecimento entre 4 e 6 anos. Vamos as minhas impressões.


O vinho apresentou uma cor violácea púrpura muito intensa na taça, manchando todas as paredes da mesma. Lágrimas lentas, coloridas e em abundância fechavam o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrava aromas de frutas secas/passas como ameixa preta e uva, algo floral, leve amendoado e chocolate ao fundo. Álcool quase imperceptível levando em conta os potentes 20%. Tudo muito exuberante, mostrando ainda muita jovialidade.

Na boca o vinho foi um show, muito corpo, preenchia a boca com maestria. Acidez em abundância contrabalanceando com a doçura do açúcar residual, muita fruta passa/seca e um final longo com muito chocolate. Um delírio. Casou com maestria com um brigadeirão feito pela Milena, minha namorada, uma verdadeira delícia!!!

Enfim, apesar da pouca idade do vinho, se mostrou muito complexo e harmônico, pronto para o consumo. Como comprei duas garrafas na época,vou deixar uma descansando um pouco mais na adega pra ver se haverá alguma evolução. Depois revisitarei o post e comentarei a evolução.

Até o próximo!