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Wednesday, April 17, 2019

The Velvet Devil Merlot 2016

Hoje falaremos de um vinho que pode ser considerado inusitado, partindo do seu pai, Charles Smith, até o rótulo "chamativo", cujos conceitos sugerem sabor e combinação de vinhos, e cada obra original é uma colaboração de Charles e seu amigo de longa data, o artista Rikke Korff. Além disso, é oriundo de uma região que pouco falamos por aqui, Washington State, nos Estados Unidos. Vamos ver o que podemos falar sobre ambos, o vinho e seu produtor?


Poucos produtores de vinho têm uma história parecida com Charles Smith. Embora ele tenha nascido e crescido a uma hora de Napa Valley, CA, Charles não descobriu seu amor pelo vinho até se mudar para a Europa. Enquanto vivia no exterior, ele agenciou várias bandas de rock, incluindo a famosa dupla dinamarquesa The Raveonettes. E foi exatamente esta vida "rock n'roll" de estrada e muitos jantares regados a vinho que nele despertou esta paixão. Em 1999, durante uma viagem a Walla Walla, WA, Charles conheceu um produtor de vinhos que o convenceu a começar a fazer seu próprio vinho, fiel à sua própria história e visão. E em 2001, Charles criou a Charles Smith Wines e lançou 330 caixas de sua primeira safra. Oito anos depois, ele seria nomeado Enólogo do Ano pela revista Food & Wine e novamente em 2014, pela Wine Enthusiast. O conhecimento e o respeito de Charles pelas técnicas de vinificação do velho mundo, juntamente com seu compromisso com a forma como as pessoas realmente bebem vinho, são o que tornam seus vinhos tão únicos. Seus tintos são submetidos a longas macerações de 30 dias ou mais nas peles. Para os brancos, ele abdica da battonage, e eles são filtrados por estabilidade.

Falando agora do The Velvet Devil Merlot 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho tem em sua composição 89% de Merlot, 10% de Cabernet Sauvignon e 1% Malbec, todas uvas provenientes de Washington State. Não encontrei informações sobre passagem por madeira mas suas características, que serão descritas a seguir, sugerem que houve tal passagem. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, cassis, chocolate amargo e toques de mineralidade (algo entre grafite e cedro).

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um ótimo vinho que tem tudo pra acompanhar carnes, hambúrgueres e pratos "típicos" americanos. Diz a lenda que Charles Smith resolveu apostar neste vinho e principalmente na casta Merlot em contrapartida ao sentimento negativo que o filme "Sideways"gerou sobre a casta. Verdade ou não, recomendo a prova.

Até a próxima!

Tuesday, November 13, 2018

Foxglove Chardonnay 2016

No centro da Foxglove está Bob Varner, também enólogo da Varner Wines. Começando com sua primeira colheita em 1991, Bob adquire o vinho de vários lugares, todos no Edna Valley. O vinho resultante tem o preço de denominação da Costa Central e é repleto de sabores de frutas complexos pelos quais a denominação do Edna Valley é conhecida, uma denominação relativamente pequena, que tem cultivada principalmente Chardonnay em cerca de 1000 acres. Toda a área é rigidamente controlada por alguns proprietários que empregam as práticas de vinhas mais atualizadas que dão ao vale uma uniformidade impressionante. Localizado ao sul de San Luis Obispo, seus vinhedos são alguns dos mais próximos da Califórnia ao Oceano Pacífico. Os invernos amenos, o verão frio e nebuloso e os solos franco-argilosos produzem uma combinação de sabores que foram descritos como "livro Central Coast".


Falando agora do Foxglove Chardonnay 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Chardonnay da região de Central Coast, na Califórnia, EUA. O vinho é engarrafado sem passar pela fermentação maloláctica e não tem carvalho nele, apresentando um perfil muito limpo e varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, pedra molhada com leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Chardonnay californiano que, a contrapartida de seus compatriotas, não vem carregado de madeira, tornando-o mais leve e saboroso, trazendo aquela sensação do quero mais a cada gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, October 22, 2018

Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016

Após um bom e merecido período de férias, o blog volta com atividade total e espero conseguir ser mais efetivo com relação ao número de postagens por aqui. E não poderia deixar de contar pra vocês sobre um vinho que eu trouxe na bagagem mas que me conquistou no primeiro gole. Estou falando do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016. Vamos descobrir um pouco mais sobre a história da vinícola bem como algumas curiosidades do vinho?


A paixão tem o maravilhoso poder de transformar meros objetos em obsessão, transformar tarefas cotidianas em arte. Na vinícola Beringer Bros, tem-se vivido essa paixão por mais de 141 anos. A história da vinícola Beringer Bros remonta ao ano de 1868, quando Jacob Beringer, atraído pelas oportunidades do novo mundo, navegou de sua casa em Mainz, na Alemanha, para Nova York. No entanto, depois de ouvir que o solo rochoso na encosta e o solo fértil do vale se assemelhavam aos vinhedos da Alemanha, Jacob seguiu para o Vale do Napa. Jacob e seu irmão Frederico Beringer compraram 215 acres de terra em 1875 e se tornaram uma das primeiras vinícolas do Vale de Napa. A vinícola Beringer Bros é conhecida por estabelecer muitos "primeiros" como líderes na indústria do vinho. Foram uma das primeiras instalações alimentadas por gravidade e entre as primeiras a operar usando cavernas e adegas cavadas à mão. Foram também os primeiros a dar tours públicos em 1934, iniciando uma tradição de hospitalidade em Napa Valley. Por fim, são a primeira e única adega a ter um vinho tinto e um branco, o vinho nº 1 do ano pela revista Wine Spectator.

Falando um pouco mais do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016, podemos ainda dizer que o vinho é produzido exclusivamente com uvas Cqabernet Sauvignon dos principais vinhedos da empresa na Califórnia e 20% do vinho permanece em barricas de carvalho americano que anteriormente foram utilizados para a fabricação de bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade, coloridas e em grande quantidade também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo, baunilha e toques de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, suculento, quase mastigável. Taninos redondos e boa acidez também se faziam notar. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e memorável. 

Um delicioso vinho americano, com a curiosidade do uso das barricas de bourbon pra acrescentar um calor e um toque mais encorpado ao vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 27, 2018

Vinhos Hello Kitty em Duas Novas Variedades

Esta é para quem foi ou é fã da personagem japonesa em forma de gatinho ou que nutre alguma afeição pela mesma. Ou quem sabe um enófilo curioso, assim como eu. O personagem bonitinho de  Sanrio agora tem sete vinhos com rótulos que levam o seu nome.

Foto cortesia de Sanrio para a foodandwine.com

Enquanto muitos observadores casuais podem ainda relegar a Hello Kitty de Sanrio apenas como uma criança, a personagem bonitinha e com aparência de gatinha tem tido sua própria linha de bebidas para adultos, vinho para ser exato, por alguns anos. Afinal de contas, os fãs que cresceram com a Hello Kitty engessada em todos os acessórios imagináveis também precisam de algo colecionável quando crescerem! Este ano, esses mesmos entusiastas podem adicionar mais algumas garrafas ao seu vinho Hello Kitty com o lançamento de duas novas variedades: Hello Kitty Prosecco e Hello Kitty Pinot Grigio.

Os vinhos são distribuídos somente nos Estados Unidos (que pena) por SW Vino e vêm em sete variedades no total, incluindo Pinot Grigio, Pinot Nero, Pinot Noir, "sweet rosé", rosé espumante (em garrafa regular e brilhante, edição limitada rosa), e o par de novas ofertas.

Ficou curioso? Se um dia estiver de passagem pela terra do Tio Sam e conseguir provar um exemplar, diga pra mim o que achou. Eu fico te esperando por aqui.

Até o próximo!


Matéria original veiculada em www.foodandwine.com

Monday, May 21, 2018

Lançados nos EUA vinhos com rótulos inspirados em The Walking Dead

Essa vai pra quem é fã da série e estará de passagem pelos Estados Unidos. Descobri recentemente que foram lançados vinhos com rótulos e nomes alusivos aos personagens desta icônica série de TV que tem dominado as imaginações mais férteis mundo a fora. Vamos ver o que descobrimos sobre eles?


Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o mundo, fazendo com que os mortos se elevassem e se alimentassem dos vivos. Em questão de meses, a sociedade desmoronou; não há governo, nem mercearias, nem entrega de correio, nem TV a cabo. Felizmente há vinho ...

A The Last Wine Company traz The Walking Dead Blood Red Blend e um Cabernet Sauvignon ao mercado, com rótulos que respondem ao Living Wine Label App, uma experiência de realidade aumentada que dá vida aos rótulos. Os fãs da série de quadrinhos The Walking Dead são leais e altamente envolvidos, com mais de 50 milhões de quadrinhos impressos e digitais em todo o mundo. A série tem milhões de seguidores nas redes sociais, e o programa de televisão The Walking Dead, que voltará de um hiato de inverno em fevereiro, é o maior show entre 18 e 49 anos, com mais de 36 milhões de seguidores no Facebook.

"Sabemos como os fãs entusiasmados de The Walking Dead podem ser e esperamos que eles adotem o app Living Wine Labels e os vinhos The Walking Dead com muita emoção", disse Seth Hynes, que lidera a introdução dos vinhos da The Last Wine Company, uma parceria entre a Skybound Entertainment e a Treasury Wine Estates. “Encontrar maneiras novas e significativas de nos conectarmos com os consumidores é algo de que nos preocupamos muito e achamos que o vinho The Walking Dead e o Living Wine Labels App são um emparelhamento perfeito.”

O Blood Red Blend (mix de 10% Malbec, 40% Merlot, 30% Cab. Sauvgnon e 20% Petit Verdot com passagem de 10 meses em carvalho americano e francês) apresenta uma imagem do xerife Rick Grimes olhando para o um walker e o Cabernet Sauvignon (passagem de 11 meses em carvalho francês e americano) apresenta uma horda de Walkers. Você vai se juntar aos vivos ou ressuscitar com os mortos?

Wednesday, March 7, 2018

Motto Unabashed Zinfandel 2014

A Motto Wines lançou a marca de vinhos Motto em 2015 usando o time de enólogos da vinícola Chateau Ste Michelle, de Washington. A idéia era fazer vinhos potentes e encorpados que entusiastas da Califórnia tivessem interesse. E com um bom time e recursos da vinícola Ste Michelle, conseguiram se estabelecer. Os vinicultores, a principio, não se propuseram a quebrar as fronteiras existentes. Mas eles fizeram. Eles não queriam mexer qualquer penas. Mas eles fizeram. Então eles decidiram abraçar e tornar seu lema: "aprender as regras, para que você possa quebrá-las com estilo". O enólogo Reid Klei que trabalhou por muitos anos em Washington usou sua experiência de 10 anos e modelo de produção para criar vinhos com apelo Californiano. Todos os lotes de vinho permanecem separados durante a fermentação e o envelhecimento. As misturas finais são determinadas imediatamente antes do engarrafamento, uma vez que os vinhos evoluíram para revelar todo o seu verdadeiro caráter e complexidades.


Falando sobre o Motto Unabashed Zinfandel 2014, podemos ainda dizer que o vinho embora seja rotulado como varietal Zinfandel, possui um pequena parcela de Cabernet Sauvignon (cerca de 10%) para complementar o vinho final. As variedades envelhecem em uma combinação de carvalho para adicionar textura e complexidade, bem como tanques de aço inoxidável para mantenha o frescor e o caráter varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, moderadamente lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, chocolate e algo de tostado no fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é apenas um vinho divertido, simples e que não é necessário nenhum prato pra harmonizar. Basta relaxar, a qualquer hora e em qualquer lugar, e apenas observar as pessoas e as conversas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, February 7, 2018

Woodbridge Chardonnay 2014

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert Mondavi foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Falando sobre o Woodbridge Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que embora seja rotulado como varietal, possui pequenas porcentages de outras castas para compor o vinho. Tem ainda passagem por 6 meses em caravalho para amadurecimento.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos verdes, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, fósforo, flores, mel, manteiga e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ainda viva e saborosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é um típico exemplo de Chardonnay barricado que tende a agradar paladares mais acostumados e que realmente tem apreço por este tipo de vinho, que é meu caso. Aliado a isso, temos uma acidez muito viva ainda que balanceia com este corpo e deixa o vinho menos cansativo e pesado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, September 5, 2017

Grand Estates Columbia Crest Cabernet Sauvignon 2013

Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery (produtora do vinho de hoje) abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.


Sobre o Grand Estates Columbia Crest Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com cerca de 75% de Cabernet Sauvignon com pequenas quantidades de Merlot e Cabernet Franc. Os varietais são fermentados separadamente e após a fermentação malolática, o corte ocorre e o vinho é transferido para barricas de carvalho, onde permanece para amadurecimento por cerca de 6 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, chocolate, baunilha, especiarias doces e algo de mentolado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio tendendo a encorpado, boa acidez com taninos suaves e macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho americano provado por aqui, mesmo sendo um vinho de entrada, onde a mescla fruta/barrica é muito bem feita e não torna o vinho pesado ou enjoativo, mas a meu ver, muito atraente para os diversos paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

Thursday, May 25, 2017

Ménage à Trois California Red Wine 2014

Ménage à Trois originou-se como um blend de três variedades tintas, criado em 1996 por dois profissionais psiquiátricos na Folie à Deux Winery, em Santa Helena, Califórnia. Capturando a imaginação dos amantes do vinho através do boca-a-boca, a oferta foi logo expandida para blends brancos e rosés também. Continuando a crescer, a marca Ménage à Trois aumentou significativamente depois que foi adicionada à carteira da Trinchero Family Estates em 2004. Ménage à Trois é creditado com a criação da categoria Red Blend e definindo o segmento doméstico americano de vinhos super premium, elevando a marca para um status icônico dentro da indústria de vinho e bebidas espirituosas. A marca Ménage à Trois é atualmente composta por 15 variedades de vinhos e blends, mais três tipos de vodka.


Sobre o Ménage à Trois California Red Wine 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir do corte das uvas Zinfandel (45%), Merlot (35%) e Cabernet Sauvignon (20%) sendo que, cada variedade foi fermentada separadamente, sendo que o blend final é feito antes do engarrafamento. Não encontrei detalhes, mas aparentemente o vinho tem passagem de 12 meses por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros em compota, chocolate, pimenta, tabaco e algo de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e acidez média. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem característico e que tende a agradar principalmente os iniciantes, que estão naquela transição entre os vinhos suaves e os vinhos secos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 14, 2017

Café & Vinho: Para aquele que precisa de Energia para Descansar

Se o café ajuda a abastecer o seu dia e vinho ajuda a terminá-lo, prepare-se para uma combinação destas bebidas que poderia ser verdadeiramente, como se diz hoje em dia, lacradora. A Forbes relata que a empresa Molinari Caffe, com sede no Napa Valley, liberou silenciosamente ao mercado uma linha de café com infusão de vinho. O mestre em torrefação artesanal John Weaver (ex-mestre torrador da Peet's Coffee) fornece os grãos para a sua nova bebida favorita que é descrita como "rica" e "encorpada" com notas de pequenos frutos escuros.


De acordo o seu site do produtor, "os grãos de café encorpados relaxam em um belo lote de vinho artesanal, absorvendo todo seu nariz e a história. O café é cuidadosamente seco e torrado manualmente em pequenos lotes".

Embora a adição de álcool ao café não é certamente nada de novo (os italianos têm dominado a arte com grappa, à base de uva, durante anos), parece que esta é a primeira vez que os grãos de café expresso foram embebidos em vinho antes de serem preparados. E isso soa como a melhor maneira de acordar de manhã, ou ir para a cama a noite (a escolha é sua). Por enquanto, a distribuição será local com quantidades limitadas vendidas on-line, mas não ficaríamos surpresos ao ouvir histórias de conhecedores de café tentando fazer mais barato, imitações caseiras. 

As únicas perguntas que podemos fazer são sobre como esta bebida é melhor apreciada. Será que funciona bem com leite? Açúcar? Espuma extra? Seremos repreendidos se ele se fizer presente nas garrafas térmicas do escritório para que possa ser consumido o dia inteiro? Devemos ser esnobes e procurar uma "taça de cristal" adequada?

Basta pensar sobre as inúmeras "utilidades" deste café com infusão em vinho que já vem uma vontade de irmos para um café para uma xícara de um bom expresso ou uma taça de Cabernet. Ou ambos.

O fabricante recomenda que para liberar o melhor sabor que este café tem para oferecer, seja utilizada água filtrada ou engarrafada em uma prensa estilo francesa, embora uma infusão por gotejamento também funcione.

E você caro leitor, ficou com vontade de provar este café? Embora não esteja disponível no mercado nacional, como uma viagem para os EUA é bastante comum por aqui, que tal trazer uma amostra em sua próxima excursão? Se você o fizer e provar o café, volte por aqui e conte-nos sua experiência.

Até o próximo!

Monday, March 13, 2017

Quando o vinho encontra o cinema: King Kong!

Eu gosto bastante de cinema, embora não seja profundo conhecedor e nem tenha conseguido ir tanto as salas em Sampa como eu gostaria, mas enfim, eu gosto. E é sempre bacana ver quando este mundo do cinema cruza com o mundo dos vinhos (outra de minhas paixões), mesmo que nem sempre estes cruzamentos estejam disponíveis em nosso mercado, como é o caso deste novo lançamento de Francis Ford Coppola, o King Kong Cabernet, que veio a tona junto com o lançamento mundial do novo filme do macacão nos cinemas.


A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. A família Coppola decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos.

O King Kong Cabernet nada mais é do que o icônico vinho do produtor/diretor, o Directors Cabernet Sauvignon, com uma pequena diferença no blend e com um rótulo fabuloso. As duas maiores paixões de Coppola são o vinho e os filmes, de modo que combiná-los era natural, criando a série Great Movies. Ele encomendou ao artista Laurent Durieux para re-imaginar o cartaz do filme original como um rótulo para os lançamentos de edição limitada. Já na garrafa, Coppola adicionou frutos Cabernet Sauvignon excepcionalmente maduros de San Luis Obispo aos já presentes no vinho frutos de Sonoma, atualmente fonte das uvas para o Directors Cabernet Sauvignon. Segundo Coppola, os frutos de Sonoma dão estrutura e frutas maduras suculentas, enquanto os frutos San Luis Obispo fornece notas florais e sabores de frutas vermelhas. O King Kong Cabernet é um vinho 100% Cabernet Sauvignon com 14 meses em carvalho francês e húngaro.

Mais do que uma bebida, o King Kong Cabernet é um colecionável impressionante que qualquer enófilo e fã de cinema deveria ter em sua coleção. Uma pena que não aparecerá por aqui, portanto se você viajar ao exterior e tiver a oportunidade, traga o vinho. Já provei dois rótulos do produtor (confiram aqui e aqui) e atesto que são vinhos bacanas.

Até o próximo!

Tuesday, January 24, 2017

De Loach Vineyards Pinot Noir Heritage Reserve 2014

A De Loach Vineyards, como produtor e viticultor pioneiro de Pinot Noir, Chardonnay e Zinfandel no Vale do Russian River em Sonoma, experimenta e aperfeiçoa as melhores combinações de solo, porta-enxerto e clones por mais de três décadas na região. Em 2003, a família Boisset trouxe duas gerações de experiência vitivinícola sustentável da Borgonha, na França, para o Vale do Russian River, na Califórnia, e elevaram os vinhedos de propriedade que acabavam de produzir o vinho do ano de 2004 da Wine Enthusiast: o DeLoach Vineyards’ 30th Anniversary Cuvée Pinot Noir. Os vinhedos premiados foram replantados com culturas de cobertura, a fim de revitalizar o solo e, neste interim, a DeLoach fechou parceria com viticultores igualmente dedicados e apaixonados por práticas de agricultura ecológica e pela produção de vinhos de alta qualidade. A revista Wine & Spirits classificou a DeLoach Vineyards como a 100 maior vinícola pela décima segunda vez na história da vinícola em 2012.


Sobre o De Loach Vineyards Pinot Noir Heritage Reserve 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com 100% de uvas Pinot Noir oriundas principalmente da região do delta da Califórnia sendo que apenas uma pequena quantidade do vinho passa por madeira a fim de manter características da fruta no vinho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de intensidade leve para média, bem límpida e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, couro, notas terrosas e de folhas úmidas. Com o tempo algo de caramelo apareceu também.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um delicioso Pinot Noir californiano que consegue aliar tipicidade da casta com toques mais pujantes característicos de vinhos novo mundo/americanos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Friday, December 2, 2016

Fã de Game of Thrones? Então você vai gostar dessa notícia!

O universo de Game of Thrones, seriado cult da rede televisiva americana HBO, se estende muito além de "A Muralha". Ele se estende muito além de Yeen (oh, você não sabe o que é Yeen? Bem, estamos juntos pois eu também não assisto a série ainda). 

© HBO/Vintage Wine Estates/FWx

A popularidade, primeiro dos livros e depois do seriado da HBO vencedor do prêmio Emmy, também trouxe o mundo de Westeros para dentro de nossas vidas na forma de livros de receitas, cervejas e agora, finalmente, vinhos (que costuma ser o assunto principal por aqui, certo?). A Vintage Wine Estates anunciou que eles fizeram uma parceria com a HBO para lançar oficialmente ao mercado três vinhos licenciados diferentes, o Game of Thrones Chardonnay (preço sugerido no mercado americano de $ 19,99), o Game of Thrones Red Blend (preço sugerido no mercado americano de $ 19,99) e o Game of Thrones Cabernet Sauvignon (preço sugerido no mercado americano de $ 39,99). 

Tyrion, um dos principais personagens dos livros e do seriado de tv, não mencionou qual o seu vinho preferido, mas com base em seu hábito de consumo de vinho (que pode ser visto no seriado), parece seguro afirmar que ele beberia todos estes sem qualquer problema.

Os detalhes específicos dos vinhos ainda estão sob sigilo, mas a Vintage Wine Estates diz que todos estarão disponíveis no mercado americano em março do ano que vem, bem antes da estréia da 7a temporada do seriado, que deve acontecer em julho.

 É um tempo longo até que se saiba os desdobramentos do ocorrido na atual temporada disponível (6a), mas pelo menos os fãs americanos terão algo para beber enquanto esperam. E de repente, se você, caríssimo leitor, estiver em viagem aos Estados Unidos nesta época, poderá nos contar um pouco sobre as impressões a cerca dos vinhos. O que acham?

Até o próximo!

Thursday, November 24, 2016

Il Mulino: cozinha vibrante em sintonia com a magia da Disney!

Se você é, assim como eu, grande fã de alta gastronomia e quando está viajando gosta de aproveitar a oportunidade e conhecer os restaurantes que podem deixar uma boa memória, esta é uma dica para você. Nós brasileiros estamos muito acostumados, em nossa maioria, a visitar a Disney, em Orlando, na Flórida, algumas vezes em nossas vidas e foi na minha última visita que conheci o Il Mulino, filial do famoso restaurante de mesmo nome em Nova Iorque, também nos Estados Unidos.

Costoletta Di Vitello

De gastronomia italiana tradicional da região de Abruzzo, a inspiração deste elegante restaurante multifacetado cobre todos os sabores da região. Localizado dentro de um dos resorts da Disney (Swan), une a magia da Disney com uma cozinha vibrante e moderna. Em vez de pensar que você se encontra em uma parte do parque de diversões, você se sente no centro da cidade. O local é muito bonito, moderno, bem decorado e com garçons altamente preparados para te proporcionar uma noite inesquecível. Antepastos tradicionais como caponatas, linguiças artesanais se juntam a pratos como pizzas, risotos, massas deliciosas e até pratos com carne. A carta de vinhos é um show a parte, recheada principalmente em se tratando de vinhos americanos e italianos.

Rigatoni con Funghi

Para começar, os antepastos cortesia fizeram as honras, com linguiça curada, berinjela assada com legumes e uma seleção de pães quentinhos e azeite extra virgem da mais alta estirpe. Os pratos que selecionamos para nossa visita foram: Risotto con Funghi, Rigatoni con Funghi e Costoletta Di Vitello. Todos muito bem feitos, frescos e com ingredientes de boa qualidade. A massa e o risoto se encontravam al dente e saborosíssimas, com um molho cremoso e delicioso. A oferta de queijo complementar foi instantânea e abundante. A carne era tenra e saborosa, assada na medida e servida sobre uma cama de batatas rústicas. Uma coisa interessante é que todos os pratos de massa podem ser pedidos na versão de meia porção, o que pode ser bom para pessoas com apetites menos glutões, diferentemente dos nossos. Ao final da refeição, o destaque é para a dose de Limoncello servida, altamente digestivo.

Risotto con Funghi

Para acompanhar a refeição, não poderíamos fugir de um vinho italiano, no caso o Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014, que é Toscana por excelência. A propriedade abrange 1.000 hectares de colinas, florestas verdejantes, ciprestes antigos, campos ensolarados, olivais, vinhas e castelos de pedra medievais. O Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014 é composto por 80% de Sangiovese e 20% de Merlot com amadurecimento de 10 meses em carvalho francês. Resulta em um vinho de coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos escuros, especiarias doces, flores e algo de alcaçuz. Corpo médio, excelente acidez e taninos macios. Belíssimo vinho, sem sombras de dúvidas.

Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014

Uma bela experiência numa viagem inesquecível. Mas vá preparado, a conta não será barata. Entretanto, valerá cada centavo. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, November 21, 2016

Columbia Crest Two Vines Syrah 2012

Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery (produtora do vinho de hoje) abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.


Sobre o Columbia Crest Two Vines Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah oriundas da região de Columbia Valley, sendo que metade do vinho estagia em inox e a outra metade 14 meses em barricas francesas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Leve halo granada se faz notar também. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e quase sem cor finalizam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, especiarias mais picantes, flores e algo de mentolado. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho se mostrou mais fresco e elegante do que eu esperava pra um Syrah, o que foi uma agradável constatação pois o vinho não se torna pesado nem chato para se beber. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, October 24, 2016

O que a legalização da maconha tem em comum com o vinho?

Depois de um período de férias e inatividade por aqui, retorno com muita energia disposto a divulgar e compartilhar com vocês muita coisa interessante por aqui que eu espero que vocês gostem. Logo de cara começamos com uma notícia que é, de maneira geral, sempre envolvida em muita polêmica. Na terça-feira, 8 de novembro de moradores da Califórnia irão votar a Proposição 64 - conhecida como o uso adulto da Lei Marijuana - o que poderia adicionar o Estado mais populoso dos EUA para o crescente número de lugares que permitem a maconha recreativa legal. E essa polêmica não é uma exclusividade americana, países sul americanos, por exemplo, como o Uruguai também discutem este tema a algum tempo. Mas o que isso teria em comum com o vinho, você poderia vir a perguntar. A resposta segue abaixo.

Foto propriedade de Mary Jane Wines

Como o Los Angeles Times escreveu recentemente, a legalização da maconha poderia mesmo ter ramificações interessantes para o outro enorme (e inebriante) ramo da indústria da Califórnia: a indústria do vinho. Um tipo de vinho com infusão de maconha, também conhecido como "green wine" (mas legalmente descrito como um "tinto"), tem sido discutido e produzido como uma "criação moderna", pelo menos desde a década de 1970, mas só saiu de seu "sigilo relativo" nos últimos anos graças ao sistema de uso de maconha medicinal da Califórnia. Segundo ainda o jornal, o primeiro dos "vinhos de infusão de maconha comercialmente disponíveis" da Califórnia é o Canna Vine, descrito como "um produto high-end de maconha que combina maconha e uvas cultivadas organicamente e biodinamicamente, respectivamente, feito com o cuidado e meticulosidade da famosa vinícola Opus One . O preço não é muito longe do Opus One ou seja, leia-se algo entre US $ 120 a US $ 400 por meia garrafa.

Com preços superlativos assim, o "green wine" pode vir a ser extremamente lucrativo para as vinícolas de mente aberta, isso se a Proposição 64 passar (e as pesquisas parecem estar apontando dessa forma). Louisa Sawyer-Lindquist da Verdad Wines, fornecedora do vinho utilizado na produção do Canna Vine já está pensando no futuro: "Eu não tenho idéia de como o mercado vai reagir ao vinho, mas o que eu faço é torna-lo seguro, feita a partir de ingredientes puros e, esperançosamente, delicioso", disse ela em recente entrevista. Enquanto isso, Lisa Molyneux, a proprietária da Santa Cruz, que realmente é quem faz os vinhos, admite que a mistura de álcool e maconha poderia apresentar obstáculos legais adicionais, mas já está conversando com seus advogados sobre o que o futuro pode lhes reservar. Claro, tudo isso depende do que acontece em novembro.

Você leitor que pretende fazer uma visita a região talvez queira considerar esperar um mês antes de reservar as suas férias, seja ela para degustação de vinhos ou para provar diversos tipos de Marijuana em uma viagem de turismo. Muito em breve, você poderá ser capaz de fazer as duas coisas em um fim de semana.


Matéria traduzida e adapatada de http://www.foodandwine.com/fwx/drink/marijuana-wine-california?xid=NL_FWx101816.

Tuesday, September 27, 2016

Erath 2014 Oregon Pinot Noir

Os vinhos da Erath Winery são uma expressão da terra que a vinícola tem cultivado há mais de 40 anos, mais tempo do que qualquer outra vinícola localizada em Dundee Hills, no Oregon (Estados Unidos). Os solos vermelhos, ricos em ferro, combinados com uma brisa suave e o aquecimento do sol em um clima marinho, tem concedido a Dundee um terroir notável. Como um dos pioneiros do vinho do Oregon, Dick Erath sempre teve uma abordagem tenaz com a uva Pinot Noir, uma vez que esta é tida como uma casta "teimosa" e de difícil trato. Depois de completar os cursos da Universidade da Califórnia-Davis em 1968, Erath se mudou com sua família da Califórnia para as colinas vermelhas selvagens de Dundee, onde uma cabana sem aquecimento numa área de 49 acres serviria como casa, e como vinícola e adega, durante vários anos. Na primavera seguinte, ele plantou primeiras uvas viníferas de Dundee Hill - 23 variedades. A Pinot Noir floresceu. Em 1972, Erath havia produzido seu primeiro vinho a ser comercializados num total de 216 caixas - a primeira produção oficial de vinho em Dundee Hills. Desde os sucessos iniciais, incluindo a safra 1982 de Pinot Noir, até os dias atuais, a Erath tem inspirado enólogos e se mudarem para a região.


Já sobre o Erath 2014 Oregon Pinot Noir, podemos afirmar que é um vinho feito com 100% de uvas Pinot Noir oriundas do Oregon e embora o vinho passe por madeira (20% nova), não consegui identificar o período que isso ocorre. De qualquer maneira, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos frescos, flores e toques de caramelo. 

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio com taninos sedosos e uma gostosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicado.

Um belíssimo vinho de uva Pinot Noir oriundo dos EUA, mais precisamente do Oregon, uma região que tem se tornado cult quando falamos destes vinhos. No Brasil a oferta ainda é restrita e quando disponível, ainda é cara. Este eu trouxe na mala, mas se vocês tiverem acesso, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, July 22, 2016

Joel Gott 815 Cabernet Sauvignon 2013

Em minha recente viagem aos EUA eu provei um vinho em um restaurante o qual eu gostei bastante e resolvi trazer uma garrafa pra casa pra curtir com minha esposa, ciente de que ela também gostaria de prova-lo. O único porém, se é que podemos falar assim, é que eu não consegui segura-lo muito tempo na adega e já colocamos ele a prova. Estou falando do Joel Gott 815 Cabernet Sauvignon 2013.


A Joel Gott Wines foi fundada em 1996 com a produção do seu vinho icônico, Amador County Zinfandel. Joel tinha comprado cinco toneladas de uvas de um vizinho de infância, Tom Dillian, e fez o vinho com a então namorada Sarah, uma enóloga no Napa Valley. A subsequente safra de 1997 do Dillian Ranch Zinfandel marcou não só o casamento de Sarah e Joel, mas também os primeiros comentários significativos do vinho em publicações respeitadas. O sucesso da safra 1997 possibilitou a Joel comprar uvas a partir de doze diferentes vinhedos em todo o norte da Califórnia, em 1999. Joel e Sarah originalmente tinha a intenção de produzir somente vinhos Zinfandel single vineyard com estas uvas, mas concluíram durante degustações que o vinho ficava muito mais equilibrado quando em um blend. Eles ajustaram seus planos e lançaram seu primeiro California Zinfandel, que esgotou em uma semana. Enquanto isso, Sarah ganhou mais experiência de vinificação, produzindo blends de Cabernet reconhecidos na vinícola onde ela trabalhava. A sua experiência com blends de Cabernet levou à produção do primeira Joel Gott Cabernet, em 2003. O próximo projeto de Joel era um Sauvignon Blanc californiano, a terceira adição ao portfólio de vinhos. Os vinhos carros chefe agora incluem um California Zinfandel, California 815 Cabernet, California Sauvignon Blanc, Monterey Chardonnay sem barrica e um Washington Riesling.

Falando agora sobre o Joel Gott 815 Cabernet Sauvignon 2013, podemos incluir na nossa conversa que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon de vinhedos espalhados pela Califórnia, de diversas apelações tais como Napa Valley, Sonoma County, Lodi Lake County, Paso Robles e Monterey County. Os lotes de cada vinhedo são vinificados separadamente e envelhecidos em barricas de carvalho americano (25% novas) por até um ano, passando por constantes provas a fim de se efetuar o blend final quando os vinhos individuais estiverem no seu ápice. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais ou menos finas, ligeiramente mais lentas e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, café com leite e tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos firmes e presentes. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Confirmei minha primeira impressão sobre este bom vinho americano. Valeu a pena tê-lo trazido. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, February 24, 2016

Woodbridge Zinfandel 2013 By Robert Mondavi

Sabe aquele dia em que você quer somente chegar em casa, tomar um vinho e ficar ao lado de quem lhe faz bem? Então, nestas ocasiões costumamos não escolher um vinho que te faça pensar, um vinho complexo e sim aquele vinho que te da prazer, que lhe trás saciedade e que te conforta. Foi nesta vibe que eu tirei o Woodbridge Zinfandel 2013 da adega. Vamos conhecer um pouco mais sobre o ícone (Mondavi) e sobre o vinho?


No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.

Sobre o Woodbridge Zinfandel 2013, podemos ainda acrescentar que é um  vinho que, embora seja rotulado como varietal, tem uma série de outras uvas em pequenas porcentagens incluídas em sua composição final. Por fim, o vinho passa por algum tempo de maturação em carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (pimentas e canela) e leve toque de ervas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Mais uma boa opção de vinho americano a um bom custo considerando o mercado brasileiro (em torno de 50 dinheiros, comprado no Spani Atacadista). Eu recomendo a prova.


Até o próximo!

Thursday, December 3, 2015

Siduri Russian River Pinot Noir 2012: a taça foi para os EUA na #CBE!

Com certo atraso este mês, afinal a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs tem por característica que seus membros postem todos sobre um mesmo tema no primeiro dia de cada mês, chegamos ao nosso post. Neste mês, o tema foi dado pelo Alexandre Frias, do blog Diário de Baco, em sua despedida da "presidência" desta confraria: "Como provamos muitos vinhos diferentes este ano, certamente um país deve ter chamado sua atenção de forma especial, seja pela característica dos vinhos ou até pela evolução em qualidade. Minha sugestão é de provamos um vinho do país que mais te impressionou em 2015. Pelo conjunto da obra, qual país levaria a taça em 2015?" E por uma série de motivos, mas mais do que nunca pela afinidade que desenvolvi com este país, minha escolha recaiu sobre os Estados Unidos com o vinho Siduri Russian River Pinot Noir 2012.


O vinho é produzido pela Siduri Wines, que também é o nome da deusa babilônica do vinho, que, na mitologia babilônica, trazia consigo o vinho para a vida eterna. Siduri é também a realização de um sonho que Adam Lee e Dianna Novy compartilham desde que se conheceram há 15 anos, no Texas, e perceberam então o amor mútuo pelos vinhos feitos a partir da uva Pinot Noir. Estimulados pela crença de que poderiam se tornar produtores de vinho e fazer seus próprios vinhos Pinot Noir, deixaram suas famílias e empregos no Texas e mudaram-se para Sonoma, região vinícola da Califórnia. Em 1994 foram lançados os vinhos Siduri que com seu primeiro lançamento já foram recebidos com grande sucesso de crítica. Atualmente a Siduri produz Pinot Noir single vineyard de mais de 20 diferentes vinhedos que se estendem do norte de Santa Bárbara até o Willamette Vally, no Oregon. Todo os vinhos Pinot Noir são produzidos sem filtragem e sem afinamento, em um esforço para maximizar a expressão destes muito diversos terroirs.

Falando um pouco do Siduri Russian River Pinot Noir 2012, podemos dizer que o vinho é feito 100% a partir de uvas Pinot Noir de diversas áreas do Russian River, a saber: Green Valley, Middle Reach, Laguna Ridge, Santa Rosa Plain e West side Road. Cada um destes lotes foi vinificado separadamente e depois é feito o corte final. A fermentação malolática aconteceu de forma espontânea. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho mostrou um perfil marcado de frutas vermelhas, aspectos terrosos que lembravam cogumelos e leve toque floral.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, taninos sedosos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo Pinot Noir americano que, tem um pouco da tipicidade que se espera da uva e representa bem o local de onde vem. Mais um belo vinho degustado por aqui e mais uma missão cumprida pela #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. 

Até o próximo!