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Wednesday, April 24, 2019

The 7 Deadly Zins 2016

Michael, David e a região de Lodi, na Califórnia tem uma relação de longa data; é considerado a casa de ambos a seis gerações e a Michael David Winery, ainda de gestão familiar, continua comprometida com a terra, a comunidade e o espírito de sua cidade natal. A família cultiva este solo desde 1850 e cultiva uvas para vinho desde o início do século XX. São os produtores de uva da 5ª geração que criaram suas famílias nas vinhas, e agora a 6ª geração se juntou à equipe, o filho de Mike, Kevin e a filha Melissa. Sua coleção não convencional de vinhos é cultivada com responsabilidade, de acordo com as Regras de Lodi, um conjunto de mais de 100 padrões que explicam todos os aspectos da produção de vinho de qualidade de maneira sustentável: ambiental, social e econômica. Seu legado familiar e amor por Lodi direcionam o foco para a sustentabilidade.


Falando um pouco mais detalhadamente do The 7 Deadly Zins 2016, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas Zinfandel de vinhas velhas da região de Lodi, na Califórnia e um pequeno toque de Petite Sirah. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e bem coloridas estavam fazendo a festa também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, chocolate e toques de fumaça. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Provavelmente vocês já estavam sentindo falta de um Zinfandel por aqui, afinal, eu tenho uma afeição especial por esta casta/estes vinhos. Ai está, veio na mala, diretamente do país do Tio Sam e vou dizer, é uma delicinha. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, November 13, 2018

Foxglove Chardonnay 2016

No centro da Foxglove está Bob Varner, também enólogo da Varner Wines. Começando com sua primeira colheita em 1991, Bob adquire o vinho de vários lugares, todos no Edna Valley. O vinho resultante tem o preço de denominação da Costa Central e é repleto de sabores de frutas complexos pelos quais a denominação do Edna Valley é conhecida, uma denominação relativamente pequena, que tem cultivada principalmente Chardonnay em cerca de 1000 acres. Toda a área é rigidamente controlada por alguns proprietários que empregam as práticas de vinhas mais atualizadas que dão ao vale uma uniformidade impressionante. Localizado ao sul de San Luis Obispo, seus vinhedos são alguns dos mais próximos da Califórnia ao Oceano Pacífico. Os invernos amenos, o verão frio e nebuloso e os solos franco-argilosos produzem uma combinação de sabores que foram descritos como "livro Central Coast".


Falando agora do Foxglove Chardonnay 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Chardonnay da região de Central Coast, na Califórnia, EUA. O vinho é engarrafado sem passar pela fermentação maloláctica e não tem carvalho nele, apresentando um perfil muito limpo e varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, pedra molhada com leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Chardonnay californiano que, a contrapartida de seus compatriotas, não vem carregado de madeira, tornando-o mais leve e saboroso, trazendo aquela sensação do quero mais a cada gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, October 22, 2018

Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016

Após um bom e merecido período de férias, o blog volta com atividade total e espero conseguir ser mais efetivo com relação ao número de postagens por aqui. E não poderia deixar de contar pra vocês sobre um vinho que eu trouxe na bagagem mas que me conquistou no primeiro gole. Estou falando do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016. Vamos descobrir um pouco mais sobre a história da vinícola bem como algumas curiosidades do vinho?


A paixão tem o maravilhoso poder de transformar meros objetos em obsessão, transformar tarefas cotidianas em arte. Na vinícola Beringer Bros, tem-se vivido essa paixão por mais de 141 anos. A história da vinícola Beringer Bros remonta ao ano de 1868, quando Jacob Beringer, atraído pelas oportunidades do novo mundo, navegou de sua casa em Mainz, na Alemanha, para Nova York. No entanto, depois de ouvir que o solo rochoso na encosta e o solo fértil do vale se assemelhavam aos vinhedos da Alemanha, Jacob seguiu para o Vale do Napa. Jacob e seu irmão Frederico Beringer compraram 215 acres de terra em 1875 e se tornaram uma das primeiras vinícolas do Vale de Napa. A vinícola Beringer Bros é conhecida por estabelecer muitos "primeiros" como líderes na indústria do vinho. Foram uma das primeiras instalações alimentadas por gravidade e entre as primeiras a operar usando cavernas e adegas cavadas à mão. Foram também os primeiros a dar tours públicos em 1934, iniciando uma tradição de hospitalidade em Napa Valley. Por fim, são a primeira e única adega a ter um vinho tinto e um branco, o vinho nº 1 do ano pela revista Wine Spectator.

Falando um pouco mais do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016, podemos ainda dizer que o vinho é produzido exclusivamente com uvas Cqabernet Sauvignon dos principais vinhedos da empresa na Califórnia e 20% do vinho permanece em barricas de carvalho americano que anteriormente foram utilizados para a fabricação de bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade, coloridas e em grande quantidade também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo, baunilha e toques de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, suculento, quase mastigável. Taninos redondos e boa acidez também se faziam notar. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e memorável. 

Um delicioso vinho americano, com a curiosidade do uso das barricas de bourbon pra acrescentar um calor e um toque mais encorpado ao vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, March 7, 2018

Motto Unabashed Zinfandel 2014

A Motto Wines lançou a marca de vinhos Motto em 2015 usando o time de enólogos da vinícola Chateau Ste Michelle, de Washington. A idéia era fazer vinhos potentes e encorpados que entusiastas da Califórnia tivessem interesse. E com um bom time e recursos da vinícola Ste Michelle, conseguiram se estabelecer. Os vinicultores, a principio, não se propuseram a quebrar as fronteiras existentes. Mas eles fizeram. Eles não queriam mexer qualquer penas. Mas eles fizeram. Então eles decidiram abraçar e tornar seu lema: "aprender as regras, para que você possa quebrá-las com estilo". O enólogo Reid Klei que trabalhou por muitos anos em Washington usou sua experiência de 10 anos e modelo de produção para criar vinhos com apelo Californiano. Todos os lotes de vinho permanecem separados durante a fermentação e o envelhecimento. As misturas finais são determinadas imediatamente antes do engarrafamento, uma vez que os vinhos evoluíram para revelar todo o seu verdadeiro caráter e complexidades.


Falando sobre o Motto Unabashed Zinfandel 2014, podemos ainda dizer que o vinho embora seja rotulado como varietal Zinfandel, possui um pequena parcela de Cabernet Sauvignon (cerca de 10%) para complementar o vinho final. As variedades envelhecem em uma combinação de carvalho para adicionar textura e complexidade, bem como tanques de aço inoxidável para mantenha o frescor e o caráter varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, moderadamente lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, chocolate e algo de tostado no fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é apenas um vinho divertido, simples e que não é necessário nenhum prato pra harmonizar. Basta relaxar, a qualquer hora e em qualquer lugar, e apenas observar as pessoas e as conversas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, February 7, 2018

Woodbridge Chardonnay 2014

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert Mondavi foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Falando sobre o Woodbridge Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que embora seja rotulado como varietal, possui pequenas porcentages de outras castas para compor o vinho. Tem ainda passagem por 6 meses em caravalho para amadurecimento.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos verdes, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, fósforo, flores, mel, manteiga e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ainda viva e saborosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é um típico exemplo de Chardonnay barricado que tende a agradar paladares mais acostumados e que realmente tem apreço por este tipo de vinho, que é meu caso. Aliado a isso, temos uma acidez muito viva ainda que balanceia com este corpo e deixa o vinho menos cansativo e pesado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, May 25, 2017

Ménage à Trois California Red Wine 2014

Ménage à Trois originou-se como um blend de três variedades tintas, criado em 1996 por dois profissionais psiquiátricos na Folie à Deux Winery, em Santa Helena, Califórnia. Capturando a imaginação dos amantes do vinho através do boca-a-boca, a oferta foi logo expandida para blends brancos e rosés também. Continuando a crescer, a marca Ménage à Trois aumentou significativamente depois que foi adicionada à carteira da Trinchero Family Estates em 2004. Ménage à Trois é creditado com a criação da categoria Red Blend e definindo o segmento doméstico americano de vinhos super premium, elevando a marca para um status icônico dentro da indústria de vinho e bebidas espirituosas. A marca Ménage à Trois é atualmente composta por 15 variedades de vinhos e blends, mais três tipos de vodka.


Sobre o Ménage à Trois California Red Wine 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir do corte das uvas Zinfandel (45%), Merlot (35%) e Cabernet Sauvignon (20%) sendo que, cada variedade foi fermentada separadamente, sendo que o blend final é feito antes do engarrafamento. Não encontrei detalhes, mas aparentemente o vinho tem passagem de 12 meses por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros em compota, chocolate, pimenta, tabaco e algo de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e acidez média. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem característico e que tende a agradar principalmente os iniciantes, que estão naquela transição entre os vinhos suaves e os vinhos secos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, October 24, 2016

O que a legalização da maconha tem em comum com o vinho?

Depois de um período de férias e inatividade por aqui, retorno com muita energia disposto a divulgar e compartilhar com vocês muita coisa interessante por aqui que eu espero que vocês gostem. Logo de cara começamos com uma notícia que é, de maneira geral, sempre envolvida em muita polêmica. Na terça-feira, 8 de novembro de moradores da Califórnia irão votar a Proposição 64 - conhecida como o uso adulto da Lei Marijuana - o que poderia adicionar o Estado mais populoso dos EUA para o crescente número de lugares que permitem a maconha recreativa legal. E essa polêmica não é uma exclusividade americana, países sul americanos, por exemplo, como o Uruguai também discutem este tema a algum tempo. Mas o que isso teria em comum com o vinho, você poderia vir a perguntar. A resposta segue abaixo.

Foto propriedade de Mary Jane Wines

Como o Los Angeles Times escreveu recentemente, a legalização da maconha poderia mesmo ter ramificações interessantes para o outro enorme (e inebriante) ramo da indústria da Califórnia: a indústria do vinho. Um tipo de vinho com infusão de maconha, também conhecido como "green wine" (mas legalmente descrito como um "tinto"), tem sido discutido e produzido como uma "criação moderna", pelo menos desde a década de 1970, mas só saiu de seu "sigilo relativo" nos últimos anos graças ao sistema de uso de maconha medicinal da Califórnia. Segundo ainda o jornal, o primeiro dos "vinhos de infusão de maconha comercialmente disponíveis" da Califórnia é o Canna Vine, descrito como "um produto high-end de maconha que combina maconha e uvas cultivadas organicamente e biodinamicamente, respectivamente, feito com o cuidado e meticulosidade da famosa vinícola Opus One . O preço não é muito longe do Opus One ou seja, leia-se algo entre US $ 120 a US $ 400 por meia garrafa.

Com preços superlativos assim, o "green wine" pode vir a ser extremamente lucrativo para as vinícolas de mente aberta, isso se a Proposição 64 passar (e as pesquisas parecem estar apontando dessa forma). Louisa Sawyer-Lindquist da Verdad Wines, fornecedora do vinho utilizado na produção do Canna Vine já está pensando no futuro: "Eu não tenho idéia de como o mercado vai reagir ao vinho, mas o que eu faço é torna-lo seguro, feita a partir de ingredientes puros e, esperançosamente, delicioso", disse ela em recente entrevista. Enquanto isso, Lisa Molyneux, a proprietária da Santa Cruz, que realmente é quem faz os vinhos, admite que a mistura de álcool e maconha poderia apresentar obstáculos legais adicionais, mas já está conversando com seus advogados sobre o que o futuro pode lhes reservar. Claro, tudo isso depende do que acontece em novembro.

Você leitor que pretende fazer uma visita a região talvez queira considerar esperar um mês antes de reservar as suas férias, seja ela para degustação de vinhos ou para provar diversos tipos de Marijuana em uma viagem de turismo. Muito em breve, você poderá ser capaz de fazer as duas coisas em um fim de semana.


Matéria traduzida e adapatada de http://www.foodandwine.com/fwx/drink/marijuana-wine-california?xid=NL_FWx101816.

Friday, October 30, 2015

Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013

Como eu disse anteriormente em meu post sobre o restaurante Olive Garden (relembrem aqui), em nossa recente viagem de férias a Orlando visitamos o local por duas oportunidades e a primeira, conforme o post anterior foi regada a vinho italiano. Já a segunda, seguimos de vinho "nacional", e como estávamos nos Estados Unidos, um belo vinho californiano foi a pedida, o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013.


Do site do importador destes vinhos no Brasil (Ravin): "A arte de fazer vinhos está na família Coppola por muitas gerações, faz parte da tradição. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. Há 35 anos, quando Francis e Eleanor Coppola e seus filhos viviam em São Francisco, a família começou procurar um pequeno pedaço de terra no Vale de Napa que pudessem usar como refugio durante os finais de semana e para produzir seus vinhos. O refúgio encontrado por eles foi nada menos que a grande mansão Niebaum em Rutherford, no famoso estado de Inglenook. Com cerca de 400 hectares, foi o lugar escolhido pelo finlandês Gustave Niebaum, que enriqueceu com a exploração de mineração no Alasca. Trouxe as mudas da França, plantou os vinhedos e transformou o local. A excelência das primeiras safras comprovou o potencial; a marca rapidamente ganhou fama. Depois de adquirir esta propriedade em 1976, a família Coppola achou mais interessante pensar no reparo desta legendaria mansão do que numa pequena produção de vinhos no porão. Iniciaram o processo de restauração da região a fim de resgatar Inglenook e seus maravilhosos vinhos – foram 30 anos de dedicação – a família decidiu construir uma nova vinícola em Sonoma County para que pudessem produzir suas mais populares coleções. Os vinhos que Francis Coppola produz hoje em dia, não são os mesmos de Agostino, mas são produzidos dentro do mesmo espírito – para compartilhar com família e amigos".

Já sobre o Francis Coppola Diamond Collection Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho, apesar de rotulado como varietal (segundo legislação local), possui ainda em sua composição 10% de Segalin, 7% de Merlot e 5% de Cabernet Franc, além é claro da rotulada Cabernet Sauvignon (78%). Para finalizar o vinho passa por envelhecimento/amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea bem viva, brilhante e límpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e algo de mentolado. Fundo de taça com algo de tostado também.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, acidez na medida e taninos firmes, marcados mas de boa qualidade (não eram verdes nem agressivos). O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho americano, bem ao estilo que lhes é peculiar, encorpado, frutado, potente. É um tipo de vinho que gosto e recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 10, 2015

Woodbridge Cabernet Sauvignon 2012: O vinho da lenda Robert Mondavi

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Sobre o Woodbridge Cabernet Sauvignon 2012 podemos acrescentar que é um vinho composto pelas seguintes castas: 76% Cabernet Sauvignon, 13% Syrah, 5% Petite Sirah, 2% Petit Verdot, 1% Merlot e 3% outras variedades. Após todo processo fermentativo, o blend final passa por carvalho francês e americano para arredondamento e envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, tabaco e algo que lembrou mentolado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho americano a um bom custo considerando o mercado brasileiro (em torno de 45 dinheiros, comprado no Pão de Açúcar). Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 14, 2015

Anders Lane Prohibition Old Vine Zinfandel 2012

Como alguns leitores já me conhecem, eu sou um fã assumido de vinhos da uva Zinfandel. Não, não são vinhos considerados top de mercado nem conhecidos por seu potencial de guarda. O que me atrai nestes vinhos é o prazer que ele proporciona quando bebido e a maneira corpulenta e saborosa como costuma se apresentar. Eu diria que este pode ser considerado o "meu" Malbec, que a maioria dos brasileiros gosta acima da média. E hoje estou aqui pra falar de mais um deles, o Anders Lane Prohibition Old Vine Zinfandel 2012, da importadora SmartBuy Wines.


Este é um vinho curioso por assim se dizer. Foi desenhado a quatro mãos para atender ao paladar do brasileiro pela importadora SmartBuyWines e por Philip Zorn, famoso enólogo do Napa Valley. Philip tinha vocação de winemaker já na infância, quando tentou fermentar umas ameixas na lancheirinha da escola. Foi criado na Alemanha e estudou na Technische Hochschule fuer Weinbau und Kellerwirtschaft trazendo uma perspectiva europeia para a criação de vinhos de Napa Valley. Depois de voltar para os EUA em 1984, tornou-se produtor de uma série de melhores vinícolas da Califórnia, incluindo Sunny St. Helena, Gauer Estate, Paraiso Springs e Tria. Através deste processo Philip Zorn ganhou uma profunda compreensão da cultura da uva e produção de vinho na Califórnia. Atualmente trabalha como enólogo da Waterstone Winery mas também participa de projetos em suas propriedades vitícolas particulares e nesta parceria com a importadora SmartBuy Wines. O Anders Lane Prohibition Old Vine Zinfandel 2012 é produzido com uvas Zinfandel de videiras de mais de 40 anos do Vale do Lodi no estado da California, Estados Unidos. Não possui informação sobre envelhecimento em carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou  uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, abundantes, rápidas e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e chocolate. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um novo Zinfandel excelente para o dia-a-dia, feito para agradar ao mais exigente consumidor brasileiro e para ser uma alternativa aos famosos Malbec consumidos em profusão por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, March 25, 2015

Você realmente deve temer a contaminação do seu vinho por Arsênico?

Muito se falou na mídia nestes últimos tempo com relação a uma ação judicial que está correndo nos EUA que acusa algum dos maiores vinhos do país (e outros nem tão grandes assim) de possuírem em sua composição uma quantidade elevada, e por que não perigosa, de Arsênico. Mas será que isso deve realmente nos preocupar e nos fazer derramar pela torneira nossas preciosas garrafas de vinho, especialmente os americanos? Vejam o que diz um químico especialista em vinho pela Universidade de Cornell, nos EUA.

A ação cita que um laboratório testou mais de 1.300 garrafas de vinhos para níveis de arsênico. Dentre estas, constatou-se que 83 teriam níveis de arsênico de até cinco vezes o montante do que a Agência de Proteção Ambiental (EPA) aprova para a água para consumo, por exemplo, mas ainda apenas a metade do padrão do Canadá para tais níveis no vinho. Mais dois laboratórios fizeram os seus próprios testes e obtiveram os mesmos resultados. Para termos uma idéia, o nível máximo da Agência de Proteção Ambiental de arsênico permitido na água potável é de 10 ppb (partes por bilhão). Isso equivaleria a dizer que você, para ser contaminado e ter problemas futuros com tal composto, precisaria beber cerca de 8 copos destes por dia. Levando em conta ainda que o recomendado para o consumo de vinho diário equivale a uma ou duas taças, os níveis de arsênico um pouco mais elevados do que a água não seriam assim tão alarmantes.

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, no entanto, está ligada a uma série de outros efeitos adversos para a saúde e esses perigos são vinculados ao etanol basicamente. Enquanto o arsênico é um elemento tóxico em grandes quantidades, o etanol vai lhe causar problemas em primeiro lugar se você consumir muito álcool. Ainda segundo Sacks (o químico citado no primeiro parágrafo), é possível que as vinícolas citadas no processo já soubessem de tais níveis de Arsênico uma vez que, para exportar seus vinhos para a Europa são necessários tais testes e controles. Elas (as vinícolas) são obrigadas a comunicar essas informações. E não seria rentável para as empresas produzirem diferentes vinhos para os EUA e Europa.

O arsênico é também um composto muito comum e pode ser encontrado em qualquer derivado de uma planta, de acordo com Sacks. Pesticidas baseados em arsênico foram proibidos por um longo tempo nos EUA. Mas você ainda vai encontrar arsênico em muitas coisas, porque é um elemento que ocorre naturalmente no solo. O arsênico é um composto que soa assustador. Ele (o Arsênico) remonta a romances de mistério e de assassinato. Ele também pode ser muito perigoso. A exposição prolongada a níveis elevados de arsênico pode levar ao câncer de pulmão, de pele e de bexiga, entre outras coisas.

Sacks ainda discorre sobre a relação custo x concentração de Arsênico encontrado nas amostras: dos vinhos listados na ação, muitos podem ser comprados por menos de US $ 10. Há uma razão para se encontrar uma maior concentração de arsênico nestes vinhos mais baratos, de acordo com Sacks. A maior parte das uvas usadas nestes vinhos foram cultivadas no vale central e na costa da Califórnia e não em Napa Valley. A concentração de Arsênico nas uvas será baseada na concentração encontrada no solo. Não é incomum para as regiões que dependem de irrigação tenderem a ter mais arsênico, Sacks nos disse. A irrigação é mais comum no vale central e é aí que você geralmente encontra vinhos menos caros em comparação com o Napa Valley.

Mas afinal, devemos ou não parar de consumir estes vinhos ou mesmo buscar alternativas? Segundo Sacks a resposta é não, podemos consumir sem problemas.

E você caríssimo leitor, o que acha de tudo isso?

Até o próximo, com vinho e sem problemas!

Tuesday, March 24, 2015

Rodney Strong Alexander Valley Cabernet Sauvignon 2011

Os vinhos americanos surgiram na minha vida como uma paixão mais recente por serem um pouco mais caros e menos disponíveis por aqui. No entanto, descobri uma boa fonte deles e sempre que posso, abro uma garrafinha e me divirto com minha esposa ou amigos. Desta vez o escolhido foi o Rodney Strong Alexander Valley Cabernet Sauvignon 2011.



Quem produz este vinho é a Rodney Strong Vineyards, vinícola considerada uma das pioneiras da região de Sonoma County e que, segundo palavras do importador (SmartBuy Wines), é reconhecida por ser visionária nos estudos dos solos da região e variedades a serem plantadas. Por lá se estabeleceu a mais de 50 anos atrás através de seu fundador, Rod Strong até passar as mãos da família Klein em meados dos anos 1980. Possui vinhedos nas mais famosas apelações de Sonoma, tais como Alexander Valley, Russian River Valley, Chalk Hill e Sonoma Coast. Atualmente a vinícola conta em suas linhas com vinhos Chardonnay, Sauvignon Blanc, Pinot Noir, Zinfandel, Cabernet Sauvignon e alguns blends e single vineyards.

Já sobre o Rodney Strong Alexander Valley Cabernet Sauvignon 2011, podemos complementar dizendo que é um vinho 100% Cabernet Sauvignon de vinhas da apelação Alexander Valley, em Sonoma County, na Califórnia. Passa ainda por 17 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês (100% do vinho). Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma bonita cor violácea de grande intensidade, quase intransponível com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, abundantes e bem coloridas também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate e algo de especiarias.

Na boca um vinho encorpado, taninos ainda marcados e presentes com acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho americano que provamos por aqui, mostrando uma vocação para os bons cabernets e zinfandéis que eu tanto gosto. Recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, January 6, 2015

Kendall-Jackson Vintner's Reserve Chardonnay 2012 & War: Harmonização?

Quando pensamos em harmonização de vinhos, logo nos vem a mente que estamos falando de comida. Mas nem sempre é isso que estamos querendo dizer. Harmonizar, de forma mais simples, quer dizer conciliar, fazer com que duas coisas concordem, enfim, que se obtenha um casamento (perfeito) na situação proposta. E o vinho, como alimento versátil que é, muitas vezes é ligado também a música, a situações emocionais e muitas outras coisas. Desta vez, em casa, propusemos uma "brincadeira" diferente. Resolvemos que, enquanto passaríamos momentos agradáveis em família jogando o famoso jogo de tabuleiro "War", iríamos "harmonizá-lo" com um vinho. O vinho? Foi o Kendall-Jackson Vintner's Reserve Chardonnay 2012.


Fundada em 1982, a Kendall-Jackson viu, entretanto, sua história começar ainda no começo dos anos 70, quando Jess Jackson começou o cultivo de pêras em sua propriedade na Califórnia. E logo no início dos anos 80, quando havia começado o cultivo e comercialização de uvas para outras vinícolas quando se viu as voltas com uma grande compra cancelada e uma enorme quantidade de uvas nas mãos. Foi então que sua primeira garrafa foi produzida. Agora, quase três décadas depois, a vinícola Kendall-Jackson produz uma variedade de vinhos super-premium cuja qualidade, sabor e integridade encarnam o espírito da missão de seu fundador. A Kendall-Jackson é uma vinícola familiar, e como tal, se utiliza de condições mais favoráveis a experimentações, estratégias de longo prazo e afins. Um exemplo desta forma de pensar é o cultivo de uvas em vinhedos sobre encostas das montanhas da Costa da Califórnia, que torna mais difícil todo seu manejo, mas que tem melhor insolação e sanidade, entre outros atributos. As gerações futuras da família, normalmente já envolvidas no processo, ficam incumbidas de gerar os frutos de tais riscos corridos, sobrepondo-se por exemplo aos ganhos monetários imediatos.

Sobre o Kendall-Jackson Vintner's Reserve Chardonnay 2012, podemos acrescentar que, apesar de ser um varietal 100% Chardonnay, suas uvas vem de diferentes regiões da Califórnia, conforme descrito a seguir: 36% de Monterey County, 33% de Santa Barbara County, 14% de Mendocino County, 14% de Sonoma County e 3% de San Luis Obispo County. Além disso o vinho é fermentado e envelhecido sur lie em barricas de carvalho francês e americano, sendo que passa por battonage mensal. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com tendência douradas, um bom brilho e uma ótima transparência.

No nariz o vinho apresentou aromas de abacaxi e pêssego. Além disso apareceram também aromas de baunilha, mel, manteiga e uma leve lembrança de fósforo.

Na boca o vinho era untuoso, gordo mesmo, mas com uma ótima acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

A brincadeira de harmonização funcionou e o vinho era incrível. O jogo durou umas 4 horas mas o vinho se foi bem antes disso. Este foi trazido na mala durante uma viagem aos EUA. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, December 23, 2014

Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013: Peso pesado californiano!

Que eu sou fã dos vinhos americanos muitos de vocês, caríssimos leitores, já estão cansados de saber. Mas de vez em quando ainda descubro vinhos que não havia provado e que me surpreendem pela qualidade. E quando uma uva que comumente é vista em outros lugares aparece em um grande vinho e temos a oportunidade de provar, fica melhor ainda. Bom, eu falei tudo isso para que vocês pudessem entender o por que estou falando hoje do Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013. Vamos saber um pouco mais sobre ele.


Primeiro, é interessante entender o "apelido" Fumé Blanc. Antes dos anos 1970, os vinhos feitos a partir da casta Sauvignon Blanc não eram vistos com bons olhos pelos americanos em geral. Desta maneira, o que se via por lá eram vinhos pobres, diluídos e sem carácter. Isto resultava em um baixo consumo e, no final das contas, em um ciclo vicioso. Mas foi ai que Robert Mondavi conseguiu um lote especial desta casta e buscou atingir outro patamar de qualidade no seu vinho, buscando inspiração nos grandes vinhos do Vale do Loire, na França. E tentando afastar seu vinho da imagem arranhada que os vinhos baseados em Sauvignon Blanc tinham na época, ele escolheu este "apelido" para seu vinho. E até hoje, grandes vinhos são feitos inspirados em Mondavi.

A Ferrari-Carrano possui quase vinte vinhedos em cinco apelações distintas do Estados Unidos: Alexander Valley em Sonoma (conhecido por produzir excepcionais Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah); Anderson Valley em Mendocino (reconhecido pelos Pinot Noirs); Dry Creek Valley em Sonoma (Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc); e Carneros entre Napa e Sonoma. É uma das últimas vinícolas de grande porte que ainda não foi adquirida por um dos conglomerados de marcas famosas. Há duas sedes, uma que produz vinhos tintos em Alexander Valley e outra que produz os brancos em Dry Creek Valley. Esta última é lar da Ferrari-Carano e é conhecida como Villa Fiore Wine Shop & Tasting Room, ou simplesmente de Estate Winery, sendo construída em 1981. Todos os vinhos Ferrari-Carano são vinificadas e mantidos em lotes separados até o momento do engarrafamento.

Agora falemos mais um pouco sobre a estrela do post, o Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013. É um varietal 100% feito de uvas Sauvignon Blanc onde 65% do vinho estagia em tanques de aço inox e outros 35% em barricas francesas usadas por 4 meses, sur lie. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilho e ótima transparência. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas tropicais e cítricas (pêssego, abacaxi, maracujá, limão siciliano) e toques de mel.

Na boca o vinho apresentou corpo médio (certa untuosidade) e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um grande vinho americano provado por aqui que acompanhou bem um risoto de peras com gorgonzola e uma fraldinha assada. Este é mais um que a SmartBuy Wines trás pro Brasil. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, October 20, 2014

Morada Vineyards Chardonnay 2012: Para combater o calor!

Em um dia de muito calor e cansativo muitas vezes nem fome temos direito, mas como saco vazio não para em pé, resolvemos fazer um jantar mais leve e divertido e fomos do famoso queijo e vinhos. Juntamos um brie, um maasdam e fizemos um patêzinho de gorgonzola (gorgonzola e azeite basicamente) com um pouco de torradinhas e voilá! Faltava, entretanto, um vinho para acompanhar este nosso "queijos e vinhos". Como já dito anteriormente, em face ao calor que enfrentamos na cidade de São Paulo, resolvi arriscar um vinho branco um pouco mais "gordo"para harmonizar com os queijos escolhidos. e o escolhido foi o Morada Vineyards Chardonnay 2012. O resultado? Foi bom! Vejamos a seguir.


Os vinhedos da Morada Vineyards estão localizados na famosa região de Lodi, região esta reconhecida por suas vinhas velhas de Zinfandel, sendo que para elaborar seus vinhos, a Morada Vineyards seleciona as uvas de videiras com idades médias superiores a 40 anos de idade. O Morada Vineyards Chardonnay 2012 é um varietal 100% que é fermentado em tanques inxo sobre leveduras (sur lie). Imediatamente após o processo de fermentação cessar, cerca de 15% do vinho é colocado em barricas para envelhecer por cerca de 5 meses. O vinho não passa por fermentação malolática. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha de boa intensidade, com reflexos tendendo ao dourado. Ótimo brilho e boa transparência também podiam ser notados.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos cítricos, frutos de polpa branca, fósforo e um pouco de baunilha e mel.

Na boca o vinho se mostrou untuoso, com boa e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração. 

E o que dizer da combinação com os queijos? Deliciosa. Mais um bom vinho americano, notadamente tem se tornado meus preferidos, que provo e recomendo por aqui.

Até o próximo!

Tuesday, July 29, 2014

Greystone Cellars Cabernet Sauvignon 2012: Califórnia na taça!

Eu sou muito suspeito para falar sobre vinhos americanos por uma série de fatores, mas pelo bem do texto, irei me prender ao fato de que o salta qualitativo que eles tiveram nos últimos anos e a força que as uvas Cabernet Sauvignon e Zinfandel tem mostrado por lá. E por este motivo, sempre que posso e que tenho tais vinhos em minha adega não hesito muito em tira-los de minha adega e coloca-los em minha mesa. E o escolhido "da rodada" foi o Greystone Cellars Cabernet Sauvignon 2012.


O vinho é produzido pela Vinícola Markham Vineyards cuja história é bem curiosa. Quando pensamos em Bordeaux, automaticamente pensamos em vinhos. Mas, ao invés disso, o imigrante bordalês Jean Laurent veio para a Califórnia em 1852 para buscar o ouro. Entretanto, por meandros da vida, construiu sua primeira adega em 1874, dotada de uma modesta estrutura de madeira. O negócio era bom e em 1879 ele construiu o porão de pedra que é o coração da vinícola atual. Laurent foi um dos maiores produtores do boom de vinho da Califórnia dos anos 1880. Naqueles dias, os vinhos eram vendidos a granel e transportados de trem para a costa leste. Depois da morte de Laurent em 1890, a vinícola continuou operando sob uma sucessão de proprietários. É ai que entra na estória Bruce Markham. Ele chegou ao Napa Valley quase 100 anos mais tarde, também pensando em começar uma vinícola. Ele comprou vinhedos em Yountville, Oak Knoll e Calistoga além de, é claro, a antiga adega Laurent, que operava como uma cooperativa na época. Em 1978, ele fundou a Markham Vineyards e a antiga adega Laurent renasceu. Em 1988, a antiga Vinícola Laurent mais uma vez levantou-se como uma Phoenix para assumir outra vida nova. A vinícola foi vendida para a Mercian Corporation e começou um ambicioso programa de quatro anos, vários milhões de dólares em renovação, ampliação e de replantio de vinhas. Tais esforços transformaram a Markham Vineyards em uma das mais avançados e impressionantes instalações de vinificação no país.

Sobre o Greystone Cellars Cabernet Sauvignon 2012, segundo pude apurar, tem 76% de uvas Cabernet Sauvignon e o restante complementados por Barbera, Malbec, Grenache e Tempranillo. Passa por envelhecimento em barricas de carvalho francês e americano embora não tenho o tempo preciso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresenta uma coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também compõem o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, alcaçuz, especiarias doces e baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

O que eu posso dizer se não que é mais um ótimo vinho vindo dos EUA e que só mostra a seriedade de um trabalho bem feito. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, April 23, 2014

Chateau Montelena Chardonnay 2010: Final do ciclo de comemorações

Engraçado como determinadas coisas acontecem em nossa vida. A quase um ano atrás eu viria a provar este vinho pela primeira vez, e viria a saciar minha curiosidade devido a toda a história envolvendo o famoso "Julgamento de Paris", sobre o qual já teci algumas linhas por aqui (relembrem aqui). Daquela vez também passava por um bom momento na vida pessoal e, aproveitava o encejo para comemorar abrindo este vinho incrível. E não é que agora, o mesmo vinho (uma safra mais "novo"), serviu também para encerrar um novo ciclo de comemorações? A coincidência ainda foi maior pois enquanto degustávamos o vinho (eu e minha esposa), terminávamos de assistir o último capítulo de um dos seriados mais interessantes que acompanhamos nos últimos tempos (a foto denuncia qual é). Enfim, falo é claro do Chateau Montelena Chardonnay 2010.


Vale sempre relembrar que a história da vinícola começa ainda em meados de 1880 no Vale do Napa, na Califórnia, quando nasce a propriedade e as primeiras plantações de vinhas. A partir dai, muita água se passou embaixo da ponte e houveram momentos de proibição e parada na produção, mudança de posse da propriedade até que a presença de Jim e Bo Barret elevam o tom da qualidade dos produtos do Chateau Montelena e com o advento do Julgamento de Paris (em meados dos anos 70 este vinho venceu uma degustação as cegas onde os grandes Chablis franceses eram maioria), a colocam no cenário vitivinícola mundial com toda a força. Já sobre o vinho, o que dizer? É um varietal 100% Chardonnay de uvas colhidas no próprio Chateau. Não sei ao certo o tempo que passa em madeira, e se passa, mas pelo corpo do vinho e algumas nuances do olfato, deduzo que sim. Tem teor alcoólico de 13,6%. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos levemente dourados, bastante brilho e transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores fechavam o conjunto visual.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas em profusão: tropicais e cítricas. Depois de algum tempo, notas de fósforo e mel. Ao fundo de taça, algo de tostado. O vinho se mostrou bastante complexo olfativamente, assim como da primeira vez.

Na boca o vinho era untuoso, bem gordo e denso mesmo. Tinha uma acidez nada medida. No retrogosto confirmou o olfato. Ficava por um bom tempo no paladar mesmo quando era engolido. Realmente, um vinho para se lembrar.

E assim encerrava um ciclo de comemorações em minha vida, com a certeza mais uma vez de que sou abençoado por ter uma família maravilhosa ao meu lado, por poder apreciar algumas das delícias que a vida pode nos oferecer (assim como este vinho) e enfim, por estar vivo!

Até o próximo!

Wednesday, March 19, 2014

Old Vine Zinfandel & hambúrgueres caseiros!

Aqui em casa é assim, viu uma receita boa seja na tv, internet ou qualquer outra publicação sobre o assunto que logo queremos reproduzir e incrementar. Eis que certo dia vimos no site Cuecas na Cozinha uma receita fácil e rápida de hambúrgueres caseiros e pronto, decidimos que essa seria a receita da vez. E claro que a difícil tarefa de harmonizar a comida com o vinho tinha que ser cumprida, e a escolha recaiu sobre este Old Vine Zinfandel. Já falei que sou tarado por Zinfandel? Então.


O vinho de hoje é feito pela Oak Ridge Winey, localizada em Lodi, na Califórnia, dita como berço de bons exemplares da casta por lá. Lodi está situado entre o pé de Sierra Nevada e a Bahia de São Francisco. Dias quentes e brisa fresca à noite (influências marinhas) criam um clima excepcionalmente mediterrâneo perfeitamente adequado para cultivar a Zinfandel. Vinhas velhas, algumas com mais de 120 anos de idade, retorcidas e esculpidas pelo tempo, produzem pequenas quantidades de frutas para criar um vinho que é a expressão máxima do terroir. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, lentas, levemente espaçadas e com alguma cor compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou frutas vermelhas, toques de café, chocolate amargo e leve mentolado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto em sintonia com o olfato. Final de média para longa duração.

Mais um bom representante da casta Zinfandel, que agrada facilmente paladares de iniciantes e os já mais escolados. Fez um bom par com nossos hambúrgueres caseiros, recheados com queijo cheddar e pães integrais. Me senti criança comendo e bebendo tamanha felicidade. Eu recomendo. Este vinho me foi apresentado pela Smart Buy Wines e valeu a prova.

Até o próximo!

Saturday, March 1, 2014

Fetzer Quartz White Blend 2011 - #CBE

E é chegada a hora da Confraria Basileira de Enoblogs por aqui, momento este que ocorre sempre no primeiro dia de cada mês, onde todos confrades e confreiras postam suas impressões sobre um vinho baseado em um casta, país, região, tipo, etc, que fora escolhido previamente por algum destes mesmos confrades/confreiras. Este mês (Março) a escolha foi do Deco Rossi, e veja o que ele falou: "Pra aproveitar o calor e tentar variar um pouco, vamos com um vinho branco de corte de qualquer faixa de preço." Missão dada é missão cumprida e eis que surge em nossa mesa o Fetzer Quartz White Blend 2011. Confesso que já havia visto este vinho nas prateleiras de um supermercado que costumo frequentar e que o rótulo dele sempre me chamou a atenção, mas acabava sempre comprando algum outro vinho ou bebida e deixa pra lá. Mas eis que com o desafio da CBE deste mês, a chance surgiu e eu o trouxe pra casa. 


Os vinhos da vinícola Fetzer vem da ensolarada e linda Califórnia, na costa Oeste dos Estados Unidos, mais precisamente do condado de Mendocino. Sua fundação ocorreu em 1968 e desde então a vinícola se dedicou a um trabalho sério e de maneira sustentável, sempre acreditando que quanto mais harmônico fosse o convívio do homem com a terra e com a plantação, maior a qualidade de seus vinhos. Desde sempre apostaram na força das castas brancas como Chardonnay, Gewürztraminer e Riesling quando a moda ditava que o Cabernet Sauvignon era o vinho com a cara da Califórnia. A linha Crimson and Quartz traz vinhos macios, amigáveis, fáceis de beber e ligeiramente não usuais. 

O que falar então do Fetzer Quartz White Blend 2011? Este vinho é um blend bem incomum de 35% de Chardonnay, 23% de Riesling, 18% de Gewürstraminer, 14% de Pinot Grigio, 7% de Muscat e ainda 3% de outras uvas brancas misturadas. Ao que parece não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com alguns reflexos esverdeados, muito brilhante e límpido. Lágrimas finas e incolores complementavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, cítricos, toques florais, plástico e fósforo. Um vinho muito fragrante e perfumado. 

Na boca o vinho apresentou uma entrada de boca ligeiramente adocicada, corpo médio e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta e tem um final de curta para média duração. 

Um bom e curioso vinho, muito saboroso e que cai bem com o nosso clima mesmo. Além disso foi um excelente companheiro de uma quiche de presunto, queijo e cebolas caramelizadas com a qual minha esposa nos presentou. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, February 27, 2014

Cline Cellars Zinfandel 2011


O que eu vejo por ai no mundo do vinho é que normalmente os vinhos feitos com a uva Zinfandel tendem a ser amados ou odiados, não existem meio termos em se tratando deles. Eu, não sei se para o bem ou para o mal, me encaixo no grupo de consumidores que amam a uva e os vinhos feitos com ela, muito em função de um clube de vinhos que assino e que me apresenta bons e excelentes exemplares desta casta tida como "americana". E em mais uma viagem ao "mundo" Zinfandel trouxe a minha mesa o Cline Cellars Zinfandel 2011.


A Cline Cellars, como já discutido por aqui em outras oportunidades, é uma vinícola fundada inicialmente em Oakley na California que depois teve sua sede levada para Carneros, no Sonoma. Existe desde meados dos anos 80 sendo que, segundo pude apurar, é uma das pioneiras no cultivo de uvas oriundas do Vale do Rhône na região, fazendo uso do clima um pouco mais ameno em Carneros. Conta hoje com vinhedos em ambas regiões (Carneros e Oakley) além de Pentaluna, também em Sonoma. Conta ainda com acomodações para turismo além de um museu cujo tema principal é as Missões Espanholas na região conhecida como El Camino Real.

Sobre o vinho em destaque, o Cline Cellars Zinfandel 2011, 82% das uvas vem do Vale de Lodi e o restante vem da região da Costa e outras partes da Califórnia. Com a ascensão de Lodi no mapa do vinho de qualidade, cada vez mais produtores de diferentes regiões se abastecem no vale para garantir e melhorar a qualidade de seus vinhos. É feito com 100% de uvas Zinfandel sendo que 35% do vinho passa por madeira para envelhecimento e arredondamento. Atinge 14% de graduação alcoólica. Vamos as impressões.


Na taça uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas, em bom número e incolores completavam o conjunto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros em geléia, chocolate e toques de especiarias bem sutis.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, carnudo, com boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de curta para média duração.

Mais um bom vinho apresentado pela Smart Buy Wines com um único porém, o vinho poderia ter um final um pouquinho mais longo, mas de qualquer forma não atrapalha a qualidade geral do mesmo. Acompanhou bem uns bifes grelhados e temperados com sal, pimenta, alho desidratado e ervas. Eu recomendo.

Até o próximo!