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Thursday, July 6, 2017

Flor das Tecedeiras 2014

A Quinta das Tecedeiras, produtora do vinho de hoje, situa-se na zona nobre do Douro vinhateiro, a oito quilômetros a montante da vila do Pinhão. Nesta propriedade com vista privilegiada sobre o rio Douro moram memórias de uma história riquíssima, da vinha principalmente, mas também das freiras tecedeiras de linho (da onde vem o nome da Quinta), que lhe deram o nome, e do olival. Percorrendo-se a quinta compreende-se como cresce ali uma simbiose feliz entre os vinhedos antigos – alguns com mais de 80 anos - e novos, bem como com o olival que vem do tempo em que a filoxera exigiu ao Douro encontrar cultivos alternativos à vinha devastada. É desta herança que se valoriza, nascem, naturalmente, vinhos DOC Douro e vinhos do Porto Quinta das Tecedeiras de qualidade reconhecida internacionalmente.


Já sobre o Flor das Tecedeiras 2014 podemos acrescentar que é um vinho feito a partir das mais tradicionais castas do Douro – Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Amarela, Tinta Barroca e Tinto Roriz - com fermentação e estágio apenas em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, baunilha, flores, especiarias e algo que lembrava tinta de caneta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e acrescenta um toque mais mineral com uma excelente persistência.

Um ótimo vinho Duriense que provamos por aqui, é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.

Tuesday, August 27, 2013

Porto Ferreira Dona Atonia Reserva & Mousse de Chocolate: Precisa dizer alguma coisa mais?

Dando continuidade aos trabalhos relatados no post anterior, pensamos que para ser completa, nossa refeição teria também uma sobremesa para nos deleitarmos. E como ambos (eu e minha esposa) somos apreciadores de chocolate, nada mais óbvio do que irmos para um delicioso mousse de chocolate. E para acompanhar, um vinho Porto Ferreira Dona Antônia Reserva.


O mousse é bem simples, em uma tigela redonda colocamos uma latinha de creme de leite sem soro e uma barra e meia de chocolate meio amargo em banho maria até que consigamos misturar ambos de maneira bem homogênea. Em outra vasilha batemos três claras em neve e misturamos na tigela inicial e colocamos no refrigerador. Antes de servir, polvilhamos com chocolate amargo ralado. 

Já quanto ao vinho, é produzido pela gigante Sogrape Vinhos, de Portugal. Conforme palavras do próprio produtor: "Porto Ferreira Dona Antônia é um Vinho do Porto Reserva criado em homenagem de Dona Antônia Adelaide Ferreira, uma mulher carismática que dedicou toda a sua vida ao Douro e ao Vinho do Porto, deixando um legado de excepção e valores de qualidade e excelência que estabeleceram a Ferreira como símbolo maior da alma portuguesa e marca número um em Portugal". Possui em sua composição as uvas Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Barroca e Tinta Amarela. É feito pelo método tradicional na região, com adição de aguardente vínica em determinado período do processo a fim de se interromper o processo de fermentação e com um consequente aumento no grau alcoólico do vinho que aqui atinge 20%. Depois passa por períodos de envelhecimento em pipas de carvalho em Vila Nova de Gaia onde posteriormente irá se juntar a vinhos de outras safras no blend final que irá compor este vinho. No caso deste reserva, são utilizados vinhos entre 4 e 12 anos de idade, chegando-se a uma idade média em torno de 7 anos (segundo o produtor). 

Na taça o vinho mostrou uma coloração vermelha rubi com tons atijolados, lágrimas finas e bastante viscosas, descendo lentamente por suas paredes. 

No nariz o vinho trás notas de frutos secos (uvas passa, ameixa preta, etc.) e toques florais. Ao fundo da taça alguma coisa que lembrava especiarias e chá preto.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e untuoso, de boa acidez e confirmando o olfato e suas percepções. Fica em boca por muito tempo, um final bem longo. 

Nem preciso dizer que o casamento foi imediato, o chocolate amargo e os frutos secos do vinho combinaram muito, deixando ambos com sabores ainda mais agradáveis. Eu recomendo fortemente.

Até o próximo!

Tuesday, September 6, 2011

Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo LBV 2006 Porto

Apesar de não ser minha primeira experiência com um vinho do Porto, acho que no blog é a primeira postagem a respeito. O vinho do Porto leva este nome em virtude da cidade onde é produzido, em Portugal. Normalmente as vinhas que dão origem a estes vinhos fortificados vem das margens do rio Douro e após sua produção, vão para a cidade de Vila Nova de Gaia para envelhecimento. Seu método de produção é curioso eu diria, e consiste em parar a fermentação das uvas utilizadas em determinado momento pela adição de aguardente vínica, o que faz com que o vinho possua uma certa quantidade de açúcar residual (não fermentado) e um elevado teor alcoólico. Após este processo o vinho passa por diversos transportes na adega a fim de se buscar uma evolução ideal para o mesmo, o que chamamos de trasfegas. Normalmente são utilizados grandes tonéis para o armazenamento e envelhecimento dos vinhos em Vila Nova da Gaia. Na produção dos vinhos do Porto são diversas as uvas permitidas, mas no exemplar em questão foram usadas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinto Cão, Souzão e Tinta Barroca. A última curiosidade a cerca deste vinho é que ele é um LBV - Late Bottled Vintage, vinhos produzidos em safras consideradas excepcionais e que tem um período de envelhecimento entre 4 e 6 anos. Vamos as minhas impressões.


O vinho apresentou uma cor violácea púrpura muito intensa na taça, manchando todas as paredes da mesma. Lágrimas lentas, coloridas e em abundância fechavam o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrava aromas de frutas secas/passas como ameixa preta e uva, algo floral, leve amendoado e chocolate ao fundo. Álcool quase imperceptível levando em conta os potentes 20%. Tudo muito exuberante, mostrando ainda muita jovialidade.

Na boca o vinho foi um show, muito corpo, preenchia a boca com maestria. Acidez em abundância contrabalanceando com a doçura do açúcar residual, muita fruta passa/seca e um final longo com muito chocolate. Um delírio. Casou com maestria com um brigadeirão feito pela Milena, minha namorada, uma verdadeira delícia!!!

Enfim, apesar da pouca idade do vinho, se mostrou muito complexo e harmônico, pronto para o consumo. Como comprei duas garrafas na época,vou deixar uma descansando um pouco mais na adega pra ver se haverá alguma evolução. Depois revisitarei o post e comentarei a evolução.

Até o próximo!