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Thursday, February 1, 2018

Stellenrust Chenin Blanc 2016

Hoje no Balaio iremos falar de um vinho oriundo de um país que não é muito comentado por aqui mas que sempre trás boas surpresas com castas pouco usuais, também. Estou falando do Stellenrust Chenin Blanc 2016, um vinho sulafricano da região de Stellenbosch que impressionou por aqui. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Vinícola Stellenrust foi fundada em 1928 e já produziu alguns dos mais excelentes vinhos de qualidade que a região de Stellenbosch da África do Sul pode oferecer. Consiste em cerca de 400ha (200 ha plantadas), das quais a metade fica localizada sobre a área do Triângulo Dourado de Stellenbosch, reconhecida internacionalmente por alguns dos melhores vinhos tintos da África do Sul. A outra metade situa-se no alto das Montanhas Bottelares, conhecida pelo seu clima fresco e brisas do mar da tarde, saindo da Cidade do Cabo para nutrir os excelentes vinhos brancos e tintos. A Stellenrust orgulha-se hoje de ser uma das maiores propriedades vinícolas de propriedade familiar da África do Sul, gerando gerações de habilidades de vinificação e o legado de nosso lema "onde a excelência cumpre a vinificação" apresentada em cada garrafa.

Falando especificamente sobre o Stellenrust Chenin Blanc 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Chenin Blanc de vinhas com idade variável, mas não menores de 30 anos e até 42 anos de idade. Cerca de 12% do vinho é fermentado em barricas de carvalho francês de 3º e 4º usos (o restante é fermentado em tanques de aço inoxidável). Após este processo, ambas as porções são mantidas por 5 meses em seus respectivos recipientes em contatos com as leveduras até o blend e finalização. Nos resta portanto, falar sobre as impressões a cerca deste vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes com excelente brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais (como limão siciliano, pera, manga e outros) além de um delicioso toque mineral, quase salino.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado um excelente frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Me parece que Chenin Blanc é algo que os vinicultores da África do Sul fazem muito bem, e este não é exceção. Muito Fresco, vibrante e com muita fruta, impressionante e convidativo. Eu recomendo a prova. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Tuesday, December 13, 2016

Langtafel White Blend 2014

Eu gosto muito de variar os vinhos que bebo e, mais do que isso, procuro variar as regiões vinícolas que experimento para sempre poder aprender mais sobre os vinhos e suas peculiaridades. E hoje fomos até a um local que, na minha opinião, é até pouco explorado no nosso mercado mas que trás algumas gratas surpresas. Hoje falaremos de África do Sul e mais do que isso, falaremos de um bom vinho branco de lá com um corte não muito usual. Hoje é dia de Langtafel White Blend 2014.


O Langtafel White Blend 2014 é produzido pela Mooiplaas Wine Estate, situada entre as montanhas majestosas e férteis dos vales de Stellenbosch, na África do Sul. A propriedade é uma fazenda histórica cujos vinhedos estão plantados entre dois oceanos em encostas íngremes de antigos solos ricos em minerais nas ensolaradas colinas da região. É lá que Tielman e Louis Roos produzem uma gama de vinhos enraizados na tradição e técnicas artesanais que aproveitam ao máximo o terroir único da região. Uma das características mais marcantes da Mooiplaas é o terreno irregular, desde os prados no fundo do vale até a bacia hidrográfica no topo das colinas. Estes contrastes topográficos resultam em diferenças interessantes no microclima. Hoje, a Mooiplaas Wine State ocupa uma área de 243 hectares, dos quais cerca de 100 hectares são plantados com vinhas e 70 hectares dedicados a um parque natural privado.

Falando sobre o Langtafel White Blend 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Semillon sem qualquer estágio em madeira. Vamos, finalmente, as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos levemente dourado com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e um toque mineral interessante no fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Friday, January 16, 2015

Montchenot Blanco 2013: Vinho hermano para arrefecer o calor!


E mais uma tentativa de amenizar o calor que assola o verão brasileiro, busquei nas profundezas da minha adega algum vinho branco que pudesse ser refrescante e de alguma forma acompanhasse refeições leves e desse aquela sensação de prazer que buscamos quando bebemos vinho. E foi assim que resgatei o Montchenot Blanco 2013 e coloquei-o em nossa mesa. 


O vinho é produzido pela Bodegas Y Viñedos Lopez, que representa um caso excepcional na indústria do vinho na Argentina, pois começou em 1898 e continua até hoje nas mãos da família fundadora, sendo mais de 116 anos de tradição. Seu fundador, José López Rivas, chegou em 1886 vindo da aldeia de Algarrobo em Málaga, na Espanha, onde se dedicou juntamente com sua família as videiras e oliveiras. Ele decidiu instalar seus vinhedos no país (Argentina) e escapar de uma praga devastadora, a filoxera, que afetou as vinhas por toda a Europa. Em 1898, ele estabeleceu-se definitivamente em Mendoza, e o peso da tradição vinícola da família Lopez não tardou a surgir. No mês de março deste mesmo ano começou a fazer os seus próprios vinhos nas melhores áreas da província, produzidos até os dias atuais com vinhas próprias e um princípio que permanece desde então: controlar todas as etapas da produção dos vinhos, cuidando e supervisionando cada detalhe.

Sobre o Montchenot Blanco 2013, podemos dizer que é um vinho elaborado a partir de uvas Chenin Blanc cuidadosamente selecionadas,  de vinhas da propriedade localizada em Los Carolinos, em Luján de Cuyo, Mendoza. É fermentado em tanques de inox, onde permanece até ser engarrafado, não passando por qualquer envelhecimento em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e bastante limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio e uma ótima acidez, se mostrando bastante gastronômico também. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Um bom vinho branco para o dia a dia, bem feito e sem defeitos. Acompanha uma boa conversa ou mesmo uma refeição rápida e despretensiosa. Convida ao próximo gole. Realmente não é só de Malbec que vivem os nossos hermanos. Recebi mais esse bom vinho do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. Eu recomendo.

Até o próximo!