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Monday, November 5, 2018

Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013

Ernesto Catena, dono da Ernesto Catena Vineyards na Argentina, é o filho mais velho de Nicolás Catena de Catena Zapata. Um enólogo da 4ª geração, Ernesto viajou e viveu em todo o mundo, e ao longo do caminho ganhou um diploma de bacharel em Ciências da Computação e Economia, um mestrado em Design em Milão e uma licenciatura em história em Londres. Definido por muitos como o lado "boêmio" da família Catena, Ernesto é um leitor incansável e ávido, pintor, colecionador de arte, cavaleiro, polo e arqueiro. Enquanto presidente da Bodegas Escorihuela, Ernesto sentiu a necessidade de produzir vinhos que refletissem suas crenças básicas: alta qualidade, um estilo diferente da maioria dos vinhos produzidos na época, volumes menores e um forte conceito de marca. Em 2002, a Ernesto Catena Vineyards foi criada para expressar essas crenças.


Falando mais especificamente do Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Bonarda da região de La Vendimia, em Rivadavia, Mendoza. O vinho tem passagem de oito meses por carvalho francês e americano (meio a meio), sendo que destes 30% novos, 40% segundo e terceiros usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, couro, mentolado, folhas secas e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma boa opção de vinho argentino, que pode e deve contrapor aos já manjados Malbecs/Cabernets e afins. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 21, 2015

Caligiore Bonarda 2013: Argentino orgânico, uma bela experiência!

A Caligiore vinhos orgânicos é um negócio puramente familiar e dedicada exclusivamente à produção biológica de uvas e vinhos. Nascida em 2001, em Luján de Cuyo, aos pés da Cordilheira dos Andes e a 900 m de altitude, como a realização de um projeto para a integração da cadeia de suprimentos baseada em uma política clara de responsabilidade social corporativa, e uma meta pessoal de seus fundadores, a família Caligiore, de modo que o novo empreendimento constituiria um espaço de auto, de realização de objetivos pessoais para todos os membros da equipe. Assim, interpretando a essência da terra mendocina , desde o berço tradicional dos grandes vinhos argentinos, nasceu a idéia fundamental deste projeto, que era criar a primeira linha de vinhos orgânicos premium da Argentina, produzidos e certificados de acordo com padrões internacionais de produção orgânica e, assim, dar aos consumidores a opção de desfrutar de vinhos de alta qualidade, sensorialmente complexos, onde o potencial do terroir é destaque; feitos de maneira diferente, especial, sempre respeitando a natureza. Cada vinho é uma criação que combina o trabalho do homem e da alma da terra para expressar a essência de ambos, quase como uma obra de arte. Este é o conceito que envolve os vinhos Caligiore.


Sobre o Caligiore Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho produzido com uvas 100% Bonarda de vinhas de aproximadamente 35 anos de idade. O vinho passa por envelhecimento de 8 meses em tanques de aço inoxidável mais 3 meses em garrafa sendo que 15% do volume é envelhecido em carvalho americano. Para finalizar o vinho não é ajustado nem filtrado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com algum brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, coco e toques mentolados.

Em boca o vinho o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez com taninos macios e aveludados. O retrogosto confirma o olfato. Leve dulçor na entrada de boca que contrasta com o final longo e seco.

Um belo vinho sem dúvidas, uma boa experiência com um vinho orgânico que confesso não conhecer muito bem mas que só apresentou qualidades. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, December 5, 2013

Vistalba Corte A 2008

Já de volta ao lar, nos braços de minha família, com muitos motivos para comemorar o ano que está perto de se acabar, resolvemos abrir um grande vinho para a ocasião. Cansado também desta convivência americanizada dos últimos dias (mentira, adoro vinhos americanos) abri minha adega (que esta meio pobrinha ultimamente) e resolvi tirar de lá este Vistalba Corte A 2008, um presente vindo diretamente da Argentina.


A vinícola Vistalba foi construida em 2002, no coração de Luján de Cuyo, em Mendoza, na Argentina pelo famoso enólogo Carlos Pulenta. Seguindo sua descendência e se utilizando das técnicas vinícolas trazidas por ambos italianos e espanhóis para Mendoza, Carlos desenvolveu toda sua linha de vinhos e cortes se baseando ainda na família, especialistas em solo da região e assim por diante. Possui uma arquitetura bela e imponente, estilo Criollo, ou como dizem por lá, no estilo nativo. 

O vinho em destaque é um corte composto de 64% Malbec, 29% Bonarda e 7% de Cabernet Sauvignon. É envelhecido em barricas francesas por 18 meses. Depois passa ainda por 12 meses em garrafa antes de ser disponibilizado ao mercado. Atinge graduação alcoólica de 14,8%.  Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, com lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas compondo o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas, chocolate e toques de eucalipto. 

Na boca um vinho encorpado, taninos redondos e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato com frutas e toques mentolados. Final de longa duração.

Mais um grande vinho hermano, que fez companhia para mais uma noite de comemoração em casa. Que venham outras.

Até o próximo! 

Tuesday, July 16, 2013

El Enemigo Bonarda 2009

E era dia de celebrar! Celebrar a vida, as datas que nos marcam, os dias que se passam, enfim, nossas realizações na vida que vão muito além do lado material. E minha esposa me deu a missão de escolher o vinho para tal oportunidade. Depois de muito pensar em qual vinho tirar da adega, se seria ou não a ocasião certa, decidi que iria levar um velho ditado em conta: "a vida é muito curta para bebermos vinhos ruins". Foi ai que entrou em cena o El Enemigo Bonarda 2009, um presente de casamento muitíssimo interessante.


A Bodega El Enemigo se encontra aos pés dos Andes com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos.

O vinho em questão é composto por 90% de uvas Bonarda acrescidas de 10% de uvas Cabernet Franc. Passa por volta de 14 meses de envelhecimento em carvalho e tem 14% de álcool. Foi agraciado com 90 pontos do "nosso amigo" Robert Parker, que o classificou como um dos mais complexos vinhos feitos com uvas Bonarda. Vamos as impressões.

Na taça um cor violácea muito intensa e quase intransponível, sem traços de transparência. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas que o usual e muito coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz uma complexidade incrível, passando por frutos vermelhos e escuros maduros, chocolate, especiarias e toques de defumado e tostado. Lembra ainda algum mentolado. Muito interessante.

Na boca o vinho era encorpado, taninos firmes, marcantes e de excelente qualidade e boa acidez, tudo muito equilibrado e mostrando um grande conjunto. Retrogosto confirmando o olfato num final longo e saborosíssimo.

Sem dúvida um grande vinho, excelente qualidade e que deve ter ainda um bom tempo de garrafa dada toda sua complexidade e estrutura. Como minha esposa mesmo disse, quando estava me aproximando do final do vinho, parecia uma criança segurando a taça como se não quisesse largar "meu brinquedo". Vale a prova, eu recomendo!

Até o próximo!

Thursday, June 28, 2012

Crios Syrah/Bonarda 2008 by Susana Balbo

Ontem, a noite foi de muita tensão pra mim, que sou Corinthiano, como muitos aqui já devem saber. Se não sabiam, sim, esta pode ser uma de minhas grandes virtudes ou um de meus maiores defeitos. Cada um interprete como quiser. De qualquer maneira, voltando ao assunto principal, com o intuito de diminuir a tensão e aliviar o stress, escolhi um vinho (argentino) para me acompanhar no sofrimento. 


Não vou me prolongar muito sobre a vinícola (Dominio Del Plata) ou sobre a enóloga Susana Balbo, pois é chover no molhado. Inclusive, já comentei outro vinho desta linha por aqui (relembrem: Susana Baldo Crios Torrontés). Além disso, também falei um pouco sobre outros vinhos da vinícola, o Nuscaa Cabernet/Malbec e o Ben Marco Cabernet. Vou direto ao assunto, então.

O vinho apresentou uma cor rubi violácea de grande intensidade, quase intransponível, com lágrimas finas, espaçadas, mas que ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz, o vinho apresentou aromas de frutas escuras, muita pimenta, toques de chocolate e tostado. Com tempo em taça, também senti um pouco de chá preto. Nada muito fragrante, mas os aromas estavam em constante mudança, cada hora podia-se sentir um de maneira bem clara.

Na boca, o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos, porém marcados e de boa qualidade. Retrogosto lembrando pimenta e chocolate. Final de curta duração.

Mais um vinho honesto desta grande enóloga, que se encontra na faixa dos R$ 40,00 e pode ser considerado um vinho para o dia a dia. Este foi comprado no supermercado Extra. Valeu a compra.

Até o próximo!

Sunday, December 4, 2011

Colonia Las Liebres Bonarda 2009

Eu já comentei anteriormente sobre este vinho no blog, quando o havia escolhido para o segundo encontro da Confraria do Meio (relembre aqui). Naquela noite porém o vinho não agradou a maioria dos presentes (e a mim também não) e por isso como tinha mais uma garrafa por aqui, resolvi fazer uma nova tentativa. Mas não houve muita diferença, infelizmente. Vale ressaltar que este vinho foi considerado por muitos críticos um best buy, tendo recebido inclusive 89 pontos do RP. Só para lembrar que o vinho é feito com uvas 100% bonarda vindas de vinhedos com mais de 30 anos na região de Rivadavia, em Mendoza na Argentina e não passa por madeira. Vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentava uma bonita cor violácea, escura e brilhante. Lágrimas finas e rápidas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de compotas de frutas escuras, especiarias (pimenta/cravo), lembrança de algo lácteo e alguma nota animal. Depois de um tempo em taça notas de menta também podiam se fazer sentir. Álcool espetava um pouco no nariz e não arrefeceu muito com o tempo.

Na boca o vinho tinha corpo leve para médio, boa acidez e taninos finos, quase imperceptíveis. Mesmo assim faltava um pouco do meio de boca, um pouco de estrutura. Trouxe no retrogosto fruta e especiarias com um final curto e com leve amargor.

Não é um vinho ruim mas também não apresenta tantos atributos e sinceramente me pergunto o por que de ter sido tão aclamado pela crítica e recebido altas pontuações e recomendações. Particularmente, não é a minha.

Até o próximo!

Thursday, October 27, 2011

Confraria do Meio: Segundo Ato!

Depois de uma fantástica reunião inaugural (relembre aqui) chegava a hora da Confraria do Meio se reunir pela segunda vez. Parentese. Desde o começo imaginamos a confraria com reuniões mensais e com temas pré definidos e passado um mês, cá estávamos outra vez. Fecha parentese.  Como havíamos definido, o tema desta reunião era Argentina, e portanto os confrades foram instruídos a levar vinhos do país para celebramos a noite. Evidentemente que tentamos também escolher um restaurante que pudesse casar com o tema, mas depois de muito pensarmos, discutirmos opções, chegamos a conclusão de que o local escolhido para o encontro da confraria (também conhecido como esbórnia enogastronômica) nesta reunião seria o Garcia e Rodrigues, localizado no Shopping Vila Olímpia, na Zona Sul de Sampa. A escolha do local também leva em conta os contatos que algum dos confrades tenha, a não cobrança de rolha e se possível, a temática do local.

O Garcia & Rodrigues é um misto de restaurante, delicatessen e confeitaria que, há 14 anos no Rio de Janeiro e um em São Paulo, oferece o melhor dos grandes clássicos tanto da gastronomia francesa quanto da cozinha brasileira, combinando ingredientes, aromas e temperos europeus e locais. Alguns de seus pratos já viraram referência, além da enorme variedade de tortas e cheesecakes, e de clássicos da pâtisserie francesa como tarteletes, éclairs, financiers e madeleines. Os pães são um destaque à parte. Com fabricação própria, são feitos na padaria e confeitaria do restaurante.

Vale ressaltar que toda a equipe da casa nos deixou muito a vontade desde a nossa chegada, mas em especial o sommellier Alex foi show de bola. Além de nos separar a melhor mesa da casa, fez questão de nos trazer uma taça para cada vinho degustado (e olha que foram 6 vinhos) e ainda fez questão de que recebêssemos o couvert por conta da casa. O destaque do couvert é uma espécie de fogaça de azeitonas num formato inusitado, mas que é uma delícia, além é claro do patê e dos pães, todos confeccionados na casa e na hora (chegavam ainda quentes na mesa). Enquato abríamos os trabalhos, tomamos um vinho branco para acompanhar o couvert e as entradinhas,que consistiam em um mix de antepastos com berinjela  cogumelos, batatinhas em conserva, fundo de alcachofra e outros. O vinho era o Mairena Sauvignon Blanc 2009, bem fresco e aromático com muita tipicidade: maracujá, algo vegetal, aspargos, muita mineralidade (lembrando areia de praia) e bom corpo. A mistura de cozinhas é o forte da casa e como o tema era Argentina, escolhemos pratos que tinham carne como atriz principal: uma canela de vitelo que era de se comer ajoelhado e um belo bife de chorizo. O vitelo desmanchava a cada garfada e o chorizo derretia na boca, e para acompanha-los, um risoto muito bem feito. Agora, passemos as impressões dos confrades sobre os vinhos e como é de praxe, na ordem em que foram eleitos na noite de ontem.


1o Lugar - Monteagrelo Bressia Malbec 2008 - Um vinho 100% malbec que conseguia aliar força e elegância, numa mistura de velho e novo mundo. Aromas de frutas vermelhas maduras, muito floral, carne de caça, chocolate amargo todos harmônicos e sem aquela porrada na cara. Taninos médios, corpo cheio, final muito longo e acidez bacana criavam um belo conjunto. Elogiadíssimo por todos, foi unanimidade;

2o Lugar - Fabre Montmayou Grand Vin 2003 - Um blend com 85% Malbec, 10% Cabernet Sauvignon e 5% Merlot de uma empreitada francesa em Mendoza com muito estilo velho mundo, o vinho apresentava aromas de fruta escura, baú velho, mentolado com um pouco de álcool sobrando no início, mas que arrefeceu durante a degustação. Boa acidez, taninos firmes e ainda presentes mesmo com a idade do vinho, uma bela surpresa da noite;

3o Lugar - Ben Marco Cabernet Sauvignon 2008 - Apesar de ser rotulado como varietal, apresenta 15% de malbec em sua composição. Este vinho faz parte das linhas premium da cultuada enóloga hermana, Susana Balbo. O vinho a princípio se mostrou fechado, necessitando de um tempo em decanter. Quando se abriu, aromas de frutas maduras, pimenta, cassis, alguma coisa de tostado e tabaco doce. Álcool sobrando durante toda a degustação. Boa acidez, taninos firmes e algo de rascantes e álcool sobrando um pouco também em boca num final de média duração. Os confrades, e eu me incluo, achamos que o vinho ainda era muito novo e que deve melhorar com mais um ou dois anos de garrafa;

4o Lugar - Colonia Las Liebres Bonarda 2009 - Apesar de ter recebido 89 pontos de Robert Parker e ser considerado um best buy, este vinho não agradou muito os confrades. Aromas de compota de furtas (framboesa), goiabada, mentol e especiarias o vinho tinha corpo de leve para médio, taninos finos e boa acidez com um final um pouco curto. Um vinho correto e mais para o dia a dia e só.

Por motivos profissionais e pessoais, a reunião da confraria foi um pouco esvaziada. Mesmo assim pudemos aproveitar, conversar muito, dar risadas além de comer e beber bem e em excelentes companhias. E é claro, decidimos os temas para as duas últimas reuniões do ano, anotem ai: em novembro o tema será vinhos portugueses e para dezembro, uma reunião especial com vinhos TOP, onde cada confrade levará o vinho que achar que tem um que a mais, aquele considerado vinhaço e aclamado pela crítica.

Que venham as próximas reuniões, até lá!