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Tuesday, September 2, 2014

Luigi Bosca Single Vineyard Malbec DOC 2011: Vinhaço argentino na taça

Confesso que muito já havia ouvido a respeito desta que é, sem sombras de dúvidas, uma das mais famosas vinícolas argentinas, pelo menos em terras brasilis, mas que nunca tive a oportunidade de provar seus vinhos. Ao menos não que eu me lembrasse. Mas quisera o destino que, em um happy hour pós uma semana cheia no trabalho, a oportunidade de provar o Luigi Bosca Single Vineyard Malbec 2011 aparecera em minha frente. Vamos ver o que ele tem a nos dizer?


A Bodegas Luigi Bosca foi fundada pela Família Arizu, e conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta gerações, a Bodega Luigi Bosca constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho argentino. A Bodega Luigi Bosca não só é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado local de vinhos premium; além disso, seus rótulos estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Falando um pouco mais especificamente do Luigi Bosca Single Vineyard Malbec DOC 2011, podemos dizer que é um varietal 100% Malbec, sendo que para a produção deste vinho, foram selecionadas antigas parcelas de Finca La Linda, localizada em Vistalba, que cumpre com os requisitos agronômicos que exigem as normas da Denominação de Origem. Após a fermentação, 100% do vinho passa para barris de carvalho francês novos, onde é realizada a fermentação malolática e é envelhecido durante 14 meses. Antes de sair para o mercado, é mantido na vinícola pelo menos dezoito meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade com bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques florais, especiarias e torrado ao fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado e potente, taninos marcados porém de excelente qualidade e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um baita vinho argentino, que por si só já é um deleite. mas que deve ir bem com carnes em um bom e velho churrasco. Eu mais do que recomendo.

Até o próximo!