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Tuesday, March 7, 2017

Malma Finca la Papay Malbec 2014

A Bodega Malma nasceu como parte do novo desenvolvimento do projeto vitivinícola em San Patricio del Chañar, província de Neuquén, na Patagônia Argentina, uma região que desponta no mapa vitivinícola e destaca por seus vinhos de alta qualidade. A adega introduziu seus vinhos no mercado no ano 2004 e continua exportando seus produtos para o mundo desde esse momento. A Bodega Malma pertence às famílias Viola e Eurnekian, que adquiriram a adega no ano 2009, para continuar com o crescimento da região vitivinícola patagônica e se afirmar no negócio do vinho de alta gama no nível mundial. Junto com seu Enólogo, Sergio Pomar, e o Enólogo Consultor Roberto de la Mota, foi desenhado o portfólio de produtos e trabalhamos na pesquisa do potencial de cada micro-parcela de terra para as diferentes variedades.


Sobre o Malma Finca la Papay Malbec 2014, podemos afirmar que o mesmo faz parte de uma linha composta por vinhos mais jovens, com envelhecimento parcial em barricas o que pode conferir alguma complexidade. Em suma, um vinho 100% Malbec onde cerca de 20% do vinho permanece em barricas de carvalho francês e americano por 8 meses para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate e toques minerais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Foi bem com uma boa pizza em família. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Tuesday, August 11, 2015

Primogénito Pinot Noir 2012: Elegância aliada a uma pegada hermana!

Se existe um lugar na América do Sul que eu tenho muita vontade de conhecer, este lugar é a Patagônia. Seja em sua parte argentina como em sua parte chilena, as imagens e descrições que vejo e ouço a respeito só me fazem sonhar em um dia lá visitar. E, como bom enófilo, tenho provado algum de seus elegantes vinhos e, sem sombra de dúvidas, só tenho tido boas impressões. E é este o caso deste Primogénito Pinot Noir 2012 que recentemente provei na Wine Weekend aqui de São Paulo e que, nesta oportunidade, pude provar com mais calma em casa na companhia de minha esposa. Vamos ver o que o vinho nos mostrou?


A explosão do vinho na região da Patagônia nos últimos anos é devido aos seus excelentes resultados na produção, bem como a utilização de matérias-primas soberbas, juntamente com as características únicas do solo patagônico e a tecnologia mais avançada empregada. A Bodega Patritti nasceu em 2003, quando as primeiras videiras foram plantadas em San Patricio del Chañar, na província de Neuquén, na Argentina. A adega tem uma capacidade de produção de 1,5 milhões de litros. Ela foi projetada por um prestigiado grupo de arquitetos que alcançaram um excelente resultado na combinação de critérios estéticos sutis com recursos técnicos avançados. Por meio da gravidade, o movimento suave das uvas e do vinho durante o processo de elaboração, com agitação mínima, preserva a expressão máxima de cada variedade. Todo projeto tecno-enológico foi feito pelo prestigiado enólogo argentino Mariano Di Paola, que trabalha em conjunto com Nicolas Navío, enólogo residente. Para fermentação dos vinhos tintos, são utilizados tanques de aço inoxidável de pequeno volume com a forma de cones truncados que geram uma superfície de contato maior, aumentando a eficiência na extração de taninos, sabores, cor e aroma, que é completado por um tratamento rigoroso e personalizada de vinhos novos. O resto do equipamento de arrefecimento inclui pias de concreto para controlar temperaturas de fermentação, e um porão com capacidade para 500 barris.

Sobre o Primogénito Pinot Noir 2012, só nos resta acrescentar que é um vinho feito com 100% Pinot Noir e que passa por 12 meses em barricas de carvalho francês. A curiosidade fica por conta do símbolo que representa essa linha de vinhos, que é o Garabato. Ele é uma vara de madeira dura, que se assemelha a um número um. Em tempos antigos foi usado como uma ferramenta, como é até hoje, pra limpar erva daninha, abrir estradas, etc. Bom, vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi suave, com bom brilho e excelente limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e sem cor também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, toques terrosos que lembram cogumelos, algo de floral e leve lembrança de baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho, soube através de pessoas que trabalharam na Wine Weekend que foi um dos campeões de vendas por lá. É trazido pela importadora La Charbonnade. Vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, August 7, 2014

Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013: Da patagônia chilena para a taça!

Começando a ser um pouco mais específico com os vinhos apresentados na Masterclass "Os Extermos do Chile", vamos falar sobre o primeiro vinho apresentado. Para isto, dispa-se de qualquer pensamento que encontra em sua cabeça neste exato momento e viajemos até o extremo sul do Chile, onde se encontra a Patagônia chilena. É de lá que saem as uvas para este excelente Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013, produzido pela Viña Casa Silva.


A Viña Casa Silva dispensa maiores apresentações, mas de qualquer forma vale umas linhas para ressaltar. É uma das vinícolas mais antigas do Valle de Colchágua em termos de tradição e história, e uma das mais modernas do Chile, tratando-se de inovação. Tem diferentes salas de barricas, túneis subterrâneos, construções antigas, entre outras. É uma vinícola 100% familiar, 100% chilena, a qual todos os membros da família participam do trabalho diário. A relação com a terra e o vinho é parte diária dos membros da família Silva. Cada um cumpre uma atividade específica, particular e profissional com o orgulho de quem viveu, vive e quer continuar vivendo uma estreita relação com a terra e o vinho como parte de uma forma de vida. Eles são pioneiros na plantação de vinhedos finos desde 1912 na região do Valle de Colchagua. Don Emilio Bouchon pertence a primeira geração da família que chegou de Boudeaux, França, no final do século de XIX no Chlile, em 1892. Foi nessa época que teve início a construção da vinícola, que é a mais antiga e tradicional do Valle de Colchagua.

Já o vinho em questão, o Lago Ranco Sauvignon Blanc 2013, tem suas uvas (100% Sauvignon Blanc) oriundas do Viñedo de Futrono, na Região Austral da Patagônia chilena, no extremo sul do país. Localizado no paralelo 40º 21'de latitude sul e a mais de 900 km de Santiago, capital do Chile, Futrono é irrigado pelas águas do que é até então o terceiro maior lago do Chile, o Lago Ranco (dai o nome do vinho), águas estas muito cristalinas e que tem origem do degelo da Cordilheira dos Andes. A colheita é feita de maneira manual e as uvas são prensadas inteiras, sendo que fermentam e permanecem em tanques de aço inox até o vinho ser engarrafado (aproximadamente 5 meses). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verdeais muito claro, brilhante e transparente. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de limão siciliano, maracujá (mousse) e aspargos. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio com uma acidez extremamente elétrica, cortante e salivante. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um carácter mineral ao vinho, como se lembrasse a salinidade marinha (imagine-se engolindo uma boa porção de água do mar e você começa a ter uma idéia do que eu quero dizer). O final é de média duração.

Um vinho delicioso e saboroso, deixa a sensação de quero mais na boca e que deve ser uma delícia com frutos do mar e pratos a base de peixes. Eu adorei e recomendo. Começavamos bem mais este evento.

E que venham os próximos!

Tuesday, December 4, 2012

Barda Pinot Noir 2009

Eu vivo me perguntando se os produtores vitivinicultores do chamado "Novo Mundo" um dia irão entender que mais do que potência, fruta, extração, as pessoas esperam também por prazer, elegância, enfim, elementos que a meu ver veem a complementar uns aos outros e não competir, de forma a que um se sobressaia ao outro. E é muito bom quando conseguimos então descobrir vinhos que tendem a um equilíbrio, como é o caso deste que irei falar sobre no post de hoje. Eu já havia ouvido falar muito bem dele e como minha noiva teve a oportunidade de uma viagem a trabalho para a Argentina, pedi a ela que trouxesse uma garrafa para a prova, e olha que o preço saiu em média quase metade do que custa aqui, com toda a crise que o pais de nostros hermanos atravessa.


A Bodega Chacra, produtora do vinho, está localizada na Patagônia argentina, um local consideravelmente mais frio e seco, que se encontra equidistante do oceano e da cordilheira, criando assim condições especiais para o cultivo de uvas consideradas mais frágeis e de delicado cultivo, como é o caso da Pinot Noir.

O vinho em questão é feito com 100% de uvas Pinot Noir, que após a fermentação passam para as barricas francesas afim de que a fermentação malolática e o afinamento/envelhecimento do mesmo possam acontecer. Tem 14% de teor alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi, com bastante brilho e transparência, lembrando um bom exemplar da casta. Lágrimas finas, ligeiramente rápidas e sem cor complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho abriu com muitas frutas vermelhas frescas, toques de especiarias e lembranças florais. Apesar de certa potência, o vinho conseguiu mostrar também muita harmonia e elegância entre os aromas.

Na boca o vinho tinha um corpo médio, boa acidez e taninos finos, sedosos e muito macios. Retrogosto trazendo muita fruta e toques de especiarias. Final de longa duração.

Um excelente exemplar de Pinot Noir argentino, lembra um pouco os vinhos borgonheses, pois conseguiu de maneira magistral aliar a força atribuída aos vinhos do Novo Mundo com a elegância dos vinhos do Velho Mundo. Como disse, este veio diretamente da Argentina, e se não me engano foi comprado na Tonel Privado. Além de tudo acabei ganhando de presente de minha noiva, então não poderia ter sido melhor. Eu recomendo!

Até o próximo!

Friday, November 23, 2012

Skye Bar & Restaurante: Um pedido, um novo rumo na vida!

Como eu havia comentado no meu post anterior, o feriado prolongado da semana passada me reservaria muitas surpresas e emoções, sendo que a quinta feira seria apenas o aquecimento dos motores pra tudo que viria na sequencia. E já vou avisar que este talvez seja um post menos sobre comida, vinhos e mais sobre emoções e reações.

Eu programei pra sábado um passo muito importante em minha vida: iria oficializar meu noivado com a minha até então namorada. E eu precisava escolher um lugar bacana para isso. Nossa idéia inicial era o Terraço Itália no centro de Sampa, mas quis o destino que o mesmo não tivesse reservas disponíveis para a data. Foi ai que me lembrei do Skye, lugar que havia conhecido a um tempo atrás em uma reunião de negócios. Estava decidido então o lugar.

O lugar é simplesmente fantástico e fica localizado na cobertura do Hotel Unique, próximo ao Pq. do Ibirapuera, da onde se tem uma vista privilegiada assim como de todo o horizonte da cidade de São Paulo. A gastronomia do lugar é comandada pelo famoso Chef Emmanuel Bassoleil, que tem formação em escola de culinária francesa, e serve um menu eclético que mistura a culinária francesa, brasileira, italiana e japonesa de apresentação primorosa que faz com que queiramos provar logo os sabores ali apresentados.

O caminho da minha casa até a casa dela pareceu demasiadamente longo neste dia, apesar de ser no meio de um feriado e quase sem nenhum trânsito. Enquanto eu dirigia, um filme passava em minha cabeça. Apesar do pouco tempo que estávamos juntos, parece que nos conhecemos a muito tempo. Sim, eu a conheço a mais tempo, mas o relacionamento e a intimidade vieram só agora. Em meio a um som demasiadamente alto para me distrair e crises de riso e choro, cheguei a porta de sua casa. E lá estava ela, deslumbrante num vestidinho preto, cabelos soltos e seu sorriso inconfundível. Seguimos então ao restaurante.

A recepção e o serviço diferenciados do lugar realmente fazem jus a tudo que se fala por ai. Fomos direcionados a nossa mesa e era hora de decidirmos o que iriamos comer e beber para completar a noite. Eu fui de Confit de Canard com Risoto Malbec e ela de Salmão com legumes. Decidimos também pedir um vinho para acompanhar a refeição. Depois de muito pensar, o acompanhante da noite seria o Del Fin Del Mundo Reserva Pinot Noir 2010. Foi então que tudo aconteceu.

Após os pedidos feitos, ficamos conversando por um período que me pareceu até maior do que realmente foi. O olhar fixo em seus olhos me fazia enxergar que a hora tinha chegado. A baixa iluminação do lugar somado as velas na mesa faziam com que a sensação de ruborização em meu rosto só aumentasse. Foi assim que segurando suas mãos as palavras foram saindo de minha boca e o pedido de casamento aconteceu. E para minha sorte, apesar de já termos conversado sobre isso em outras oportunidades, ela aceitou com aquele sorriso sincero e verdadeiro. A felicidade exalava por todos os lados.

Mas e sobre a comida e o vinho, meus queridos leitores, vocês devem estar se perguntando. Ambos os pratos muito bem executados, sedutoramente apresentados e de se comer de joelhos. O vinho se mostrou uma escolha acertada, afinal seu corpo mais leve, taninos redondos e macios aliados a força dos aromas/sabores frutados, toques terrosos e de especiarias casou bem com os pedidos e a acidez do mesmo fazia com que se tornasse também muito gastronômico. Mas a esta altura do campeonato, serviram somente de pano de fundo pra o primeiro dia do resto de minha vida!

Até o próximo!