Showing posts with label Grenache. Show all posts
Showing posts with label Grenache. Show all posts

Tuesday, May 12, 2020

Hopes End Red Blend 2017

A história da Hopes End Wines começa com a viagem de um médico, Dr. William Thomas Angove, em 1886, de Londres na Inglaterra com direção a uma das mais distantes terras no planeta, a Austrália, em busca de uma vida melhor. Ao chegarem em Port Misery, ao sul da Austrália porém, se deparou com uma situação um pouco diferente da imaginada: um pântano escuro, uma terra sem leis e sem princípios, muito distante do que se imaginava por novos começos. Mas foi ai a grande sacada, imaginando que se fora o destino que havia o trazido pra lá, assim seria. E nomeou o lugar como "Hopes End", algo como sem esperanças em uma tradução livre de minha autoria. Este local se encontrava ficava no sopé de Adelaide. Depois de estabelecer uma prática médica, o Dr. Angove logo se viu experimentando a produção de vinho, inicialmente usando o que produzia como tônico para seus pacientes. Inicialmente, o Dr. Angove plantou 10 acres de vinha e produziu mesa seca e vinho fortificado. Ele logo encontrou uma crescente base de clientes rapidamente transformando seu hobby em um negócio.


Falando agora sobre o Hopes End Red Blend 2017, podemos dizer que o mesmo é um blend de uvas Syrah, Grenache, Petit Verdot e Malbec com alguma passagem por madeira, pequena é verdade. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grade intensidade com bom brilho e muita limpidez .Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, baunilha, chocolate e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. 

Esse vinho foi o fiel escudeiro de costelinha de porco assada e purê de batatas, posição esta que assumiu com honras e glória, fazendo bonito no quesito harmonização.

Até o próximo!

Wednesday, August 30, 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice. 


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

Wednesday, January 18, 2017

Le Petit Xavier Rouge Vin de France

Xavier Vignon, "produtor do vinho", aproveita ao máximo a sua profissão de enólogo-consultor, tendo passado por regiões como Bordeaux, Champagne, Austrália, Nova Zelândia, Califórnia entre outras, para comprar vinho de várias propriedades prestigiadas do Vale do Rhone, na França, para misturá-las com outros vinhos de alta qualidade feitos em pequenas quantidades e depois vendê-los sob a sua própria marca. Desde o final dos anos 90, Xavier Vignon passou a maior parte do seu tempo desenvolvendo técnicas modernas mantendo métodos tradicionais com um sucesso surpreendente.


Sobre o Le Petit Xavier Rouge Vin de France em si, não consegui muito mais informações mas, levando em conta o que normalmente encontramos em vinhos da região, eu apostaria num blend de Syrah e Grenache e, ao que tudo indica, sem passagem por madeira. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e um leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos bem macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Este vinho tende a agradar tanto a iniciantes como enófilos com alguma bagagem por ser muito fácil de beber e muito equilibrado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, August 23, 2016

Bancal Del Bosc 2012: A Espanha muito bem representada!

A Espanha enquanto país produtor de vinhos tem me surpreendido positivamente nos últimos tempos pois tenho provado muita coisa boa vinda de lá. E isso tem me animado a arriscar sempre e conhecer mais e mais a respeito dos vinhos oriundos de lá. O vinho que trago hoje aqui é um prova disso. O post de hoje será sobre o Bancal Del Bosc 2012. Vamos ver o que podemos falar sobre ele e sobre seu produtor?


O vinho é produzido pela Vynes Domènech, cuja família fundadora e que empresta nome a empresa (Domènech) vem de Falset, na Espanha, e desde 2002 são os proprietários de um dos vinhedos mais antigos de Capçanes, localizado ao sul do Priorato, dentro da D.O. Montsant. A uma altitude entre 450 a 500 metros acima do nível do mar, aninhada entre duas montanhas (Llaberia e Montalt), esta área protegida de conservação montanhosa, rodeada por exuberantes florestas e subsolos, se beneficia de um microclima único, muitos solos diferentes e vinhas muito velhas de uvas Garnacha (Grenache ou Garnatxa). Um terroir único para a produção de vinhos de qualidade, sem sombras de dúvidas.

Já sobre o Bancal Del Bosc 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Grenache, Cabernet Sauvignon e Syrah (60% da primeira e 20% de cada uma das outras duas). Após fermentação, o vinho passa ainda por 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos então as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e em boa quantidade se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros maduros, notas balsâmicas, especiarias, toques minerais e defumados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho espanhol sem sombra de dúvidas, vindo de uma área ainda considerada "cult" por lá e, até pelos altos preços que encontramos por aqui, pouco explorada no nosso mercado. De qualquer maneira, eu recomendo a prova, vocês não irão se arrepender.

Até o próximo!

Wednesday, May 11, 2016

Chateau de Pourcieux Rosé 2014: Rosé para a #CBE

Ando em falta com a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio, tanto com relação aos prazos como com as postagens em si. Peço desculpas a meus amigos confrades e confreiras e prometo que, ao menos, tentarei ser mais assíduo. Infelizmente não completarei a missão em 100% aqui hoje, mas já é um começo. O tema do mês foi passado por nossa querida amiga Alessandra Esteves, também conhecida como a Dama do Vinho (http://www.alessandraesteves.com/), tema este que foi: "Vinho rosé, de qualquer país, uva ou faixa de preço... mas, acompanhado de uma sugestão de harmonização (de preferência com foto), para mostrar a versatilidade desses vinhos". Então hoje é dia de Chateau de Pourcieux Rosé 2014 aqui no Balaio.


O château de Pourcieux manteve-se até o presente momento como propriedade da família do Marquês d'Espagnet, sendo que muitos dos anos de suas vidas também foram dedicados ao Parlamento de Provence. Um belo exemplo da arquitetura provençal, em 1993, o château foi registrado no inventário oficial de monumentos históricos. Desde tempos imemoriais, tem sido um local importante da viticultura e está entre as vinhas mais veneráveis ​​da Provence. Vestígios romanos testemunham sua história; sob o château suas caves contem cubas monumentais que datam do século XVIII e uma coleção de barricas de carvalho que foram montadas no local e ainda estão em uso hoje. Desde 1986 Michel d'Espagnet perpetua a tradição da família em estreita colaboração com seus colegas, o "maître de chai", Jean-Christophe de Boisgelin, e sua enóloga, Bernadette Tourrel.

Sobre o Chateau de Pourcieux Rosé 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir do blend das uvas Syrah, Grenache e Cinsault, sendo que estas são vinificadas separadamente sendo que a sangria do vinho é feita após maceração pelicular de quatro a seis horas a uma temperatura controlada. As variedades ficam então separadas em seus tanques para clareamento, filtração e posterior blend segundo orientação da enóloga após algumas degustações. Não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma linda coloração salmão bem clarinha, lembrando pele de cebola, com muito brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos muito frescos, algo de pêssego e leve toque floral.

Na boca o vinho era muito fresco, leve e delicado. Equilíbrio e elegância caracterizam este vinho. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicado.

Sem dúvida um excelente vinho rosé, que já foi eleito algumas vezes como o melhor rosé da Expovinis e que sem dúvida me cativou. Confesso que não provo muitos vinhos rosés mas que, pretendo faze-lo com mais frequência. Infelizmente não consegui harmonizar ou sugerir alguma harmonização com este vinho, não cumprindo a missão da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs por completo, mas, segundo o produtor, o mesmo pode ser harmonizado refeições leves, carnes brancas grelhadas, saladas além é claro da cozinha provençal e asiática.

Até o próximo!

Thursday, January 28, 2016

La Vieille Ferme Rouge 2014

Complementando o post anterior, ter a oportunidade de passar por tamanha experiência sensorial com o jantar no Provence Cottage & Bistrô (relembrem aqui) realmente necessitava de um bom acompanhamento. E olha só que barato, a carta de vinhos do restaurante é escrita a mão e num moleskine. É muito mimo. Depois de pensar muito sobre o assunto optei pelo La Vieille Ferme Rouge 2014, pensando num bom coringa para acompanhar os pratos até então desconhecidos. Olha, acho que eu acertei em cheio.


La Vieille Ferme tem sido popular entre os amantes do vinho há mais de 40 anos. Produzido em uma região tranquila e ensolarada do Sul do Rhône, na França, cada vinhedo é uma expressão de seu terroir: o vinhedo localizado em Côtes du Ventoux traz elegância e estrutura para os vinhos tintos e rosados; a altitude do vinhedo localizado em Côtes du Luberon traz frescor e delicadeza aos brancos. La Vieille Ferme é feita com grande cuidado e integridade pela Família Perrin, proprietários de Chateau de Beaucastel. Os maiores críticos de vinho de todo o mundo têm elogiado os produtores deste vinho por a sua qualidade irrepreensível, que alcançou reconhecimento internacional. O notável prestígio adquirido ao longo dos anos pela família Perrin garante sua presença entre o PFV (“Primum Familiae Vini”), associação formada por 11 dos maiores produtores de vinho do mundo, dentre eles Château Mouton-Rotschild, Vega Sicilia e Hugel & Fils, produtor da Alsace. A Perrin & Fils hoje é gerenciada por 6 membros da família Perrin da 5ª e 6ª gerações. Usando as mesmas técnicas empregadas no Château de Beaucastel, a família Perrin ter acrescentado algumas denominações interessantes em sua já impressionante lista de vinhos.

Sobre o La Vieille Ferme Rouge 2014, podemos acrescentar que é feito a partir das castas típicas da região do Rhone, a saber: Carignan, Cinsault, Grenache e Syrah. O vinho é então fermentado em cubas de cimento de 150 e 300 hectolitros. Depois da fermentação o vinho é mantido em ambas as cubas e grandes barris de carvalho por dez meses, em seguida, engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Vale ressaltar que devido a iluminação mais aconchegante, intimista, esta avaliação ficou um pouco difícil.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, baunilha e algo de tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho francês da região do Rhône, que mostrou seu potencial e frescor, escoltando bem todos os pratos do jantar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, July 1, 2015

Réserve des Seigneurs 2012: A hora e a vez da França na #CBE

Preciso confessar uma coisa pra vocês: eu não fui totalmente honesto com vocês no último post. É que o exercício de harmonização que eu fiz nele tinha um outro propósito escondido, que era atender ao tema proposto pela #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E como hoje chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês, quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema relacionado ao vinho. Neste mês, o tema foi do amigo Cristiano Orlandi, do bog Vivendo Vinhos. Como sempre, saindo da mesmice o amigo mandou: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha". E como por aqui o lema é desafio proposto, desafio aceito, fomos de Réserve des Seigneurs 2012 da região de Côtes du Rhone.


O Réserve des Seigneurs 2012 é produzido pelo Domaine de l'Oratoire Saint Martin, sendo que A maior parte da propriedade está situada no nordeste da aldeia Cairanne, a 200 metros dos montes de Rasteau em um lugar chamado "la montagne", tudo isso dentro da macro região de Côtes du Rhone. O Domaine é comandado por uma família de produtores de vinho por mais de 300 anos. Desde 1984 até os dias atuais, o negócio familiar fica a cargo dos irmãos Frédéric e François Alary, mais de dez gerações depois da fundação da propriedade. E eles trabalham com afinco, visitam os vinhedos várias vezes ao dia durante todas etapas do cultivo a colheita, e principalmente a última, onde experimentam, mastigam, e mais do que tudo, respeitam o tempo de cada uva. Hoje a fazenda conta com 25 hectares de vinhedos nas encostas de Saint Martin, incluindo o "oratoire", construído no meio da vinha, que deu seu nome à propriedade. 

Sobre o Réserve des Seigneurs 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 60% Mourvèdre, 20% Grenache e 20% Syrah de vinhas com média de 65 anos aproximadamente. Passa em carvalho francês por 24 meses, sem filtragem ou colagem. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas gordinhas, espassadas, lentas e coloridas fazem parte do conjunto visual também. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (principalmente doces), leve toque floral e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, boa acidez e com taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final, picante, era de longa e saborosa duração.


Para a harmonização, afinal a brincadeira também envolvia esta "etapa", fizemos um Steak au Poivre que leva no molho, creme de ricota, cebolas roxas, vinho do porto e é flambado no conhaque, além é claro do mix de pimentas rosas e verdes em grãos. A harmonização foi muito boa, tanto vinho como prato cresceram um na companhia do outro. Eu recomendo a prova, do vinho e do prato. Missão dada, missão cumprida mais uma vez. 

Até o próximo!

Tuesday, June 30, 2015

Les Chèvrefeuilles 2013: Côtes du Rhône, agora na taça!

Em busca do prazer que o vinho e uma boa comida pode nos proporcionar, fui buscar um vinho de uma país que, apesar de ser um dos maiores produtores, tenho provado pouca coisa, que é a França. Muito se deve ao fato de que é mais complicado desenrolar bons vinhos a preços competitivos no nosso mercado. mas dia desses fiquei sabendo de um importadora, a de la Croix vinhos, que trás muita coisa boa e a preços interessantes. Fui lá com um objetivo: encontrar um vinho da região de Côtes du Rhône de um bom custo benefício para uma brincadeira de harmonização em casa. E eis que cheguei ao Les Chèvrefeuilles 2013. 


O vinho é produzido pelo Domaine de la Réméjeanne, que se encontra situado num ambiente natural exuberante, perto da cidade de Bagnols-sur-Cèze. Em 1960, os pais de Remy Klein se mudaram de volta para a França, vindos da Tunísia, e compraram uma pequena propriedade de 5 hectares em La Réméjeanne. Pouco a pouco, os vinhedos foram se expandindo e eles começam a engarrafar seu próprio vinho em 1975. Remy Klein assumiu os negócios em 1988 e continuou os expandindo também para oliveiras e figueiras, mantendo entretanto o foco no trabalho artesanal, tradicional e autêntico, gerando vinhos que expressam o terroir em sua plenitude. Atualmente a propriedade compreende 38 hectares de vinhas, 2 hectares de oliveiras e 0,5 hectares de figueiras. Os vinhos Côtes-du-Rhône são produzidos principalmente nas encostas orientais (Sol Nascente), entretanto, os Côtes-du-Rhône Villages são produzidos nas encostas orientais do Sul (mais quentes). Em 2007 foi iniciado o processo de conversão para agricultura orgânica, sendo que a propriedade foi certificada em meados de 2010. Em 2012, todos vinhos engarrafados já são certificados.

Sobre o Les Chèvrefeuilles 2013 podemos acrescentar ainda que é um blend de 70% Syrah, 10% Grenache,10% Mourvèdre, 5% Carignan e 5% Marselan. Segundo o produtor, somente a variedade Carignan passa por um processo de maceração carbonica. Depois de feita toda fermentação, o vinho é envelhecido em tonéis de madeira por cerca de 12 meses. Vale ressaltar que o vinho não tem adição de sulfitos e passa por leve filtração. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de média para grande intensidade, algum brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, lentas, em pouca quantidade e coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros e algo de grafite. Ao fundo, toques de mentolado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos e granulares. Retrogosto confirma o olfato e ressalta um toque mineral. Final de média duração.


A brincadeira de harmonização ficou por conta de maminha assada na cama de sal grosso com batatas rústicas e, particularmente, gostei do que aconteceu. Não houve competição entre prato e vinho, mas também não houve a mítica criação de um terceiro sabor. Ambos se complementaram bem. O vinho também pode ser consumido por si só pelo carácter mais frutado sem se tornar pesado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, March 23, 2015

Château Saint Roch Côtes du Rhône 2012: À francesa!

Inspirados por um final de semana mais tranquilo em casa, resolvemos que iríamos inovar e fazer uma receita diferente (que não havíamos testado ainda). Depois de pensar e pesquisar por um tempo, chegamos a uma conclusão: iríamos fazer um boeuf bourguignon. Com o prato escolhido era hora de voltarmos a atenção ao vinho que iriamos beber para acompanhar o prato. Muito se diz no mundo do vinho que nada mais interessante do que juntar a culinária e a bebida local para se ter um casamento legal. Ao buscar vinhos franceses em minha adega (donde vem também a receita), percebi que não tinha nada da Borgonha. Foi ai que achei o Château Saint Roch Côtes du Rhône 2012 e pensei, por que não? Dito e feito.


O vinho é produzido pelo Château Saint Roch, umas das propriedades da família Brunel. A simples assinatura da família, também proprietária do Château de La Gardine, já impõe respeito e remete a qualidade dos vinhos. Sua tradição na indústria vitivinícola começa em meados do século 17 e está enraizada no Rhône e suas proximidades. Ainda sobre o Château Saint Roch Côtes du Rhône 2012, podemos acrescentar que o vinho é um corte de 70 % de Grenache, 15% de  Syrah e 5% de Cinsault sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou um bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em boa quantidade e coloridas tingem as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, toques animais e lembrança mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e granulares, quase mastigáveis. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um delicioso e despretensioso vinho do Rhône e a um custo bem acessível. Combinou bem com o prato escolhido e foi alegria enquanto durou a garrafa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 23, 2015

Restaurante Avek e o Menu Degustação para clientes Personnalité

No final de semana passado tive uma oportunidade muito bacana: conhecer o restaurante francês Avek numa brincadeira de menu degustação que é preparado exclusivamente para clientes do banco Itaú Personnalité. E agora chegou a hora de contar um pouco desta experiência e dividi-la com vocês, caríssimos leitores. 

O sistema de menu degustação é muito interessante pois o o cliente experimenta, em uma só refeição, diversos pratos em porções menores do que as habituais. Em geral, as receitas são especialidades do chef, ou seja, uma amostra do melhor que a casa tem a oferecer. É como se o chef tivesse a oportunidade de mostrar todas suas habilidades. Normalmente é a oportunidade de se conhecer o trabalho autoral do mesmo. É desenvolvido em conjunto com os fornecedores de matéria prima e em geral, tem muita qualidade. No entanto é preciso disposição, pois mesmo que as porções sejam em tamanho reduzido, no final das várias etapas, você terá comido o mesmo que uma refeição "padrão" com entrada, prato principal e sobremesa.


Já o Restaurante Avek, como o próprio nome já entrega, tem inspiração na cozinha francesa do chef Alain Uzan, que cresceu no restaurante dos pais em Vendeé, balneário francês, onde começou o seu contato com a cozinha. Em 1999, durante uma viagem de férias, decidiu investir no mercado brasileiro. Desde então além de gerir seu próprio restaurante, prestou consultoria em diversos outros locais na cidade de São Paulo. Participou ainda de grandes eventos, com palestras e aulas por todo o Brasil. A casa tem ainda uma particularidade, da qual muito gostei, que é a venda de rótulos de vinho a preços muito convidativos (quase de importadora) tanto para consumo no local como para levar para casa. A carta ficou a cargo da sommeliére Luciene Carvalho, que dentre vários lugares, desfilou seu talento pela Ville du Vin. O ambiente é muito elegante, simples e convidativo, realmente inspirado nos bistrôs franceses. Tem até o tradicional menu escrito a giz num painel negro. Com um grande sofá ao longo da parede dos fundos, que cria os assentos das mesas por lá dispostas, a sofisticação está presente em tudo, até nos "abajures" ao longo das parede até o teto, criando uma agradável experiência.


Começamos a brincadeira com "Ostras a Moda de Nantes", deliciosamente quentes e servidas com um molho a base de manteiga clarificada e cebola roxa, servidas sobre uma cama de sal grosso. Sensacional! 

Depois partimos para um "Mil folhas de queijo de cabra com endívias", onde a crocância da massa mil folhas se misturava a untuosidade do queijo de cabra derretido e com a ajuda do leve amargor das endívias criava uma explosão de sabores na boca.


A coisa começou a ficar um pouco mais séria quando chegou a vez do "Mini ravióli de Brie com molho shimeji" onde a combinação perfeita dos ingredientes fazia ainda com que pudéssemos sentir ainda cada um deles de fácil modo, mostrando que a preocupação com cada detalhe fosse colocada a prova a cada garfada. 


O próximo prato foi um "Salmão com purê de mandioquinha". O peixe estava no ponto, cozido e úmido por dentro com uma leve crosta crocante por fora e o purê, sem muito segredo, servia de fiel escudeiro.


Agora, antes da sobremesa, surgiu sobre nossa mesa um belo "Medalhão de filé ao molho poivre". Suculento, no ponto (rosa por dentro e levemente tostado por fora) o filé era escortado por gostosas batatas assadas. Delícia.


E o gran finale ficou por conta de um delicioso "Profiterolle com sorvete de creme e caldo de chocolate". Por fora uma crocante massa de carolina e por dentro um gostoso sorvete de creme com toques de chantili e calda quente de chocolate, tudo no capricho e com uma apresentação incrível!


Vocês devem estar se perguntando que, num blog de vinhos, ainda não falamos do vinho não é mesmo? Mas é claro que teve vinho para acompanhar toda a esbórnia relatada por aqui. Procurávamos um vinho branco fresco, corpo médio e que acompanhasse os pratos de forma serene, sem sobressair nem competir com os mesmos. Com a ajuda do sommelier chegamos ao Château Saint Maurice Côtes du Rhône Les Parcellaires Branco 2013. Este vinho é feito em Côtes du Rhône com as variedades Grenache e Roussane (50% de cada). Vamos as impressões?

O vinho tinha uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, límpido e brilhante. No nariz o vinho mostrou aromas de frutos cítricos, flores e mel. Na boca o vinho tinha corpo médio e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. Foi um grande companheiro de toda a refeição, e deixou o dia ainda mais saboroso.

Para quem é cliente do referido banco, recomendo provar o menu degustação do Restaurante Avek. Conciso, saboroso e muito bem elaborado, irá agradar aos mais refinados paladares. Enquanto isso iremos provar outras opções que ofereçam tais serviços e compartilharemos por aqui.

Até o próximo!

Monday, November 17, 2014

Degustação "Vive La France" por Vinhos de Bicicleta

No último dia 13 de Novembro fiz um pequeno tour por algumas das famosas regiões vitivinícolas francesas durante uma degustação organizada pela Vinhos de Bicicleta em São José dos Campos no interior de São Paulo e conduzida por seu proprietário, Rodrigo Ronconi Ferraz. Os produtores apresentados foram escolhidos pensando também em sua reputação nas suas respectivas regiões. Também com base na culinária francesa, a harmonização foi especialmente preparada pelo chef de cozinha Luis Rocco para a ocasião. Vamos ver o que aconteceu ?


A Vinhos de Bicicleta nasceu primeiramente como um clube de vinhos, depois de uma viagem de seu fundador, Rodrigo Ferraz, a Mendoza na Argentina. Esta viagem tinha como foco bodegas de pequeno porte, as chamadas bodegas boutique ou familiares (já falei sobre isso aqui) e a atmosfera intimista com os vinhos artesanais de cada lugar. Rodeado de história, aromas e sabores, inebriado pela paisagem percorrida, Rodrigo veio com a idéia de fundar um clube de vinhos com foco neste estilo de vinho, e começou a garimpar exemplares ao redor do mundo. Algum tempo depois conseguiu ainda abrir uma loja física com espaço para eventos/degustações e voilá, lá estávamos na sede da Vinhos de Bicicleta. E devo dizer que a loja física deles é muito bacana, uma boa seleção de rótulos, espaço aconchegante e muito bem localizada em São José dos Campos, no interior de São Paulo.


O primeiro vinho da noite vem de uma apelação francesa pouco falada por aqui, Lirac. O vinho: Domaine Lafond Roc-Epine Blanc 2012. Esta é um subregião de Côtes du Rhône que cercea sua irmã mais famosa, Chateneuf du Pape. Este vinho é um blend, como de costume por lá, das uvas Grenache Blanc, Roussane e Viogner. Fica sur lie por 3 meses em barricas. Sua coloração amarelo tem uma certa tendência ao dourado é um show a parte. No nariz, frutos cítricos misturados a mel, plástico e uma leve picância. Ao paladar é muito untuoso mas contrasta com uma acidez gostosa e tem um longo final, que confirma o olfato. Delicioso! Este vinho foi deliciosamente harmonizado com salada de arroz preto e vermelho, frutos do mar e queijo curado.


Depois passamos a um clássico francês, um rosé de Provence. O escolhido foi o Château L'Escarelle Rosé 2013 cuja a apelação é Coteaux Varois en Provence. Feito a partir das uvas Grenache, Cinsault e Syrah, o vinho se mostrou com uma coloração rosa bem clarinha, como casca de cebola roxa cortada bem fininho. Aromas típicos de frutas vermelhas e um toque de pedra molhada. Na boca é extremamente fresco, leve e agradável. Final de média duração. Este é aquele vinho que nos faz pensar imediatamente em verão, beira de piscina, enfim, combina com o clima senegalês que tem feito por aqui. Aqui o vinho foi harmonizado com o famoso camarão a provençal, como manda o figurino.


O terceiro ato não poderia ser diferente e fomos para Bordeaux com  o Château Cabos 2011, um vinho genérico daquela região com uma particularidade no corte: 90% Merlot e 10% Cabernet Franc com passagem em madeira. Vinho rubi de média para grande intensidade. Aromas de couro, tostado, fruta madura e leve toque herbáceo. Famoso vinho mutante, os aromas mudam constantemente com o tempo em taça porém o tostado e o couro prevalecem na maior parte do tempo. Retrogosto extremamente amadeirado, chega a enjoar um pouco. Não faz o gênero elegante. Harmonizado com polenta e creme de parmesão com presunto cru.


E como sempre, ou pelo menos na maioria das vezes, o melhor ficou para o final e viajamos novamente até Côtes du Rhone mas dessa vez pra provar um tinto, o Rasteau Grand Cuvée 2010, a base das uvas Grenache, Carignan e Cinsault. Um vinho rubi violáceo de boa intensidade, aromas de frutas vermelhas, especiarias, baunilha. Encorpado, o vinho mostrou boa acidez e taninos redondos. Final longo e saboroso. Harmonizado também a perfeição com cordeiro desfiado, purê de batatas e cebola caramelizada. A melhor dupla da noite de longe!

Ao final a noite, também era hora de aproveitarmos uma mesa com azeites, queijos e antepastos especialmente preparados para o evento. Era hora de nos despedirmos de mais um evento sensacional. Se estiverem em São José dos Campos e ainda não conhecem a Vinhos de Bicicleta, recomendo que o façam.

Até o próximo!

Saturday, September 20, 2014

Espumante Les Amis Brut Rosé: Todo charme de Provence na taça!

Continuando a falar sobre os vinhos do último Winebar com a Importadora Expand e os vinhos franceses da Les Amis, é hora agora de falarmos de uma região e de um vinho famoso mundo a fora mas que não havia sido degustado por aqui nem tão pouco escrito, ou se foi aconteceu por uma ou duas vezes no máximo. Estou falando do Espumante Les Amis Rosé, da região da Provence, na França. A Provence é famosa por seus delicados e frescos vinhos rosés que são sinônimo de verão e de ambientes alegres e descontraídos. Vamos ver se este espumante também é assim?


Este projeto denominado "Les Amis" advém da união de alguns vinicultores franceses, amigos, que possuem propriedades e empreendimentos vinícolas em diversas regiões da França e que juntos, no melhor estilo cooperativa, lançam vinhos sob os rótulos "Les Amis". E desde então, além da produção em mercado nacional, começaram a exportar seus vinhos para outros lugares do mundo e voilá, a Importadora Expand nos presentou com seus rótulos em território nacional. No caso específico deste espumante, a vinícola fica localizada em Provence e é uma empresa familiar criada em 1952, especializada em produzir vinhos, principalmente espumantes de qualidade premium. A região recebe chuvas intensas no outono e na primavera e os verões são secos e quentes. Apesar das temperaturas serem altas, a diversidade do relevo proporciona variações importantes mesmo em pequenas distâncias. Já sobre o Espumante Les Amis Rosé, podemos acrescentar que é feito com 100% de uvas Grenache e não consegui identificar ou mesmo obter informações sobre o método de produção (charmat ou convencional). Vamos as impressões?

Na taça o espumante apresentou uma bonita coloração rosé bem clarinha, lembrando casca de cebola com perlage fina, borbulhas pequenas e bem persistentes.

No nariz o espumante mostrou aromas de frutos vermelhos e toques de panificação. Leve lembrança floral.

Na boca o espumante se mostrou fresco, corpo leve para médio e com um retrogosto que confirmava o olfato. Equilíbrio é a palavra que melhor o descreve. O final é de média duração.

Um bom exemplar da Provence, deve agradar em cheio principalmente em dias mais quentes para se jogar conversa fora, sem acompanhar nenhuma comida ou mesmo com pratos leves e entradinhas. Eu recomendo. 

Até o próximo!

Monday, May 12, 2014

Éden Vinoteca Apresentou Vinhos Chilenos da Viña Ventisquero

Sábado foi dia de fazer um mini tour enofílico e visitar lugares que eu já conhecia mas que a alguma tempo não visitava mais (sejam quais forem os motivos) e também de visitar lugares que eu ainda não conhecia mas a algum tempo já tinha a intenção de visitar. E a primeira parada do dia foi na Éden Vinoteca, boutique de vinhos e bebidas em geral, localizada próxima ao bairro do Paraíso, em São Paulo que sob a batuta da Dna. Cecília (proprietária) trouxe o Nicolás Farias, Embaixador da Marca da Viña Ventisquero para a América Latina, para apresentar alguns vinhos chilenos da marca.


Anteriormente conhecida como DO Brasil, a boutique Éden Vinoteca era originalmente  focada em vinhos brasileiros, mas segundo a proprietária, por falta de apoio e parcerias com os produtores nacionais, resolveu ampliar seu portfólio e buscar amparo em vinhos importados. E tem tido melhor resposta com as parcerias com importadoras como a Cantu (que trás os vinhos chilenos da Viña Ventisqueiro para o Brasil).

Nicolás apresentou um pouco da história da Viña Ventisquero, uma velha conhecida do público brasileiro, seja pela grande variedade de vinhos disponíveis mas também por uma inegável qualidade associada a estes. A vinícola começou suas atividades em 2000 e desde então com o lançamento de cada novo vinho, vem se consolidando como um grande player no mercado. Hoje a vinícola possui vinhedos em todas as grandes regiões vitivinícolas do Chile: Maipo, Casablanca, Leyda e Colchágua. Foram 4 vinhos apresentados por ele, dois vinhos da linha Queulat Single Vineyard e dois vinhos da linha Grey. Os primeiros (linha Queulat) são a criação do enólogo Sergio Hormazabal, que tira o nome de seus vinhos da maior geleira pendurada do sul do Chile, e que trás a denotação de imponência e elegância aliadas. São vinhos cujos frutos vem de vinhedos específicos, selecionados em cada terroir chileno disponível. Já a linha Grey exemplifica o conceito de terroir, feito pois a identidade de cada uva vem de blocos específicos dentro de determinado vinhedo da região do Alto Maipo, Casablanca e Apalta. Como de praxe por aqui, destacarei os vinhos que mais me agradaram.


O primeiro vinho que chamou minha atenção foi o Ventisquero Grey Syrah 2010. Este é um varietal feito com 100% de uvas Syrah do Vale do Colchágua cuja altitude tem aproximadamente 350 metros acima do nivel do mar. O vinho, após todo processo fermentativo, passa por 18 meses de barricas de carvalho das quais apenas cerca de 30% são de primeiro uso. Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, com bom brilho e lágrimas finas, rápidas e coloridas. No nariz aromas de frutos vermelhos silvestres, pimenta e baunilha. Na boca um vinho de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos firmes mas prontos para serem consumidos. Final de média para longa duração. Belo Syrah de média gama este da Ventisquero.


E por fim, o outro vinho que chamou minha atenção, este meu preferido de longe: o Ventisquero Grey GCM 2012. Este vinho é um corte feito a partir das uvas Garnacha (grenache), Cariñena (Carignan) e Mataro (Mourvédre), ao melhor estilo Languedoc ou semelhante ao Rhone, na França. O vinho passar por ligeiro estágio de 6 meses em barricas de quinto uso, com o claro intuito de preservar a fruta. Na taça o vinho se mostrou de coloração violácea de média intensidade, bom brilho com lágrimas finas, rápidas e coloridas. No nariz o vinho apresentou notas de frutos vermelhos frescos, notas terrosas e de especiarias (pimentas). Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez com taninos macios e suaves. Final de média para longa duração. Um vinho delicioso, despretensioso e que deve ser daqueles cuja garrafa seca bem diante dos nossos olhos.

Grande oportunidade de conversar com o Nicolás, de conhecer alguns vinhos interessantes e de passear num sábado. Eu recomendo, caso não conheçam, que provem os vinhos chilenos da Viña Ventisquero citados acima, vale a prova.

Até o próximo!

Monday, December 9, 2013

Cline Cashmere 2011


Quando juntamos amigos com interesses iguais para almoços ou confraternizações fica muito difícil prestarmos atenção a detalhes de um ou outro vinho, não é mesmo? Afinal de contas tudo acaba se tornando mais importante do que degustar o vinho, prestar atenção a suas nuances e coisas do gênero. Mas eu resolvi que a cada encontro deste com o pessoal do mundo do vinho, iria tentar ao menos focar e  falar sobre um dos vinhos bebidos no encontro. E desta primeira vez o vinho escolhido foi o Cline Cashmere 2011 pois eu já estava curioso sobre ele dado a sua composição e da onde o mesmo vinha. Vamos ver o que descobrimos sobre o mesmo.

Foto dos vinhedos em Carneros, tirada do site do produtor

A Cline Cellars é uma vinícola fundada inicialmente em Oakley na California que depois teve sua sede levada para Carneros, no Sonoma. Existe desde meados dos anos 80 sendo que, segundo pude apurar, é uma das pioneiras no cultivo de uvas oriundas do Vale do Rhône na região, fazendo uso do clima um pouco mais ameno em Carneros. Conta hoje com vinhedos em ambas regiões (Carneros e Oakley) além de Pentaluna, também em Sonoma. Conta ainda com acomodações para turismo além de um museu cujo tema principal é as Missões Espanholas na região conhecida como El Camino Real.


Sobre o vinho em questão, o Cline Cashmere 2011, o mesmo é um blend de Mouvédre, Syrah e Grenache e Petit Syrah de uvas colhidas do condado de Contra Costa, na Califórnia. Cerca de 25% do vinho passa por 6 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês. A história bacana por trás deste rótulo é também que o mesmo foi feito para suportar a causa da Living Beyond Cancer. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média intensidade, alguma transparência e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho trouxe aromas de frutas vermelhas e escuras, toques de especiarias e chocolate. Muito fragrante e perfumado.

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos redondos. Retrogosto confirma o olfato e tem um final de média duração.

Mais um bom vinho trazido pelo Smart Buy Club, que sempre surpreende com novidades e vinhos diferentes principalmente vindos dos EUA. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, October 3, 2013

Vallon des Sources 2007

Voltando com a corda toda, fazia algum tempo que queria provar este vinho que estava relaxando em minha adega já faz algum tempo. Este é um exemplar Francês da região do Rhône, mais especificamente da apelação Côtes du Rhône Villages.

Como a minha garrafa se encontrava com o rótulo bem danificado, optei por uma foto do site do produtor.

Este vinho é fruto de uma cooperativa francesa de mais de 80 famílias, que tem em comum o amor pela viticultura e a passagem de geração para geração do ofício de enólogo. A cooperativa foi fundada bem no coração do Vale do Rhône aos pés das cadeias montanhosas de Dentelles de Montmirail. É produzido a partir de um corte tradicional de Grenache, Syrah, e Mourvèdre sem proporções conhecidas. Depois, é envelhecido em tonéis de madeira de 6 a 8 meses. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi já com toques granada e ligeiro halo aquoso. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também fazem do conjunto visual.

No nariz, o vinho apresenta aromas de frutos escuros, especiarias e leve lembrança balsâmica. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez viva, taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e tem um final de média duração.

Mais um bom vinho, apresentado pela Smart Buy Wines a algum tempo atrás. Não me recordo o preço da época nem tão pouco tenho marcado por aqui. Vale de qualquer jeito e é uma opção aos vinhos do novo mundo pois desfila elegância quando colocado na taça. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, August 20, 2013

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Vinho e Golf "Harmonizam"?

Essa era a dúvida que deveria ser sanada na fria tarde de domingo em São Paulo. Era tarde de mais uma reunião da Confraria Pane, Vinum et Caseus e desta vez em um local diferente. Era a primeira vez (ao menos pra mim) que iríamos a um restaurante/bar anexo a um campo de golfe. O Local escolhido era o Eagle Golf Point, nas proximidades do aeroporto de Congonhas, em São Paulo. E para o cardápio, iguarias hermanas: bife de chorizo, chimichurri e papas fritas. Teríamos grande lotação, a maioria dos confreiros e confreiras havia confirmado presença. Vamos ver o que deu?


Chegando ao local já era possível ver as redes de proteção e os barulhos das tacadas. A vista do salão em que a confraria seria acomodada era incrível, dava a sensação de estarmos fora de São Paulo não fosse pelo barulhos espaçados dos aviões pousando em Congonhas. Muito verde em um espaço enorme davam a sensação de paz e tranquilidade necessários para que o encontro dos amantes do vinho se passasse da maneira mais agradável possível.


Fomos recebidos pelo "presidente" Fabio, que logo nos apresentou a alguns vinhos diferentes. Primeiro um exemplar vindo do Vale do Rhône, na França: Château d`Or et de Gueules Costières de Nîmes 2010. Com uma composição típica da região (corte de Grenache, Carignan, Syrah e Mourvèdre) o vinho se mostrou de cor rubi violácea escura, meio opaca e com lágrimas finas e sem cor; aromas um pouco fechados de frutas negras e toques terrosos; na boca um tanto quanto ligeiro, de corpo médio e com taninos finos e suaves. Em seguida, um vinho patrício: Quinta da Pedra Alta Tinto 2007, representante duriense que auxiliou nas boas vindas. Composição típica para um português de respeito (Touriga Nacional, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Franca). Mais fragrante que seu antecessor, mostrou toques de frutos silvestres, flores e ligeira lembrança de madeira. Em boca é de médio corpo, macio e fácil de beber. Como curiosidade, o vinho é feito em lagar com pisa a pé e envelhece por 6 meses em barrica. A partir daí foi um desfile de vinhos e comida.


Entre alguns petiscos e muita conversa, alguns outros vinhos nos foram servidos, sendo que a maioria já esteve por aqui em uma ou outra postagem e por isso pouparei meus leitores de muita repetição. O embate do almoço entretanto se daria entre dois argentinos: o Dolium Malbec 2010, um vinho que se mostrou jovem, bem violáceo e que trouxe no nariz aromas de frutas silvestres e lembrança de baunilha. Taninos macios e fácil de beber. Para o dia a dia; do outro lado vinha o Sotano Reserva da Família Malbec 2008, esse já conhecido por aqui e mais elaborado e afinado, trouxe bela cor violácea de grande intensidade, aromas de frutos escuros em compota, florais e chocolate ao fundo. Encorpado e redondo, se mostrou mais do que pronto pra beber. Acho que já tínhamos um vencedor. 

Ao final, o Sotano acabou por agradar a maior parte das pessoas e harmonizou de forma clássica com os pratos de bife de chorizo. E para adoçar a vida, um mousse de chocolate para encerrar com chave de ouro mais uma esbórnia enogastronomica. 

Vocês devem estar perguntando: Mas e o golfe? Confesso que depois de tudo isso, o golfe acabou sendo esquecido. Alguns corajosos ainda tentaram dar umas tacadas mas eu não sei a resposta se o este esporte e o vinho harmonizam. Quem sabe alguém possa nos ajudar?

E que venham as próximas reuniões da Confraria.

Até lá!

Tuesday, March 5, 2013

França: da decepção a redenção!

Era mais um domingo na casa dos meus pais com um almoço especial, regado a um belo pernil suíno salada, aspargos frescos e cenouras baby no vapor. Tudo parecia ir de vento em popa e eu queria muito provar um vinho bacana junto desta refeição além de continuar no meu propósito de apresentar sempre novos vinhos e novas regiões a minha noiva quando me veio na cabeça a oportunidade de apresentá-la a uma das regiões mais famosas da França e quiçá do mundo do vinho: Bordeaux. 


A escolha recaiu então sobre o Château Calon Monatgne Saint-Emilion 2006, um vinho de corte típico da região (apelação Saint-Emilion) com 70% de Merlot, 15% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc ainda com passagem de 18 meses em barricas. Não tinha como não ser bom. Mas não é que o pior aconteceu? Ao abrir o vinho a decepção: o mesmo estava estragado, intragável num aroma e gosto de papel molhado, mofo, sem quaisquer condições de consumo. Ainda insisti e resolvi deixar um tempo pra ver se o mesmo abria mas foi uma doce ilusão. Era a primeira vez que isso me acontecia. E tudo foi pelo ralo.


Ainda insistente na missão de apresenta-la a França dei mais uma chafurdada em minha adega e tirei de lá um trunfo: o Château des Estanilles Cuvée Prestige 2005, um tinto blend de Syrah, Grenache e Mouvédre vindo diretamente do Languedoc e que já foi falado um pouco neste blog em dois posts (relembrem aqui e aqui). Era a oportunidade de também reforçar ou não as sensações sobre este vinho desde a primeira vez em que o provei. Como já falei nos posts anteriores sobre a região, o produtor e detalhes do vinho, vou direto as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea brilhante e com pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor tingiam também a taça.

No nariz aromas terciários em primeiro plano: toques animais e terrosos. Ao fundo, especiarias e frutas escuras. Bastante complexidade.

Na boca um vinho de taninos firmes, boa acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato e ficava na lembrança num final de média para longa duração.

Ao final do almoço, ao menos a sensação de alívio e de dever cumprido (apesar de não ter sido o vinho dos sonhos da minha noiva) em poder ter lhe apresentado a mais uma nuance do mundo dos vinhos. Este é trazido pela Cave Jado e vale o quanto custa (cerca de 80 dinheiros).

Até o próximo!

Sunday, July 29, 2012

Faugères e as novidades da Cave Jado

Ontem foi mais um dia de esbórnia enogastronômica que começou cedo, diga-se de passagem. A uns dias atrás em um das degustações que participei com o Beto (Papo de Vinho), a Dorotheé (dona da importadora Cave Jado) havia me comentado que a importadora estava trazendo diversas novidades para os próximos dias e que nos próximos sábados aconteceriam sempre degustações bem especiais para mostrar ao consumidor tais novidades. E ela não estava de brincadeira. Este sábado pude comprovar em parte o que ela havia dito.

Eu como bom blogueiro, que não sou, não tirei fotos e portanto me utilizo da foto do release da própria Cave.

As novidades deste final de semana vinham diretamente do Languedoc, mais especificamente da apelação de Faugères, ao sul da França em um dos solos mais antigos do mundo. Todos os 5 vinhos apresentados são produzidos pelo Château Des Estanilles, que está situado numa região entre o Mediterrâneo e o sopé das montanhas de Espinouse e Cévennes, na aldeia de Lenthéric, sendo parte do município de Cabrerolles, uma das sete aldeias da denominação Faugères. As vinhas se estendem ao longo de 35 hectares de encosta, a 300 metros de altitude, sobre um dos solos a denominação de melhor qualidade, o nome do domaine vem da junção do nome das parcelas Estagnols e Fontanilles. O produtor sempre se utilizou de uma agricultura limpa, orgânica e sem químicos e defensivos agrícolas sendo que a partir de 2010 seus vinhos levarão no rótulos o selo de vinhos orgânicos/biodinâmicos. Mas sem mais delongas, vamos aos vinhos.

Começamos então com o Château des Estanilles Blanc 2007, um vinho feito num blend de 70% de uvas Marsanne e 30% de Roussanne sendo que parte do vinho fermenta e amadurece em barricas por 9 meses. Com coloração já dourada, o vinho mostra muita evolução com aromas cítricos e de mel com própolis. Na boca tem corpo médio, certa untuosidade e apesar da idade ainda apresenta uma acidez viva e deliciosa. O segundo vinho era o Château des Estanilles Tradition 2007, primeiro tinto da tarde, um blend de cinco uvas (Grenache, Cinsault, Syrah, Mourvédre e Carignan) sendo que 3 destas são vinificadas juntas e outras duas separadamente onde finalmente 20% do vinho passa por barrica para afinamento. Vinho essencialmente frutado, com aromas de frutas vermelhas, algo de especiarias e leve toque de madeira. Na boca corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios além de uma lembrança mentolada. A partir daqui a coisa passaria a fica séria. O terceiro vinho foi o Château des Estanilles Cuvée Prestige 2005, tinto blend de Syrah, Grenache e Mouvédre sendo que o vinho já passa por um ano em madeira. É visível a mudança aqui com aromas mais evoluídos, muita especiaria, algo terroso e animal num vinho com mais corpo, boa acidez e taninos mais marcados, porém de excelente qualidade. Já o quarto vinho Château des Estanilles Gran Cuvée 2004, um vinho basicamente feito com Syrah e com 13 meses de barrica mostrando toda sua força, muito corpo, frutas escuras e pimenta, algo de couro e toques de madeira. Suculento, um grande vinho sem dúvida. E chegamos a estrela da degustação, o Les Clos de Fou 2006, outro vinho baseado na Syrah com envelhecimento em barricas porém com uma proposta diferente, mais intenso e potente tanto em aromas (notas animais, frutas escuras e muita especiaria) como no paladar, num vinho muito musculoso, encorpado e com taninos marcados e num final longo que fica na lembrança por muito tempo. É difícil porém elencar destaques, mas pensando no custo benefício apresentado, eu ficaria com o branquinho e com o cuvée prestige.

Mas para quem pensa que as surpresas paravam por aqui, um ledo engano. Tivemos também a participação especial do chef Nicolas Barbé com suas criações gourmet. De sua parte, nos deleitamos com pastéizinhos de pato deliciosamente preparados e delicadamente saborosos e uma sopa de cenoura com toques de limão siciliano sensacional. Sinceramente, comeria ao menos uma dúzia destes pastéis num piscar de olhos! O chef dá aulas de gastronomia e faz preparações especiais. Quem quiser entrar em contato com ele, escrevam para: contato@barbegastronomia.com.br .

Sou suspeito para falar da Cave Jado e da Dorothée pois como eu não canso de dizer, além de ter popularizado o acesso aos vinhos franceses, a Dorothée por si só é um doce e uma simpatia, sendo que este conjunto com certeza transforma a Cave em uma de minhas importadoras preferidas, se não for a preferida! Vale cada visita que faço a Cave. Eu recomendo que façam a visita, principalmente aos sábado quando temos degustações especiais, e se deixem levar com a conversa e os vinhos.

Até o próximo!

Monday, July 16, 2012

Domaine Les Goubert Beaumes de Venise 2007

Depois de um final de semana agitado, nada melhor do que chegar em casa e tomar um vinhozinho. O clima também era propício, com a queda de temperatura que assombrou São Paulo neste final de semana. Não procurava nada especial, simplesmente um vinho pra me dar um pouco de prazer e acompanhar minha refeição. O escolhido foi este francês que já a um tempo habitava minha adega. 


Este vinho é produzido pelo Domaine Les Goubert na região do Vale do Rhône, região onde possuem vinhedos em diversas apelações espalhadas por lá. Feito a partir de uvas Grenache, Syrah e Cinsault (sem proporções conhecidas) este vinho não passa por madeira e é fermentado e envelhecido em cubas de concreto. Sofre uma leve filtração e não passa nem por afinamento em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi com alguns traços granada, mostrando alguma evolução. Lágrimas finas, de média velocidade, abundantes e sem cor completavam o conjunto visual.

No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas (cereja era a mais presente) com leves toques de especiarias ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo leve, boa acidez e taninos finos, macios e bem redondos. Leve ataque doce no primeiro contato. Retrogosto essencialmente frutado. Final de curta para média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, apesar de custar por volta de R$ 59,00. Leve, gostoso, delicado e vai bem como aperitivo ou comidas mais leves. Eu recomendo!

Até o próximo!