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Wednesday, January 18, 2017

Le Petit Xavier Rouge Vin de France

Xavier Vignon, "produtor do vinho", aproveita ao máximo a sua profissão de enólogo-consultor, tendo passado por regiões como Bordeaux, Champagne, Austrália, Nova Zelândia, Califórnia entre outras, para comprar vinho de várias propriedades prestigiadas do Vale do Rhone, na França, para misturá-las com outros vinhos de alta qualidade feitos em pequenas quantidades e depois vendê-los sob a sua própria marca. Desde o final dos anos 90, Xavier Vignon passou a maior parte do seu tempo desenvolvendo técnicas modernas mantendo métodos tradicionais com um sucesso surpreendente.


Sobre o Le Petit Xavier Rouge Vin de France em si, não consegui muito mais informações mas, levando em conta o que normalmente encontramos em vinhos da região, eu apostaria num blend de Syrah e Grenache e, ao que tudo indica, sem passagem por madeira. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e um leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos bem macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Este vinho tende a agradar tanto a iniciantes como enófilos com alguma bagagem por ser muito fácil de beber e muito equilibrado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, January 28, 2016

La Vieille Ferme Rouge 2014

Complementando o post anterior, ter a oportunidade de passar por tamanha experiência sensorial com o jantar no Provence Cottage & Bistrô (relembrem aqui) realmente necessitava de um bom acompanhamento. E olha só que barato, a carta de vinhos do restaurante é escrita a mão e num moleskine. É muito mimo. Depois de pensar muito sobre o assunto optei pelo La Vieille Ferme Rouge 2014, pensando num bom coringa para acompanhar os pratos até então desconhecidos. Olha, acho que eu acertei em cheio.


La Vieille Ferme tem sido popular entre os amantes do vinho há mais de 40 anos. Produzido em uma região tranquila e ensolarada do Sul do Rhône, na França, cada vinhedo é uma expressão de seu terroir: o vinhedo localizado em Côtes du Ventoux traz elegância e estrutura para os vinhos tintos e rosados; a altitude do vinhedo localizado em Côtes du Luberon traz frescor e delicadeza aos brancos. La Vieille Ferme é feita com grande cuidado e integridade pela Família Perrin, proprietários de Chateau de Beaucastel. Os maiores críticos de vinho de todo o mundo têm elogiado os produtores deste vinho por a sua qualidade irrepreensível, que alcançou reconhecimento internacional. O notável prestígio adquirido ao longo dos anos pela família Perrin garante sua presença entre o PFV (“Primum Familiae Vini”), associação formada por 11 dos maiores produtores de vinho do mundo, dentre eles Château Mouton-Rotschild, Vega Sicilia e Hugel & Fils, produtor da Alsace. A Perrin & Fils hoje é gerenciada por 6 membros da família Perrin da 5ª e 6ª gerações. Usando as mesmas técnicas empregadas no Château de Beaucastel, a família Perrin ter acrescentado algumas denominações interessantes em sua já impressionante lista de vinhos.

Sobre o La Vieille Ferme Rouge 2014, podemos acrescentar que é feito a partir das castas típicas da região do Rhone, a saber: Carignan, Cinsault, Grenache e Syrah. O vinho é então fermentado em cubas de cimento de 150 e 300 hectolitros. Depois da fermentação o vinho é mantido em ambas as cubas e grandes barris de carvalho por dez meses, em seguida, engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e limpidez. Vale ressaltar que devido a iluminação mais aconchegante, intimista, esta avaliação ficou um pouco difícil.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas, especiarias, baunilha e algo de tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom exemplar de vinho francês da região do Rhône, que mostrou seu potencial e frescor, escoltando bem todos os pratos do jantar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, October 3, 2013

Vallon des Sources 2007

Voltando com a corda toda, fazia algum tempo que queria provar este vinho que estava relaxando em minha adega já faz algum tempo. Este é um exemplar Francês da região do Rhône, mais especificamente da apelação Côtes du Rhône Villages.

Como a minha garrafa se encontrava com o rótulo bem danificado, optei por uma foto do site do produtor.

Este vinho é fruto de uma cooperativa francesa de mais de 80 famílias, que tem em comum o amor pela viticultura e a passagem de geração para geração do ofício de enólogo. A cooperativa foi fundada bem no coração do Vale do Rhône aos pés das cadeias montanhosas de Dentelles de Montmirail. É produzido a partir de um corte tradicional de Grenache, Syrah, e Mourvèdre sem proporções conhecidas. Depois, é envelhecido em tonéis de madeira de 6 a 8 meses. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi já com toques granada e ligeiro halo aquoso. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também fazem do conjunto visual.

No nariz, o vinho apresenta aromas de frutos escuros, especiarias e leve lembrança balsâmica. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez viva, taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e tem um final de média duração.

Mais um bom vinho, apresentado pela Smart Buy Wines a algum tempo atrás. Não me recordo o preço da época nem tão pouco tenho marcado por aqui. Vale de qualquer jeito e é uma opção aos vinhos do novo mundo pois desfila elegância quando colocado na taça. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, July 16, 2012

Domaine Les Goubert Beaumes de Venise 2007

Depois de um final de semana agitado, nada melhor do que chegar em casa e tomar um vinhozinho. O clima também era propício, com a queda de temperatura que assombrou São Paulo neste final de semana. Não procurava nada especial, simplesmente um vinho pra me dar um pouco de prazer e acompanhar minha refeição. O escolhido foi este francês que já a um tempo habitava minha adega. 


Este vinho é produzido pelo Domaine Les Goubert na região do Vale do Rhône, região onde possuem vinhedos em diversas apelações espalhadas por lá. Feito a partir de uvas Grenache, Syrah e Cinsault (sem proporções conhecidas) este vinho não passa por madeira e é fermentado e envelhecido em cubas de concreto. Sofre uma leve filtração e não passa nem por afinamento em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi com alguns traços granada, mostrando alguma evolução. Lágrimas finas, de média velocidade, abundantes e sem cor completavam o conjunto visual.

No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas (cereja era a mais presente) com leves toques de especiarias ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo leve, boa acidez e taninos finos, macios e bem redondos. Leve ataque doce no primeiro contato. Retrogosto essencialmente frutado. Final de curta para média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, apesar de custar por volta de R$ 59,00. Leve, gostoso, delicado e vai bem como aperitivo ou comidas mais leves. Eu recomendo!

Até o próximo!

Tuesday, April 10, 2012

Vallon des Sources 2007 - Mais um achado francês

Continuando com a esbórnia enofílica do feriado e final de semana aportamos agora na França, com um representante do Vale do Rhône. Este vinho me foi apresentado pela importadora Smartbuy Wines, e devo dizer que até hoje não consegui me decepcionar com nenhum dos vinhos deles que provei, e cada vez mais tenho certeza de ter feito a coisa certa ao me filiar ao clube de vinhos que eles criaram. Já devo ter falado sobre ele aqui, por isso não irei me tornar repetitivo e dizer tudo novamente neste post.

Bom, sobre o vinho e a vinícola, retirei do site da própria importadora algumas curiosidades, conforme segue: "Vinicultores de Personalidade é o nome da cooperativa que produz este vinho (Vignerons de Caractere), criada em 1956 após um tenebroso inverno que devastou a região de Vacqueyras em Cotes du Rhône. Os vinicultores resolveram juntar seus esforços, para decidir sua sorte, e o destino de seus vinhedos. Hoje são mais de 80 famílias com propriedades espalhadas pelo Rhône, em Vacqueyras, Gigondas e Beumes de Venise. Seus vinhos tem sido muito bem pontuados e a vinícola é a que tem o maior número de vinhos na lista de Top French Values da WineSpectator em 2008".

O Vallon des Sources é composto de uvas Mourvédre, Syrah e Grenache (embora não tenha encontrado as proporções exatas) e não passa por carvalho, fazendo com que a fruta expresse suas qualidades explicitamente. Além disso recebeu 89 pontos da WineSpectator e de Robert Parker. Vamos as impressões dos que degustaram o vinho no final de semana.


Na taça uma cor rubi com tons violáceos, ligeiro halo aquoso e lágrimas finas, rápidas e incolores. Apesar da idade ainda era muito vivo e brilhante.

No nariz o vinho abriu com um aroma animal muito presente, que depois foi lembrando carne defumada. Depois o vinho apresentou aromas de frutas escuras e muita especiaria. Tudo muito elegante e sem saltar na cara.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, taninos firmes, presentes e ligeiramente rascantes porém muito bem integrados ao restante do vinho. Retrogosto trouxe de volta as frutas com um que de chá preto. Final de média duração.

Em suma, mais um belo exemplar francês de uma das regiões que tem se tornado uma de minhas favoritas, pois ainda não provei um vinho ruim de lá. Evidentemente isso se deve e muito ao responsável pela escolha dos vinhos da SmartBuy Wines, que tem um belo dedo para pinçar belos vinhos de lá. Eu recomendo!

Até o próximo!

Monday, October 31, 2011

Laurus Châteauneuf du Pape 2006

Sabe aquele final de semana em que você pensa e chega a conclusão que você quer celebrar a vida, as coisas boas pelas quais você tem passado, enfim, é aquele momento em que você quer abrir um bom vinho? Aliado a isso soma-se o fato de que você tem um banquete te esperando pro jantar? Pois bem, domingo foi um destes dias e por isso eu escolhi o vinho francês Laurus Châteauneuf du Pape para a tarefa.

A apelação de origem Châteauneuf du Pape é provavelmente a mais famosa quando falamos no Vale do Rhône, no sudeste da França. Nela é permitido o uso de até 13 variedades de uvas, mas normalmente seus vinhos são feitos com base nas uvas Grenache, Mourvédre e Syrah, como é o caso do exemplar em questão. O nome curioso da apelação se deu por que nos primórdios além da residência de verão dos papas católicos ser localizada na região, muito de seus vinhos eram feitos para suprir os estoques papais de vinho na época. O produtor é a Maison Gabriel Meffre, que possui diversas linhas de vinhos em algumas apelações na França. O vinho estagia de 12 a 14 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi com halo já tendendo ao granada, demonstrando alguma evolução. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e incolores contribuíam para o aspecto visual.

No nariz o vinho se mostrou bem elegante, com notas de frutas maduras/em compota, muita especiaria (pimentas), uma nota animal (couro) e alguma coisa de café torrado, ao fundo da taça. Era possível também sentir uma nota mentolada, que ia e voltava na taça. Tudo com muita elegância, sem agredir o nariz.

Na boca o vinho tinha corpo cheio, boa acidez, taninos firmes, presentes e bem integrados. Final de média persistência apimentado e com lembrança de geléia de frutas.

Um grande exemplar de Châteauneuf, que certamente ainda irá evoluir muito em garrafa mas que já apresenta grande potencial. Acompanhou divinamente uma paleta de cordeiro com ervas e cebolas e um risoto de shitake e tomate. Este foi trazido pelo Smartbuy Club e valeu o preço pago.

Até o próximo!!

Wednesday, October 12, 2011

Cuvée Saint Roch 2007

Como já é de praxe, final de semana (e principalmente aos domingos) é dia de provar vinhos novos. E o escolhido deste domingo passado foi este belíssimo exemplar francês do sul do Rhône, da AOC Vacqueyras. Formado por um blend das uvas Grenache, Syrah, Mourvédre como de praxe na região, as uvas são vinificadas separadamente para que consigam colher cada uma em sua maturação ideal. As vinhas são velhas, com idades girando entre 30 e 60 anos e o solo é de carácter argiloso. O vinho estagiou em tanques de inox antes de ser engarrafado porém não passa por envelhecimento em barricas. Uma última curiosidade sobre o vinho é que o mesmo recebeu 90 pontos de Robert Parker, o que é um fator interessante de compra e valor sobre o vinho. Este vinho chegou até mim pelo Smart Buy Wines Club, clube de vinhos no qual você se associa e a cada dois meses você tem o direito a receber 3 belos vinhos a um determinado valor. A meu ver, um excelente negócio. Sem maiores delongas vamos as impressões.

Primeiro preciso relatar um susto que tomei. Mesmo tendo mantido o vinho na posição horizontal, ao abrigo da luz e em minha adega climatizada, assim que retirei a cápsula notei que algo estaria errado: o vinho havia atravessado a rolha e vazado levemente, ainda dentro da cápsula. Confesso que na hora fiquei bem chateado e pensando que havia perdido o vinho. Felizmente consegui retirar a rolha sem maiores problemas e o vinho ainda estava em perfeitas condições de consumo!

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi já tendendo ao granada, com algum halo de evolução. Lágrimas finas, rápidas e incolores também podiam ser observadas.

No nariz o vinho abriu com muitas ervas (secas) e especiarias (notadamente pimenta) sobre um fundo de frutas escuras mais maduras. Ainda era possível sentir alguma coisa como carne defumada para completar a paleta olfativa.

Na boca o vinho tinha um corpo médio para cheio, boa acidez, taninos finos, presentes e alguma coisa adstringentes. Confirma ervas e frutas num final longo e delicioso, suculento. Sempre pede mais um gole. Se não tomar cuidado a garrafa se acaba muito rápido.

Mais um excelente vinho que a Smart Buy Wines trouxe para seus assinantes. Não canso de elogiar pois apesar de não ser um clube "barato" os vinhos confirmam a fama e entregam o quanto custam. Eu recomendo!!! Aliás, aproveitando a oportunidade gostaria de agradecer também a Smart Buy Wines pois a pouco tempo recebi um vinho de presente em virtude da indicação e posterior associação de um amigo ao clube de vinhos. Valeu!

Até o próximo!

Monday, August 1, 2011

Cuvée des Templiers 2007

Mais uma bela incursão pela França, mais especificamente pelo sul do Vale do Rhône, na apelação de origem Vacqueyras. E olha que eu estou gostando de minhas últimas escolhas de vinhos franceses, e do velho mundo em geral. Simplesmente fantásticos.

Segundo o produtor, os vinhedos que produzem as uvas deste vinho (50% Grenache e 50% Syrah) se encontram em colinas arenosas na comuna (além é claro da presença de muito limestone), e devido a sua exposição faz com que o sol das manhãs aqueça as uvas, criando um ambiente muito interessante para maturação e preservação da acidez natural das uvas. Outra informação interessante que o produtor nos deixa em seu website é que são utilizadas vinhas com 50 ou mais anos de idade além de rendimentos na casa dos 30 hl por hectare, o que nos passa a idéia da preocupação que o produtor realmente busca uma maior qualidade em seus vinhos. Estima-se ainda que o vinho tenha uma passagem não superior a seis meses por barricas de carvalho. Sem maiores delongas vamos as impresões sobre o vinho.

Na taça apresentou uma cor violácea não totalmente fechada mas com um ligeiro halo aquoso. Lágrimas abundantes, finas, um pouco lentas e coloridas completavam o conjunto visual. Um detalhe interessante aqui não é do vinho propriamente, mas sim de seu belo rótulo que trás a imagem de um cavaleiro templário em preto e branco muito bem desenhado e elegante.


Ao nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras maduras, figo e algo de especiaria, lembrando pimenta do reino e pimenta branca. Era possível ainda sentir algo de couro ao fundo. Tudo muito elegante, nada explosivo.

Na boca o vinho era opulento, corpo médio para encorpado, taninos finos mas presentes e devidamente fundidos com os outros elementos do vinho. Acidez muito agradáel deixando um grande frescor. Em boca confirmou o frutado e especiado lembrando algo de tostado também. Final de médio para longo com lembrança mineral, aquele "salgadinho" sabe?!

Um grande vinho, muita elegância, e entra com certeza para o hall dos bons custo benefício franceses. Este é trazido pela Smart Buy Wines e realmente me impressionou.

Até o próximo.