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Friday, August 19, 2016

Já se imaginou fazendo seu próprio espumante?

É isso mesmo que vocês leram no título deste post. A vinícola nacional Casa Valduga ensina os seus hóspedes a elaborar espumante personalizado, com pacotes exclusivos que proporcionam experiência única para os visitantes, pacote este chamado de “My Exclusive Champenoise”.


A Casa Valduga preparou um pacote exclusivo para os apreciadores de espumantes. A partir de setembro, os hóspedes que escolheram a vinícola como destino, poderão vivenciar a experiência única do “My Exclusive Champenoise”. O pacote oferece uma uma programação inesquecível, permitindo que os hóspedes elaborem seu próprio espumante, criando um rótulo personalizado.

Além de visitar a região do Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, e apreciar as belezas do lugar, e a excelente gastronomia, os hóspedes que optarem por esse pacote, também terão direito a degustação às cegas de rótulos da Casa Valduga, almoço e jantar harmonizados nos restaurantes dos Complexo Enoturístico e uma visita guiada até a Domno do Brasil.

Durante a programação de três dias, os participantes do “My Exclusive Champenoise”, terão a oportunidade de acompanhar todo o processo de produção dos espumantes, realizando cortes para a escolha do espumante e ainda uma rotulagem simbólica.

O My Exclusive Champanoise será realizado de 15 a 18 de setembro e inclui 18 garrafas do espumante elaborado, com rótulo personalizado para cada casal e entregues no endereço indicado pelos participantes. O pacote de três diárias ainda dá direito a almoço e jantar harmonizado com os melhores rótulos da vinícola, especialmente selecionados pelo sommelier da Casa Valduga e degustações.

O valor do pacote para o casal é de R$6.490,00. Confira a programação completa do My Exclusive Champenoise:

 15/09
Quinta
14h
Check in

Brinde no apartamento
18h
Welcome Drink
20h
Jantar receptivo


 16/09
Sexta
9h
Recepção dos participantes
9h15
Minicurso de elaboração de espumante
10h15
Degustação às cegas
12h
Almoço Restaurante Casa Madeira
14h
Visita a Domno do Brasil
20h
Jantar com bebidas inclusas


 17/09
Sábado
9h
Definição dos cortes para elaboração do espumante após remuage
13h
Almoço Restaurante Maria Valduga
14h
Degorge do produto escolhido
20h
Jantar harmonizado


 18/09
Domingo
12h
Check out

Para mais informações e reservas, entre em contato pelo telefone: (54)2105-3158 ou envie um e-mail para eventos@villavalduga.com.br.

O que acham da oportunidade? Eu achei uma idéia incrível!

Até o próximo.

Thursday, June 23, 2016

Vinhedos Capoani Tannat 2011: Brasil bem representado na Expovinis

Hoje quero trazer a vocês, caríssimos leitores, uma boa descoberta que fiz na Expovinis deste ano no tocante a vinhos tintos nacionais. Eu já venho a tempos falando que, sem discutir preço, tributação e afins, tenho visto uma guinada radical na qualidade de alguns vinhos tintos nacionais de um maneira que eu ainda não tinha visto anteriormente. E um vinho que se encaixa nesta descrição acima e que eu provei pela primeira vez na Expovinis deste ano foi o Vinhedos Capoani Tannat 2011.


A sementinha da Vinhedos Capoani data de 1973, quando Volmir Luis Capoani, plantou as primeiras mudas de videira Chardonnay, sendo pioneiro na região, seu filho Noemir Capoani observava e sonhava em montar a vinícola da família. Volmir fazia parte de uma família que imigrou da Itália, mais especificamente de Cremona, para Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul a mais de 140 anos atrás. Juntamente com seus filhos, Wilian e Renan, Noemir assume a administração dos vinhedos da família em 2009, após o falecimento do seu pai Volmir. A primeira safra passa a ser elaborada a partir de 2010, dando andamento ao projeto de renovação dos vinhedos e o sonho de construção da própria vinícola, que vem acontecendo pouco a pouco, até os dias atuais.

Já sobre o Vinhedos Capoani Tannat 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho elaborado 100% com uvas Tannat provenientes de vinhedos próprios no Vale dos Vinhedos, sendo que permanece em barricas de carvalho por cerca de 18 meses antes de ser liberado ao mercado. Foram produzidas cerca de 2700 garrafas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, bem densa, com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras bem maduras, quase como em compota, especiarias doces, flores e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos marcados porém de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Um belíssimo exemplar da nova safra de vinhos tintos brasileiros que sem dúvida tendem a impressionar até os mais céticos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 19, 2016

Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014: Brasil na taça!

O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado enólogo português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


Sobre o Speciale Gran Reserva Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay e passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho francês 100% novos com fundo de acácia. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos prateados, com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais como pêssego e abacaxi em calda, mel com própolis e algo de empireumático, lembrando plástico, o que me causou certa estranheza, mas está registrado.

Na boca o vinho era untuoso e com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.


Para acompanhar, fizemos um belo risoto de lulas e camarões com crispies de alho poró e queijo pecorino. A harmonização foi excelente e ambos cresceram em sabor, quando se encontraram no paladar. Mais um belo caldo nacional, o que só demonstra que os vinhos nacionais tem crescido cada vez mais em qualidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, April 1, 2016

Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006

Hoje é mais um daqueles dias em que eu me animo mais ainda para escrever aqui no blog, afinal é dia de uma brincadeira gostosa onde blogueiros ao redor do Brasil postam sobre vinhos que abordam um mesmo tema, escolhido por um dos confrades, é dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio. E o tema deste mês foi escolhido pelo amigo Gustavo Kauffman, do blog Enoleigos. Ele andava meio sumido, mas aproveitou-se que era seu aniversário e foi pedido "um presente" para a CBE. A escolha foi: "Vinho Sul Americano com 10 anos de vida ou mais. Vamos ver como nossos vinhos, e de nossos hermanos, tem amadurecido!". De início fiquei um pouco tenso, pois não tinha um vinho com tais características em casa. Mas, como missão dada é missão cumprida, estamos aqui as voltas com o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006.


Pensei até em falar sobre a Casa Valduga, mas desculpe a heresia, seria chover no molhado. Um player gigante como este no mercado nacional não precisa de apresentações e portanto, ater-me-ei apenas ao vinho.

No ano do cinquentenário da morte do maior compositor erudito das Américas, a Casa Valduga selecionou as mais finas uvas Cabernet Sauvignon para compor uma verdadeira sinfonia de aromas e sabores em homenagem ao célebre maestro Heitor Villa-Lobos. Bem, isso é o que diz o site da vinícola. De qualquer maneira o Casa Valduga Gran Reserva Heitor Villa-Lobos Cabernet Sauvignon 2006 é um vinho feito com 100% de uvas Cabernet Sauvignon do Vale dos Vinhedos com amadurecimento de 12 meses em carvalho francês e mais 18 meses nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado. Vamos ver qual é o resultado de tamanho primor nesta produção?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas em compota, especiarias, mentolado, chocolate e leve herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um grande vinho nacional que provei para a CBE, este da Casa Valduga, o que só demonstra a dedicação com que esta família trata a vitivinicultura no Brasil. Se a idéia era verificar como os vinhos nacionais, ou melhor, sul americanos envelhecem, eu diria que a surpresa foi boa. O vinho estava muito vivo e no seu auge, mesmo com 10 anos de vida. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 22, 2016

Terragnolo Boulder Marselan 2012: O Brasil que nos enche de orgulho

Eu estive um pouco reticente em falar sobre este vinho para que não houvesse qualquer confusão com relação a política ou celebração política por aqui, dada a situação de ebulição que se encontra nosso país. E não só o país, mas cada vez mais todas as camadas do poder executivo tem demonstrado inabilidade e falta de comprometimento com seus eleitores. Deixando de lado o momento desabafo, falemos então de um lado do Brasil que nos deixa orgulhosos e esperançosos, que é o dos vitivinicultores que trabalham duro, sem muito incentivo, a fim de gerar belos caldos para nosso deleite. Hoje falaremos então do Terragnolo Boulder Marselan 2012.


A Vinícola Terragnolo está localizada no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves no Rio Grande do Sul e tem sua história ligada a vinda da família de Luigi Valduga ao Brasil em 1875, vindos de Terragnolo, província de Trento no norte da Itália (daí o nome da vinícola). Seu bisneto, Sandro Valduga, que faz parte da quarta geração da família, aliou o conhecimento herdado de seus antepassados às mais modernas técnicas de vinificação, com um cuidado especial desde o solo onde é plantada a videira até o local de venda do produto para criar a vinícola. A Terragnolo é uma empresa familiar com produção limitada, que tem como meta principal a elaboração de vinhos diferenciados.

Sobre o Terragnolo Boulder Marselan 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é de produção limitadíssima (apenas 5 barricas de 225 litros) e que, como diz no rótulo, é feito com 100% de uvas Marselan oriundas da região do Vale dos Vinhedos com passagem por 36 meses em barricas de carvalho francesas para amadurecimento.Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e em pouca quantidade se faziam ver.

No nariz o vinho deu mostras de toda sua complexidade com aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, terra molhada, tabaco, mentolado e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos amaciados pelo tempo e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e persistente.

Um belíssimo vinho nacional degustado por aqui, fica melhor com o tempo e merece uma aerada antes de servir. Foi uma dica do Fernando Schmeing, da Enoteca Vinho Expresso, loja situada no hotel Intercity em Caxias do Sul. Valeu pela dica, o vinho é muito bom mesmo. Se estiverem de passagem por lá, não deixem de conferir. Eu recomendo a prova!

Até o próximo!

Monday, November 9, 2015

Pensando nas festividades de final de ano? Scandalo Brut Rosé!

Com a proximidade das festividades de final do ano, nós amantes de um bom vinho e um bom espumante sempre nos deparamos com pedidos de indicação de tais bebidas para estas datas. E é sempre interessante quando involuntariamente acabamos cruzando com vinhos que se encaixam nestas características no nosso dia a dia e podemos então divulga-los por aqui. Este é o caso do vinho espumante Scandalo Brut Rosé.


O vinho espumante é produzido pela LPG Wines lá em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul e é fruto do amor pelo vinho, tendo sido fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.

Sobre o Espumante Scandalo Brut Rosé, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante produzido com uvas Pinot Noir, Chardonnay e Malbec (60%, 30% e 10% respectivamente) pelo método Tradicional ou Champegnoise, onde a segunda fermentação ocorre na garrafa. A diferença deste vinho aparece quando o vinho base permanece por 6 meses em barricas de carvalho e depois de ser engarrafado (e a segunda fermentação ocorrer), ficar por 24 meses em contato com as leveduras. Por fim descansa por mais 6 meses em cave antes de ir para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração rosa salmão, bom brilho e boa limpidez. Conta também com a formação de uma fina e duradoura perlage.

No nariz o vinho espumante apresenta aromas de frutos vermelhos e de panificação. Leve toque floral ao fundo.

Na boca o vinho espumante é muito fresco e cremoso, com um retrogosto que confirma o olfato. O final era de longa duração.

Mais um belo vinho espumante brasileiro, que a meu ver é um coringão e vai com quase qualquer tipo de prato. E é claro que vai agradar em cheio para as festividades de final de ano ou em qualquer outra data. Eu recomendo a prova. O Scandalo Brut Rosé é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, July 22, 2015

Stupendo Pinot Noir 2012: Precisa dizer mais alguma coisa?

A LPG Wines, produtora do exemplar de hoje, é o fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.


Sobre o Stupendo Pinot Noir 2012, podemos dizer também que é um varietal 100% Pinot Noir que estagiou por 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e uma boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos frescos, toques terrosos e algo de baunilha. 

Na boca o vinho apresentou corpo de leve para médio, boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração adicionando uma pequena veia mineral.

Mais uma boa surpresa com este vinho brasileiro, que como eu já disse e volto a repetir, tem mostrado que a qualidade dos vinhos tintos nacionais tem crescido de maneira muito interessante. Vale a prova, eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.
Até a próxima!

Wednesday, May 20, 2015

Spettacolo Syrah 2012: Um espetáculo de vinho brasilerio!

Começo pedindo perdão pelo trocadilho infame, como vocês já devem me acompanhar a um tempo, meu forte realmente não é rimar ou criar títulos dos mais chamativos. Mas, o que está feito, está feito. Segue o jogo. Hoje iremos falar de um vinho brasileiro que surpreendeu muita gente, inclusive numa degustação as cegas que elegeu os 5 melhores vinhos do Encontro de Vinhos de São Paulo. Estou falando do Spettacolo Syrah 2012.


O vinho é produzido pela LPG Wines, que fruto do amor pelo vinho, foi fundada por três amigos, um renomado Enólogo Português e dois brasileiros, outro Enólogo e um Engenheiro Agrônomo. O trabalho iniciou em 2008, com a implantação do projeto de Agricultura de Precisão e Segmentação de Colheita com alguns produtores parceiros na região de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. O projeto de produção utiliza o mesmo sistema adotado em mais de 15 países do velho mundo, tendo como foco a melhoria da qualidade da uva para a produção de um bom vinho. São produções únicas e exclusivas com a baixa tiragem por hectare.

Sobre o Spettacolo Syrah 2012, podemos ainda acrescentar que é um varietal 100% Syrah cuja colheita das uvas foi efetuada de forma manual com cuidadosa seleção dos grãos, estagiou em barricas de carvalho americano com tampas de acácia por 24 meses e mais um ano em garrafa antes de ser liberado ao comércio. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias (pimenta se sobressai), toques de chocolate e tostado. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos presentes e marcados, mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho brasileiro, que como eu já disse e volto a repetir, tem mostrado que a qualidade dos vinhos tintos nacionais tem crescido de maneira muito interessante. Vale a prova, eu recomendo. Deve aguentar alguns pratos mais elaborados e mais gordos. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até a próxima!

Monday, March 30, 2015

Espumante Miolo Brut Millésime 2011: Celebrem a vida!

Nem sempre temos motivos para comemorar, mas quem foi que disse que é necessário ter sempre motivos especiais? A vida por si só já é motivo de celebrarmos e mais do que isso, a esperança que nos move no dia a dia, a vontade de que todos nossos desejos se realizem são a força necessária para tal. Não sei se a proximidade de meu aniversário ou se o aniversário de casamento, mas eu tenho estado numa onde de positividade e por isso, resolvi tirar o Espumante Miolo Brut Millésime 2011 da adega.


A vinícola Miolo dispensa apresentações, mas supondo que alguém que nos lê ainda não conheça, a Miolo Wine Group é lider do mercado nacional no segmento de vinhos finos (segundo a própria) com cerca de 40% de share. A empresa tem projetos em diversas regiões, dentro e fora do Brasil, e produz uma grande gama de rótulos/produtos. Sua história, em minha humilde percepção, se confunde com parte da vitivinicultura no Brasil, e também acaba se tornando referência de qualidade dentro do mercado nacional. A área de produção, no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves é enorme, composta basicamente por modernos tanques de inox com temperatura controlada. Nesta planta são produzidos em sua maioria espumantes pelo método tradicional (na proporção de 80%) enquanto que os vinhos tintos são responsáveis pelos outros 20% da produção, mas que as demais unidades do grupo seriam responsáveis pelos demais vinhos.

O Espumante Miolo Brut Millésime é produzido somente em safras excepcionais, com as uvas Pinot Noir e Chardonnay cultivadas pela Miolo no vinhedo São Gabriel, da família a muito tempo, em Garibaldi. A partir da safra 2009 o espumante Brut Millésime passa a ser um produto da Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. A segunda fermentação acontece na garrafa, com temperatura controlada de 12°C. Envelhecimento mínimo de 18 meses sobre as leveduras nas caves subterrâneas e climatizadas. Vamos as impressões?

Na taça o espumante apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdeais, bom brilho e boa limpidez. A perlage era fina, abundante e persistente.

No nariz o espumante apresentou aromas de frutas cítricas e tropicais, toques de mel e panificação.

Na boca o espumante apresentou boa cremosidade e frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um grande exemplo de que os espumante nacionais são realmente de altíssima qualidade. Acompanhou um papelote de salmão com alho poró, tomate cereja e alcaparras. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, November 13, 2014

Jantar Harmonizado Miolo & Sta. Maricota: Aula de Brasil!

Na noite do dia 12 de Novembro pude acompanhar uma aula sobre alguns dos terroirs brasileiros utilizados pela Vinícola Miolo para a produção de seus vinhos, em um jantar harmonizado com vinhos selecionados da Miolo Wine Group. A apresentação foi conduzida pelo enólogo consultor Lourenço Pedrotti, tendo como palco o restaurante Sta. Maricota, na zona sul de Sampa. Durante a palestra, o Chef Cesar Jafet criou e serviu alguns pratos para que fossem harmonizados com os rótulos apresentados.

O restaurante Sta. Maricota é um ambiente elegante e ao mesmo tempo despretensioso, aconchegante. A culinária tem como pano de fundo a Itália mas, com toques libaneses, segundo o próprio chef sugeriu em sua apresentação (terras de seus antepassados). Entretanto, esta mistura e o uso de ingredientes e produtos locais cria uma culinária moderna e multi cultural. Constituído de dois pisos, o local é ainda muito bem decorado com mesas quadradas e os pratos sempre sobrepostos a sousplats, de madeira. 


A Miolo Wine Group é um dos maiores, se não o maior, grupo vitivinícola nacional, elaborando mais de 100 rótulos produzidos em seis projetos vitivinícolas no Brasil, em diferentes regiões: Vinícola Miolo (Vale dos Vinhedos, RS), Seival Estate (Campanha, RS), Vinícola Almadén (Campanha, RS), RAR (Campos de Cima da Serra, RS) e Vinícola Ouro Verde (Vale do São Francisco, BA). Produz também os vinhos do apresentador e narrador esportivo Galvão Bueno.

O interessante disso tudo é poder ver e entender um pouco a disparidade, principalmente climática, nas áreas produtivas: de pouco ou nenhuma chuva no Nordeste se contrapondo principalmente a alta umidade e pluviosidade da Serra Gaúcha, por exemplo. E o que dizer das altitudes, que variam até mesmo dentro das serras do Rio Grande Do Sul? É ai que entra o trabalho enológico de seleção de quais castas devem ser plantadas em quais regiões, tipos de vinhos a serem elaborados e assim por diante. E a idéia do enólogo Lourenço foi trazer alguns vinhos de diferentes regiões para que pudéssemos provar e tentar começar a entender o por que das escolhas da Miolo.

Para abrirmos os trabalhos fomos de Miolo Cuvée Tradition Brut, espumante elaborado pelo método tradicional francês (Chanpenoise) e num corte tradicional de uvas Chardonnay e Pinot Noir da Serra Gaúcha (Vale dos Vinhedos). Um vinho espumante essencialmente frutado e fresco, mas muito bem feito que lembrava frutos cítricos e tropicais aliados a leves toques de leveduras. Muito boa formação de perlage e acidez cativante. Abriu o apetite enquanto batíamos um papo e passávamos pela apresentação do Lourenço.

Com a entrada, formada por uma polenta frita com cogumelos frescos (deliciosamente crocante por fora, saborosa e cremosa por dentro) foram servidos dois vinhos para efeitos de comparação: o Bueno Bellavista Sauvignon Blanc com uvas provenientes da Campanha Gaúcha. Aspecto visual impecável mas nariz discreto e que demora a mostrar um pouco de fruta. Corpo leve, boa acidez e também um pouco de falta de extrato no meio de boca. Cresceu com a comida entretanto, ressaltando o aspecto frutado; e na sequência o RAR Collezione Pinot Noir, tinto com uvas também provenientes de Campos de Cima da Serra, este sim com mais tipicidade. Aromas de frutas vermelhas com toques animais e de baunilha. Bom corpo e acidez com taninos sedosos. Caiu bem com a untuosidade da polenta também.


Para o prato principal o Chef Cesar Jafet modernizou um clássico paulista: picadinho de carne com arroz branco e farofa. Deliciosa, a carne estava macia e saborosa em seu molho, que em conjunto ao arroz e a crocância da farofa faziam um bem pra alma. Dos vinhos servidos aqui, saiu o vencedor da noite. Vamos a eles. Primeiro o já famoso e conhecido Miolo Merlot Terroir, vinho feito com uvas Merlot do Vale dos Vinhedos além de passar um ano em barricas e mais um ano em garrafa antes de ir ao mercado. Complexo e denso, trás frutas vermelhas, flores, chocolate e tostado no nariz. Encorpado, taninos redondos e boa acidez. Belo vinho sem dúvidas. E o campeão da noite foi o Terra Nova Testardi Syrah, feito com uvas provenientes do Vale do São Francisco. É fermentado e estagia em barricas por um ano. Apesar de tudo tem algumas características de vinhos de clima frio, como a boa acidez, os taninos domados e a pimenta que salta ao nariz além é claro das frutas negras frescas. Tem uma certa pegada animal também que impressiona. Vinhaço!

E pra fechar com chave de ouro um belo e delicioso pudim de capuccino , doce na medida e com a pegada mais amarga do café, combinou muito e deu uma dose de glicose depois de tanto vinho. Ainda volto lá mais vezes pra conhecer a cozinha do Chef. E assim mais um delicioso evento teve cobertura por aqui. Um agradecimento aos organizadores e aos presentes por compartilhar tanta informação em mais uma noite dessas.

Até o próximo!

Tuesday, October 28, 2014

Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2013

Embora particularmente eu não veja muitos motivos no atual momento para se exaltar o Brasil (venho de uma ressaca "interior" dados os resultados da eleição passada), os vinhos nada tem a ver com isso e eles sim devem ser exaltados. E modéstia a parte, mais uma vez em minha opinião, nesta área acho que temos feito um excelente trabalho. Hoje é dia de falarmos de Brasil na Taça (parafraseando a famosa chef Carla Pernambuco e seu programa televisivo "Brasil no Prato"). E é ai que apareceu o Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2013.



A Vinícola Don Laurindo recebeu este nome e se estabeleceu como produtora e comercializadora de vinhos em 1991, porém sua história data de muito antes, quando as primeiras gerações da família Brandelli sairam do norte da Itália e vieram aportar na Serra Gaúcha, mais precisamente em Bento Gonçalves. Desde então o cuidado com as uvas desde os vinhedos até o envelhecimento, ou não, dos vinhos em madeira tem feito com que o prestígio e a qualidade da vinícola tenham subido e muito na consideração dos consumidores.

Sobre o Don Laurindo Reserva Malvasia de Cândia 2013, podemos dizer que é um varietal 100% de Malvasia de Cândia colhidas no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves no Sul do Brasil. Não passa por maturação em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos esverdeados, com um bom brilho e uma boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores completam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou muito fragrante, com aromas de flores, frutos de polpa branca e algo de frutos tropicais. 

Na boca o vinho se mostrou fresco, com boa acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato. Leve amargor final que não incomoda. Final de média duração.

Uma boa opção de vinho branco para o verão brasileiro, fresco e longe da mesmice que outros podem mostrar. Eu recomendo a prova. Este veio diretamente da vinícola em minha visita no último mês de março.

Até o próximo!

Friday, October 24, 2014

Estrelas do Brasil Brut Rosé 2010: Bela frase aquela de Dom Pérignon!

Continuando em uma onda de calor a ser combatido, a fase de borbulhas continuou também por aqui em nossa humilde residência. E é claro que, o mais divertido disso é compartilhar com vocês por aqui cada experiência que vamos tendo. Hoje o escolhido da vez foi o Estrelas do Brasil Brut Rosé.  Como teria dito Dom Pérignon "Estou bebendo estrelas", só que desta vez, Estrelas do Brasil.


A Estrelas do Brasil foi fundada em 2005 tendo como objetivo principal de atuação focado na elaboração e comercialização de vinhos espumantes finos de qualidade. O nome Estrelas do Brasil é obviamente (e como dito ali em cima) uma homenagem especial ao descobridor Dom Pérignon que no ano de 1670 na região de Champagne, França, após desvendar esta magnífica bebida saiu gritando a célebre frase "Estou bebendo estrelas". Além do emprego de novas tecnologias, como o uso de leveduras encapsuladas que fazem com que o processo de remuage não se faça necessário na produção de seus vinhos espumantes ou mesmo a produção de um belo Proseco através de um método de única fermentação ao melhor estilo Asti, prezam pelo meio ambiente e saúde de seus consumidores. Conta com quase que único meio de vendas seu website na internet. Sobre o Espumante Estrelas do Brasil Brut Rosé 2010, é obtido pelo método champenoise com leveduras imobilizadas, vinho base 100% da cultivar Pinot Noir. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma cor salmão claro com muito brilho e excelente transparência. Formação de perlage intensa e constante criando um belo colar no topo do líquido.

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos vermelhos e cítricos seguido de toques de panificação. 

Na boca o vinho espumante mostrou muito frescor e cremosidade, aliados a boa complexidade e bom volume de espumas. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma prova de que pelo menos no tocante a espumantes, o Brasil está bem colocado no mercado. Acompanhou bem um churrasco em casa com a família. 

Até o próximo!

Wednesday, October 15, 2014

Espumante Salton Poética: Show de custo benefício do espumante gaúcho!

Conforme eu comentei anteriormente, tivemos na noite de ontem mais um Winebar com produtos da Vinícola Salton, dos quais iremos falar por aqui neste e em alguns próximos posts que tenho planejados. E por pura preferência minha, resolvi falar em primeiro lugar do vinho espumante que nos cativou desde o primeiro gole, que foi o Espumante Salton Poética. Poupando meu caríssimo leitor de me tornar retórico e cansativo, não irei mais falar sobre a Salton, suas qualidade, virtudes e etc, focando somente no vinho neste post ok? Vamos a ele.


O Espumante Salton Poética é um espumante que é feito a partir de 80% de uvas Pinot Noir e 20% de uvas Chardonnay. Uma vez elaborado o vinho base, é realizado o corte entre os vinhos das duas variedades que compõe o espumante. A segunda fermentação é feita nos tanques, característica principal do método Charmat. Uma vez concluída a fermentação, o espumante permanece durante três meses surlie, ou seja, em contato com as leveduras da segunda fermentação para adquirir alguma complexidade.Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante mostrou uma bonita coloração salmão de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Boa formação de borbulhas, pequenas e persistentes. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos vermelhos em profusão com leve lembrança de panificação ao fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou leve, fresco e muito agradável. Seu retrogosto confirma o olfato, tem uma boa formação de espuma também em boca e tem um final de longa duração.

Mais um bom espumante brasileiro que provamos por aqui, reforçando a idéia de que ao menos no tocante a este tipo de vinho o Brasil realmente está muito bem posicionado no mercado. Se você ainda estiver em dúvida de espumantes para suas comemorações de natal e réveillon, por exemplo, eu diria que você já encontrou um candidato a altura. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, May 14, 2014

Vinícola Italiana Masi expandindo seus negócios em terras brasilis

A Vinícola Masi, com sua grande história ligada a região do Vêneto, na Itália, começou um forte movimento expansionista nos últimos anos, criando braços da empresa em outros lugares fora do Vêneto e subjacências, como Tupungato na Argentina. Com o nome derivado de um vale da região do Vêneto, o "Vaio dei Masi", aliás como não poderia deixar de ser, resolveu agora criar um vinho com sotaque italiano em solo brasileiro. E o parceiro escolhido aqui foi a Vinícola Vallontano, cujo enólogo Luís Henrique Zanini é também conhecido pela visão e forte ímpeto experimental (vide todo seu trabalho relacionado aos vinhos Era dos Ventos, por exemplo).


A aproximação entre ambas vinícolas, Masi e Vallontano, se iniciou ainda em 2006 quando os donos da Vinícola Masi, entre eles Sandro Boscaini, decidiu se embrenhar pelo mundo a fora, a procura de vinhedos e vinícolas que de alguma maneira tivessem alguma ligação ou criassem alguma lembrança relacionadas ao seu Vêneto querido. Como sabemos, o sul do país e principalmente a região vitivinícola do Vale dos Vinhedos e adjacências tem uma forte ascendência do norte da Itália então não é difícil entender o por que da escolha por nosso país como um dos focos deste projeto de internacionalização da Masi. O projeto de um vinho elaborado com o processo nos mesmos moldes do processo para produção dos grandes amarones (passificação/secagem das uvas) dava início então em 2007. A idéia aqui é expressar através de tal processo o terroir brasileiro e explorar todas as possibilidades que isto abria. E não pensem que isto foi fácil e rápido. Para chegarem a composição final do vinho com as uvas tannat, teroldego e ancelota e algumas outras castas (não reveladas ainda), muita coisa foi testada quase que de forma artesanal.

Extraoficialmente o vinho, batizado de Oriundi, deu suas caras no último evento da importadora Mistral, o Encontro Mistral 2014. Existe a expetativa, no entanto, que a apresentação oficial do vinho para o mercado ocorra apenas no mês que vem, com a presença do pessoal da Masi aqui em nosso país. Ainda não conheço o vinho, mas se mantiver o patamar de qualidade que os vinhos com o sobrenome Masi costumam carregar, não vejo como não dar certo. Só nos resta aguardar.

De qualquer forma, desejo o maior sucesso na empreitada ao Zanini e aos seus parceiros, pois além de tudo, é o nome do vinho brasileiro que está em jogo e mais do que nunca, apesar de ter uma visão um pouco diferente em determinados aspectos quando falamos de vinho brasileiro, espero vê-lo brilhar no mercado interno e externo.

Até o próximo!

Thursday, May 8, 2014

Miolo Merlot Terroir 2011: Vinho brasileiro de ponta!

Muito já falei por aqui a respeito dos vinhos brasileiros, suas qualidades, defeitos, minhas opiniões a respeito e o que eu penso ser nossa grande falha dos nossos produtores: o trabalho falho na divulgação dos vinhos brasileiros para o nosso próprio mercado e algumas vezes o preço não muito competitivo de alguns exemplares. Mas não vim aqui hoje para falar disso mais uma vez, vim somente para exaltar um vinho que provei nos últimos dias e que ganhou o meu respeito: o Miolo Merlot Terroir 2011. 


Falar novamente sobre a Vinícola Miolo por aqui seria cansativo e desnecessário, tendo em vista que é uma das maiores vinícolas nacionais e muitos de nós já conhecemos um pouco de sua história e suas linhas de produtos. Além disso já degustei diversos vinhos deles por aqui. Falemos então do vinho alvo do post, que a meu ver será mais produtivo e interessante. 

O Miolo Merlot Terroir 2011 é elaborado pela Vinícola Miolo com a variedade tinta emblemática do Vale dos Vinhedos, a Merlot (existem controvérsias a este respeito), colhidas das melhores parcelas dos vinhedos da família. Além disso, permanece 1 ano maturando em carvalho Francês e mais 1 ano envelhecendo em garrafa antes da comercialização. Pertence a uma reserva limitada, por safra são elaboradas apenas 18.000 garrafas, todas numeradas. Infelizmente cometi um deslize e não anotei qual era o número da minha garrafa. Enfim, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média intensidade, bom brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas complementavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos com cerejas em evidência, toques de pétalas de rosas, chocolate amargo e baunilha. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio tendendo a encorpado, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato. Final de média para longa duração.

Mais um grande vinho brasileiro que descubro, que na sua faixa de preço (comprado no varejo da vinícola por 80 dinheiros aproximadamente) dentro do mercado nacional pode sim competir com alguns exemplares importados. Veja, não estou comparando com nenhum outro vinho nem dizendo que é melhor que outros, apenas estou dizendo que tem qualidades para competir em sua faixa de preço dentro de nossa realidade de preços e mercado. Eu recomendo.

Até o próximo.

Tuesday, April 2, 2013

Elos Touriga Nacional Tannat 2008

Sexta feira santa na casa de meus pais normalmente é sinônimo de pratos a base de peixe quando não a base de bacalhau. E este ano não foi diferente. Eu me deparei com um Bacalhau a Gomes de Sá e como vocês já devem saber, tenho uma predileção pessoal por acompanhar este prato com um vinho tinto e por razões óbvias, português. Acontece que desta vez fugi um pouco do costume e resolvi abrir um vinho um pouco diferente, fruto de uma viagem minha ao Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. O escolhido foi então o vinho Elos Touriga Nacional Tannat 2008, feito pela Vinícola Lídio Carraro.


A Vinícola Lídio Carraro é fundamentada no conceito de vinícola boutique (já discutido aqui no blog), seus vinhos tendem a expressar o "terroir" no qual são plantados através da busca pela integridade e quebra de paradigmas, de maneira sustentável e pouco ou nenhum uso de recursos externos para controle dos vinhedos/vinhos (baixo uso de defensivos químicos, não utilização de carvalho para correção dos vinhos, etc). A vinícola tem investido pesado no "terroir" de Encruzilhada do Sul (de onde vem as uvas que foram utilizadas na vinificação deste exemplar), na Serra do Sudeste, onde eles tem obtido excelentes resultados com uvas mais delicadas como Pinot Noir, por exemplo. Lá, apesar de possuir clima parecido com o Vale dos Vinhedos, os solos são mais pobres e tendem a gerar uma maior qualidade das uvas cultivadas. Sobre o vinho propriamente dito não encontrei muita coisa a respeito, como proporção do corte e coisas do gênero então seguirei para minhas impressões.

Na taça uma bonita cor violácea muito forte e quase impenetrável, composta ainda por lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras em compota, toques florais e lembrança de chocolate.
Tudo bem integrado e com elegância.

Na boca o vinho era encorpado, tinha boa acidez e taninos finos e redondos, pronto para o consumo. Retrogosto trazia muita compota de fruta e lembrança de chocolate num final de média duração.

Mais um bom vinho nacional, que na minha opinião seria mais competitivo se seu preço fosse um pouco mais baixo e tivesse uma maior distribuição nacional. Esse custou 77 reais no varejo da própria vinícola. Vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, September 17, 2012

Miolo Lote 43 2008

Ultimamente tenho procurado vinhos que, além de me darem prazer, possam sempre trazer boas lembranças ou compactuar com momentos de felicidade. E é por isso que tenho aberto garrafas que, apesar de não serem vinhos espetaculares, muitas vezes também não podem ser considerados do dia a dia, ao menos para mim. E desta vez o escolhido foi este vinho que eu trouxe de minha viagem ao Vale dos Vinhedos, já distante quase um ano, que estava adormecido em minha adega desde então.


Sobre a Vinícola Miolo, a pouco a acrescentar, afinal todos sabemos que é uma das gigantes do Brasil e que se não é a maior, provavelmente está entre as maiores produtoras em volume de vinhos do nosso país. Veja o que a própria Miolo diz em seu site sobre o vinho: "O Miolo Lote 43 é uma homenagem ao italiano Giuseppe Miolo, patriarca da família. O vinho leva o nome da terra recebida pelo imigrante na época. Sua elaboração adapta o conceito do "cru", que se refere ao pedaço especial de terra cultivada com um vinhedo dentro de uma área de denominação de origem controlada. Elaborado somente em safras excepcionais, é um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, reunidos em um corte harmônico selecionado pelo enólogo da família, Adriano Miolo. Utilizando-se das melhores tecnologias de produção, a Miolo, através do Miolo Lote 43, lança seu "ícone", e ao mesmo tempo ajuda a consolidar a imagem do Brasil como produtor de vinhos de alta qualidade. É um vinho que apresenta características próprias para o envelhecimento e possui estrutura suficiente para suportar muitos anos de garrafa". Complementando as informações, o vinho é um corte de 50% de Cabernet Sauvignon com 50% de Merlot porém não descobri se teve passagem por madeira e qual o período. Enfim, vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de boa intensidade, brilhante e quase impenetrável, com pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com notas de frutas escuras bem maduras, quase secas, grafite, especiarias, flores e toques de madeira, apresentando boa complexidade e harmonia.

Na boca o vinho tinha corpo médio, talvez faltasse um pouco mais de acidez mas com taninos finos e macios. Retrogosto com muita fruta escura e toques mentolados. Final de média para longa duração.

Mais um bom vinho, talvez só precisasse de um pouco mais de acidez, ainda mais por ser o vinho ícona da vinícola. Mesmo assim, recomendo que provem o vinho. Foi comprado no varejo da vinícola por R$ 89,00 e poderia ser um pouco mais barato. 

Até o próximo!

Sunday, July 8, 2012

Pizzato DNA 99 Single Vineyard Merlot 2005

Ontem a noite seria longa devido a espera para a luta do Anderson Silva. Eu, como fã de esportes, estava muito ansioso pois além de tudo que normalmente envolve uma luta destas, o oponente havia se mostrado um cara totalmente sem carácter e que havia desrespeitado não somente o próprio Anderson e sua família, mas os brasileiros em geral. E para acompanhar esta espera e comemorar a vitória do nosso Spider (sim eu já estava contando com esta vitória) eu escolhi este vinho nacional para a tarefa. E olha que ele tirou de letra a tarefa imposta.


A Pizzato Vinhas & Vinhos é mais uma das grandes produtoras nacionais do caldo de Baco e possui uma vasta linha de produtos, desde os mais simples até este, que pode ser considerado um dos top da vinícola, se não um dos top nacionais. Conta a história que em 1999 foi a primeira safra vinificada pela Pizzato de um vinho feito com a uva Merlot e que desde então, quando o mesmo fora liberado ao mercado, o vinho viria a se tornar uma referência de potencial da uva no Vale dos Vinhedos. Foi ai que veio a idéia de então lançar um novo vinho ícone da vinícola, a partir do mesmo vinhedo utilizado em 1999 em uma safra que seria considerada histórica para a vitivinicultura nacional, a de 2005. Este vinho então é feito com uvas 100% Merlot de um único vinhedo, passa por fermentação e maceração em tanques de aço inoxidável e por período de 9 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Deste vinho foram  produzidas 6800 garrafas e eu pude degustar a de número 6214. Vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça, em contra partida a sua idade (7 anos) o vinho ainda apresenta uma cor violácea intensa, brilhante e quase intransponível. Lágrimas finas, lentas e ligeiramente coloridas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou muito elegante e de certa complexidade, abrindo com aromas de frutas vermelhas quase como geléia, baunilha, couro, um pouco de madeira e leve toque de especiarias. Todos aromas muito fáceis de se identificar e bem integrados.

Na boca o vinho mostrou ser bem encorpado, taninos finos, macios e redondos com uma acidez extremamente agradável, mostrando que o vinho ainda está bem vivo e aguenta mais um tempo em garrafa. Retrogosto trazendo frutas e algo de especiarias e baunilha num final de média para longa duração.

Realmente, dentro de minha opinião, é sem dúvida o melhor vinho nacional que já provei. Muita qualidade, sem defeitos, componentes integrados e muito saboroso. Eu recomendo!

Até o próximo!

Saturday, June 16, 2012

Miolo Cuvée Giuseppe 2009

Eu pensei muito sobre se deveria ou não escrever sobre este vinho, em meio a uma avalanche que atendem pelo nome de salvaguardas aos vinhos brasileiros. Mas, em respeito a meus leitores, que tem se mostrado fiéis e tem me dado cada vez mais força pra continuar com este trabalho, resolvi que deveria comentar sobre o vinho. Entretanto, prometo que não irei me alongar sobre a vinícola ou sobre amenidades.


Este vinho é feita pela gigante Miolo Wine Group, com uva cultivadas no Vale dos Vinhedos no Sul do país. Não tem divulgado quais as proporções de cada uma das uvas constituintes do corte (Merlot e Cabernet Sauvignon) sendo que cada vinho é envelhecido separadamente por aproximadamente doze meses em carvalho antes de ocorrer o blend. Sem mais delongas, vamos as impressões.

Na taça o vinho mostrou uma cor rubi violácea de grande intensidade com lágrimas finas, abundantes, rápidas e até que bem coloridas, ajudando a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas, alguma coisa de especiarias, floral e tostado. Aromas pouco expressivos, melhorando um pouco com o tempo.

Na boca corpo de leve para médio, acidez baixa e taninos bem finos e quase inexistentes. Retrogosto essencialmente frutado num final de curta duração.

Sinceramente um vinho que até certo ponto me decepcionou, principalmente na boca. A falta de acidez me faz imaginar se mesmo tão jovem o quanto este vinho aguentaria em garrafa. Foi comprado num mercado perto de casa numa promoção de final de ano por R$ 41,00 e até por esse valor, não sei se repetiria a compra. Não acrescentou muito.

Até o próximo.

Monday, January 23, 2012

Almaúnica Reserva Syrah 2010

Para quem me acompanha aqui no blog não é surpresa nenhuma que minha relação com os vinhos nacionais mudou um pouco desde minha viagem ao Vale dos Vinhedos em Novembro do ano passado. E por isso temos visto também uma aumento no número de vinhos nacionais degustados e postados por aqui. E é o caso do exemplar do post de hoje, que veio em minha mala na volta de viagem lá do Rio Grande do Sul. Não vou falar muito sobre a vinícola pois dediquei um post exclusivo a ela quando fui lá (relembrem aqui).

Falando um pouco sobre o vinho, este Syrah já foi muito comentado pela mídia nacional, tendo sido eleito inclusive um dos melhores tintos já produzidos no país por diversas revistas especializadas. É elaborado com uvas 100% Syrah, sendo produzido e depois envelhecido por 12 meses em barricas francesas e americanas, de primeiro e segundo uso. O vinho ainda permanece em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.


Na taça mostrou uma bonita cor rubi violácea bem forte, com algum brilho e com pouquíssima transparência. Lágrimas finas, moderadamente lentas e pouco coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho se mostrou bem complexo, abrindo com frutas escuras (amoras e ameixa preta), muita especiaria (pimenta principalmente), couro e algo de côco. Depois de um tempo em taça, a medida que a temperatura subiu um pouco, foi possível ainda sentir um toque de estrebaria e um fundo tostado na taça. O vinho era realmente interessante no nariz.

Na boca o vinho apresentou-se volumoso e com bom corpo, boa acidez, taninos finos e bem integrados ao vinho e com álcool na medida, sem sobressair. Retrogosto trazia muita pimenta, fruta e algo de alcaçuz. Final de médio para longo sem amargor final. 

Confirmando as expectativas e a degustação feita na própria vinícola, o vinho se mostrou com muita qualidade,   muito saboroso e sem defeitos aparentes. Bem equilibrado, parece que o tripé acidez/taninos/álcool estava bem integrado com a fruta e a madeira fora usada de forma coerente. Eu recomendo!

Até o próximo!