Showing posts with label Salta. Show all posts
Showing posts with label Salta. Show all posts

Tuesday, December 6, 2016

Las Maletas Cabernet Sauvignon 2014

O vinho de hoje é produzido pelo Grupo Peñaflor, um grupo de vinícolas argentinas, com prestígio nacional e internacional, reconhecido como um dos dez primeiros produtores de vinho a nível mundial. Através de suas vinícolas, oferecem ao consumidor a mais generosa e ampla gama de vinhos argentinos, dentre os quais se destacam as vinícolas Finca Las Moras, Trapiche e Sant Ana, por exemplo. Em dezembro de 2010, a Família Bemberg adquiriu a totalidade do pacote acionário do Grupo Peñaflor, o que significou o marco do começo de um novo ciclo para a companhia.


Já sobre o Las Maletas Cabernet Sauvignon 2014, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas Cabernet Sauvignon da região de Salta, e passar por cerca de 9 meses em barricas de carvalho antes de ser liberado ao mercado. Como curiosidade, o nome "Las Maletas" vem da idéia de, assim como a famosa estrada Ruta 40 que cruza a Argentina de norte a sul, essa linha de vinhos reúna o que de melhor os vinhedos da companhia, espalhados por diversas áreas vitivinícolas, possam oferecer. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho leve e fácil de beber, fresco e que foi bem no churrasco do final de semana. E o preço?! A o preço vale a tentativa pois custa menos de 40 dinheiros. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, May 2, 2016

Colomé Lote Especial Malbec 2013: Diretamente do #MalbecWorldDay!

No último dia 17 de abril foi celebrado o Dia Internacional da Malbec, esta uva tão querida pelos brasileiros em geral e que, apesar de ter origem na França, alcançou prestígio e divulgação pelos vinhos vindos da Argentina. E muitas ações foram criadas para a divulgação e celebração desta data. O #MalbecWorldDay foi criado pela Wines of Argentina para tal e, expandindo as celebrações para todo o mês de abril, tivemos no último dia 28 de Abril um belo evento em um espaço inédito: o Vila Butantan, espaço de convivência para compras, lazer e gastronomia. E foi lá que degustei o vinho que falaremos por aqui hoje, que é o 


A Bodega Colomé, produtora do vinho de hoje, foi fundada no ano 1831, provavelmente a cargo do governador espanhol de Salta, Nicolás Severo de Isasmendi e Echalar. No ano 1854, sua filha Ascensión, unida em matrimonio com José Benjamín Dávalos, introduziu na Colomé as videiras francesas Malbec pré-filoxera e Cabernet Sauvignon. Três vinhedos de 4 hectares cada um, os quais datam daqueles tempos, ainda produzem uvas que formam parte de vinho Colomé Reserva. A Bodega Colomé pertenceu às famílias Isasmendi-Dávalos ao longo de 170 anos. Em 1969, a família Rodó adquiriu a estância e a bodega, conservando-a durante 13 anos. Raúl Dávalos, descendente direto da família Isasmendi-Dávalos, recuperou a antiga propriedade da família no ano 1982 e a conservou até que o Grupo Hess a adquiriu em 2001. A partir de então plantaram vinhedos até chegar às 140 has atuais distribuídos em 4 estâncias, edificaram novas instalações para a bodega com a última tecnologia e equipamentos. Na atualidade a Bodega Colomé colhe e elabora mais de meio milhão de litros e exporta seus vinhos a mais de 25 países do Mundo.

Sobre o Colomé Lote Especial Malbec 2013, posso ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec de vinhedo único com mais de 10 anos de idade, alturas médias de 2300 metros acima do nível do mar e plantado em pé franco. Para envelhecimento e afinamento, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração púrpura de grande intensidade, algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se despendiam pela parede da taça, 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias e chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho argentino, embora seja mais moldado ao estilo de vinhos do novo mundo, é também elegante e tem bom frescor o que o torna mais fácil de beber. Não fica pesado após os primeiros goles. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 1, 2014

Colomé Reserva 2003 - #CBE

Em mais uma oportunidade de participar da Confraria Brasileira de Enoblogs, CBE para os mais íntimos, cá estamos com nosso post de todo dia primeiro de cade mês. O tema deste mês foi do amigo Luiz Cola: Vinhos Evoluídos! Degustando da Safra 2004 pra trás... Vinhos com pelo menos 10 anos de idade. Confesso que me senti um pouco intimidado de começo, pois confesso que não sou profundo conhecedor de vinhos mais evoluídos. Mas depois que me acalmei, olhei com calma minha adega e eis que surgiu um nome: Colomé Reserva 2003. Este vinho me foi agraciado como presente de casamento. Vamos ver o que nos aguardava. 



Direto do site do produtor, um pouco de história acerca desta antiga vinícola: "A Vinícola Colomé foi fundada no ano 1831, provavelmente a cargo do governador espanhol de Salta, Nicolás Severo de Isasmendi e Echalar. No ano 1854, sua filha Ascensión, unida em matrimonio com José Benjamín Dávalos, introduziu em Colomé as videiras francesas Malbec prefiloxera e Cabernet Sauvignon. Três vinhedos de 4 hectares cada um, os quais datam daqueles tempos, ainda produzem uvas que formam parte de nosso vinho Colomé Reserva. Colomé pertenceu às famílias Isasmendi-Dávalos ao longo de 170 anos. Em 1969, a família Rodó adquiriu a estância e adega, e a conservou durante 13 anos. Raúl Dávalos, descendente direto da família Isasmendi-Dávalos, recuperou a antiga granja da família no ano 1982 e a conservou até que o Grupo Hess a adquiriu em 2001. A partir de então plantaram vinhedos até chegar às 140 has atuais distribuídos em 4 Estâncias, edificaram novas instalações para a Vinícola com a última tecnologia e equipamento. Na atualidade a Vinícola Colomé colhe e elabora mais de meio milhão de litros e exporta seus vinhos a mais de 25 países do Mundo".

Sobre o vinho alvo deste post, é o ícone da vinícola e é elaborado com uvas provenientes dos vinhedos mais antigos da Colomé, que possuem idades entre 60 e 150 anos, além de estarem a altitudes que podem chegar a mais de 3000 metros. Consiste em um corte com 80% de uvas Malbec e 20% de Cabernet Sauvignon. Além disso, passa por 24 meses em barricas franceses, 100% novas. Por fim, fica ainda por 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma cor violácea de grande intensidade, praticamente negra, impenetrável e com pouco brilho. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e com bastante cor. O vinho nem de longe mostra sua idade quando pensamos em evolução da coloração.

No nariz o vinho se mostrou extremamente complexo, abrindo com aromas de frutos escuros e depois partindo para especiarias, tostado e leve mentolado. Ao fundo, notas de azeitona tomam conta. Por fim algo de chocolate amargo.

Na boca o vinho mostra todo seu peso, extremamente encorpado, denso, taninos finos e redondos e acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato e o vinho persiste com um final longo e saboroso.

Um grande vinho, complexo, parrudo, quase mastigável. Estilo inconfundível do novo mundo. Eu recomendo. Acompanhou bravamente um carré de cordeiro grelhado, temperado somente com sal grosso e alecrim. 

Até o próximo!

Wednesday, August 31, 2011

Susana Balbo Crios Torróntes 2010

É difícil falar em vinhos argentinos e não falar de Susana Balbo, uma das mais importantes enólogas da Argentina e quiçá do nosso Novo Mundo. E é engraçado como, apesar de já ter provado muito vinho argentino, eu ainda só havia provado um único vinho dela. E me aproveitando de todo o calor que fez no final de semana passada em Sampa resolvi apostar em mais um vinho desta grande enóloga, para conhece-lo melhor. Tudo bem que este vinho faz parte da linha de entrada da vinícola, mas tem feito sucesso principalmente no quesito custo beneficio e para quem quer se aventuar pelo mundo vinícola sem medo de errar.

Conforme ela mesma descreve em seu site, a linha Crios foi criada com o intuito de expressar que estes vinhos não "cresceram" o suficiente para alcançar a maturidade e qualidade superior de seus outros vinhos, porém recebe o mesmo carinho e atenção em seu processo produtivo. Ainda por definição, os vinhos da linha Crios são vinhos com maior expressão frutada e foram elaborados pensando em um consumo mais rápido, ainda jovens. A última curiosidade que podemos falar sobre a linha Crios é que em seus rótulos existe uma figura que representa 3 mãos entrelaçadas que além de fazer alusão a um antigo artefato Maia, faz também menção a própria Susana e seus três filhos. Vamos então as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor amarelo palha com leve tendência ao dourado, com lágrimas finas e rápidas sem cor alguma.

No nariz o vinho abriu com muita lichia e floral, lembrando jasmins, e alguma coisa cítrica. Além disso tinha alguma "picância" no nariz que eu acho vinha do álcool porém não consegui identificar ao certo. Com mais tempo em taça apresentou também mel com própolis e a picância permaneceu.

Em boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez, álcool imperceptível (fiquei confuso com a sensação ao nariz mas não cheguei a uma conclusão) e confirmou frutas cítricas e muita lichia. Final de média duração com um "quê" mineral, deixando o fim de boca seco e salivando, pedindo mais gole. Aliás, a garrfa parecia que tinha água dentro, pois acabou tão rápido!

Um bom vinho, especialmente para o dia a dia e com um bom custo benefício (encontrado na rede Pão de Açúcar em Sampa por R$ 39,00 aproximadamente). Acompanhou um belo filé de Saint Peter ao molho de tomate e camarões sem maiores problemas. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, June 17, 2011

O que esperar da safra 2011 na América do Sul?

Estes dias atrás estive lendo um breve report da Wine Spectator sobre como foi a safra 2011 e o que esperar dos vinhos nos países considerados novo mundo, e resolvi destacar aqui em meu blog alguns pontos interessantes. Neste primeiro post destaco o report feito sobre a Argentina, numa tradução livre do artigo. Se tiverem interesse, acessem o site oficial da revista (www.winespectator.com) e leiam a reportagem original, na seção wine news. Esta parte da matéria tem créditos de Nathan Wesley.

Vinhedos nos EUA e Europa estão começando a florescer, mas já existe mosto fermentando nos tanques mais ao sul, no hemisfério sul mais precisamente. A temporada 2010-2011 de crescimento das uvas foi fresca e nublada na América do Sul. Uma geada precoce reduziu os rendimentos na Argentina, e o tempo chuvoso fez de Fevereiro, um mês estressante. Do outro lado da Cordilheira dos Andes, enólogos chilenos só esperavam que as uvas pudessem aguentar nas vinhas tempo suficiente para seu amadurecimento. Aqui segue um preview da safra que vem por ai:

Argentina


Uma geada precoce muito severa em Mendoza, região vinícola líder da Argentina, deu o tom para uma safra 2011 desafiadora para os enólogos, que também tiveram de enfrentar períodos de ventos fortes, granizo, seca e chuva pesada.


Temperaturas baixas durante toda a estação retardaram a maturação das uvas, mas um verão Indiano amadureceu as uvas momentos antes da colheita. Os vinicultores estão esperando vinhos com estilo elegante, com níveis de acidez maiores do que o habitual.

"Os níveis de álcool estão entre 0,1 e 0,2 por cento superior ao normal", disse Luis Reginato, diretor da Bodega Catena Zapata. "A razão para isso é que tivemos os meses de março e abril extra-secos. O que é notável é a alta acidez em 2011 em comparação com safras normais."


Achával Santiago, presidente da Achával-Ferrer, disse que a geada precoce, que atingiu a segunda semana de novembro, foi a pior do tipo desde 1992 e causou a perda de flores nas vinhas e as fez experimentar frutos pobres. O dano foi intermitente, com a Mendoza Ocidental e o Vale do Uco, ao sul, sendo os mais atingidos.


Segundo Laura Catena, presidente da Catena Zapata, o gelo poupou o vinhedo La Pirâmide em Agrelo, enquanto o vinhedo Angélica Sur localizado no Valle de Uco perdeu o fruto em 288 de seus 360 hectares. José Manuel Ortega, dono da Bodegas y Viñedos de O. Fournier no Vale do Uco, disse que perdeu colheita em 60 por cento de seus 312 hectares de vinhedos.


Após a geada, o clima frio e seco persistiu até fevereiro, com as condições de seca exacerbada por um inverno seco em 2010, o que significou degelo limitado para a irrigação. A chuva finalmente chegou ao final de fevereiro, mas em seguida continuou até a primeira semana de março. Alguns viticultores estavam prevendo um fracasso. Felizmente o tempo finalmente melhorou, com abundância de dias ensolarados com duração até abril.


"Na verdade, este poderia ser um ano excepcional para toda Mendoza. Os rendimentos foram naturalmente reduzidos pela geada de novembro ", disse Achával, que diz também que em seus vinhedos foram necessárias menos colheitas verdes que o usual.

No norte da província de Salta, o enólogo Randle Johnson da Bodega Colomé disse que houve clima quente de novembro a janeiro, mas, "em Fevereiro, os céus se abriram e quase não havia um dia ensolarado. Uma grande quantidade de chuva de um lado a o outro do vale”. Johnson disse que a Bodega Colomé recebeu de 12 a 14 polegadas de chuva, quase o triplo da quantidade normal.
Granizo também atingiu vinhedos de altitude, prejudicando ambos folhas e frutos. Salta também se beneficiou de um verão indiano, mas as vinícolas tiveram que analisar cuidadosamente as uvas colhidas para manter a qualidade.

Na região sul da Patagônia, Piero Incisa della Rocchetta, que produz um dos mais bem cotados Pinot Noir engarrafados no país em sua propriedade, a Bodega Chacra, relatou condições de verão leve seguido por um clima mais quente levando a colheita. "No geral, para a variedade Pinot, foi uma grande safra", disse ele. "Nosso amadurecimento foi bom, sem pragas ou outros problemas na vinha. Nossos níveis de pH são elevados e álcool um pouco mais baixo, mas ainda superior à da safra anterior".

No próximo post tratarei das espectativas para a colheita no Chile.
Até lá!