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Thursday, March 1, 2018

WineNetwork apresentou belíssimos vinhos Chilenos em SP

No último mês de janeiro tive a oportunidade de participar de uma excelente degustação promovida pela Importadora Winetwork, que além de contar com uma marca própria no Chile (Viña Una Hectarea) trás ainda um mix muito interessante de produtos do país vizinho. Uvas pouco faladas por lá ou pouco utilizadas como variegais são as estrelas, como por exemplo Cabernet Franc, Grenache e Mourvèdre. O foco da importadora são vinhos chilenos de pequenos produtores e a tentativa de conexão importador cliente final. A degustação foi conduzida por Márcio Moualla, sócio proprietário da importadora, no restaurante Aranda Asador & Tapas.

A Viña Una Hectárea é um projeto familiar que pertence aos irmãos e enófilos Marcio e Samir Moualla, recente (tem origem em 2008) e que compreendeu de início um hectare de vinhas em cada um do vales chilenos, a saber: Casablanca, Maipo, Colchágua e Aconcágua. Hoje a vinícola expandiu seus territórios e já conta com mais de 14 hectares de vinhas, trabalhando basicamente com 9 tipos de uvas, dentre as quais se destacam as famosas Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e as nem tão famosas Petit Verdot e Mourvédre, por exemplo.

Como é de praxe por aqui, e com a intenção de deixar as postagens mais dinâmicas, selecionei dois vinhos para falarmos por aqui, um da própria Viña Una Hectárea e outro do mix de produtos da importadora, para destacar. Vamos a eles?


Do mix da importadora eu destaco o Garcia + Schwaderer Grenache Valle de Itata Piedra Lisa Vineyard 2013, "filho" de um projeto nascido em meados dos anos 2000 das mãos do casal de enólgos Felipe Garcia e Constanza Schwaderer (já conhecidos pelo excelente trabalho em grandes vinícolas chilenas). Decididos a mergulhar de cabeça em seu projeto pessoal, fizeram seu primeiro vinho, de acordo com o seu próprio gosto e ofereceram sua criação ao mundo. Este vinho é um blend de Grenache (85%) e Mourvèdre (15%) de vinhas centenárias sem paasagem por madeira. Como resultado é um vinho de aspecto rubi violáceo de grande intensidade, brilhante e limpido. Aromas de frutas escuras, especiarias e flores. Em boca é muito fresco e vibrante, de corpo médio e fácil de beber, com taninos firmes mas nada agressivos. Um vinho delicioso e fácil de beber.


Falando agora da produção própria da Una Hectárea, passamos ao Puro Instinto 2009, um blend de Syrah (60%), Cabernet Sauvignon (20%), Cabernet Franc (15%), Carignan (10%) e Petit Verdot (5%) com passagem de 18 meses em barrica de carvalho francës de primeiro uso. Como resultado temos um vinho de coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Leve halo granada também presente. No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, especiarias, mentolado, mineral e baunilha. Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos bem fininhos e acidez muito viva. Outro belo vinho, sem dúvida nenhuma.


Sem dúvidas nenhuma são vinhos diferenciados e que podem provocar boas surpresas. Um especial agradecimento ao André Travaglia, também sócio da importadora, pelo convite, e ao Restaurante Aranda, por nos proporcionar belos momentos antes, durante e após a degustação, com serviço e comidas impecáveis.

Até o próximo!

Monday, April 10, 2017

Lote "d" Syrah 2013 by Polkura

Inicialmente este seria o terceiro e último post dos Syrahs do Novo Mundo mas, de última hora, apareceu um Syrah do Velho Mundo e este será então o derradeira post sobre o assunto. Voltando hoje as postagens sobre o assunto, vamos falar do Lote "d" Syrah 2013 by Polkura.


A Viña Polkura é um projecto vitivinícola, iniciado em 2002 pelas famílias Muñoz e Bruchfeld, com o objectivo de fazer um vinho excepcional, baseado na excitante variedade Syrah. Marchigue, o extremo ocidental do Vale de Colchagua no Chile foi escolhido como o local ideal, porque mostrou o potencial enorme produzir este varietal.O nome Polkura remete a uma montanha na extremidade mais ocidental do Vale do Colchágua onde os vinhedos estão localizados, e está escrita na língua Mapuche, povo antigo do Chile. Polkura significa "pedra amarela" e faz também menção ao solo granítico da região que possui coloração amarelada. Apesar da proximidade com o oceano, a cadeia montanhosa segura um pouco das brisas marítimas mais frescas, fazendo com que o micro clima da região se torne algo temperado.

Sobre o Lote "d" Syrah 2013 by Polkura, podemos ainda dizer que é um vinho feito a partir de uvas 100% Syrah de uma parcela 100% voltada para o norte, o que significa que o vinhedo recebe mais sol.O solo é ligeiramente diferente do restante dos vinhedos, com mais calcário do que argila. O vinho amadurece em tanques de inox, sem madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate amargo, defumados, herbáceos e toques de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração. Talvez um dos pontos fracos deste vinho.

Mais um bom exemplar de Syrah degustado por aqui. Vamos aguardar o próximo e derradeiro final para darmos um veredicto sobre qual deles mais agradou.

Até o próximo!

Monday, August 22, 2016

Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon Carmenére 2013

A história da Viña Montes começou em 1987, quando seus dois fundadores originais, Aurelio Montes e Douglas Murray, ambos profissionais do vinho altamente experientes, quiseram realizar seu sonho de produzir vinhos chilenos com qualidade muito superior aos padrões da época. Em 1988, eles se juntaram aos outros dois fundadores, Alfredo Vidaurre e Pedro Grand, que trouxeram suas próprias habilidades e experiências complementares para o empreendimento. E assim nasceu a Viña Montes, primeiramente com o nome de Discover Wine. Seu vinho mais emblemático, o Montes Alpha Cabernet Sauvignon, foi o primeiro grande vinho tinto chileno, recebendo enorme reconhecimento internacional. A versão de 1987 desse Cabernet Sauvignon foi o primeiro vinho ‘premium’ a ser exportado pelo Chile, abrindo rapidamente oportunidades para a Viña Montes e para outras empresas do Chile. A Viña Montes foi não só a precursora dos vinhos de alta qualidade no Chile, servindo como um divisor de águas na história da viticultura chilena, como também inaugurou uma profunda transição da 'quantidade' para a 'qualidade' em todo o cenário vinícola do país.


Falando especificamente sobre o Montes Selección Limitada Cabernet Sauvignon Carmenére 2013, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (70%) e Carmenére (30%) oriundas de vinhedos chamados Apalta e Marchigüe, localizados no Vale do Colchágua. Cerca de 47% do vinho passa por 10 meses em barricas de carvalho francês de primeiro uso para envelhecimento/afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de velocidade moderada, mais gordinhas, coloridas e espaçadas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias doces, baunilha e leve toque tostado ao fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um bom vinho chileno, best buy e super conhecido no nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, April 27, 2016

Santa Helena 100+ Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2012

A Santa Elena, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1942 e adquirida pela VSPT Wine Group em 1994. Hoje é uma das maiores vinhas no Vale de Colchágua, com um total de 334 hectares plantados. Ela também tem contratos de longo prazo nas melhores vales vinho chileno: Maipo, Elqui, Casablanca, Leyda, Cachapoal, Curicó e Maule. A Santa Helena faz parte do Wine Group VSPT com 9 outras vinícolas: San Pedro, Tarapaca, Leyda, Santa Helena, Misiones de Rengo, Vinamar e Casa Rivas no Chile, La Celia e Tamari na Argentina. Adquirida pela CCU -a maior companhia de bebidas no Chile, em parceria com a Heineken NV, a Santa Helena representa 10% do volume de negócios do grupo e conta com o apoio e estabilidade que lhe permitem competir em um mundo globalizado.


Sobre o Santa Helena 100+ Parras Viejas Cabernet Sauvignon 2012, poderíamos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon do Vale do Colchágua (Zona Andes) e passou em barris de carvalho francês de primeiro e segundo uso por 14 meses para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente mais lentas e coloridas também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, baunilha, mentolado e um fundo balsâmico. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos macios e domados além de uma bela acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e harmonioso.

Um belo vinho chileno, de conjunto elegante e harmonioso, um belo representante da uva Cabernet Sauvignon em terras chilenas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, November 6, 2015

Viña Ventisquero debuta em grande estilo com evento em São Paulo!

Se a pouco mais de 10 anos atrás, quando perguntavam sobre a Viña Ventisquero no nosso incipiente mercado de vinhos, poucos reconheciam ou mesmo sabiam do que se tratava, hoje a realidade é outra e a Viña Ventisquero é uma das vinícolas chilenas mais conhecidas e vendidas por aqui. E eis que, se aproveitando desta posição privilegiada, resolveram comemorar suas 15 safras desde a fundação com um delicioso almoço e degustação em São Paulo, no restaurante Bravin. Vale lembrar que quem apostou nos vinhos da Ventisquero desde o começo foi a importadora Cantu, que também ajudou a organizar o evento, além é claro da CH2A Comunicação.


A Viña Ventisqueiro é reconhecidamente ousada e vanguardista ao mesmo tempo, sendo marcada pela produção de vinhos clássicos que remetem ao passado vitivinicultural do Chile e projetos ousados e extremos, como a produção de vinhos no Deserto do Atacama. E muito disto é responsabilidade do enólogo chefe da casa, Felipe Tosso, cuja história como enólogo se confunde com a história da própria vinícola, e de sua jovem equipe de enólogos. E vale lembrar que o próprio Felipe Tosso veio para conduzir esta "viagem" pelas 15 safras da Ventisquero.


O passeio na gostosa tarde que passamos no Bravin se deu por vinhos clássicos e ícones da Viña Ventisquero, como a linha Queulat Single Vineyard, considerada de entrada, até uma mini vertical de um de seus ícones, o Pangea Syrah. Difícil é portanto falar de um por um destes vinhos sem me tornar repetitivo e cansativo. Vou escolher 2 então para falar um pouco a respeito.


O primeiro destaque vai para o Pangea Syrah 2004 que se mostrou no ápice de sua vida, prontíssimo para o consumo, mostrando que as apostas feitas por Felipe Tosso desde o começo renderam frutos. Este é um vinho 100% Syrah, uvas estas colhidas no Fundo Apalta, no Vale do Colchágua com passagem de 22 meses em barricas francesas de primeiro e segundo uso. O vinho se mostrou elegantíssimo, trazendo frutos escuros, especiarias, gorgonzola e grafite no nariz. Já no paladar apresentou corpo médio +, uma boa e ainda viva acidez e taninos amaciados e redondos pelo tempo. O retrogosto confirma tudo que o olfato descobriu. Uma delícia!


O segundo destaque do post vai para o Tara White Wine 1 2013, um curioso vinho 100% Chardonnay de uma linha de vinhos elaborada no Deserto do Atacama e ao qual não se foi adicionado nenhum outro componente que não veio da uva em si. O vinho não é filtrado e passou por 24 meses em barricas francesas de quinto uso (30% do vinho) e o restante em tanques de aço inox pelo mesmo período (70% do vinho). Todo este processo resulta em um vinho de coloração amarelo esverdeada, turvo e com pouco brilho. No nariz trás aromas de frutos tropicais como damasco e pêssego, algo de floral e lembranças de mel. Na boca tem acidez elétrica e um corpo médio +. O retrogosto adiciona uma tendência mineral/salina interessante. Um vinho que pode vir a agradar iniciantes e iniciados. Diferente do que estamos acostumados.


Por último, mas não menos importante, o que falar do Restaurante Bravin e do cardápio selecionado pela Daniela Bravin e sua equipe para harmonizar com os vinhos da Viña Ventisquero? Tudo feito a perfeição. O local é discreto e agradável, oferecendo um cardápio variado com ingredientes brasileiros bem aproveitados. Em virtude do evento, um menu com entrada, prato principal e sobremesa foi montado. As minhas escolhas recaíram sobre Bochecha de Porco com Purê de Maçã, perfeitamente cozida e com uma milanesa incrível, sem desmontar e sem estar oleosa para a entrada e Língua de Boi ao molho madeira para o prato principal, com carne perfeitamente cozida, suculenta e desmanchando na boca, de maneira deliciosa. Pra fechar, um mix de sobremesas da casa para compartilhar.

Mais uma vez um belo evento em parceria com a CH2A, Cantu e Ventisquero, além é claro do Bravin Restaurante. Só me resta parabenizar as 15 primaveras da Viña Ventisquero, ao Felipe Tosso por suas escolhas, a Cantu por nos proporcionar a oportunidade de continuar degustando os vinhos e a todos envolvidos em mais um evento de sucesso.

Até o próximo!

Friday, July 31, 2015

LFE 900 Single Vine: Um show de carácter e elegância do Chile!

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE 900 2010, podemos dizer que o vinho é um blend de 36% de Syrah, 22% de Petite Syrah, 20% de Cabernet Sauvignon, 18% de Mouvedre, 2% de Petit Verdot e 2% de Malbec. Tais uvas são colhidas nas alturas das colinas do Vale do Colchagua, a 900 metros acima do nível do mar, num clima mais fresco e luminoso do que nas partes mais baixas do vale. Não encontrei informações sobre envelhecimento em barricas, então arrisco dizer que não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também escorriam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros bem maduros, especiarias e tabaco doce.

Na boca o vinho era encorpado, de boa acidez e com taninos macios e domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno, que comprado por R$ 89,00 no Pão de Açúcar, me pareceu um bom negócio. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, May 27, 2015

Luis Felipe Edwards Seleccion de Familia Gran Reserva Merlot 2013

Na incessante busca por vinhos que, a preços acessíveis ao consumidor médio, possam entregar qualidade e prazer, continuo meu garimpo e posts relacionados ao tema. Hoje fomos ao Chile para buscar o exemplar que será discutido. O vinho em questão é o Luis Felipe Edwards Seleccion de Familia Gran Reserva Merlot 2013. Vamos ver o que podemos falar sobre ele?


A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchagua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes, San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.

Já sobre o Luis Felipe Edwards Seleccion de Familia Gran Reserva Merlot 2013, podemos acrescentar que apesar de rotulado como varietal (conforme legislaçao local) tem em sua composição 85% de uvas Merlot e 15% de uvas Carmenere de suas propriedades no Vale do Colchágua e são envelhecidos por um período mínimo de 12 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos finalmente as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, em quantidade razoável e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresenta aromas de frutos vermelhos maduros, toques florais, de café com leite e madeira. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados e presentes, mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média e saborosa duração.

Em um mercado inundado por vinhos hermanos (Chile, Argentina e em uma pequena quantidade, Uruguai) as vezes é bom separar o joio do trigo. Considero que este Luis Felipe Edwards Seleccion de Familia Gran Reserva Merlot 2013 seja parte do trigo, ainda mais pelo valor pago (R$ 39 no Pão de Açúcar). Eu recomendo. 

Até o próximo!

Wednesday, February 11, 2015

Pangea Syrah 2008: Potência e elegância nesse vinho do Chile!

Em mais uma noite dessas onde, depois de um dia extremamente cansativo de trabalho e afazeres do dia a dia, chegava a hora de relaxarmos. Então resolvemos comer algo gostoso e claro, acompanhar com um bom vinho. Como a vida é demasiada curta para ficarmos pensando e guardando vinhos, tratei de tirar da adega o Pangea Syrah 2008. Muitos vão dizer que era muito cedo pra abri-lo. Vamos ver o que podemos falar sobre ele? 


A Viña Ventisquero, uma velha conhecida do público brasileiro, começou suas atividades em 2000 e desde então com o lançamento de cada novo vinho, vem se consolidando como um grande player no mercado. Hoje a vinícola possui vinhedos em todas as grandes regiões vitivinícolas do Chile: Maipo, Casablanca, Leyda e Colchágua. Sobre o Pangea Syrah, podemos adicionar que é um varietal 100% Syrah com uvas provenientes do Vale do Colchágua e conta com passagem de 20 meses em barricas de carvalho francês e mais 24 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado.Impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e quase já sem cor se faziam notar pelas paredes da mesma.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, toques minerais e de baunilha.

Na boca o vinho se apresentou boa acidez, taninos finos, macios, redondos e um bom corpo. Retrogosto confirma o olfato. Final de média para longa duração.

É um belo Syrah chileno sem dúvida alguma. O vinho está pronto para consumo mas ainda deve se beneficiar de algum tempo em garrafa. De acompanhamento tivemos costelinhas de porco grelhadas e brócolis cozido no vapor. E o prato se entendeu muito bem com o vinho, criando uma bela combinação. Eu recomendo a prova, do vinho.

Até o próximo!

Tuesday, October 21, 2014

Masterclass "Colchagua e seus clássicos": Vinhos chilenos em destaque!

No último dia 14 de Outubro aconteceu a Masterclass "Colchagua e seus clássicos", feita em parceria entre a CH2A Comunicação e a associação Viñas de Colchagua, conduzida pelo enólogo Mário Geisse e com a participação de 12 enólogos-chefes das vinícolas que integram o grupo, a saber: Bisquertt, Casa Silva, Lapostolle, Los Vascos, Luis Felipe Edwards, Montes, MontGras, Viña Santa Cruz, Santa Helena, Santa Rita, Viña Siegel, Viu Manent e Viña Ventisquero.


Venho observando os movimentos que os profissionais do mundo do vinho do Chile, sejam associações, viticultores, bodegas e mesmo a mídia tem feito em relação aos vinhos de lá e chego a conclusão de que o país que melhor tem trabalhado o marketing e a divulgação de seus vinhos (ao menos por aqui), tem sido o Chile. São diversas ações, durante todo o ano, que envolvem desde enólogos, imprensa, enófilos e consumidores finais nos mesmos ambientes, fazendo com que o vinho chileno, de uma maneira ou de outra, fique literalmente "na boca" de todo mundo.


O Vale do Colchágua é uma região bastante privilegiada no Chile, se encontra basicamente no centro do país e se estende desde a Cordilheira dos Andes até o Oceano Pacífico, num vale bem definido. Tem um clima privilegiado, estável e seco mesmo em épocas mais chuvosas em outras regiões do país, gerando condições ideais para as uvas se desenvolverem até seu ápice. A região é famosa por seus vinhos tintos e notem, mais elegantes e equilibrados do que a pouco víamos por ai (extração, estrutura, álcool, etc.). Entre Cabernets, Carmenéres e Merlots, hoje ainda encontramos bons Syrahs e para surpresa geral, lindos Malbec. Sim, estão peitando nossos hermanos argentinos também! Vamos ver o que o painel nos mostrou?


Siegel Unique Selection 2010: Corte de 45% de Cabernet Sauvignon, 35% de Carmenere e 20% de Syrah, este tinto passa por 12 meses de carvalho. Cor violácea de média intensidade e lágrimas coloridas. Aromas que lembram frutos pretos, especiarias, baunilha e um toque herbáceo. Taninos firmes, boa acidez e um final longo e picante. Algum amargor final. Me pareceu um pouco verde ainda, tende a evoluir em garrafa.


Casa Silva Microterroir Carmenere 2007: Este um vinho 100% Carmenere de Los Lingues, um terroir "recente" e que tem sido explorado pelos viticultores chilenos com sucesso. Passagem de 12 meses em madeira. Aspecto violáceo de grande intensidade com lágrimas muito coloridas. Aromas de frutos vermelhos, chocolate e leve toque herbáceo. Em boca é muito fresco, taninos finos e bom corpo. Final de média duração. Este mais pronto que o anterior, mais do meu agrado.


Doña Bernarda 2009: Top da Vinícola Luis Felipe Edwards, teste vinho é um corte de 58% de Cabernet Sauvignon com 15% de Syrah, 22% de Carmenere e 5% de Petit Verdot. Rubi violáceo de grande intensidade, pouco sinal de evolução. Aromas de frutos pretos, toques florais e de pimenta. Boa acidez, taninos bem integrados e encorpado. Final longo e saboroso. Baita vinho.


Viu 1 2007: Topo de gama da Viu Manent, este vinho é um varietal (por legislação) formado por 94% de Malbec e 6% de Petit Verdot. Passa por longos 22 meses em carvalho. Cor rubi violácea de média para grande intensidade quase sem halo evolutivo. Aromas de frutos escuros, tabaco, florais e especiarias. Acidez ainda viva e em bom tom, bom corpo e taninos sedosos e macios. Final longo e delicioso. Outro grande vinho.


Pangea 2009: Esse também de alta gama, desta vez da Viña Ventisqueiro é um varietal 100% Syrah com passagem de 20 meses em barricas e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Rubi violáceo de média intensidade. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, minerais e baunilha. Boa acidez, taninos finos e bom corpo. Um pouco "quente" de início. Final de média duração. Belo Syrah sem dúvida.

Montes Alpha M 2006: É um corte de 80% de Cabernet Sauvignon, 10% de Cabernet Franc, 5% de Merlot e 5% de Petit Verdot com passagem de 18 meses em barricas e 2 anos em garrafa antes de ir ao mercado. Este vinho já apresentou evolução na cor, rubi com grande tendência granada e halo evolutivo. Frutos vermelhos, especiarias, herbáceo e tostado são aromas sentidos. Bom frescor aliado a taninos finos e bem integrados e bem encorpado. Final longo e saboroso. Outro grande tinto.


Pehuén 2008: Outro vinho de alta gama, desta vez da Viña Santa Rita, feito a partir de 90% de uvas Carmenére e 10% Syrah com passagem de 18 meses em barricas. Cor violácea de grande intensidade e com lágrimas coloridas. Aromas de goiabada, figo, lácteo e canela. Na boca é fresco, tem taninos finos e um final de curto para média duração. Poderia ter um pouco mais de comprimento neste final mas é outro bom vinho.

Clos Apalta Lapostolle 2009: Corte composto de 78% de uvas Carmenére, 19% de Cabernet Sauvignon e 3& de Petit Verdot com passagem de 24 meses em barricas. Rubi violáceo de média para grande intensidade. Aromas de frutos vermelhos, cheese cake, canela, herbáceo e baunilha. Corpo médio, boa aciedez e taninos ainda bem marcados, talvez um pouco verdes ainda. Final de média duração. Precisa de um pouco mais de tempo em garrafa. Deve evoluir bem.


Montgras Ninquén 2007: Este vinho é um corte de 65% de Syrah com 35% de Cabernet Sauvignon passagem de 19 meses em barricas. Cor rubi violácea de média para grande intensidade. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, mentol e toques herbáceos. Boa acidez e bom corpo com taninos finos e granulados. Vinho pronto e muito saboroso.

Le Dix 2009: Alta gama da Vinícola Los Vascos, este vinho possui em sua composição 85% de Cabernet Sauvignon, 10% de Carmenére e 5% de Syrah com passagem de 18 meses em barricas. Cor rubi de média para grande intensidade. Aromas de frutos vermelhos, baunilha, queijo e especiarias. Muito fresco com taninos finos e um corpo médio. Final com um quê meio curto. Elegante e austero.


Tralca 2010: Vinho da Viña Bisquertt com uma composição de 65% de Cabernet Sauvignon com 31% de Carmenére e 4% de Syrah com passagem em barricas que costuma variar de 18 a 24 meses. Cor violácea de grande intensidade com lágrimas coloridas e sem halo. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e leves notas herbáceas. Possui boa acidez, bom corpo e taninos finos. Um pouco quente de início mas a sensação alcoólica diminui com o tempo. Final de curto para médio. Talvez um pouco verde ainda, precise de mais tempo em garrafa.

Santa Cruz Reserva Especial Petit Verdot 2010: Vinho com 90% de uvas Petit Verdot com 10% de Carmenére e passagem de 24 meses em barricas. Violáceo profundo e brilhante. Aromas de frutos vermelhos, especiarias, floral e chocolate. Bem fresco e com taninos bastante firmes aliados a um bom corpo. Possui final médio. Austero e moderno, agradou bastante. 

O que mais dizer de um painel como este? Só vinho topo de gama, mostrando as mais diferentes variações e composições. Diversidade seria a palavra pra descreve-lo. Mais um show de organização e condução. Segundo Mario Geisse,  a intenção é repetir ano que vem. Que assim seja.

Até o próximo!

Tuesday, December 31, 2013

Casa Silva Chardonnay 2012

Continuando os trabalhos da noite, partimos do Brasil e buscamos um país vizinho, o Chile e uma de suas mais famosas vinícola, a Casa Silva. O vinho? O Casa Silva Chardonnay 2012.

A Viña Casa Silva é uma das vinícolas mais antigas do Valle de Colchágua em termos de tradição e história, e uma das mais modernas do Chile, tratando-se de inovação. Tem diferentes salas de barricas, túneis subterrâneos, construções antigas, entre outras. É uma vinícola 100% familiar, 100% chilena, a qual todos os membros da família participam do trabalho diário. A relação com a terra e o vinho é parte diária dos membros da família Silva. Cada um cumpre uma atividade específica, particular e profissional com o orgulho de quem viveu, vive e quer continuar vivendo uma estreita relação com a terra e o vinho como parte de uma forma de vida. Eles são pioneiros na plantação de vinhedos finos desde 1912 na região do Valle de Colchagua, Don Emilio Bouchon pertence a primeira geração da família que chegou de Boudeaux, França, no final do século de XIX no Chlile, em 1892. Foi nessa época que teve início a construção da vinícola, que é a mais antiga e tradicional do Valle de Colchagua.


O vinho em questão é um varietal 100% Chardonnay e tem cerca de 10% do vinho com fermentação malolática e envelhecimento em carvalho francês por cerca de 3 meses e os 90% restantes ficam em tanques de inox. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha brilhante com reflexos verdeais. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais, mel e toques amanteigados. 

Na boca o vinho tinha uma excelente acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato com um final de média duração.

Mais um excelente vinho na relação custo benefício e que também foi muito bem com os pratos da noite. Com preço semelhante ao anterior, também foi adquirido no Záfari do Shopping Bourbon. E assim finalizamos os posts de 2013 deixando os votos de uma excelente virada de ano a todos que de uma maneira ou outra acompanharam este blog durante o ano. E que possamos estar juntos de novo durante todo o ano de 2014. 

Muito obrigado e que venha 2014!

Friday, July 12, 2013

Cono Sur Organic Pinot Noir 2010

O dia a dia também merece vinhos, não é mesmo? E já dizia o ditado, "A vida é muito curta para bebermos vinhos ruins". Imbuído deste sentimento, tenho procurado tomar vinhos que satisfaçam mais do que simplesmente meu gosto pessoal, mas que tenham qualidade e que possam também a aumentar os conhecimentos meus e de minha esposa a cerca do mundo vitivinícola. E foi assim que chegamos ao vinho do post de hoje.


A vinícola Cono Sur foi fundada em 1993, no Vale do Colchágua - Chile, e teve como mote inicial a produção de vinhos expressivos e com aquela pegada de novo mundo. Desde seu começo, a vinícola conseguiu aplicar um mix de tecnologias avançadas sobre técnicas já consagradas de vitivinicultura. 

O vinho em questão faz parte da linha de vinhos orgânicos e tem como símbolo em seu rótulo uma bicicleta, simbolizando a maneira como os empregados fazem seu percurso indo e vindo dos vinhedos da companhia quando estão trabalhando com este meio de transporte. Além disso, o vinho é guiado única e exclusivamente pelas leis naturais do ambiente, em uso de químicos e/ou produtos sintéticos. O emprego de defensivos naturais como flores, grama e a introdução de insetos benéficos são apenas algumas das apostas do produtor para o controle do vinhedo. Finalizando, é ainda certificado por um órgão alemão por suas práticas orgânicas. É feito com uvas 100% Pinot Noir e não obtive informações sobre maturação em barricas. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi límpida, brilhante e de boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e sem cor compõe também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas bem frescas e toques de tostado e madeira. Bastante perfume.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, excelente acidez e taninos sedosos. Retrogosto confirma o olfato com uma boa estrutura e final de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, pode ser bebido sozinho ou com refeições mais leves. De qualquer maneira, beba. Vale o quanto custou (algo em torno de 45 dinheiros). Eu recomendo!

Até o próximo!

Monday, January 28, 2013

Montgras Reserva Cabernet Sauvignon - Syrah 2011

Depois de uma semana cheia, cansativa e com muita coisa finalizada, cheguei em casa na sexta e só o que eu queria era estar com o meu amor e tomar um bom vinho pra relaxar sem saber que este seria um final de semana repleto de bons vinhos, boa companhia e boas notícias. A escolha desta vez recaiu sobre um vinho que é especial desde sua origem, pois foi um presente de minha sogra em sua recente viagem ao Chile, e portanto se tornou um queridinho meu assim que chegou. Estou falando do Montgras Reserva Cabernet Sauvignon- Syrah 2011.


Sobre a vinícola, retirado do site do produtor: "Localizada na bela e elegante Palmilla, Colchagua, San José de Peralillo representa a evolução e desejo de qualidade constante e possui como filosofia a produção de vinhos chilenos de excepcional qualidade e valor. Sempre teve tecnologia de ponta em todos os seus processos, desde sua concepção se propôs a ser uma adega com os melhores vinhos premium do Chile". Como não consegui mais acessar o site deles na internet, resolvi deixar por isso e falar mais sobre a vinícola quando conhece-la pessoalmente ou quando tiver acesso ao site deles novamente. 

Falando do vinho em si, o mesmo é um corte de 60% Cabernet Sauvignon, 40% Syrah com graduação alcoólica de 14%. Infelizmente não consegui descobrir o tempo que passa por madeira, mas a certeza é de que tem algum contato com a mesma. É um vinho bem avaliado pela crítica e que teve sua safra 2009 (salvo ledo engano) pontuada em 90 pontos RP. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma coloração rubi violácea bem profunda e escura, quase intransponível mas com certo brilho. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas completavam o aspecto visual. 

No nariz aromas de frutas escuras, especiarias e algo que conforme descreveu minha noiva: lembrava cheese cake de frutas escuras (por causa dos toques lácteas/baunilha provenientes do contato com a madeira). Com algum tempo em taça, notas herbáceas podiam ser notadas, mas nada agressivo.

Na boca o vinho tinha bom corpo, boa acidez e taninos finos, presentes e de boa qualidade. Retrogosto trazia mais deste "cheesecake", muita fruta escura e especiarias confirmando o olfato. Final de média duração.

Um ótimo vinho que por motivos óbvios não vi o preço pois o valor sentimental aqui esteve mais presente. Foi bem com as sobras do nosso risoto de parma e gorgonzola. Eu recomendo!

Até o próximo!

Sunday, January 22, 2012

Villa Montes Cabernet Sauvignon 2009

Normalmente em shopping não é muito fácil se tomar vinhos bons, seja pela escassez de boas cartas de vinho dos restaurantes ou pelos preços praticados em muitos deles. Entretanto de vez em quando eu tenho vontade de me arriscar em alguns e os resultados nem sempre são ruins. E foi o caso deste vinho de hoje.

Feito pela gigante Viña Montes, umas das responsáveis pela modernização e melhora significativa da qualidade dos vinhos chilenos com os famosos Montes Alpha e Montes Folly, por exemplo, nosso exemplar é o vinho de entrada da vinícola. Não encontrei muitas informações disponíveis sobre o mesmo, mas ao que pude verificar é feito com uvas 100% cabernet sauvignon do Vale do Colchágua e segundo consta não passa por barrica. Vamos ao vinho.


Na taça uma bonita cor rubi violácea, brilhante e de leve transparência. Lágrimas finas, levemente coloridas e rápidas completam o aspecto visual.

No nariz aromas de frutas vermelhas frescas, pimentão puxando um pouco pro assado e um leve toque de especiarias doces como canela e cravo. Mesmo sem a passagem em carvalho (a confirmar) eu pude sentir um leve aroma de baunilha no vinho.

Na boca um vinho de corpo médio, taninos bem finos e delicados e uma acidez que poderia ser um pouco melhor. Retrogosto frutado e um final de ligeira para média duração. 

Um vinho correto, sem defeitos e que pode agradar aqueles que não estão habituados ao consumo de vinho. Serviu para a função: uma refeição despretensiosa em um shopping.

Até o próximo.

Monday, September 12, 2011

Polkura Syrah 2006

Este vinho é produzido em Marchigue, no Vale do Colchágua no Chile e segundo o produtor tem a seguinte composição 92% Syrah, 4% Malbec, 2% Viognier e 2% Tempranillo / Mourvedre / Grenache Noir, um corte um tanto quanto inusitado eu diria. Para afinamento, o vinho passa por 12 meses em barricas francesas e americanas, de primeiro, segundo e terceiro usos.

O nome Polkura remete a uma montanha na extremidade mais ocidental do Vale do Colchágua onde os vinhedos estão localizados, e está escrita na lingua Mapuche, povo anciente do Chile. Polkura significa "pedra amarela" e faz também menção ao solo granítico da região que possui coloração amarelada. Apesar da proximidade com o oceano, a cadeia montanhosa segura um pouco das brisas marítimas mais frescas, fazendo com que o micro clima da região se torne algo temperado. Sem maiores delongas, vamos as impressões.



Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea com bordas alaranjadas, pouca transparência, lágrimas finas, lentas e bem coloridas, tingindo bem a taça.

No nariz apresentou aromas de frutas como figo, ameixa preta e jabuticaba, todas muito maduras. Em segundo plano apresentava muita especiaria (pimenta branca e preta), couro, carne defumada e leve aroma de côco. Muita complexidade e exuberância aromática marcavam o vinho.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, uma pontinha de álcool no início (que logo sumiu apesar dos incríveis 14,8%), taninos firmes e presentes, marcantes. Cofirmou muita fruta, especiarias e côco em final longo e saboroso. Muito potente também no palato.

Um bom vinho, acompanhou carne assada (contra filet) rechedo com linguiça levemente apimentada sem maiores problemas. Uma boa compra e valeu os R$ 85,00 pagos por ele.

Até o próximo!

Thursday, March 10, 2011

Viu Manent Carmenére Reserva 2008

 Destaque na foto para a Milena, minha namorada, que posou de fundo para a foto.


Desde minha última experiência de um vinho chileno desta uva com costelinhas de porco ao barbecue resolvi fazer um tira teima e verificar se realmente era um casamento perfeito. Mas desta vez acabei por me decepcionar. É bom reforçar que não existe qualquer legislação vigente nos países do novo mundo com relação a inscrição “reserva” no rótulo e que isto não é indicativo de qualidade. Talvez o vinho realmente não tenha a qualidade do degustado anteriormente mas enfim, vamos as impressões deste exemplar, produzido com uvas 100% carmenére do Vale do Colchágua, no Chile.

O vinho apresentou em taça uma cor violácea bem forte, impenetrável e brilhante com quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, abundantes e sem qualquer cor.

No nariz o vinho apresentou um aroma químico, que lembrava acetona. No fundo havia um lembrança de frutas vermelhas frescas e ligeiro especiado, lembrando pimentas. Alguma coisa de tostado apareceu depois de um tempo. O vinho parecia estar muito fechado. O álcool (14,5%) também sobressaiu um pouco, dificultando um pouco a identificação aromática. Talvez o vinho precisasse ser decantado/aerado por um período a fim de mostrar todos seus aromas.

No palato o vinho se apresentou um pouco melhor, mostrando mais fruta e extrato. Final com leve tostado aparecendo. Apesar disso, o vinho pareceu deveras ligeiro, com persistência de curta para média. Taninos finos, de boa qualidade e álcool sobrando um pouco também na boca, sensação esta que foi diminuindo com o tempo, talvez comprovando a tese de que a decantação/aeração fizessem bem a este vinho.

Enfim, o vinho não foi o que eu esperava e por isso, espero ter outra oportunidade de prová-lo pois sempre ouvi muita coisa boa a respeito da Viu Manent como uma das principais vinícolas chilenas. Mas desta vez não me agradou. Tentarei uma próxima com mais cuidado, aeração/decantação e vamos ver o que acontece.

Saúde.