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Tuesday, April 28, 2020

Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017

Hoje venho aqui pedir licença para vocês, leitores do blog, e mudar um pouco o assunto da postagem. Na verdade, não exatamente o assunto pois ainda falaremos de vinho por aqui, mas viajaremos alguns milhares de quilômetros pelo globo e pousaremos na Espanha, mais especificamente na região de Aragão. Hoje iremos falar do Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017.


O vinho de hoje é produzido pela GRANDES VINOS, que está localizada na D.O.P. Cariñena, Aragão, uma das mais antigas Denominações de Origem Protegida oficialmente reconhecidas na Espanha, em 1932, segunda depois de Rioja, embora produza vinho há mais de 2000 anos. A Vinícola foi fundada em 1997 com a união de mais de 700 famílias de viticultores e com a missão de tornar sustentável e rentável a videira em Cariñena, agrupando um terço da produção total da D.O.P. , estabelecendo o desenvolvimento nos mercados de exportação como estratégia de crescimento. Beso de Vino é a principal marca da GRANDES VINOS, presente em mais de 40 países e nos principais distribuidores mundiais. Indo além dos Certificados ambientais, a Inteligência Ambiental aplicada à agricultura de precisão, a otimização da irrigação da vinha, o tratamento completo de resíduos e o uso de um campo solar na vinícola para reduzir o consumo de energia durante o processo de produção e as emissões de C02 a atmosfera os torna uma empresa líder no setor em questões ambientais. São mais de 4.000 hectares de vinhedos espalhados nos 14 municípios do distrito de Campo de Cariñena, atribuídos à Denominação de Origem Protegida Cariñena, são a principal força da Companhia. Uma das mais ricas e amplas variedades de paisagens, com vinhas crescendo entre 320 e 850 metros, em diferentes tipos de solo com diferentes condições climatológicas, a partir das quais uma vinícola pode produzir vinhos. A característica mais exclusiva são os antigos solos de pedra, camadas de rochas, minerais e terra que deram nome à campanha promocional "vinhos criados em pedra". O vento local forte, seco e frequentemente frio "Cierzo" sopra do norte, ajudando a regular as vinhas e a mantê-las livres de doenças.

Falando um pouco mais do Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir de um corte das duas uvas já citadas, com vinhedos de altitude média de 500m variando entre 15 anos (Syrah) a 40 anos (Garnacha). Após a fermentação, o vinho amadurece por 3 meses em barricas de carvalho, 70% americanas e 30% francesas. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, fumaça e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma boa opção de custo benefício quando falamos de vinho espanhol, descontraído e até certo ponto surpreendente. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Tuesday, April 3, 2018

Real Compañía de Vinos Garnacha 2016

Existe um lugar onde o sol ilumina centenas de diferentes paisagens, onde cada vinhedo é único e cada dia acontece uma nova celebração. Existe um país que de maneira muito excitante, celebra a vida: com muito vinho de boa qualidade. A Real Compañía de Vinos nos apresenta assim a Espanha, com toda a sua varieade de solos, histórias, estilos e variedades de uvas. Em seus vinhedos espalhados ao longo da DO Castilla y León, a Real Compañía de Vinos desfila sua coleção de vinhos autênticos, de carácter distinto, com muita paixão, prazer e cheios de alma, a alma espanhola.


Assim sendo, o Real Compañia de Vinos Garnacha 2016 é uma prova viva de tudo que nos foi contado no primeiro parágrafo, um vinho feito 100% a base da uva Garnacha, uva que por muito tempo foi a mais dominante e de forte carácter local mas que com o tempo foi sendo colocada de lado em favorecimento a outras variedades. Hoje, com a retomada no seu plantio e na qualidade de seus vinhos, podemos encontrar exemplares como o de hoje que, mesmo sem passagem por madeira. se mostra ao mesmo tempo frutado e complexo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, destacando ameixas e morangos principalmente, com algum floral e herbáceo. Com algum tempo em taça também se nota um toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, muito frescor aliado a taninos suaves e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um vinho espanhol alegre e descontráido que me parece ser muito versátil e um bom curinga para se ter na adega. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

Monday, January 22, 2018

La Maldita Garnacha Tinto 2016

La Maldita Garnacha é uma nova gama de vinhos lançados pela vinícola Dinastia Vivanco, que inclui o vinho tinto do qual falaremos hoje, um branco e um rosé, todos os 100% Garnacha, porém produzidos dentro da DO Rioja, na Espanha. Esta coleção foi a resposta da Dinastia Vivanco ao seu importador americano que procurava uma Garnacha de Aragão para adicionar ao seu portfólio. Um rótulo colorido, arriscado e inovador, que é quase um grito de raiva ou guerra ante os vinhos clássicos. Essa idéia busca diferenciação da marca.


Falando um pouco mais especificamente sobre o La Maldita Garnacha Tinto 2016, com dito anteriormente é um vinho feito com 100% de uvas Garnacha das regiões de Tudelilla em Rioja Baja e a zona central de Rioja, nos municípios de Villamediana e Alberite. O vinho é envelhecido predominantemente em aço inoxidável sobre as leveduras por 3 a 4 meses, com uma porcentagem do vinho (cerca de 20%) passando em barris franceses e americanos posteriomente. pelo mesmo período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces e um toque mineral.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom e decente Garnacha vindo de Rioja que, pelo preço e ousadia, fez um papel muito bacana quando pensamos em vinhos para o dia a dia e também em fugir do óbvio eixo Chile-Argentina. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, January 15, 2018

Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008

A elaboração de vinho na Castillo Perelada é documentada já na Idade Média, como evidenciado por vários documentos e pergaminhos do período que são mantidos na biblioteca. Quando Miguel Mateu comprou este complexo monumental em 1923, um dos seus principais objetivos foi a revitalização desta tradição vinícola, uma tradição que hoje está mais viva do que nunca e que incorporou a tecnologia mais moderna para produzir vinhos que aproveitam ao máximo as nuances dos solos e vinhas de Empordà, na Espanha.


Salvador Dalí e Miguel Mateu, empresário, patrono da cultura e fundador da Perelada, mantiveram uma estreita amizade ao longo de sua vida. O pintor universal do Empordà visitou com assiduidade o castelo que seu amigo havia adquirido em 1923 e pintou e deu discursos. O Castillo Perelada e a Fundação Gala-Salvador Dalí querem homenagear essa amizade com a Torre Galatea Reserva, um vinho que quer ser uma amostra da essência do Empordà, seus solos e seu clima. Um ambiente com o qual o artista coexistiu ao longo de sua vida e que foi uma fonte de inspiração para muitas de suas obras magistral. Uma parte dos lucros obtidos com a venda desta Perelada Torre Galatea Reserva são doados para a Fundação Gala-Salvador Dalí.

Falando finalmente sobre o Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008 em si, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garnatxa (39%), Syrah (26%), Merlot (26%) e Cabernet Sauvignon (9%) com passagem de 21 meses em barris de carvalho americano e francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado, baunilha e notas balsâmicas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado de boa acidez e com taninos muito macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol que provamos por aqui, uma bela pedida com boa complexidade e elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, September 14, 2017

La Conreria Priorat 2010

La Conreria d'Scala Dei, produtora do vinho de hoje, nasce da vontade e do entusiasmo de um grupo de pessoas historicamente ligadas ao Priorat, com o desejo de compartilhar com o mundo os vinhos magníficos que são feitos nesta terra. O nome da adega contém em si uma história e um legado que nos levam a conhecer uma antiga tradição. Situada na antiga vila de Scala Dei, à direita do belo Montsant (montanha santa) e ao lado do mosteiro do século 12, Cartoixa d' Scala-Dei, é hoje o símbolo da região de Priorat. Da antiga propriedade da família Rialp, houve a modernização de suas instalações para fazer os vinhos e compartilhar o legado histórico desta terra e suas pessoas nos magníficos arredores de Scala dei e Priorat e com seus visitantes. Com uma cuidadosa seleção de videiras e clusters, dos 265 hectares arrendados e de propriedade, e com todo esforço por trás de cada uma das 85.000 garrafas que são produzidas anualmente, esses vinhos se tornam realidade com a marca peculiar de El Priorat.


Sobre o La Conreria Priorat 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Cariñena com fermentação malolática acontecendo em barrica onde permanece para amadurecimento sobre as leveduras por aproximadamente 3 meses. Após, o vinho ainda envelhece 4 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, eucalipto, especiarias, ervas, tabaco e algo de café com leite.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado por aqui. elegante, complexo e que evolui com o tempo em taça. Creio estar em seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Monday, August 29, 2016

Honoro Vera Garnacha 2014

A Vinícola Ateca, produtora do vinho de hoje, fundada em 2005, é o projeto da família Gil na Denominação de Origem Calatayud, situada no município de Ateca (em Zaragoza), 14 quilômetros longe da cidade que dá nome a essa DO, na Espanha. Os vinhos da Vinícola Ateca são o resultado de um trabalho detalhado sobre a seleção da uva, com critérios exaustivos de qualidade analíticos e organolépticos, vindo de uma colheita feita no momento preciso de amadurecimento. O enólogo australiano Michael Kyberd é o diretor técnico. As vinhas, plantadas em solos à base de ardósia nos locais de maior altitude da área, consistem em pequenas parcelas de vinhas velhas de uvas Grenache (algumas delas datadas do início do século 20) e são colocadas em torno das encostas das montanhas Ateca e as cidades limítrofes.


Sobre o Honoro Vera Garnacha 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas provenientes principalmente de vinhas velhas com baixos rendimentos, localizadas no alto das encostas, 700-1000 metros acima do nível do mar. Passam por um curto período de 2 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, alcaçuz, notas terrosas e muita mineralidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso. 

Provei este vinho no 2o Festival Morana em Cotia e dentre muitas caras conhecidas, este foi um vinho surpreendente e diferente. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, November 26, 2015

Cavas Freixenet de olho nas festas de final de ano no Brasil

Com a proximidade do final do ano, os mais diversos produtores de vinhos e similares vem fazendo de tudo para chamar a atenção dos consumidores. E quando o produtor já tem seu nome estabelecido e reconhecido no mercado brasileiro, fica até mais fácil de comentar sobre o assunto. A dica de hoje é para quem quer presentear um amigo/parente/cônjuge/companheiro, enfim, alguém no seu circulo de vida que é apreciador de vinhos e que gosta de um espumante em sua mesa. A Freixenet, líder mundial na produção de espumantes, lança latas especiais dos seus cava mais conhecidos: Cordon Rosado, Carta Nevada e Cordon Negro; além dos rótulos, que também mudaram (mesmo produto, nova identidade visual). Sofisticadas embalagens que acompanham os seus cavas preferidos, no momento mais mágico do ano! Portáteis, elegantes e fáceis de transportar, as latas exclusivas garantem charme na hora de presentear no Natal e também no momento do brinde do ano que chega!


Para lembrar, o cava é um vinho oriundo da região da Catalunha, na Espanha e por regulamentação utiliza uvas locais para sua produção, a saber: Macabeu, Xarel-lo e Parellada. Os vinhos de Cava rosados contém ainda a uva Monastrell. Atualmente ainda são permitidos o uso das uvas internacionais Chardonnay e Pinot Noir, por exemplo. Feito exclusivamente pelo método tradicional de elaboração de espumantes (segunda fermentação em garrafa), este vinho espumante é uma tradição em seu país de origem e tem se tornado também referência nos mercados de exportação, como o Brasil por exemplo.

Sobre a Freixenet, é uma das maiores, se não a maior, produtora e exportadora espanhola de vinhos cava (e dentre as maiores produtoras mundiais de espumantes). Fundada em 1914, hoje a empresa já esta sendo dirigida pela terceira geração da família de Pedro e Dolores Sala, e tem obtido notório sucesso em sua empreitada. Sobre os produtos, podemos dizer que:

Freixenet Cordon Rosado é elaborado a partir das variedades de uva Trepat e Garnacha. Distingue-se por sua viva coloração rosada. Após um longo envelhecimento, segue conservando frescos e suaves aromas. Remete aos vinhos rosados característicos da região do cava.

Carta Nevada Demi-Sec é o primeiro cava produzido pela Freixenet (em 1941) e hoje é o mais vendido da vinícola. Elaborado com as uvas espanholas Macabeo, Xarello e Parellada. Já provei este vinho anteriormente, meus comentários se encontram aqui.

Cordon Negro Brut representa sucesso de vendas no Brasil. Tradicional cava espanhol, elaborado com as uvas tradicionais espanholas Macabeo, Xarello e Parrelada. Um cava leve e que também já foi comentada aqui.

Produzidas na pequena cidade de Sant Sadurní d'Anoia, na Catalunha (Espanha), a Freixenet está no Brasil há 20 anos, e vende mais de 100 mil caixas/ano no país. Os cavas são importados exclusivamente pela Qualimpor, as latas podem ser encontradas em lojas especializadas de todo o país.

Preços sugeridos:

Lata Cordon Rosado: R$ 109,00
Lata Carta Nevada: R$ 95,00
Lata Cordon Negro: R$ 109,00

É ou não é um presente bacana?

Até o próximo!

Tuesday, September 22, 2015

Peñasol Selección Tempranillo Garnacha: Um BBB espanhol!

Em tempos de crise, como os que passamos hoje em dia, nada melhor do que encontrarmos opções mais em conta para produtos que gostamos de consumir. E este vinho que vamos falar hoje, o Peñasol Selección Tempranillo Garnacha, com certeza se encaixa nesta categoria. Veja, não espere qualidade de Grand Cru de Bordeaux aqui mas sim o prazer de conseguir consumir um vinho que se encaixa no dia a dia.


Este vinho é produzido pela Félix Solís, uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria. A empresa tem duas adegas nas denominações mais importantes no centro da Espanha; Valdepeñas e La Mancha. A adega de Valdepeñas foi inaugurada em 1975 com algumas das melhores e mais modernas técnicas de produção e engarrafamento disponíveis até então. O site é uma das maiores empresas familiares em termos de recepção de uva, com uma capacidade de colheita diária de 7,5 milhões de quilos e uma adega de vinificação para 175 milhões de quilos de uvas. Para efeitos do envelhecimento tradicional, o site tem uma grande cave com barricas de carvalho americano, necessário para a produção de Crianzas, Reservas e Gran Reservas. A adega lançou com sucesso uma série de marcas, incluindo Vina Albali e Los Molinos, muito conhecidas pelos consumidores espanhóis. Já a adega Félix Solís em La Puebla de Almoradiel está localizada em La Mancha, com uma grande tradição no cultivo de uva e produção de vinho. Suas modernas instalações são perfeitas para a produção de vinhos jovens produzidos com variedades de uvas indígenas e internacionais. A adega de La Mancha teve sua primeira colheita em 2011 e os seus vinhos, Caliza e Vina San Juan, já receberam prêmios em alguns dos concursos de vinhos internacionais de grande prestígio.

Sobre o Peñasol Selección Tempranillo Garnacha, podemos acrescentar que é um vinho considerado um Vino de la Tierra de Castilla, o equivalente ao francês Vin de Pays, sendo uma indicação geográfica para vinhos espanhóis localizada na região autônoma de Castilla La Mancha. É feito a partir de um corte (50% de cada) de uvas Tempranillo e Garnacha sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração.

Se você gosta de vinhos simples, sem defeitos e que pode acompanhar desde um papo até comidas mais leves, este pode ser o seu vinho. É vendido na rede Pão de Açúcar por algo em torno de 25 dinheiros e não decepciona, entrega o que promete. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, July 24, 2015

Pasolasmonjas 2007: O que Navarra pode nos oferecer?

A DSG Vineyards, produtora do vinho de hoje, é o projeto pessoal de um inquieto, dinâmico e jovem enólogo chamado David Sampedro Gil. Notoriamente ligado com algumas das melhores vinícolas do vinho em Rioja, David fundou sua própria adega, que batiza com suas iniciais, para abranger a produção de seus vinhos mais pessoais, tanto os produzidos em Navarra como em Rioja. Sua filosofia, que não se alterou desde 2003 era a de fazer vinhos que não deixam ninguém indiferente. Para fazer isso, trabalha suas vinhas organicamente, seguindo tanto quanto possível as orientações biodinâmicas e aproveita para aprender e treinar outros métodos de trabalho tanto em Espanha como em outros países. David começou seu projeto em Navarra passeando pela área de San Martin de Unx, junto com seu amigo Dan Standish, para conhecer as plantações garnacha:ao chegar a região de Pasolasmonjas, teve seu projeto claro e começou imediatamente os contatos para saber mais sobre esta bela terra.


Sobre o Pasolasmonjas 2007, acrescento que é um vinho tinto feito de uvas Garnacha (100%) de vinhas velhas, algumas com mais de 70 anos, plantadas no DO Navarra, localizados a uma altitude de 700 metros. Este vinho fez a fermentação alcoólica e malolática em barricas de carvalho francês de 4-5 anos de uso e é envelhecido por 12-16 meses (dependendo da época) em barricas de carvalho francês usadas. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, lentas, em boa quantidade e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou toda sua complexidade com frutos escuros em compota, especiarias (notadamente as doces como canela, cravo e toques de pimenta), baunilha, flores e leve toque tostado ao fundo da taça. 

Na boca o vinho se mostrou gordo, preenchendo cada pedacinho, com uma bela acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e acrescenta uma pegada meio mineral (lembrando maresia). O final era de longa duração.

Outra grata surpresa com relação a vinhos espanhóis, este descoberto durante o Wine Weekend. É trazido pela Santa Cruz Importadora. Provei, comprei e recomendo. 

Até o próximo!

Friday, July 3, 2015

Flor D'Englora Garnatxa 2011: A Espanha que surpreende!

A Catalunha é conhecida como “uma região de espírito independente”. Ela está situada a nordeste da Espanha, próximo à França. A região possui 11 denominações de origem, dentre elas está Montsant. Difícil não se impressionar com a beleza de Montsant, uma zona vinícola muito pequena, abaixo do Priorato – e produz vinhos, muitas vezes, mais ousados, interessantes e baratos que seu vizinho. Aqui se produzem tintos excelentes com cortes inovadores que mesclam as uvas nativas (Mas Collet, de Celler, de Capçanes) às tradicionais Garnacha, Cariñena. Tempranillo e Cabernet Sauvignon de uma maneira rica e sofisticada. O solo é pedregoso, rico em xisto, calcário, argila, areia e granito, dando origem a vinhos minerais e poderosos.


A Cellers Baronia del Montsant, que produz o vinho de hoje, está em uma região de paisagens difíceis e tortuosas, embrulhada pelo maciço Montsant. A bodega nasceu em agosto de 1998 na bonita vila de Cornudella de Montsant, em Tarragona. Esta área é reconhecidamente no mundo vitivinictultor como uma área de vinhos tintos, complexos e aveludados, sendo que a orografia característica da região, com inclinações acentuadas, torna difícil e duro o trabalho dos agricultores. Entre as variedades que mais aparecem por lá, podemos citar a Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Tempranillo (Ull de Llebre), Cariñena (Samsó) e Garnacha.

Finalmente, sobre o Flor D'Englora Garnatxa 2011, podemos acrescentar que é feito com 100% de uvas Garnacha de vinhas velhas (mais de 35 anos) e que não passa por envelhecimento em barricas de carvalho, somente um tempo em tanques de aço inoxidável. É o vinho mais "jovem" da linha de produtos da Cellers Baronia Del Montsant. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, leve toques florais e balsâmico.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez alegre e viva e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom exemplar de vinho espanhol que degustamos por aqui, equilibrado e fácil de beber. Boa opção para o dia a dia. Eu recomendo. Ah, e para aqueles que se ligam em pontuações e afins, esta safra levou 90 pontos do Robert Parker.

Até o próximo!


Informações sobre a vinícola e a região retiradas do site da vinícola e da Grand Cru.

Wednesday, May 6, 2015

Cims Del Montsant Garnatxa I Samsó 2010

A cada vinho espanhol que tenho provado ultimamente, mais tenho me surpreendido e ficando com mais vontade de conhecer esse país e suas regiões vinícolas. Os vinhos que tenho provado em contra partida aos que conhecia até então pouco se parecem: os de hoje em dia tem muito mais classe, mais sabor e qualidades muito superiores. Não é a toa que tenho encontrado mais e melhores opções em todos os lugares que tenho frequentado, sejam feiras, degustações, lojas e afins. E hoje é dia de falarmos por aqui do Cims Del Montsant Garnatxa I Samsó 2010.


O vinho é produzido pela Cellers Baronia del Montsant, em uma região de paisagens difíceis e tortuosas, embrulhado pelo maciço Montsant. A bodega nasceu em agosto de 1998 na bonita vila de Cornudella de Montsant, em Tarragona. Esta área é reconhecidamente no mundo vitivinictultor como uma área de vinhos tintos, complexos e aveludados, sendo que a orografia característica da região, com inclinações acentuadas, torna difícil e duro o trabalho dos agricultores. Entre as variedades que mais aparecem por lá, podemos citar a Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Tempranillo (Ull de Llebre), Cariñena (Samsó) e Garnacha.

Sobre o vinho em si, Cims Del Montsant Garnatxa I Samsó 2010, podemos acrescentar que o nome Cims del Montsant remete ao topo de uma das mais emblemáticas cadeias montanhosas da Cordilheira de Montsant, cujos os picos tendem a atingir mais de 1.000 metros acima do nível do mar. É um blend das castas Grenache e Carignan com passagem de 5 meses em barris franceses e americanos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores faziam parte do conjunto visual também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, vermelhos, especiarias, flores e algo de tostado.

Na boca o vinho se apresentou com médio corpo, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que degustamos por aqui. Complexo e elegante, tem no equilíbrio e na harmonia de seus aromas e características sua principal característica. Recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, May 5, 2015

Chozas Carrascal trouxe ótimos vinhos espanhóis no #EncontrodeVinhos

Ainda tentando colocar em dia todo o o material que eu consegui juntar em épocas de Expovinis, Encontro de Vinhos e por ai vai, achei em meus "papéis de pão" um pouco do que vi e degustei desta ótima Bodega espanhola, a Chozas Carrascal, que estiveram no Encontro de Vinhos e mostraram muita coisa bacana por lá. Vamos lá?

A Chozas Carrascal é uma vinícola que fica nas cercanias de Valência, mais precisamente localizado em San Antonio de Requena a meio caminho entre as cidades de Requena e Utiel. A Chozas Carrascal surigu em 1990, de um ambicioso e excitante projeto da Família Lopez-Peidro: fazer vinhos de qualidade a partir de um único e exclusivo terroir. De lá até a construção da sede, recuperação dos vinhedos e a primeira vinificação se passaram dez anos. A partir de então, houve ainda a ampliação da bodega, criação de museu de rótulos e certificações para que o trabalho decolasse. Os vinhedos estão situados no topo de uma pequena colina entre 750 e 850 metros acima do Mar Mediterrâneo. É surpreendente como sendo tão perto do mar (60 km), o clima característico é claramente continental. Somados a estes fatores temos ainda o terreno calcário que aporta muita personalidade aos vinhos. Como possuem vinhos em diversas linhas em algumas DOs tais como D.O. Pago Chozas Carrascal, D.O.P. Utiel Requena e D.O. Cava, escolhi 3 vinhos que me chamaram a atenção para comentar aqui, como já estou acostumado. Vamos a eles?


O primeiro que irei comentar por aqui é o LAS DOSCES, el blanco joven de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Macabeo e Sauvignon Blanc. Achei curioso o blend e as uvas utilizada, uma vez que costumamos ver a Macabeo sempre no corte de um bom Cava e a Sauvignon Blanc reinando em Bordeaux o no Chile, em menor número na Espanha. De qualquer forma é um vinho para ser consumido jovem e não passa por barricas. Na taça tinha uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e boa limpidez. Nos aromas, muita fruta tropical e flores brancas com um toque de mineralidade ao fundo. Na boca tinha corpo médio mas com uma certa untuosidade aliada a um bom frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Delicioso e refrescante, um vinho perfeito para o verão e para acompanhar alguma refeição sem muito peso ou condimentos.


Depois passamos ao LAS DOSCES, el tinto barrica de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Bobal, Tempranillo e Syrah sendo que depois da fermentação tanto o vinho base de Tempranillo como o Syrah passam por envelhecimento (separadamente) de 5 meses em barricas de segundo e terceiro uso culminando com o corte final pré engarrafamento. Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com um bom brilho e boa limpidez. No nariz aromas predominantemente de frutas vermelhas com algo de especiarias e notas de madeira. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era saboroso e longo. Belo vinho para o dia a dia. Beberia de caixas!


Para fecharmos com chave de ouro passamos ao LAS OCHO, cujo nome faz menção as oito variedades de uva neste corte, cuja proporoção entre elas é variável de acordo com a safra. Tais castas são: Bobal, Monastrell, Garnacha Tinta, Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot. É um vinho de uma gama superior onde cada variedade é fermentada em separado e depois do corte, 75% do vinho passa por 14 meses em barricas francesas e os outros 25% ficam nos tanques. Após este período, o corte final (das duas partes do vinho) é feito e o mesmo descansa por 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo de evolução com um bom brilho e bastante limpidez. No nariz percebemos aromas de frutos escuros e vermelhos, baunilha, especiarias e algo de tostado. Na boca é volumoso, taninos marcados mas de boa qualidade, integrados com o vinho e uma acidez que aporta muito frescor ao vinho. Retrogosto confirma o olfato e adiciona algo de capuccino. Final de longa duração. Um belo e complexo vinho, sem dúvidas.

Saldo final? Bons vinhos, boas opções para pessoas que assim como eu, ainda precisam descobrir mais sobre este país, no caso a Espanha, e seus encantadores vinhos que tem aparecido no mercado brasileiro. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, October 23, 2014

Espumante Cavafoc Brut Rosé: Borbulhas espanholas, Olé!

Em um daqueles acalorados dias que assolaram São Paulo a não muito tempo atrás, nada melhor do que abrir um bom e velho espumante para acompanhar as refeições ou mesmo bebericar e ver o dia passar não é mesmo? Eu acabo sendo meio chato e repetindo sempre alguns "mantras" meus mas é que eu realmente entendo que os espumantes são vinhos que combinam muito bem com o nosso clima, e mais e mais tenho aprendido isso. Enfim, desta vez o escolhido para a tarefa hercúlea foi o Cavafoc Brut Rosé.


Este vinho espumante é produzido pela Spiritus Barcelona, um aclamado produtor de vinhos espanhóis, cuja  tradição remonta a 1788, ano em que os ancestrais da família proprietária Vinyes, com grande tradição agrícola, iniciaram a plantação de vinhas em suas terras para atender a demanda crescente do setor vitivinícola na região, que estavam exportando para os mercados do norte da Europa. Desde então, nove gerações da mesma família foram ligados ao solo e ao cultivo da terra. No início de 2004, uma nova geração da família traçou um ambicioso plano para abrir amplamente o seu vinho para o mercado internacional. Foi em 2006, quando o projeto frutificou com a parceria financeira, que o projeto tomou dimensões mundiais.

Sobre o Cavafoc Brut Rosé, podemos dizer que é feito a partir das uvas Garnacha e Trepat da região de Penedés, na Espanha. É feito pelo método tradicional, com a segunda fermentação em garrafa e o líquido fica em contato com as leveduras por 12 meses antes de ser finalizado e disponibilizado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração salmão clara, brilhante e bem transparente. Formação persistente e em grande quantidade de pequenas borbulhas criavam uma coroa no topo da taça.

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos vermelhos e leve toque floral. Um pouco de aromas de panificação também se faziam presentes.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito fresco e de corpo leve para médio com boa cremosidade. Retrogosto confirma o olfato e o final é delicioso e longo.

Mais uma bela opção para aplacar os dias de calor vindouros, opção esta do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.


Até o próximo!

Tuesday, October 2, 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Entre tapas & vinhos!

E chegamos àquela data especial de todo mês quando a confraria se reúne para degustar bons vinhos, comer belas comidas e mais do que isso, ter o convívio de pessoas incríveis e anfitriões de fazer você se sentir como se estivesse em casa conversando em família. O mais engraçado é que a cada mês o enfoque nos vinhos e na comida acaba sendo menor e as conversas, histórias e o enfoque na possibilidade de rever os amigos se torna mais evidente. E foi assim que fomos convidados a nos juntarmos para uma noite com apelo espanhol na Maison Piquet (apelido carinhoso que acabo de inventar).

O capricho e o carinho com que somos recepcionados desde o início da noite é de um prazer inenarrável aqui. Já que a temática da noite era espanhola, obviamente teríamos muitos vinhos e comidas típicas para apreciar. Mas nem por isso os recém iniciados no mundos dos vinhos ou que tem preferência pelo novo mundo são deixados de lado, com opções para todos os gostos. Eu seria muito pretensioso se quisesse discorrer sobre todos os vinhos por nós provados na noite, por isso resolvi apenas destacar alguns vinhos que me chamaram a atenção.


Começo então pelo rosé  Inurrieta Mediodía 2011, um vinho da região de Navarra e feito com a uva Garnacha, bem vivo e de coloração mais escura do que os rosés tradicionais, trazendo ainda aromas de frutas vermelhas em abundância com leves toques florais; já dos tintos uma boa pedida para o dia a dia foi o Paternina Banda Azul Crianza 2006, um Rioja bem típico feito com a uva Tempranillo e que apresentou aromas de frutos escuros, toques de especiarias e terrosos com um bom corpo e acidez na medida e segundo o "presidente da confraria" um vinho para algo em torno de 30 dinheiros, um baita custo benefício; para finalizar os vinhos destacados, o Pequeñas Bodegas Malbec, um bom exemplar de nossos hermanos (ainda sem importador aqui no Brasil), sem muita madeira aparente e com os típicos aromas de frutas escuras e flores em evidência, num corpo mediano com taninos já domados e boa acidez. Ainda tivemos muitos outros vinhos interessantes, mas estes foram meus destaques pessoais.


Já no lado das tapas, mais um deleite. A começar pela salada de frutos do mar com molho de limão siciliano sobre folhas de endívia preparada pela confrade Lucinéia, de cair o queixo com a textura dos moluscos/crustáceos utilizados (polvo/lulas/etc) e o toque amarguinho da endívia para quebrar um pouco da força do prato, passando por totillas preparadas pelo confrade John e sua esposa chegando ainda aos pães recheados (puxando o lado italiano da confraria, sempre presente) feitos pelo confrade Luiz, muito macios, recheados hora com calabreza, hora com queijo e presunto deixando a noite de todos muito agradável. E não foi só isso, ainda tivemos brusquetas deliciosas, embutidos típicos e deliciosas sobremesas feitas pelo casal anfitrião. Se eu fosse comentar individualmente de cada prato, precisaria de muitas outras linhas...

E assim que se passou mais uma agradável noite da confraria, com a certeza de que a cada reunião, amizades se fortalecem, descobertas gastronômicas e enofílicas são feitas e a vontade de que o mês se passe rápido para que a nova reunião aconteça. E eu estarei lá.

Só me resta agradecer mais uma vez aos anfitriões da noite por abrirem as portas de sua residência e nos receberem de uma forma tão calorosa e amigável, aos confrades pela oportunidade de nos reunirmos de novo e a todos envolvidos pela grande noite que tivemos.

Até o próximo!

Friday, September 23, 2011

Dia internacional da Grenache


Hoje é o dia em que nós no Brasil celebramos (talvez celebramos não seja a palavra certa mas tudo bem) a entrada da primavera, estação comumente conhecida como a das flores, onde todas as plantas e árvores em geral fazem suas flores nascerem e mostrarem toda sua exuberância. Mas como poucos sabem, e eu me coloco entre estes, é também comemorado mundialmente o Dia Internacional da Grenache, com eventos em diversas partes do mundo. Este dia foi criado no ano passado quando diversos países se reuniram no Rhône, na França (onde a uva talvez tenha sua maior expressão) para participar de simpósios e na elaboração de projetos para divulgação e aumento do uso da uva ao redor do mundo. E o interessante é que neste ano a participação tende a aumentar, com a entrada de importadores, lojas especializadas e produtores fazendo campanhas para popularização da cepa.

Falando um pouco da Grenache em si, é uma das grandes uvas do Sul da França e da Espanha (principalmente da Catalunha), onde dá vinhos em estilos muito variados, a Grenache ou Garnacha de vinhas velhas é extremamente concentrada e complexa, com muito sabor. No entanto, também pode dar vinhos de pouca concentração, em outras circunstâncias. Ela dá origem a grandes tintos, como os famosos Châteauneuf-du-Pape e alguns outros vinhos principalmente no Vale do Rhône. Muitos produtores entretanto dizem que a palavra chave para o cultivo desta uva é o baixo rendimento, uma vez que a planta tende a ser muito vigorosa. E uma das maiores curiosidade é que mesmo não sendo tão conhecida como a Cabernet ou a Malbec por exemplo, é a segunda casta tinta mais cultivada no mundo. Evidentemente um dos maiores motivos é que normalmente ela se apresenta em cortes e não em vinhos varietais. De qualquer maneira, por ser muito versátil, tende a combinar com uma série de pratos, dependendo do estilo do vinho produzido.


Aqui no blog já degustei alguns vinhos que ora possuíam a uva sozinha, ora esta se apresentava em corte, dentre os quais vou destacar:

Alto Las Pizarras del Jalón 2005
Les Bartavelles Chateauneuf du Pape 2006
Cuvée des Templiers 2007
Gran Feudo Crianza 2006


E você, caro leitor do blog, o que pensa a respeito da Grenache (Garnacha)? Gosta de vinhos produzidos com esta uva? Tem indicações de caldos que possam fazer parte do futuro do blog? Deixem seus comentários!

Até o próximo!

Thursday, September 22, 2011

Gran Feudo Crianza 2006

Este exemplar espanhol é produzido na DO Navarra, localizada mais a noroeste do país, em uma região moderna, que atualmente é conhecida por muita experimentação e utilização de cortes de uvas como Tempranillo e Garnacha em conjunto com uvas internacionais, sabidamente Cabernet Sauvignon e Merlot entre outras. No caso específico deste vinho, o corte tem as seguintes proporções: 70% Tempranillo, 25% Garnacha, 5% Cabernet Sauvignon. Após sua produção passa por um período de 12 meses em barricas americanas de carvalho para envelhecimento e afinamento. Vamos as impressões.


Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea já tendendo ao granada, com borda atijolada. Lágrimas finas, rápidas e incolores completavam o conjunto.

No nariz o vinho se mostrou muito frutado, notadamente frutos escuros como amoras e ameixas. Madeira muito presente apresentando também aromas de "cheese cake" e chocolate. Ao fundo, alguma coisa me lembrava especiarias doces como cravo e tabaco. Muito complexo e interessante o vinho.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez levando em conta sua idade já avançada, taninos finos mas presentes, devidamente integrados. Confirma em boca frutas escuras e alguma coisa de baunilha/chocolate. Final de média duração.

Um vinho interessante, fácil de beber e que vai bem sozinho, porém deve acompanhar também alguma carne assada sem muito tempero e massas mais leves com molhos vermelhos. Bom custo benefício e como eu gosto de frisar, vai me ajudando a expandir o paladar.

Até o próximo!

Monday, August 22, 2011

Alto Las Pizarras del Jalón 2005

Eu gosto muito de conhecer vinhos diferentes, e nada melhor do que o Smart Buy Wines Club, que sempre traz excelentes vinhos, geralmente bem vistos pela crítica em geral, e que tem trazido grandes surpresas positivas pra mim. O vinho alvo deste post vem da Espanha, da DO de Catalayud, próximo a Valência, uma região relativamente mais nova de produção de vinhos na Espanha. O produtor, Bodegas Y Vinedos Del Jalón, se utiliza de vinhedos que estão em altitudes variando entre 700 e mil metros, e vinhedos com idade média de 80 anos e produz este tinto com uvas 100% Garnacha. Vamos as impressões.

O vinho mostrou na taça uma cor rubi tendendo ao granada com halo aquoso, lágrimas finas, rápidas, em número razoável e com alguma cor completam o aspecto visual.



No nariz o vinho abriu muito floral (lembrando pétalas de rosa), com aromas também de chá, ameixa vermelha meio azedinha e leve toque especiado. Pouca lembrança de caramelo com um pouco mais de tempo, denotando sua passagem em barricas por 11 meses (segundo produtor).

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez (que convidava sempre ao próximo gole), taninos bem fininhos e fundidos no vinho, muita erva de chá e o "azedinho" da ameixa vermelha com um final longo e macio. Uma delícia.

Mais um excelente vinho trazido pela Smart Buy Wines, teve 91 pontos por Robert Parker (não que isso queira dizer muita coisa mas fica a informação), e fez valer o valor pago por ele, em torno de R$ 100,00. Que venham os próximos.

Até mais!