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Thursday, December 14, 2017

Castell d'Olèrdola Cava Brut

O final do ano é sempre uma época de reflexão, de agradecimento, de planejamento e por que não, de celebração. E é por isso que eu sempre gosto de abrir ao menos um vinho espumante nesta época e, como é o caso de hoje, indicar coisas boas para meus seguidores. E a indicação de hoje é o Castell d'Olèrdola Cava Brut


O vinho espumante de hoje é produzido por uma das vinícolas do grupo Perelada, a Castell d’olèrdola. Mais de mil anos depois da sua construção, o Castell d'Olèrdola está em pé, ainda hoje, no coração da região de Cava. Construído no século 10, este castelo tipicamente medieval testemunhou vários conflitos ao longo de duzentos anos, desempenhando um papel importante na defesa e controle desta área de fronteira. Com a pacificação do território, a população se moveu gradualmente para as planícies, mais perto de vinhas e fontes de água. Hoje, Castell d'Olèrdola dá nome a estas cavas com um personalidade marcada pelo uso de variedades típicas da área, como Macabeo, Xarel·lo, Trepat ou Parellada.

Sobre o Castell d'Olèrdola Cava Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir das castas autóctones Macabeo (40%), Xarel·lo (30%) e Parellada (30%) onde a segunda fermentação ocorre na garrafa, seguindo o método tradicional. Permanece na adega mais de quinze meses em contato com as leveduras. A curiosidade aqui é que o nome de Cava deriva da palavra em espanhol para uma adega subterrânea, que se tornou o termo para o método de produção. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. Perlage muito fina e persistente, com pequeninas e barulhentas borbulhas. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas, panificação e toques de flores brancas.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso e fresco, com muito equilíbrio. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho espumante que apresenta excelente relação custo benefício, pode ser um belo coringa para as celebrações de final de ano. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, April 7, 2016

Divulgaçao: Freixenet lança embalagens térmicas de seus Cavas

Recebi estes dias uma informação bacanuda com relação aos Cavas Freixenet, que podem vir a calhar para os dias que insistem em ficar muito quentes e para quem sabe, aproveitar uma data especial e presentear uma pessoa querida.


A Freixenet, líder mundial na produção de espumantes, apresenta as novas embalagens térmicas que acompanham as garrafas dos seus cavas preferidos: Cordon Negro, Carta Nevada e Cordon Rosado. A charmosa embalagem em neoprene garante que a garrafa se mantenha na temperatura ideal para a sua degustação, podendo assim, ser transporta para onde desejar, portátil e prática.

Só pra lembrar, os Cavas Freixenet são produzidos na pequena cidade de Sant Sadurní d'Anoia, na Catalunha (Espanha) e, a Freixenet está no Brasil há mais de 20 anos, vendendo cerca de 100 mil caixas/ano no país. Os cavas são importados exclusivamente pela Qualimpor e as novas embalagens em neoprene podem ser encontradas em lojas especializadas de todo o país.

Ainda sobre os Cavas Carta Nevada e Cordon Negro, como já comentei anteriormente sobre eles aqui no blog, irei deixar abaixo os links das minhas impressões, caso queiram relembrar.



Até o próximo!

Monday, March 28, 2016

Viña Brava Tempranillo 2014: O famoso BBB espanhol

A Bodegas Torres, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1870 por Jaime Torres, e é uma vinícola histórica, localizada em Pacs, a cerca de 4 km de Vilafranca del Penedès, na Espanha, onde a empresa tem a sua sede. A Bodega Torres é uma vinícola familiar com as mais extensas vinhas na Denominação de Origem de Penedès e a maior da Espanha. A família também comanda a vinícola Miguel Torres Chile, no Vale Central do Chile e nos Estados Unidos (Califórnia), onde em 1986, Marimar Torres fundou o Marimar Estate. Na Espanha, fora da região do Penedès da onde são nativos, possuem também vinhedos póprios em outras DOs, como por exemplo a DO Conca de Barberà, a DO Toro, a DO Jumilla, a DO Ribera del Duero, a DOQ Priorat e mais recentemente na DOC Rioja - nas últimas três áreas com novas adegas ou vinícolas em construção. Da mesma forma, Torres é também o maior produtor de vinhos da Espanha sob a sua própria marca, exportando para mais de 140 países. Atualmente, a Bodega Torres é gerida pela quarta geração da família Torres, sendo Miguel A. Torres o atual presidente.


Sobre o Viña Brava Tempranillo 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Tempranillo da região da Catalunya e não tem passagem por madeira, somente estabilização em tanques de inox e posterior breve período em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, vendido a um preço justo na rede de lojas do supermercado Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, November 26, 2015

Cavas Freixenet de olho nas festas de final de ano no Brasil

Com a proximidade do final do ano, os mais diversos produtores de vinhos e similares vem fazendo de tudo para chamar a atenção dos consumidores. E quando o produtor já tem seu nome estabelecido e reconhecido no mercado brasileiro, fica até mais fácil de comentar sobre o assunto. A dica de hoje é para quem quer presentear um amigo/parente/cônjuge/companheiro, enfim, alguém no seu circulo de vida que é apreciador de vinhos e que gosta de um espumante em sua mesa. A Freixenet, líder mundial na produção de espumantes, lança latas especiais dos seus cava mais conhecidos: Cordon Rosado, Carta Nevada e Cordon Negro; além dos rótulos, que também mudaram (mesmo produto, nova identidade visual). Sofisticadas embalagens que acompanham os seus cavas preferidos, no momento mais mágico do ano! Portáteis, elegantes e fáceis de transportar, as latas exclusivas garantem charme na hora de presentear no Natal e também no momento do brinde do ano que chega!


Para lembrar, o cava é um vinho oriundo da região da Catalunha, na Espanha e por regulamentação utiliza uvas locais para sua produção, a saber: Macabeu, Xarel-lo e Parellada. Os vinhos de Cava rosados contém ainda a uva Monastrell. Atualmente ainda são permitidos o uso das uvas internacionais Chardonnay e Pinot Noir, por exemplo. Feito exclusivamente pelo método tradicional de elaboração de espumantes (segunda fermentação em garrafa), este vinho espumante é uma tradição em seu país de origem e tem se tornado também referência nos mercados de exportação, como o Brasil por exemplo.

Sobre a Freixenet, é uma das maiores, se não a maior, produtora e exportadora espanhola de vinhos cava (e dentre as maiores produtoras mundiais de espumantes). Fundada em 1914, hoje a empresa já esta sendo dirigida pela terceira geração da família de Pedro e Dolores Sala, e tem obtido notório sucesso em sua empreitada. Sobre os produtos, podemos dizer que:

Freixenet Cordon Rosado é elaborado a partir das variedades de uva Trepat e Garnacha. Distingue-se por sua viva coloração rosada. Após um longo envelhecimento, segue conservando frescos e suaves aromas. Remete aos vinhos rosados característicos da região do cava.

Carta Nevada Demi-Sec é o primeiro cava produzido pela Freixenet (em 1941) e hoje é o mais vendido da vinícola. Elaborado com as uvas espanholas Macabeo, Xarello e Parellada. Já provei este vinho anteriormente, meus comentários se encontram aqui.

Cordon Negro Brut representa sucesso de vendas no Brasil. Tradicional cava espanhol, elaborado com as uvas tradicionais espanholas Macabeo, Xarello e Parrelada. Um cava leve e que também já foi comentada aqui.

Produzidas na pequena cidade de Sant Sadurní d'Anoia, na Catalunha (Espanha), a Freixenet está no Brasil há 20 anos, e vende mais de 100 mil caixas/ano no país. Os cavas são importados exclusivamente pela Qualimpor, as latas podem ser encontradas em lojas especializadas de todo o país.

Preços sugeridos:

Lata Cordon Rosado: R$ 109,00
Lata Carta Nevada: R$ 95,00
Lata Cordon Negro: R$ 109,00

É ou não é um presente bacana?

Até o próximo!

Thursday, February 12, 2015

Gran Vinafoc Cabernet Sauvignon Reserva 2009: De buenas a primeras!

Nem só de vinhos brancos vive um enófilo em pleno verão senegalês. Vez ou outra da uma vontade de sacar um belo tinto da adega e, convenhamos, algumas comidas até ficam mais saborosas com um tinto. Além de minha predileção, é claro. Neste contexto que tentei vos descrever saiu da adega para a mesa o vinho espanhol Gran Vinafoc Cabernet Sauvignon Reserva 2009. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


Este vinho é produzido pela Spiritus Barcelona, um aclamado produtor de vinhos espanhóis, cuja tradição remonta a 1788, ano em que os ancestrais da família proprietária Vinyes, com grande tradição agrícola, iniciaram a plantação de vinhas em suas terras para atender a demanda crescente do setor vitivinícola na região, que estavam exportando para os mercados do norte da Europa. Desde então, nove gerações da mesma família foram ligados ao solo e ao cultivo da terra. No início de 2004, uma nova geração da família traçou um ambicioso plano para abrir amplamente o seu vinho para o mercado internacional. Foi em 2006, quando o projeto frutificou com a parceria financeira, que o projeto tomou dimensões mundiais.

Sobre o Gran Vinafoc Cabernet Sauvignon Reserva 2009, podemos acrescentar que é um varietal 100% Cabernet Sauvignon de vinhedos do Penedes Central e Alto, na DO Catalunya. Amadureceu por 12 meses em barrica de carvalho novas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor rubi violácea de média para grande intensidade, algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, baunilha e madeira. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez, com taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Mais um bom vinho degustado por aqui, elegante e até certo ponto refrescante, se contrapondo aos Cabernets que temos visto aqui pelos lados do Novo Mundo. Mais uma boa opção apresentada pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até a próxima!

Thursday, January 30, 2014

Cava Freixenet Carta Nevada, peixe, batatas e calor: a farra da harmonização continua!


Eu não gostaria de soar repetitivo aqui no blog, mas com esse calor que tem feito por aqui em Sampa não preciso nem de muita desculpa pra buscar um vinho mais refrescante, não é mesmo? E como entramos (eu e minha esposa) numa busca culinária por receitas diferentes, todas as cartas estão na mesa e o vinho tem feito parte integrante deste pacote. E o vinho a ser comentado por aqui, hoje, é na verdade um espumante, o Cava Freixenet Carta Nevada. Para acompanha-lo, pintado da amazônia a milanesa assado, batatas duchesse e abobrinha refogada.


Primeiro o vinho. Uma breve explicação sobre as cavas, seu método de produção e sobre a Freixenet vocês encontram em um outro post meu (aqui) e por isso vou deixar esta parte de lado aqui neste artigo para poupar um pouco a paciência de vocês. Já com o foco no Cava Freixenet Carta Nevada, posso dizer que as variedades utilizadas para a elaboração do vinho base para este cava são Macabeo, Xarello e Parellada. A primeira fermentação se realiza em tanques de aço inoxidável à temperatura controlada entre 14 e 16°C. Uma vez finalizada a primeira fermentação, passados entre 10 e 12 dias, e após uma série de processos e tratamentos, o vinho base está preparado para o coupage e posterior engarrafamento, onde efetuará a segunda fermentação em garrafa. Vamos as impressões.



Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos quase prateados, tendendo ao dourado. Perlage de média formação e boa persistência. Bom brilho e transparência. 

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos de polpa branca e cítricos, com toques florais. 

Na boca o vinho tinha boa estrutura, acidez refrescante e instigante. Apesar de uma leve doçura inicial, não é enjoativo (é um  espumante demi-sec). Retrogosto confirma o olfato. Final de longa duração.

Mais um bom espumante, o terceiro da Freixenet que degusto e não me arrependo. Este foi adquirido pelo Epicerie e valeu a pena. Eu recomendo!

E pra quem se perguntou, se é que alguém o fez, o que são batatas duchesse, segue uma receitinha relâmpago:

Peixinho ao fundo com as batatas duchesse em evidência

"Descasque as batatas e corte-as em pedaços. Em uma panela com água fria, cozinhe as batatas até que fiquem macias, mas não muito moles. Misture com manteiga, gemas batidas com água, alecrim, parmesão e sal a gosto. Coloque a massa em um saco de confeitar e faça um formato como um suspiro, em um único movimento, apenas subindo a mão, sem fazer círculos. Em uma assadeira untada com manteiga, leve as batatas ao forno por aproximadamente 10 minutos." Voilá!

Espero que gostem.

Até o próximo!

Monday, May 14, 2012

Cava Freixenet Cordón Negro

Este espumante foi o escolhido para celebrar o dia das mães em casa, junto da família e de minhã querida mãe, evidentemente. Um dia festivo a se agradecer a minha mãe, e por que não, a todas as outras mães do mundo que estão ai para criar, educar e suportar seus filhos diante das dificuldades que a vida nos impõe e ainda tem tempo de trabalhar, arrumar a casa, ser esposa e mulher! Portanto, um brinde a elas.

Eu não consegui uma foto legal e retirei esta daqui do  próprio site do produtor.

Este produtor já teve outro vinho (outra cava) comentado aqui no blog em outra ocasião (relembrem aqui) e portanto não irei me estender muito com relação ao que são as cavas, um pouco de história e métodos de produção, deixando o espaço abaixo menos cansativo para a leitura e vocês e também indo direto a minhas impressões. Esta cava é feita com as uvas Parellada, Macabeo e Xarel-lo sem proporções definidas. Envelhece entre 18 e 24 meses em garrafa e tem 12% de álcool. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha brilhante, com toques esverdeados. Tinha um bom colar de borbulhas, que se mantinha constantemente abastecido pelas mesmas.

No nariz o vinho era essencialmente frutado, com notas cítricas e de frutas mais tropicais. Ao fundo, leve aroma de panificação, o que certamente é fruto da segunda fermentação em garrafa.

Na boca o vinho tinha um corpo leve, ótima acidez e formava um gostoso colchão de bolhas na boca, mantendo o aspecto espumante do vinho. Retrogosto confirma o nariz e principalmente as notas cítricas num final de média duração.

Um vinho jovem, refrescante e de certo charme que harmonizou bacana com uma feijoada e o tempo frio que se encontrava em sampa, além de deixar o dia das mães mais alegre. Eu recomendo!

Até o próximo!

Tuesday, February 7, 2012

Cava Freixenet Vintage Reserva Brut 2007

Esta é minha primeira postagem e experiência com cavas, portanto de antemão já peço desculpas caso eu cometa deslizes, ainda estou aprendendo sobre este tipo de vinho. O cava é um vinho oriundo da região da Catalunha, na Espanha e por regulamentação utiliza uvas locais para sua produção, a saber: Macabeu, Xarel-lo e Parellada. Os vinhos de Cava rosados contém ainda a uva Monastrell. Atualmente ainda são permitidos o uso das uvas internacionais Chardonnay e Pinot Noir, por exemplo. Feito exclusivamente pelo método tradicional de elaboração de espumantes (segunda fermentação em garrafa), este vinho espumante é uma tradição em seu país de origem, não podendo ficar de fora das mesas de refeição, reuniões sociais e outros. Uma curiosidade a cerca do nome deste vinho é que a palavra "cava" significa, em catalão (e espanhol), adega subterrânea (equivalente ao francês "cave").

Falando um pouco da vinícola produtora deste exemplar postado hoje no blog, a Freixenet é uma das maiores, se não a maior, produtora e exportadora espanhola de vinhos cava (e dentre as maiores produtoras mundiais de espumantes). Hoje a empresa já esta sendo dirigida pela terceira geração da família de Pedro e Dolores Sala, e tem obtido notório sucesso em sua empreitada.


Sobre o vinho, vale ressaltar que normalmente espumantes não recebem em seus rótulos menção a safra que tiveram suas uvas colhidas, exceção feita a safras consideradas excepcionais, e me parece que foi o caso desta mesmo não obtendo confirmação desta afirmação. Elaborado com as uvas Xarel-lo e Parellada em proporções iguais, o vinho passa por envelhecimento nas caves de 18 a 24 meses, dependendo da safra. Vamos as impressões.

Visualmente, o vinho apresentou uma cor amarelo palha com reflexos verdeais, muito límpido e brilhante. Borbulhas intensas, abundantes formavam uma linda coroa. Eu posso dizer que ao menos no aspecto visual fora um dos espumantes mais intensos no quesito borbulhas que eu já tive contato, mesmo sendo pouco experiente no assunto. 

No nariz o vinho trouxe aromas de frutas de polpa branca, toques cítricos e lembranças de fermento e panificação. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, muita acidez e formava um colchão muito gostoso de borbulhas, estourando lentamente no meio do palato. Trazia no retrogosto muita fruta (maçã verde era o mais fácil de se tirar daqui) e toques de tosta. Final de média duração.

Um vinho extremamente refrescante, ajudou a aplacar o calorão do final de semana em sampa. Eu recomendo.

Até o próximo!