terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Cava Freixenet Vintage Reserva Brut 2007

Esta é minha primeira postagem e experiência com cavas, portanto de antemão já peço desculpas caso eu cometa deslizes, ainda estou aprendendo sobre este tipo de vinho. O cava é um vinho oriundo da região da Catalunha, na Espanha e por regulamentação utiliza uvas locais para sua produção, a saber: Macabeu, Xarel-lo e Parellada. Os vinhos de Cava rosados contém ainda a uva Monastrell. Atualmente ainda são permitidos o uso das uvas internacionais Chardonnay e Pinot Noir, por exemplo. Feito exclusivamente pelo método tradicional de elaboração de espumantes (segunda fermentação em garrafa), este vinho espumante é uma tradição em seu país de origem, não podendo ficar de fora das mesas de refeição, reuniões sociais e outros. Uma curiosidade a cerca do nome deste vinho é que a palavra "cava" significa, em catalão (e espanhol), adega subterrânea (equivalente ao francês "cave").

Falando um pouco da vinícola produtora deste exemplar postado hoje no blog, a Freixenet é uma das maiores, se não a maior, produtora e exportadora espanhola de vinhos cava (e dentre as maiores produtoras mundiais de espumantes). Hoje a empresa já esta sendo dirigida pela terceira geração da família de Pedro e Dolores Sala, e tem obtido notório sucesso em sua empreitada.


Sobre o vinho, vale ressaltar que normalmente espumantes não recebem em seus rótulos menção a safra que tiveram suas uvas colhidas, exceção feita a safras consideradas excepcionais, e me parece que foi o caso desta mesmo não obtendo confirmação desta afirmação. Elaborado com as uvas Xarel-lo e Parellada em proporções iguais, o vinho passa por envelhecimento nas caves de 18 a 24 meses, dependendo da safra. Vamos as impressões.

Visualmente, o vinho apresentou uma cor amarelo palha com reflexos verdeais, muito límpido e brilhante. Borbulhas intensas, abundantes formavam uma linda coroa. Eu posso dizer que ao menos no aspecto visual fora um dos espumantes mais intensos no quesito borbulhas que eu já tive contato, mesmo sendo pouco experiente no assunto. 

No nariz o vinho trouxe aromas de frutas de polpa branca, toques cítricos e lembranças de fermento e panificação. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, muita acidez e formava um colchão muito gostoso de borbulhas, estourando lentamente no meio do palato. Trazia no retrogosto muita fruta (maçã verde era o mais fácil de se tirar daqui) e toques de tosta. Final de média duração.

Um vinho extremamente refrescante, ajudou a aplacar o calorão do final de semana em sampa. Eu recomendo.

Até o próximo!

Um comentário:

  1. Olá,
    Gostei bastante do seu blog!
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