sábado, 4 de fevereiro de 2012

A tentativa de retratação de Chapoutier

Como vocês perceberam em meu último post, em uma entrevista de Chapoutier para a revista inglesa Decanter, gerou-se uma enorme polêmica com os termos utilizados por ele para se referir a viticultura dita natural. Pois não demorou muito e o próprio Chapoutier, em seu perfil no Facebook tratou de esclarecer a situação e colocar panos quentes. Trago abaixo a nota divulgada e deixo para vocês, leitores, o julgamento.

"Na última edição da revista Decanter Magazine, John Livingston mudou um pouco as minhas palavras e eu gostaria de corrigir esta simplificação feita. Eu disse que o princípio da fermentação natural é a fermentação do álcool seguido pela fermentação acética. Este é o princípio de decomposição (a teoria da regressão da planta para o mineral). Na fermentação alcoólica, as leveduras transformam o açúcar em álcool e bactérias acéticas transformam o álcool em ácido etanóico, também chamado de acético: é vinagre. A arte do enólogo é parar este processo natural até a metade, antes da fermentação acética. E isto é, por definição, não natural. Sem qualquer  intervenção do ser humano, um vinho natural é por definição vinagre. Eu queria fazer a correção desta situação, porque eu sempre tentei trabalhar em um ambiente o mais natural possível. Qualquer pessoa familiarizada com os nossos vinhos e com a maneira que eu trabalho teria certamente entendido o que eu quis dizer. Finalmente essa discussão pode provar um ponto importante: o "vinho natural" não é talvez a definição mais apropriada e que devemos considerar o uso de outra em seu lugar."

E ai leitor, o que você acha desta polêmica?

Até o próximo!

3 comentários:

  1. Boa Victor,

    Acho que o Chapoutier tem todo direito de explicara melhor os fatos. Acho que ele se saiu bem, e você?

    Abraço,

    Eugênio Olivereira
    www.decantandoavida.com

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  2. Se ele chama vinho natural de vinagre, prefiro beber vinagre a beber outros Chapoutier!

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  3. O que o Chapoutier quis dizer é que o emprego do termo "vinho natural" na biodinâmica está incorreto. O processo natural transforma o álcool em ácido acético e, portanto, o vinho só pode ser produzido por meio de um processo de intervenção humana, ou seja, "não natural".

    É de simples compreensão mas o pessoal mais extremista (vinhos orgânicos) pega pesado.

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