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Tuesday, August 16, 2016

Viña Tabalí e seus belos vinhos do Vale do Limarí

Eu estou numa busca constante de tirar o atraso com as postagens por aqui e compartilhar com vocês o que de melhor eu tenho visto e provado, mas ainda tenho falhado nesta missão. Hoje trago pra vocês alguns vinhos interessantes que provei ainda em junho mas que não havia tido tempo de sentar e organizar minhas anotações. Espero que me perdoem, mais uma vez, mas espero também que curtam como eu tenho curtido cada momento para trazer estas notícias pra vocês.


Em junho passado a importadora World Wine recebeu a visita do enólogo chefe da vinícola chilena Vinã Tabalí, Felipe Muller, e tive a oportunidade de participar de um happy hour com ele onde nos foi apresentado as novas safras das linhas Tabalí Reserva e Talinay (muito bem pontuado no Guia Descorchados), além de uma abordagem a cerca das curiosidades sobre a região de Limarí e as características de seus vinhos de solos calcários. Vamos ver o que tiramos desta conversa?

A Viña Tabalí é uma das pioneiras na elaboração de vinhos no Vale do Limarí, que de 12 anos pra cá com o início da produção de vinhos por lá, tem se mostrado como uma região "cult" principalmente quando falamos de vinhos brancos. Isso tem se dado em função de sua proximidade com o deserto do Atacama e do Oceano Pacífico, trazendo grande amplitude térmica entre dias quentes e noites frescas além de seus solos de base calcárea e a topografia em si, de um vale aberto ao mar que recebe a famosa "Camanchaca", ou uma neblina que encobre a região e leve brisas costeiras aos vinhedos por lá plantados. Outra característica dos vinhedos desta região é a produção de vinhos que carácter mineral muito acentuado, quase salinos. Em sua maioria, uvas brancas e de amadurecimento mais lento tem se mostrado propícias para estes terroir tais como Chardonnay e Pinot Noir, entretanto a Viña Tabalí também tem feito excelentes trabalhos com a delicada Pinot Noir e a difícil Syrah. Fomos então apresentados aos vinhos das linhas Tabalí Reserva e Talinay, dos quais destaco os seguinte vinhos:


Talinay Chardonnay 2012 - um varietal 100% Chardonnay do vinhedo de mesmo nome, localizado a norte do Chile, tem fermentação e passagem de 11 meses em barricas francesas com batonnage diária. Resulta num belo vinho de cor palha com reflexos dourados, brilhante e límpida. Trás no nariz aromas de frutos cítricos, pimenta, manteiga, baunilha e fósforo. Na boca temos um vinho untuoso, gordo, com excelente acidez e que adiciona uma pegada mineral evidente e um final de média pra longa duração. Interessante notar que a madeira fica em segundo plano, deixando o frescor e a fruta sobressaírem. Delicioso.


Tabalí Reserva Pinot Noir 2013 - também um varietal 100%, desta vez Pinot Noir claro, tem passagem de 10 meses em barricas francesas. Aqui temos um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. O nariz é bem limpo e nítido de frutas vermelhas frescas, especiarias e notas terrosas. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. Retrogosto confirma o olfato. Final de boa longevidade. Fresco e equilibrado, um belo vinho com boa tipicidade.


Talinay Pinot Noir 2013 - elaborado exclusivamente a partir de uvas Pinot Noir do vinhedo Coastal Limestone, no Vale do Limarí, norte do Chile. Passa por estágio de 12 meses em barricas de carvalho francês. Assim pudemos degustar um vinho de cor rubi violacea de média intensidade, brilhante e limpido. Aromas de frutos vermelhos silvestres, notas florais, algo de herbáceo sobre um fundo bem mineral. No paladar apresenta corpo médio para encorpado, acidez muito viva e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era muito longo e saboroso. Belíssimo vinho.


Tabalí Reserva Especial Red Blend 2012 - aqui temos um blend das uvas Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot de videiras plantadas no mais antigo terraço aluvial do rio Limarí. O vinho passa por 18 meses em barricas francesas, sendo que 70% destas são de primeiro uso. Como resultado temos um vinho de coloração violácea profunda, intensa mas com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho mostrou muita complexidade com frutas vermelhas e negras, especiarias, tabaco, chocolate e algo de floral. Em boca é carnudo, encorpado, com uma acidez gostosa e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. Outro excelente vinho.

E lá se foi mais uma noite com grandes vinhos, ótimas companhias, muito conhecimento trocado e opções para todos os bolsos e gostos. Se você ainda não conhece os vinhos da Viña Tabalí, recomendo que o faça. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, November 4, 2015

Marques da Casa Concha Chardonnay 2012

Falar sobre a Concha Y Toro raramente é fácil, dado a proporção que a marca tem alcançado no mercado mundial de vinhos nos últimos anos. Ir além do que foi dito nesta primeira linha e tentar reproduzir a história desta gigante do mundo vitivinícola mundial nas linhas que se seguem me parece ser um erro, uma vez que sua história e linhas de produtos é devidamente conhecida e divulgada no mercado brasileiro de vinhos a muito tempo e de maneira quase exaustiva. Deixemos então de lados as "apresentações" sobre a Concha Y Toro e passemos a falar do vinho em si.


O Marques da Casa Concha Chardonnay 2012 é um vinho feito com 100% de uvas Chardonnay da região do Vale do Limarí. Depois de todo processo fermentativo, o caldo vai para barricas francesas aonde permanece ainda por 11 meses para envelhecimento/afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, brilhante e de boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos de polpa branca, manteiga, nozes, mel e leve toque mineral ao fundo.

Na boca o vinho era bem gordo, untuoso mas com uma boa acidez. O retrogosto confirmava o olfato e ressaltava a veia mineral do vinho, trazendo lembrança de alguma salinidade. O final era longo e delicioso.

Sem sombra de dúvidas é um excelente vinho branco chileno, e ainda mais se levarmos em conta que custou 61 dilmas no Pão de Açúcar aqui da Engenheiro Caetano Álvares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, May 26, 2015

Prologo Late Harvest Moscatel de Alejandría 2012

Eu confesso que vinhos de sobremesa não são o meu forte, apesar de gostar muito deles. A verdade é que eu tenho uma certa dificuldade de parea-los com alimentos e afins por que tenho evitado comer muitos doces, afim de tentar manter o peso numa condição minimamente saudável. E com o passar dos anos, a idade tem pesado e isso tem se tornado um verdadeiro martírio. Mas, deixando de lado a parte ruim da história, vamos falar de um vinho de sobremesa que nos foi presenteado e veio diretamente do Chile para nossa mesa, o Prologo Late Harvest Moscatel de Alejandría 2012.


Este vinho é produzido pela Viña Francisco de Aguirre, cuja tradição começou há mais de 450 anos atrás, quando o conquistador espanhol Francisco de Aguirre plantou a primeira vinha na região do Valle del Limarí. As vinhas situadas em um oásis na fronteira sul do Atacama eloqüente, aproveitando os benefícios do sol e da brisa proveniente do mar do Oceano Pacífico começaram a ser adquiridas ainda em 1993, data também onde foi finalizado o projeto com a aquisição de 100 hectares no Valle del Limarí, cerca de 12 quilômetros de Ovalle. Em 1995 se iniciou a produção de vinhos finos. 

Sobre o Prologo Late Harvest Moscatel de Alejandría 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Moscatel de Alejandría, uva branca da família da Moscatel (esta mesmo que temos por aqui no Brasil), sendo que sua maior expressão se encontra na Espanha, nas regiões de Málaga e de Valência. Como o nome já diz também, a colheita das uvas é feita da maneira mais tardia possível, bem depois das outras uvas, fazendo com que as uvas sequem nas vinhas até se tornarem quase uvas passa, concentrando todos seus açúcares e idealmente mantendo sua acidez. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo dourado com excelente brilho, boa limpidez e lágrimas pesadas, lentas e incolores.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos cítricos e frutos cristalizados, mel e algo de flores brancas.

Na boca o vinho é gordo, acidez deliciosa e boa estrutura. Retrogosto confirma o olfato e o final é longo e saboroso.

Um delicioso vinho de sobremesa, deve acompanhar bem tortas a base de frutas ou mesmo cheesecakes. Fica na memória por um bom tempo e eu arriscaria bebericá-lo também como aperitivo por não ser tão doce e/ou enjoativo. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, August 8, 2014

Talinay Chardonnay 2012: Para o norte do Chile e avante!

Seguindo com a degustação guiada da Masterclass "Os Extremos do Chile" rumamos agora quase 1000km e nos encontramos na costa fria do Norte do Chile, onde a Viña Tabalí tem alguns de seus vinhedos, no Vale do Limarí e produz o seu Talinay Chardonnay 2012.


A Viña Tabalí iniciou suas plantações de vinhas em 1993, no promissor Vale do Limarí (norte do Chile). Sua proximidade com o deserto do Atacama e também a proximidade do Oceano Pacífico (apenas 29 km), o céu claro e puro, dias quentes e noites frescas, os quase 180ha de solo muito calcário, juntamente com argila e pedras resultam em um terroir excepcional para a elaboração de vinhos Premium e Super Premium.

Já o vinho Talinay Chardonnay 2012 é constituído de 100% de uvas Chardonnay colhidas de um vinhedo único do Chile, situado em um pequeno vale e quase dentro do mar. Segundo o produtor, o solo onde está tal vinhedo é único no Chile: é plantado sobre solos calcários e de pedra calcária. Existe ainda a presença quase constante de brias marítimas (dada sua proximidade do mar) sendo a região dentro do Vale do Limarí com as menores temperaturas fazendo com que se retarde um pouco a colheita destas uvas. A colheita é feita manualmente e uma criteriosa seleção de cachos é empregada para que somente as melhores uvas passem pelo processo fermentativo. Tais uvas são fermentadas em barricas de carvalho francês. Em seguida, o vinho passa por 11 meses em tais barricas para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdeais, bom brilho e muita transparência. 

No nariz o vinho mostrou aromas de abacaxi, manteiga, pimenta e fósforo.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa untuosidade e excelente acidez. Retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral. O final é de média para longa duração.

Outro grande vinho branco chileno, desta vez feito com a casta Chardonnay, que como disse o sommelier Héctor Riquelme (não exatamente com estas palavras): "os vinhos com a uva Chardonnay no Chile estão deixando de ser aquela mesmice, muita extração e muita madeira, para se tornarem novamente curiosos e interessantes". Eu endosso e recomendo a prova. 

Até o próximo!

Sunday, December 25, 2011

Tamaya Carmenére Reserva 2010

E continuando a série de chilenos que eu provei nestes últimos dias, este é um carmenére (uva que se tornou a casta símbolo do Chile) que vem do Vale do Limari. Este eu já conhecia mas ainda não havia provado. E não me decepcionou, muito pelo contrário, achei um vinho bem interessante. Produzido pela Viña Tamaya, este vinho é feito com 100% de uvas carmenére colhidas manualmente e envelhece em carvalho francês e americano, de diversos usos, por cerca de 10 meses. Sem maiores delongas, vamos as impressões.


De cor violácea brilhante e quase sem nenhuma transparência, denotando toda sua juventude, o vinho deixava também lágrimas finas, moderadamente lentas e coloridas nas paredes da taça. Até aqui tudo conforme esperado.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas como groselha e ameixa, bastante especiaria (pimentas em geral) e algo de coco no fundo. Ainda durante a degustação, algo de tostado era possível sentir no fundo de taça.

Na boca o vinho tinha um corpo médio, boa acidez e taninos firmes, presentes, mas de muita qualidade. Trazia na boca a lembrança de frutas, principalmente groselha e com um final de média duração trazendo algo de café.

Mais um bom vinho que eu conheci durante as degustações do Beto e que gostei bastante. Eu confesso até que sou muito fã da carmenére, que quando bem cultivada e tratada gera grandes vinhos. E este, apesar de não ser grande, é muito correto e pelo custo dele (conforme pesquisa minha) é um bom custo benefício.

Até o próximo!

Friday, October 21, 2011

Tabali Reserva Syrah 2008

Este foi o vinho que acompanhou um pedaço da rodada esportiva da quarta feira a noite. Eu digo um pedaço por que como os jogos estavam chatos, acabei por me concentrar em outras atividades e fiquei no final só com o vinho mesmo.

Este vinho é da Viña Tabali, uma das grandes vinícolas chilenas que tem em seu portfólio, uma grande gama de opções de vinhos, sendo que a linha reserva se posiciona como vinhos de entrada. Localizada no Vale do Limari, região extremamente promissora no tocante a fabricação de vinhos de qualidade, onde os verões são realmente quentes pela manhã e frescos ao entardecer/anoitecer numa região com pouca chuva. Existe ainda a proximidade com o Deserto do Atacama e ao Oceano Pacifico, que traduzem carácter único a seus vinhos. Este vinho é feito com uvas 100% Syrah e passa por 12 meses em caravalho francês.


Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea muito escura, quase negra e intransponível. Lágrimas finas, rápidas e muito coloridas também tingiam toda a volta da taça.

No nariz o vinho apresentava aromas de frutas vermelhas e escuras quase em compota, bastante maduras. Fundo com especiarias (pimentas) e algum tostado também para compor o leque aromático. Com algum tempo em taça era possível também sentir alguma coisa de chocolate amargo.

Na boca o vinho tinha corpo cheio e bem carnudo, boa acidez e taninos bem marcantes, firmes ainda, quase mastigáveis. Confirma compota e pimenta em boca e tem um final médio-longo com lembrança de chocolate.

Um vinho bastante correto, bem encorpado e que pode ser um pouco "over" para aqueles que preferem a elegância dos vinhos europeus. De qualquer maneira vale o quanto custa e eu recomendo.

Até o próximo.