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Tuesday, July 18, 2017

Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013

A vinícola Marqués de Riscal foi inaugurada em 1858 na região de Elciego/Álava (Espanha). Foi a primeira bodega a elaborar vinhos de acordo com métodos bordaleses em território espanhol. No ano de 1895 alcança um fato histórico, onde o Marqués de Riscal foi o primeiro vinho, não francês, a conseguir o diploma de “Honor de la Exposición de Burdeos”. Graças ao vinhos brancos da Marqués de Riscal, a região “Rueda” se torna uma D.O no ano de 1890. Em 2006 outo fato histórico, a Marqués de Riscal foi eleita a melhor vinícola europeia pela revista norte americana Wine Enthusiast. Atualmente, os vinhos de Marqués de Riscal estão presentes em mais de 100 países. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis.


Sobre o Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir das uvas Tempranillo, Mazuelo e Graciano oriundas de vinhedos situados em Laguardia e Elciego. Após a fermentação, o vinho passa por um período de 18 meses em barricas de carvalho americano antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de média velocidade e com alguma cor se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, coco (lembrando até aquele danoninho de coco, sabe?), leve toque de especiarias e ao fundo de taça, toques de madeira tostada.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol provado por aqui, valeu muito a pena, eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo!

Tuesday, November 6, 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: curiosidades do leste Europeu.

Narrar os encontros da Confraria Pane, Vinum et Caseus é sempre muito especial e marcante pra mim. E desta vez, de fato, o será mais ainda. Explico: depois de mais de ano participando da confraria (salvo ledo engano) estava de volta ao local de minha primeira reunião e onde eu criei todos os laços com o pessoal que me recebeu de maneira ímpar, a casa do Comandante e sua esposa! Por isso não estranhem se o texto hoje for mais carregado de emoções e menos de vinhos, afinal eu fico realmente emocionado com a lembranças e  com a maneira como sou sempre muito bem recebido e muito carinhosamente tratado nestas ocasiões, fazendo com que eu faça sempre o esforço de comparecer ao maior número de reuniões possíveis.

Desta vez a "temática" da reunião fora toda idéia do Comandante e sua esposa, uma vez que ambos voltaram recentemente de uma viagem ao Leste Europeu. Aliás, me desculpem se me geografia não estiver tão afiada assim. Estiveram visitando entre outros Hungria, República Tcheca, etc. 


Como já é de praxe fomos recepcionados com muitos petiscos e vinhos que teoricamente não faziam parte da seleção da confraria para a noite de sábado. Entre deliciosos patês de ricota com páprica ou de fígado de frango, ficamos a conversar com nossos confrades sobre amenidades. E o Comandante caprichou, trazendo vinhos Húngaros, pouco conhecidos e/ou encontrados por aqui, para nossa apreciação. Entre os três tintos apresentados, eu destaco um deles: o Egri Merlot Barrique 2006, do produtor Molnár Dinerszet, um vinho que apesar da idade apresentava uma bonita cor violácea com reflexos alaranjados, guiado por muita fruta e toques florais com bom corpo e taninos aveludados, excelente! Alem deste, um vinho de uma uva típica da Hüngria, o Vesztergombi Szekszárd Kadarka 2008 também não fez feio, um vinho simples, porém gostoso e que desce bem.


Para o jantar,o prato principal era um delicioso Goulash feito com alcatra, tenra e macia, acompanhado de batatas assadas e arroz branco. O tempero e o molho do Goulash estavam na medida e faziam com que cada garfada puxasse a outra. O vinho escolhido pela confraria para acompanhar foi o Clos Reserva,  um Rioja feito com Tempranillo e Mazuelo muito bacana e que levou bem o desafio da harmonização com o Goulash, levando em conta seus aromas/sabores frutados, especiados e com toques de baunilha no seu corpo médio e de boa acidez e taninos. E de sobremesa, mais um deleite: Strudel de maçã com sorvete de creme, um clássico que deixou a todos de queixo caído dado a crocância da massa folhada em contraponto com o recheio cremoso com toques de canela e o sorvete por cima, dando o toque final. Tudo maravilhosamente feito, com muito carinho e atenção por nossos confrades cozinheiros.

Evidentemente tivemos muitos outros vinhos servidos e muita conversa e comida compartilhados. Falar de tudo se torna muito difícil, lembranças ficam na memória e a certeza de que cada reunião é especial e única cada vez fica mais evidente. Ficamos a espera da próxima reunião! Mais uma vez agradeço aos anfitriões Comandante e sua esposa pela recepção calorosa em sua casa, além de todos os confrades pelas delícias e experiências trocadas!

Até o próximo!

Tuesday, June 5, 2012

Beronia Reserva 2007

Pelo que tenho lido e acompanhado, me parece que os vinhos espanhóis estão na moda nos dias de hoje. E tem toda razão de ser, pois de um tempo pra cá pudemos observar um salta na qualidade dos vinhos e na divulgação destes vinhos no mercado internacional. E é justamente de lá que vem o vinho que será alvo deste post. 

Rioja pode ser considerada a região vinícola mais famosa da Espanha e é de lá que vem a maioria dos mais afamados vinhos. Atualmente também temos a região do Priorato com grande barulho no mercado internacional, mas isto é assunto para outro post.


Segundo o produtor, as uvas utilizadas neste vinho (Tempranillo 90% - Mazuelo 5% - Graciano 5%) são colhidas de suas vinhas mais velhas e passam por um estágio de envelhecimento em madeira por mais de 20 meses, sendo que esta madeira é um mix entre madeira francesa e americana. Além disso passa por um período de 18 meses em garrafa nas caves da bodega, antes de ser liberado para o consumo. Vamos as notas da prova.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média pra grande intensidade, pouca transparência e lágrimas ligeiramente espassadas, mais grossas e com certa cor.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, num mix bem balanceado e fragrante. Ao fundo, notas de chocolate e madeira bem integradas e não mais presentes que a fruta. 

Na boca o vinho mostrou um corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e bem integrados com o restante do vinho. Retrogosto com muita fruta e chocolate num final de longa duração.

Um ótimo vinho, me parece em seu auge mas provavelmente deva ainda permitir um tempo em garrafa. Eu recomendo!

Até o próximo!

Thursday, May 3, 2012

Herderos Del Marqués de Riscal Reserva 2006

Com a chegada do frio e o feriado que tivemos no começo desta semana, nada melhor do que juntarmos coisas que gostamos de fazer: encontrar amigos e beber um bom vinho. E como não poderia deixar de ser, participei de mais um bela esbórnia enogastronômica neste final de semana e feriado prolongado. Começamos a noite com um velho conhecido de nós consumidores brasileiros, o Marques de Riscal Reserva, aquele mesmo da telinha dourada entrelaçada na garrafa. Só que esta garrafa veio diretamente da Espanha.

O vinho é produzido pela gigante espanhola Marqués de Riscal, cuja história de sua inauguração data de 1858 na região de Rioja, mais ao norte da península Ibérica e se confunde com a própria criação da DO da região, muito tempo depois. Conforme legislação vigente, tem em sua composição maior porcentagem (90%) de uvas Tempranillo de vinhas com mais de 15 anos e o restante (10%) complementados por uvas Graciano e Mazuelo. Por ter em seu rótulo a denominação reserva, passa 24 meses por envelhecimento em barricas de carvalho americano e depois mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos então as impressões.


Na taça uma cor rubi violácea de média intensidade, com ligeiro halo de evolução nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e abundantes também se faziam presentes. Confesso também que a luz não era a mais adequada para esta análise, mas caso já tenham degustado o vinho e discordem da minha análise, por favor estejam a vontade para comentar.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos escuros, algo de pimentas e ligeiro tostado ao fundo. Leve lembrança terrosa. Tudo muito discreto e em seu lugar, como os vinhos do velho mundo costumam se mostrar.

Na boca é que o vinho decepcionou um pouco. Corpo de leve para médio, boa acidez e taninos finos, macios e bem redondos. Ao que parece, faltava um pouco de extrato e força no meio da boca. Retrogosto essencialmente frutado, confirma os frutos escuros do nariz. Final de curta duração.

Um vinho correto mas que decepciona um pouco pela aparente fama que possui, criando uma expectativa um pouco maior. De qualquer forma não possui defeitos que fariam com que eu me negasse a prova-lo de novo.

Até o próximo!