Tuesday, January 30, 2018

Vivanco Crianza 2012

A história da Família Vivanco teve início em 1915 quando, na cidade de Alberite, em La Rioja, Pedro González Vivanco começou a elaborar vinhos para consumo familiar, produção esta que manteve até 1940, quando comprou uma pequena propriedade e iniciou a comercialização de seus vinhos. Atualmente é considerada uma das adegas expoentes da chamada "nova Rioja", elaborando vinhos elegantes e equilibrados, que combinam muito bem tradição e modernidade. A adega foi projetada para maximizar em seus vinhos o caráter natural e único de suas diversas variedades e terroirs, resultando em uma gama de vinhos rica e complexa, que resumem o caráter empreendedor e inovador da Bodega Dinastía Vivanco.


Falando agora do Vivanco Crianza 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um dos clássicos de Rioja, sendo produzido a partir de uvas Tempranillo, provenientes de videiras de 15 a 20 anos, colhidas à mão. A fermentação ocorre em pequenas cubas de carvalho onde também passa por amadurecimento por 16 meses (carvalho francês e americano). Após o engarrafamento, o vinho foi envelhecido por mais 6 meses em a garrafa antes da sua liberação comercial. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores vermelhas, especiarias doces, toques balsâmicos e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final de longa duração.

Mais um belo vinho tinto espanhol que provamos por aqui, vinhos que realmente tem chamado minha atenção e que tem me deixado muito contente com o que tenho provado. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 29, 2018

Esporão & A Comida Portuguesa: novo canal do YouTube

Esta dica de hoje vai pra você, que assim como eu, é simplesmente fanático por vinhos e comida portuguesa. Eu estou falando do novo canal do Esporão no YouTube: “Esporão & A Comida Portuguesa”. Um projeto inovador, à procura das raízes da gastronomia portuguesa. Um completo arquivo etnográfico que reúne 19 episódios em 59 vídeos, de 50 localidades de Portugal. São 16 grandes chefs desvendando os segredos de suas principais receitas, muitas delas usando ingredientes regionais e pouco conhecidos do público.


O projeto “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria”, idealizado pelo Esporão, por Tiago Pereira e pelo chef André Magalhães, percorre todo o território português à procura das raízes da sua gastronomia. São tradições, métodos e receitas que passam de geração em geração de inúmeras maneiras, desde uma memória compartilhada, uma música ou uma história.


O resultado de todo este arquivo etnográfico da gastronomia portuguesa é o canal no YouTube, que reúne 19 episódios em 59 vídeos, de 50 localidades de Portugal. Cada episódio conta com um chef convidado, que divide com todos uma receita própria, com ingredientes regionais, muitos deles pouco conhecidos do grande público. Entre os pratos, destaque ao Ensopado de Enguias, do chef Pedro Pena Bastos; à Trilogia do Polvo, do Chef Rui Paula; ao Borrego Recheado, do chef José Júlio Vintém e às Favas com Chouriço, do chef Vitor Claro.

A afirmativa do “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria” é inquestionável: costumes e tradições tão ricas e distintas em um território tão pequeno como Portugal. Outros renomados chefs portugueses, como José Júlio Vintém, Hugo Brito, Margarida Rego, Renato Cunha e Rodrigo Castelo também fazem parte do projeto, que é contínuo.

Mais informações acessem: www.esporao.com/pt-pt/magazine/esporao-a-comida-portuguesa-a-gostar-dela-propria/ ou https://www.youtube.com/channel/UC-auK24fZQ_N3zBKqCNzGnQ

Até o próximo!

Friday, January 26, 2018

Côte de Danube Viognier 2013

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no ConcoursMondial de Bruxelles.


Falando sobre o Côte de Danube Viognier 2013 especificamente, podemos acrescentar que o vinho foi elaborado exclusivamente com a casta Viognier de vinhas de idade média de 20 anos sem qualquer passagem em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, flores brancas, ervas e algo de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho branco, diferente do usual e que foi um belo acompanhante para um bom e velho rodízio de comida japonês. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, January 25, 2018

Loma Larga Quinteto 2014

Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga". Os vinhos vêm de 100% da nossa vinha em Casablanca. O vinho é produzido em quantidades limitadas no Fundo Loma Larga. Para este fim, os melhores quartéis da vinha foram selecionados fazendo um manuseio muito fino, produzindo em média um máximo de 6 toneladas por hectare para a linha Loma Larga e de 9 toneladas por hectare para a linha Lomas del Valle com o objetivo de alcançar uma grande concentração e um bom amadurecimento fenólico em uma área fria como Casablanca. Este lento amadurecimento da uva é devido à variação das temperaturas extremas entre o dia e a noite. Uma brisa fria do Oceano Pacífico causa esse fenômeno no vale. Esta característica, além dos solos pobres nas colinas, Lomas e Cerro Foothills, permitiram um terroir excepcional para o vinho.


Falando sobre o Loma Larga Quinteto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de 42% Merlot, 34% Cabernet Franc, 21% Syrah, 2% Cabernet Sauvignon e 1% Malbec onde parte das castas passa por malolática em barricas com posterior amadurecimento nas mesmas (10 meses para Syrah e Malbec, se entendi corretamente) sendo que as demais castas ficam somente em tanques de inox para posterior blend. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, folhas secas, especiarias e um toque mentolado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e tanios macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de um pequeno produtor chileno e que se mostrou complexo e equilibrado na medida a agradar o mais variados paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, January 23, 2018

Zonin Valpolicella Classico 2016

A Casa Vinícola Zonin tornou-se, no decorrer do século passado, uma das principais marcas nas cenas italiana e mundial, graças à paixão e à devoção à produção de vinho da família Zonin. A deles é uma família que manteve um vínculo íntimo com suas raízes: a terra e as vinhas das colinas de Gambellara, no coração da região do Veneto. Lá, a Zonin Company produz uma ampla gama de vinhos: clássico D.O.C.G. e D.O.C., I.G.T.s tradicionais e vinhos espumantes refinados. Estes são tipos de vinho que sublinham a exclusividade dos seus terrões e as características dos varietários a partir dos quais são fabricados. A sede da empresa está em Gambellara; um oásis de vinhas e colinas verdejantes que se encontram na fronteira entre as províncias de Vicenza e Verona. Gambellara está no coração de uma das áreas mais importantes da Itália pelo patrimônio histórico, cultural e arquitetônico, e que também foi reconhecido pela UNESCO: Verona, a cidade de Romeu e Julieta; Vicenza, a cidade de Palladio; e Veneza, a cidade da Serenissima, com seus famosos palácios e moradias.


Sobre o Zonin Valpolicella Classico 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Corvina, Rondinella e Molinara com amadurecimento em barricas de carvalho esloveno. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, amendoas com leve toque balsâmico.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma boa opção para vinho de dia a dia, para acompanhar aquela pizza ou massa ou mesmo pra ser tomado descontraidamente durante um bate papo qualquer. Foi comprado por menos de 50 reais no Pão de Açúcar e vale o quanto custa.

Até o próximo!