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Thursday, July 28, 2016

Ionos Red 2014: Mais um bom grego por aqui.

Vira e mexe provo alguns vinhos da Grécia e, desde os mais simples como o caso de hoje, até os mais complexos, tenho tido boas surpresas com eles. E hoje é dia de descrever a experiência que tive com o Ionos Red 2014. Vamos ver o que descobrimos sobre o vinho?


A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Já sobre o Ionos Red 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das uvas Agiorgitiko 50%, Mavro Kalavritino 30% e Syrah 20% de zonas sub montanhosas da região do Peloponeso, com altitudes que variam de 350 a 700 metros acima do nível do mar. O vinho não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos em compota com leve toque de eucalipto ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Abrimos enquanto preparávamos o jantar e quando formos ver, ele quase que já tinha acabado antes mesmo da primeira garfada. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 10, 2015

Nemea Reserve 2009: O que é que o vinho grego tem?

As vezes alguns vinhos ficam "perdidos" na adega e, em um daqueles dias que bate uma vontade arrebatadora de abrir alguma coisa diferente, faço uma pequena "expedição ao fundo da adega" pra procurar se existe algum destes vinhos escondidos. E neste final de semana, em meio a uma destas expedições, eu cheguei até o Nemea Reserve 2009.


O Nemea Reserve 2009 é produzido pela Cavino SA, um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais, vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Falando sobre o Nemea Reserve 2009 propriamente dito, podemos acrescentar que é mais um exemplar feito 100% com uvas Agiorgitiko da região do Peloponeso, mais especificamente dentro da Denominação de Origem Nemea, de vinhedos com altitudes que variam entre 400 e 600 metros acima do nível do mar. Após a fermentação, o vinho é então colocado em barricas de carvalho americano e francês onde ocorre a fermentação malolática e onde ficam por mais 14 meses para envelhecimento. Por fim, depois de engarrafado, o vinho fica nas caves da vinícola por mais 12 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com algum brilho e limpidez. bordas já com tendências granada. Na garrafa pudemos notar boa presença de borras. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, flores e toques de chocolate amargo. Ao fundo de taça algo de tostado também se fazia notar.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio com boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia. Tem um quê de velho mundo, mais austero e elegante. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, June 3, 2014

Driopi Classic Nemea Agiorgitiko 2011: Mais vinho grego por aqui!

O vinho em questão, o Driopi Classic Nemea Agiorgitiko 2011, é produzido pela Tselepos, uma vinícola situada na região do Peloponeso, Arcádia para ser mais preciso, e gerida pela família de mesmo nome. A propriedade foi fundada ao pé do Monte Parnon no final dos anos 80 sendo que hoje conta com mais de 40 hectares de vinhedos próprios e outros tantos de vinhedos de cooperados. A vinha da qual as uvas utilizadas neste vinho, a Agiorgitiko, são colhidas se encontra em uma propriedade de 8,5 hectares e fica na maior região de Koutsi (Nemea, Grécia), a uma altitude de 350 metros. O solo é de argila com declives, proporcionando boa drenagem. A colheita geralmente começa no final de setembro e termina em outubro.

Falando sobre o vinho em questão, é um varietal produzido a partir de uvas 100% Agiorgitiko de vinhas de mais de 40 anos proveniente da micro região de Koutsi dentro da denominação de origem Nemea na costa ocidental Peloponesa. A colheita é toda feita à mão para que as bagas possam ser muito bem escolhidas e a partir daí são vinificadas através da utilização de leveduras selecionadas. Antes de ser engarrafado na propriedade, o Driopi Classic Nemea Agiorgitiko 2011 estagia em barricas de carvalho francês de média tosta durante 10 meses e permanece por mais 5 meses em garrafa adquirindo complexidade antes de ser comercializado. Vamos as impressões.


Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas e toques de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um vinho interessante, saboroso e que vai bem para bate papos descontraídos com amigos ou com a esposa, com ou sem a companhia de comida. Vale conhecer.

Até o próximo!

Tuesday, April 22, 2014

Cavino Nemea Grande Reserve 2008: mais um grego por aqui!

Ao fim de uma semana brava, com direito a muito trabalho, visitas inesperadas e afins, tudo o que queremos é chegar em casa e ter uma boa refeição ao lado da família, não é mesmo? E muitas vezes esta refeição inclui não ter trabalho para prepara-la, certo? Ai entra aquele bom e velho telefone do disque pizza para o qual apelamos vez ou outra. E para acompanhar, nada melhor do que um bom vinho. E desta vez o escolhido foi o vinho grego Cavino Nemea Grande Reserve 2008.


Como já dito anteriormente por aqui, a Cavino Winery SA é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Falando um pouco do vinho alvo deste post, é mais um exemplar feito 100% com uvas Agiorgitiko da região do Peloponeso, mais especificamente dentro da Denominação de Origem Nemea. As uvas vem de vinhas com mais de 40 anos de idade e altitude média de 850 metros. O vinho ainda estagia em barricas de carvalho francês e americano por 18 meses e em seguida permanece por mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi intensa, com ligeiro halo granada. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores complementavam o aspecto visual. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos maduros, toques de especiarias e chocolate. Ao fundo da taça também notava-se um pouco de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e marcados. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um vinho correto, bom para acompanhar a pizza do dia a dia, sem defeitos. Interessante conhecer vinhos como este, que vem de países pouco usuais para nós aqui no Brasil. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, February 18, 2014

Sobre a uva Agiorgitiko

Aproveitando o gancho que a postagem de um vinho grego trouxe aqui pro blog, resolvi falar um pouco sobre esta casta tinta de nome diferente e que nasce bem longe daqui de nossa terras brasilis. Obviamente pesquisei nas fontes que possuo (livros e internet) e quaisquer informações incorretas, peço que me ajudem a corrigir.

Agiorgitiko (em grego: Αγιωργίτικο, também conhecida como Aghiorghitiko, Mavro Nemeas e São Jorge) é a casta tinta que, a partir de 2012, era a variedade mais plantada na Grécia , à frente de Xynomavro . A uva tem sido tradicionalmente cultivada na região de Neméia do Peloponeso, mas pode ser encontrada em todo o país, incluindo a região de Ática e da Macedônia.

Uma das variedades autóctones gregas mais importante comercialmente, ela pode apresentar uma grande variedade de características, de um vinho suave a um vinho muito tânico, dependendo de fatores nos processos de desenvolvimento das uvas e da produção do vinho. É normalmente utilizada para vinhos varietais muito embora seja notadamente cortada com Cabernet Sauvignon em uma região em torno de Metsovo para a produção de um vinho de mesa amplamente consumido por lá e tradicionalmente chamado Katoi . Na região de Neméia é muitas vezes utilizado em vinhos rosés. Os vinhos são conhecidos por seu alto nível de aroma/sabore frutado, mas tendem a falta de alguma acidez e corpo.

A Agiorgitiko é geralmente plantada em solo seco, infértil, para incentivar a produção de menos e mas mais concentrados frutos, amadurecendo depois de meados de setembro.

Ao que parece, nem só de deuses e mitologia vivem os gregos. Bons vinhos, uvas curiosas e uma gastronomia de fama mundial. E você leitor do blog, tem alguma curiosidade grega para dividir conosco? Use o espaço de comentários e/ou a fan page do blog e enriqueça o assunto!

Até o próximo!

Thursday, February 13, 2014

Cavino Nemea Agiorgitiko 2011: Vinho grego e pizza pode Arnaldo?!

Respondendo de antemão o título da postagem, pode sim. Ao menos este vinho combinou legal com uma pizza despretensiosa em uma noite de sábado por ai. De qualquer maneira, brincadeiras a parte, vamos a algumas informações sobre a vinícola e o vinho. Lembrando que vinho na Grécia, apesar de pouco difundido por aqui, é coisa séria e tem produção que data de épocas bem antigas.


A Cavino SA é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia,  mas que passou por algumas grande modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alto gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre o vinho em questão, o Cavino Nemea Agiorgitiko 2011, é feito com 100% de uvas Agiorgitiko (autóctone) com denominação de origem Nemea. As vinhas estão plantadas em altitudes que variam entre 300 a 500 metros acima do nível do mar. Não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, com algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas complementavam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas basicamente, trazendo toques florais ao fundo. 

Na boca um vinho de corpo leve para médio, acidez na medida e taninos macios e fininhos. Retrogosto confirma o olfato num final de curta para média duração.

Um vinho simples, bem feito e sem defeitos. É assim que eu o definiria. Caiu bem com uma pizza num final de noite em um sábado qualquer. Eu recomendo.

Até o próximo.