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Tuesday, March 10, 2015

Ora Pois Restaurante: Bacalhau & Casal da Coelheira Tinto 2008

No último domingo, 08 de março, foi comemorado o Dia Internacional das Mulheres. A data entretanto, criada a partir de uma grande manifestação em uma fábrica de tecidos de Nova Iorque, é muito mais do que comemoração. O intuito é tentar diminuir e, quem sabe um dia, eliminarmos com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais, com salários baixos, violência, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história. De qualquer forma achei justo que pudesse propor as mulheres de minha vida um almoço diferente. No dia anterior, almocei com minha mãe em sua casa e pedi comida para que ela não se preocupasse. Já do dia 8 mesmo, fui a um de meus restaurantes preferidos com minha mulher, filha e sogra: o restaurante português Ora Pois.


Localizado na charmosa e aconchegante Serra da Cantareira, o restaurante Ora Pois é uma filial de uma casa já aclamada que existe até hoje na Vila Madalena, bem junto ao burburinho característico da região. Fundada por dois Lisboetas sonhadores, a casa conta com pratos típicos a preços competitivos e uma carta de vinhos honesta e com algumas opções interessantes. E destas opções, escolhemos o vinho Casal da Coelheira Tinto 2008, sobre o qual iremos falar um pouco hoje.

O vinho é produzido pela Quinta do Casal da Coelheira, um ambicioso projeto no Ribatejo que nos dias de hoje é uma paixão familiar de três gerações, que crescendo nas margens do rio Tejo, junto à Vila de Tramagal, e que se estende por uma área com cerca de 250 hectares, distribuídos entre vinhas e diversas culturas arvenses protegidas por uma pequena área de pinhal. A diversidade paisagística da propriedade tem permitido a permanência de algumas espécies cinegéticas - a perdiz, o pato bravo, o javali e, muito especialmente, o coelho, espécie abundante que teria dado origem ao nome da propriedade - a Quinta do Casal da Coelheira.

Sobre o Casal da Coelheira Tinto 2008, podemos complementar dizendo que o vinho é um corte das castas Alicante Bouchet, Touriga Nacional e Touriga Franca que é parcialmente estagiado em carvalho Americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, ligeiramente opaco e límpido. Lágrimas finas, rápidas, espassadas entre si e com alguma cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, especiarias, flores e algo de tabaco. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez com taninos finos e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, sem duvida foi muito bem com os pratos a base de bacalhau que escolhemos. Eu recomendo a prova, do vinho e do restaurante.

Até o próximo!

Tuesday, June 18, 2013

Winebar com vinhos patrícios: Olho de Mocho Reserva 2009

Ontem tive mais uma oportunidade de participar da degustação comentada do winebar, desta vez com a presença da enóloga portuguesa Catarina Vieira, co-responsável pela produção dos vinhos da Herdade do Rocim, vinícola alentejana das mais impressionantes quando falamos de uso e emprego de modernas tecnologias, arquitetura e claro, pela qualidade de seus vinhos. Os vinhos selecionados são: Herdade do Rocim Tinto 2009 e Olho de Mocho Reserva 2009. O evento contou ainda com o apoio da World Wine, que trás os vinhos pro Brasil.


Sobre o winebar, me utilizando das palavras do próprio site, é um local onde se promovem experiências únicas para os apaixonados pelo vinho e gastronomia. Através de transmissões AO VIVO pela internet (site próprio e Facebook), você prova com os organizadores os melhores vinhos do mundo falando diretamente com o produtor. Nada a acrescentar, só a agradecer, como de costume, pela oportunidade de participar juntamente com muitos jornalistas, formadores de opinião, produtores, enfim, de aprender muito sempre que estas oportunidades aparecem.

Pra falar sobre a vinícola, irei me utilizar mais uma vez do site do Winebar: "A Herdade do Rocim é, sem dúvida, uma das propriedades mais impressionantes de todo Portugal. Lançando um projeto arquitetônico ousado, que prima beleza e delicadeza de detalhes, a vinícola se destaca também pela alta qualidade de seus vinhos. Situado nas imediações de Vidigueira, no Baixo Alentejo, ela conta com cerca de 120 hectares, entre os quais 70 de vinha e 10 de olival. Adquirida em 2000 pelo Grupo Movicortes, recebeu altos investimentos nas instalações, o que permitiu a vinícola implementar processos de produção da atualidade. Graças à estrutura do projeto, além da fama do produto produzido, a vinícola se tornou uma fonte promocional para a região do Alentejo".

Como não consegui ainda provar os dois vinhos, hoje posto sobre o vinho que eu escolhi pra escortar o jantar ontem e comentar pro winebar: Olho de Mocho Reserva 2009. O vinho é feito a partir de um corte das uvas Uvas: Syrah, Touriga Nacional e Alicante Bouchet embora não seja sempre o mesmo, podendo variar uma outra uva em sua composição em cada safra por se utilizar das melhores uvas de cada uma das safras. Passa ainda por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho (80% francesa) e estágio em garrafa durante 6 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça uma cor violácea, de grande intensidade, quase sem transparência e com algum brilho. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz, aromas de frutas vermelhas em compota, toques de chocolate e café e leve lembrança de especiarias. Ao fundo da taça, lembrança de madeira também se fez sentir.

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos marcados e presentes, mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta, picância em língua e chocolate. Final de longa duração. 

Mais um grande vinho apresentado pelo winebar, que mostra ter ainda perfil para envelhecer mais um pouco dada sua estrutura. Caiu bem com a carne grelhada e batatas rústicas feitas pela minha esposa. Vale a prova, eu recomendo! Assim que provar o outro vinho da degustação, posto aqui minhas impressões.

Até o próximo!