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Tuesday, December 1, 2015

Piccini Chianti Riserva 2012: Um ode a Itália!

Como eu já disse em um de meus posts passados, tenho tido muitas e boas experiências com vinhos italianos e rapidamente eles tem se tornado uma espécie de xodós por aqui. É claro que eu falo vinho italiano e isso é muito amplo, pois temos uma enorme gama de vinhos vindos de lá e de uma série de regiões diferentes, com características diferentes e por ai vai. Mas o que eu quero dizer, em suma, é que os vinhos que tenho buscado deste país ultimamente tem me agradado muito. E hoje é a vez do Piccini Chianti Riserva 2012.


Localizada em Castellina in Chianti, uma das 8 cidades da área de Chianti, a Tenute Piccini (produtora do vinho), ou simplesmente Piccini, é o início da saga da família Piccini no mundo do vinho. A propriedade, desenvolvida a partir de apenas 7 ha em 1882, é agora sede principal do Grupo Piccini, gerindo 400 ha de vinhas situadas nas principais áreas de vinho da Toscana, com um foco especial em Chianti Clássico e Chianti. A Tenute Piccini é hoje um dos maiores produtores da Toscana, cuja produção de Chianti representa entre 10% a 12% de toda a produção da região de mesmo nome. Sob a liderança de Mario e Martina, a Tenute Piccini conta com uma equipe de jovens profissionais na Itália e parceiros fortes no exterior para a sua rede de distribuição crescente, que já se estende por impressionantes 72 países.

Sobre o Piccini Chianti Riserva 2012 podemos ainda dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Sangiovese, sendo que após a fermentação permanece envelhecendo em carvalho por 12 meses e mais 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho, boa transparência e leve tendencia granada nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias e toques terrosos e de madeira.

Na boca o vinho tinha corpo médio, uma deliciosa acidez e taninos sedosos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho, um Chianti bem interessante e típico e que aflora lembranças memoráveis de minha vida. Este eu provei no Eataly, em minha recente visita ao lugar. Aliás, este é assunto para um post dia desses. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, November 24, 2014

Badia di Morrona Caligiano Chianti DOCG 2012: Ah Toscana querida!

Sempre que bebo um vinho da Toscana por aqui é um deleite, primeiro por que só trás a tona lembranças deliciosas de uma parte muito importante de minha vida e também por que eu adoro a viticultura e a gastronomia italiana (provavelmente por causa dos meus genes). E não poderia ter sido de maneira melhor do que tirar o Badia di Morrona Caligiano Chianti DOCG 2012 da adega para relembrar tudo isso.


A clássica vinícola Badia di Morrona está localizada na comuna de Terricciola, dentro da província de Pisa. Sua atividade agrícola tem origem que se perde no tempo, bem como a tradição vitivinícola regional. A estrutura local do solo é ímpar, formada por fósseis marinhos, argila, minerais e areia. Já a sede da produtora é um mosteiro histórico do século XI, que na época fora utilizado por monges beneditinos para habitação e, desde então, para a produção de vinhos. Apenas no ano de 1939, a propriedade com aproximadamente 100 hectares foi adquirida por Mario Gaslini e Italo Gaslini, os quais decidiram investir nessa região da Toscana por acreditarem em seu alto potencial para a viticultura. Até hoje a produtora pertence à família Gaslini e, apesar de ter sido ampliada com o passar dos anos, sua propriedade está muito bem preservada, remontando um belo passado bucólico.

Sobre o Badia di Morrona Caligiano Chianti DOCG 2012, podemos complementar que é feito a partir das castas Sangiovese, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. A maturação é feita por10 meses em tanques de aço inox. Possui 13,5% de graduação alcoólica. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias e tostado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, deliciosa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.


Um delicioso vinho italiano, que embalou o sábado a noite acompanhado de um belo risoto de cogumelos ao vinho tinto com lascas de amêndoa e uma bela fraldinha grelhada. Este vinho foi comprado na loja Vinhos de Bicicleta, em São José dos Campos e custou cerca de R$ 60,00. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, October 2, 2013

Confraria Pane, Vinum et Caseus: "un buon pranzo italiano"

Apesar da volta as atividades enofílicas, o domingo amanheceu cinzento, triste, lacrimoso, como se quisesse nos tirar a vontade de sairmos para mais uma orgia enogastronômica que se aproximava. Confesso que nem isso era suficiente pois além da saudade do pessoal, dos bons pratos e bons vinhos, minha recente "abstinência" em virtude da saúde (falta de) só fazia crescer a animação. Era dia de mais um encontro da Confraria Pane, Vinum et Caseus! E um encontro especial, afinal nossos anfitriões da tarde Marcelo e Rosangela faziam aniversário de casamento na mesma data.


Já comentei por aqui que no quesito receptividade e amabilidade nossos anfitriões fizeram pós graduação e costumam dar aula, o que não foi diferente desta vez. Fomos também recepcionados com alguns beliscos enquanto esperávamos a chegada dos demais membros. Entre estes beliscos amendoins, uvas passa, pães e uma bela caponata de berinjela que logo se tornou sucesso. 



Antes que passássemos então ao almoço em si e aos vinhos porém, uma surpresa: iríamos brindar ao aniversário do casal anfitrião da tarde. E o presidente da confraria, Fabio, e seu faro apurado em garimpar vinhos nos trouxe a oportunidade de conhecermos a linha de espumantes Brut e Brut Rose da Vinícola Santa Augusta, que fica situada em Santa Catarina, no Sul do país. O mais curioso destes vinhos é que ambos possuem em sua composição grande porcentagem de uvas tintas como Cabernet Sauvignon e Merlot. Ambos muito frescos, cada qual com seus aromas de frutos (o brut puxa mais para as frutas brancas e o rosé para as vermelhas) com boa perlage e persistência, muito equilibrados e que agradam em cheio mesmo aos que não estão tão acostumados com o vinhos espumantes. Uma ressalva ainda para a sabragem feita pelo nosso presidente, mostrando que sabe tudo e mais um pouco de vinhos!



Depois deste começo sensacional passamos então a conhecer quais seriam os vinhos e os respectivos pratos para sua possível harmonização. O primeiro vinho da tarde era um Chianti simples porém ordinário, daqueles para se beber despretensiosamente acompanhando uma refeição. Era o Ponte Vecchio Chianti DOCG, contando com Sangiovese, Canaiolo entre as mais tradicionais uvas de seu corte, o vinho se mostrou alegre, com boa acidez, corpo leve e saborosamente agradável. Detalhe para a garrafa entrelaçada de palha uma homenagem aos produtores de antigamente. E o negócio começava a ficar sério quando o presidente mostrou o San Biagio Rosso di Montalcino, vinho produzido pela já conhecida Vinícola Camigliano e que se mostrou bem típico, feito com 100% de Sangiovese (seu clone grosso ou Brunello) e com seus aromas terciários florescendo, com toques animais e terrosos além de um tradicional floral. Pra mim, o preferido da tarde sem dúvida nenhuma. E quem achava que tinha acabado se deu mal, pois eis que o presidente tira da cartola o Podere Il Pozzo Canto Lupo 2007, um supertoscano interessante, com uvas francesas em corte com a Sangiovese e que trás um quê de novo mundo aos vinhos Toscanos. Toques de frutos escuros maduros e baunilha são os mais percebidos aqui. Outro grande vinho só que com outra proposta. De lambuja ainda abrimos um Barbaresco Batasiolo 2006, incrivel como este vinho sempre surpreende com frutas secas, floral e um final longo e saboroso.


Aqui você deve estar se perguntando quais os pratos para tanto vinho, certo? E não é que fomos de salada mista de folhas verdes, couscous marroquino, lasanha a bolonhesa com um toque de molho branco, penne aos quatro queijos e/ou molho de linguiça. Tudo incrivelmente preparado pela ala "italiana"da Confraria, capitaneados pelo nosso vice presidente Luiz. Massa al dente, molhos polpudos e recheados, tudo que não pode faltar em uma típica cozinha ítalo-brasileira. Confesso que do lado da minha família, a lasanha fez sucesso!

Já estávamos perto do final de mais uma tarde agradável em meio a pessoas amáveis, bons pratos e grandes vinhos quando fora servida a sobremesa: naked cake com ganache de chocolate e frutas e sorvete de queijo com calda quente de goiabada. E para surpresa geral da nação o presidente deu o golpe de misericórdia: um espumante Moscatel Santa Augusta, que feito pelo método Asti, acabou por deixar a todos em êxtase. Era o fim, mas, precisávamos de mais? 

Até o próximo!

Monday, May 27, 2013

Chianti Leonardo 2010

Em mais uma orgia enogastronômica de finais de semana, resolvemos almoçar em uma cantina que já estamos acostumados e gostamos muito, principalmente pelo preço justo pago pelas refeições. Ainda sob o efeito "Itália" em minha cabeça, resolvi arriscar em mais um vinho italiano, afinal harmonizações regionais são sempre muito bacanas e normalmente tiro e queda. Vamos ver qual o resultado no post de hoje?


A Cantina Leonardo da Vinci (produtora do vinho em questão) é uma espécie de cooperativa, que nasceu da união de cerca de 30 fazendeiros que tomaram esta decisão buscando enfrentar de forma mais racional e conjunta os problemas que passavam nos anos 60. A partir daí o que se viu foi o crescimento da cooperativa e a busca pela qualidade e foco em vinhos de mais alta gama. A cooperativa possui diversos vinhedos na região da Toscana sendo que a sede operacional da mesma se encontra nos arredores de Vinci, onde o famoso inventor italiano Leonardo da Vinci nasceu (dai o nome em sua homenagem). Sobre o vinho, um corte de 85% de Sangiovese seguido por 10% de Merlot e o restante de outras uvas tintas não descritas pelo produtor. Não passa por madeira, segundo ficha técnica, envelhecendo apenas em tanques com temperatura controlada até março/abril do ano seguinte a colheita. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, com bom brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas compunham também o aspecto visual. 

No nariz aromas de frutas vermelhas, notadamente cerejas e toques de especiarias, bem discretos e leves.

E o vinho vinha bem, até que na boca, a surpresa. Taninos macios e finos: confirma. Corpo de leve para médio: confirma. Mas e a acidez? Cade a acidez? Praticamente inexistente. Uma das características mais marcantes do vinhos de Chianti simplesmente estava muito abaixo do esperado. Não sei se em função da garrafa, safra, armazenamento, enfim, confesso que me decepcionei um pouco. Retrogosto essencialmente frutado, num final de média duração.

Não foi o esperado, não agradou muito nem a mim nem a minha esposa mas pretendo revisitá-lo para tirar a prova. Ainda acho que havia algo de errado com a garrafa, mas como não consegui assertivamente chegar a uma conclusão, fiquei por isso mesmo desta vez.

Até o próximo!

Wednesday, May 22, 2013

Bonacchi Chianti Gentilesco DOCG 2011

Sábado passado bateu uma saudade danada da viagem pra Itália que fiz a pouco tempo, na ocasião de minha lua de mel, e resolvemos que seria a oportunidade para comermos uma pizza acompanhada de um dos tipos de vinho mais famosos da Itália. Não, essas primeiras linhas apesar de não serem verdadeiras também se encaixariam muito bem na situação. Acontece que sábado sai com minha esposa e minha enteada para comermos uma pizza e na hora de escolher o vinho, não tive dúvidas e optei por um vinho italiano para ser o fiel escudeiro da comida.


A Cantina Bonacchi colhe as uvas para este vinho e faz seu vinho em Montalbano, bem no coração da área demarcada como Chianti (não a clássica, diga-se de passagem). O vinho é um corte de Sangiovese (85%) e Canaiolo (15%), uvas permitidas pela legislação. Possui teor alcoólico de 12,5%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, com bastante brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou extremamente frutado, como normalmente se apresentam os Chiantis. 

Na boca uma deliciosa acidez, corpo médio e taninos aveludados. Retrogosto confirma fruta pujante e tem um final de média duração.

Um bom vinho, que realmente me trouxe saudades da viagem e que me fez querer pensar em uma volta a Itália e a uma visita a região de Chianti, que desta vez ficou de fora do roteiro. Escortou com bravura uma pizza metade quatro queijos e metade calabresa coberta com mussarela e alecrim. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, October 11, 2011

Chianti Piccini DOCG 2009

Conforme havia comentado no post anterior, vou comentar sobre o vinho escolhido para acompanhar o jantar de sábado a noite. E como eu iria de comida italiana, resolvi escolher um vinho que viesse do país. Talvez pela força do meu prato eu devesse ter escolhido um Barolo ou Barbaresco, mas eu não estava neste clima de enfrentar um vinho destes e nem com tanta grana pra isso em um restaurante. A escolha recaiu então sobre um IGT Toscano, corte de Sangiovese e Cabernet Sauvignon que estava na carta e me pareceu interessante. Ao final, o mesmo não estava disponível e me fora oferecido este Chianti, representante também da Toscana e feito basicamente de uvas Sangiovese com 5% de Ciliegiolo. E não é que agradou, como escolta para a comida?


Na taça apresentou uma cor rubi translucida, com lágrimas finas, rápidas e alguma cor. Halo aquoso não denotando muita evolução (e nem é a intensão deste vinho) e até em função de sua pouca idade também.

No nariz abriu com frutas vermelhas em abundância, tendendo para cerejas com o tempo. Alguma coisa de especiado ao fundo, bem mais discreto. Álcool imperceptível no momento em que se abriu a garrafa.

Na boca o vinho apresenta boa acidez, corpo leve (eu diria um leve+) com taninos finos e presentes, integrados ao vinho. Confirma na boca as frutas vermelhas. Final de curto para médio.

O vinho é simples, porém gostoso e leve. Quando você percebe já se foi sua garrafa. Atendeu ao propósito. Sem mais.

Até o próximo.