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Tuesday, January 3, 2017

Rivus Rosso Toscano 2014

O vinho de hoje é produzido pela Poggio Nardone, uma pequena propriedade no coração da Toscana, na Itália, fronteiriça com a propriedade de Mocali, na região de Tavernelle em Montalcino. Lá, a modesta propriedade (menos de 10ha), de solo compacto e calcário combinado a vinhedos de alta altitude (quase 1,500 pés) produz vinhos tintos densos e que tendem a envelhecer muito bem. Fundada em 1996 e mesmo com a família Ciacci sendo proprietária da vinícola por algum tempo, não foi até Tiziano e Alessandra, então recém-casados, com a ajuda de velhos manuscritos, que se conseguiu determinar o real tamanho e valor da propriedade.


Sobre o Rivus Rosso Toscano 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com base na uva Sangiovese (cerca de 70% do vinho), acrescido de uvas Canaiolo e Trebbiano. Até por isso é um vinho que não recebe uma DOC específica, sendo um IGT toscano. Como a proposta do vinho é ser mais jovem e fácil de se beber, não tem passagem por madeira. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Presença de leve halo granada. Lágrimas finas, espaçadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, toques terrosos, chá preto e algo de ervas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.


Um ótimo vinho italiano, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendo. Foi harmonizado com pizzas caseiras como esta, da foto acima, de muzarela de búfala e tomate seco.Para ter mais informações sobre o vinho acessem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

Tuesday, July 26, 2016

Leone Rosso IGT 2012

Hoje voltamos a Toscana, mais um vez, com aquela vontade de não somente degustar seus vinhos mas de estar de volta àquelas paisagens estonteantes e a alguns dos momentos que mais marcaram minha vida. E nada melhor do que revisar a Toscana degustando um belo vinho vindo de lá, que é o Leone Rosso IGT 2012. Este vinho pode ser considerado um Super Toscano, expressão esta criada para designar vinhos elaborados na região da Toscana, obviamente, mas que usam em sua composição majoritariamente (quando não somente) uvas ditas internacionais em detrimento as uvas autóctones da região (majoritariamente Sangiovese) e portanto, não se encaixarem nas DOCs previamente existentes. Vamos ver o que mais conseguimos saber sobre este vinho?


Propriedade da família Renzis Sonnino desde meados de 1800, o Castello Sonnino, produtor do vinho em questão, era a casa do grande estadista Sidney Sonnino durante os anos de seus governos. Em 1987, a chegada dos Barões Alexandre e Catherine com seus filhos, Virgínia e Leone, marca o início de uma nova temporada. O trabalho de conservação, o compromisso com a proteção do patrimônio histórico e cultural e a retomada do vinho tornaram-no atualmente um dos maiores produtores de Chianti florentino. Localizado em uma região privilegiada, a 20km de Florença, perto das cidades de Siena e Pisa, além de vinhos, a azienda produz azeites de oliva extra virgem de grande qualidade. Sob o comando do barão Alessandro de Renzis Sonnino, o Castello também funciona como hotel e conta com um elegante restaurante.

Sobre o Leone Rosso IGT 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas 60% Syrah, 20% Sangiovese, 10% Canaiolo e 10% Ancellotta sem passagem por madeira. O vinho é fermentado e envelhecido em tanques de cimento por 6 meses, com posterior afinamento de 2 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, notas lácteas sob um fundo com lembrança de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo vinho vindo da região da Toscana, aquela que insiste em não sair das lembranças. E que bom que é assim. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!


Fontes de pesquisa: site do produtor e www.seloreserva.com.br

Sunday, December 28, 2014

Confraria Pane, Vinum Et Caseus: Itália em pauta!

Havia algum tempo que, entre muitos entreveiros, a Confraria Pane, Vinum Et Caseus não conseguia datas para se reunir e, mais do que isso, nós também não tínhamos tido oportunidades de casar as agendas e participar das escassas reuniões do ano. Entretanto, com o advento do final do ano, sempre é gostoso reunir as pessoas que gostamos e enfim, a reunião da confraria saiu e pudemos nos juntar a ela.


O presidente da Confraria, Fábio Barnes, e seus vices sempre preparam as reuniões de forma a que um tema seja explorado, sem que haja detrimento dos demais vinhos e/ou pratos degustados durante a noite. Desta vez, o tema seria: "Uma volta pela Itália". Como já é tradição da última confraria do ano, cada um traria um "pratinho" de comida e os vinhos seriam como sempre, as estrelas principais. As escolhas dos vinhos abrangeu principalmente as "grandes regiões" da Itália, a saber: Valpolicella, Toscana e Piemonte. Diferentemente do que costumo fazer, darei maior enfoque aos vinhos em detrimento das comidas, guloseimas e outros, disponibilizados também durante a reunião.


E a viagem começou com o Chianti Classico Principe Corsini Le Corti D.O.C.G 2009, um vinho da conhecida região Toscana de Chianti Clássico, produzido pela Tenuta Villa Le Corti, do grupo conhecido como Principe Corsini. A história de Chianti e Chianti Clássico já foi comentada por aqui e portanto, pouparei-os de meus comentários repetitivos. O vinho é feito com 95% de uvas Sangiovese e os outros 5% preenchidos com as uvas Canaiolo e Colorino. O vinho envelhece parte em cubas de cimento vitrificado e parte em grandes tonéis de madeira (os famosos botti italianos). Na taça o vinho apresentou um vinho rubi de média intensidade, algum brilho e boa transparência. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e toques florais. Fundo de taça apresentou também madeira. Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirmou o olfato e o final era de média duração. Começávamos bem a noite italiana.


Num segundo ato da noite viajamos a região do Piemonte e a irmã menos famosa da Nebbiolo, a Barbera D'Alba com o Pietro Rinaldi Bricco Cichetta Barbera D'Alba Superiore 2010. Este vinho é um varietal 100% Barbera D'Alba produzido pela Azienda Agrícola Pietro Rinaldi, com uvas provenientes de vinhedos localizados em Madonna di Como, na região de Alba, no Piemonte. Maturação de 70% do vinho em barricas novas de carvalho francês e de 30% em barricas de segundo uso durante 16 meses. Na taça coloração rubi de média intensidade com bom brilho e boa transparência. Aromas de frutos vermelhos, especiarias e ligeira lembrança mineral ao fundo da taça. Corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. E mantínhamos o alto nível da noite.


A terceira etapa da noite trouxe um vinho que, quando bem feito, é espetacular. Estávamos agora na região de Valpolicella e o vinho? Um Ripasso da Azienda Agricola Monte del Frá. O Monte del Frá Valpolicella Classico Superiore Ripasso 2009 é composto por um corte de Corvina Veronese (80%) e Rondinella (20%) e é feito pela técnica de ripasso, que consiste em o vinho obtido como Valpolicella passar por um tempo de contato com a borra de vinificação que sobra dos vinhos Amarone, obtendo assim mais estrutura, complexidade e aromas. Na taça o vinho apresentou uma cor violácea de grande intensidade, algum brilho e pouca transparência. No nariz, aromas de frutos frescos e de licor de frutas além de especiarias doces como canela e cravo da índia. Na boca um vinho encorpado, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato com uma leve doçura na entrada de boca. Final de longa duração. Estávamos subindo escada a cima, bebê!


O último e derradeiro capítulo da noite reservava uma grata surpresa. Voltaríamos a Toscana e provaríamos um vinho que é dos meus preferidos: o ColdiSole Brunello di Montalcino DOCG 2008, do grande grupo Lionello Marchesi. É um dos grandes vinhos tintos da Toscana e é parte da história destes, sendo o único - em termos de tradição e regulamentos - feito exclusivamente com uvas Sangiovese. Tem passagem de 36 meses em barricas de carvalho e mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça uma coloração rubi com tendência granada, algum brilho e alguma transparência. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias, couro e toques de baunilha. Na boca o vinho era corpulento, musculoso, taninos mastigáveis e uma acidez incrivelmente deliciosa. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa persistência. O ato final não poderia ser melhor.

E assim nos despedíamos de mais um grande encontro da Confraria Pane, Vinum Et Caseus onde pudemos além de conhecer vinhos novos, rever pessoas tão queridas e que já estávamos sentindo muitas saudades. E que venham as próximas reuniões.

Até o próximo!

Friday, October 25, 2013

Toscana: um guia rápido para seus principais vinhos

Eu sempre penso com muita saudade e carinho sobre minha lua de mel no último mês de Abril, quando fiz uma viagem incrível pela Itália, mais especificamente pela região da Toscana. A região é conhecida por sua gastronomia, por seus vinhos, artistas, herança cultural, sobrenomes italianos famosos das famílias que viveram ou ainda vivem na região e pelo visual deslumbrante. Pensando nisto e com base no que vi e experimentei de vinhos por lá, resolvi fazer um pequeno apanhado dos principais vinhos da região. E esta tradição vem de muito tempo atrás, provavelmente desde a época dos etruscos na região.


Não é de hoje que não exista uma refeição, seja almoço ou jantar, na Toscana que não tem como acompanhamento uma garrafa de vinho, conforme a tradição manda. Se você não está muito familiarizado com os vinhos da região, espero que este pequeno guia lhe ajude nos primeiros passos. O mais conhecido deles são os vinhos tintos de Chianti , o Brunello di Montalcino, o Nobile di Montepulciano, e os chamados Super Toscanos, conforme veremos abaixo:

Chianti Classico : A área entre Florença até Siena, toda coberta de vinhas e olivais, é uma das mais famosas regiões vitivinícolas do mundo. Embora feito a partir da uva Sangiovese local, vinhos Chianti podem variar muito de um para o outro. Alguns produtores adicionam frequentemente outras variedades de uva com a Sangiovese , enquanto outros preferem métodos mais tradicionais . Existem alguns nomes famosos , mas a melhor coisa a fazer é explorar a região e provar vinhos diretamente de pequenos produtores de vinho.

Brunello di Montalcino : a bela cidade montanhosa de Montalcino é famosa em todo o mundo pelo seu precioso vinho vermelho rubi. Foi durante a metade do século 19 que Clemente Santi começou a fazer experiências com o plantio de clones da Sangiovese na região. Hoj , depois de mais de um século de experimentações, é um dos vinhos mais famosos e caros da Itália. Definitivamente o vinho para ocasiões muito especiais!

Nobile di Montepulciano: Este vinho vem das vinhas cênicas em torno Montepulciano, cidade maravilhosa na colina localizada ao sudeste de Siena. É feito a partir de uvas Sangiovese, com Canaiolo como opcional, e outras variedades locais da província de Siena.

Vernaccia di San Gimignano: Apesar da Toscana produzir vinhos tintos, há alguns bons vinhos brancos, como de fato o Vernaccia di San Gimignano, o primeiro vinho a ganhar a denominação DOC em 1966.

Super Toscanos: Na década de 1960 algumas vinícolas decidiram experimentar usando castas internacionais, como Cabernet Sauvignon e Merlot. Estes vinhos, como o Bolgheri, Sassicaia e Ornellaia, não podem possuir denominação DOCG (denominação de origem controlada e garantida), como aliás, tem todos os vinhos descritos acima, mas classificação entre os vinhos mais requisitados e incrivelmente caros do mundo.

Vamos a Toscana? Conhecedor de vinhos ou não, eu recomendo a viagem!

Até o próximo!

Wednesday, May 22, 2013

Bonacchi Chianti Gentilesco DOCG 2011

Sábado passado bateu uma saudade danada da viagem pra Itália que fiz a pouco tempo, na ocasião de minha lua de mel, e resolvemos que seria a oportunidade para comermos uma pizza acompanhada de um dos tipos de vinho mais famosos da Itália. Não, essas primeiras linhas apesar de não serem verdadeiras também se encaixariam muito bem na situação. Acontece que sábado sai com minha esposa e minha enteada para comermos uma pizza e na hora de escolher o vinho, não tive dúvidas e optei por um vinho italiano para ser o fiel escudeiro da comida.


A Cantina Bonacchi colhe as uvas para este vinho e faz seu vinho em Montalbano, bem no coração da área demarcada como Chianti (não a clássica, diga-se de passagem). O vinho é um corte de Sangiovese (85%) e Canaiolo (15%), uvas permitidas pela legislação. Possui teor alcoólico de 12,5%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, com bastante brilho e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou extremamente frutado, como normalmente se apresentam os Chiantis. 

Na boca uma deliciosa acidez, corpo médio e taninos aveludados. Retrogosto confirma fruta pujante e tem um final de média duração.

Um bom vinho, que realmente me trouxe saudades da viagem e que me fez querer pensar em uma volta a Itália e a uma visita a região de Chianti, que desta vez ficou de fora do roteiro. Escortou com bravura uma pizza metade quatro queijos e metade calabresa coberta com mussarela e alecrim. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, October 17, 2012

Chianti Colli Senesi Cantina Del Cerro 2009

Fechando um domingo melancólico, que provavelmente iria abrir uma semana cheia e tensa pela frente, não poderia deixar de relaxar e tomar um vinho pra esquecer não é? E eis que me deparo com a falta de opções de onde me encontrava. Minha esperteza (na verdade, a falta de) fez com que eu não trouxesse uma garrafa de minha adega e tive que sair em busca de alguma coisa. Confesso que escolhi meio a olho, afinal, não tinha muito o que escolher e queria sair do óbvio sul americano. Vamos ver o que deu.


Este vinho é feito por uma espécie de cooperativa (Saiagricola, se entendi direito, no site deles) que dentre as várias propriedades, engloba a Fattoria Del Cerro, no coração das verdejantes colinas Toscanas. Dentre seus mais de 170 hectares de uvas plantadas, 20 se encontrem na denominação de origem Chianti Colli Senesi, uma variação menos famosa do Chianti e Chianti Clássico. Por legislação o vinho tem que ter na maior parte de sua constituição a uva Sangiovese, complementada por outras autorizadas. No caso deste vinho, 90% é Sangiovese e 10% é Canaiolo. O fermentado final passa ainda por cerca de 3 meses em barricas para afinamento e ligeiro envelhecimento, antes de ficar um tempo em garrafa e ser liberado ao mercado. A seguir, minha opinião sobre o vinho.

Na taça uma cor rubi violácea com ligeiros toques granada, bastante transparência e brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz aromas essencialmente de frutas vermelhas com toques herbáceos e terrosos. Fruta sobrepõe, entretanto.

Na boca um corpo leve, boa acidez e taninos finos e bem redondos. Retrogosto frutado num final de média duração. Ligeiro amargor final.

Um vinho simples, sem grandes pretensões e que melhorou sensivelmente quando combinado com um macarrão a bolonhesa, comprovando sua vocação gastronômica. Entretanto, entendo que o vinho por si só deve ter atrativos, o que não é exatamente o caso aqui. De qualquer maneira, ajudou a combater a solidão do final de domingo.

Até o próximo!

Monday, September 3, 2012

Ruffino Chianti 2010

Sabe um dia daqueles em que você chega em casa, cansado e um pouco incomodado com a semana que não fluiu legal, com fome e pensando em comer algo gostoso, não se importando com calorias e afins? Pois é, minha última quinta feira foi assim. E chegando em casa vi que tinha um pedaço de pizza ainda quente e não pensei duas vezes, decidi que iria come-lo. E eu queria um vinho para acompanha-lo, mas não iria abrir uma garrafa inteira e não tinha uma meia garrafa a mão. É nessas horas que se tem sorte de ter um mercado razoável perto de casa, que embora não tenha preços muito convidativos, pode fazer a diferença. E foi lá que eu encontrei este Chianti e como já tinha ouvido falar coisas boas a respeito, resolvi arriscar. E vocês vão conferir abaixo se valeu a pena.


Um pequena pausa para um pouco de história. Chianti, o mais famoso de todos os vinhos italianos, é produzido na região central da Itália, mais precisamente na Toscana, nas cercanias das cidades históricas de Florença e Siena. Os vinhedos de Chianti estão espalhados por toda a região, sendo que em 1932 foram definidas por lei sete zonas produtoras, dentro da apelação. São elas: Chianti Clássico, Colli Aretini, Colli Fiorentini, Colli Senesi, Colline Pisane, Montalbano e Rufina. Mesmo com a introdução das normas de DOC ( Denominazione di Origine Controlata) e DOCG (Denominazione di Origine Controlata e Garantita), estas subdivisões permaneceram inalteradas.

O Chianti tem um lugar especial no coração da vinícola Ruffino. Ele foi o primeiro vinho produzido por Ilario e Leopoldo Ruffino, os fundadores da empresa, e sempre foi referência de qualidade para toda a categoria de Chianti. Para muitos consumidores, Chianti Ruffino são duas palavras inseparáveis. O Ruffino, de fato, influenciou significativamente a percepção de quem gosta de um bom Chianti. Esses vinhos eram tradicionalmente famosos pela garrafa coberta de palha, mas que a partir de 1975 a Ruffino buscando uma nova imagem para os Chianti, substituiu essa tradicional garrafa por uma nova garrafa tipo "Florentina".

Voltando ao vinho, o mesmo é composto por 70% de uvas Sangiovese e o restante de uvas aprovadas no consórcio tais como Canaiolo e Colarino. O vinho passa por madeira, sem período ou tipo de madeira divulgados. Sem mais delongas, vamos a minhas impressões sobre o vinho.

Na taça o vinho apresentou uma cor rubi bonita, brilhante e com certa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, terra e notas florais. Todos aromas muito harmônicos e elegantes, com muita qualidade.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto trazendo de novo frutas e flores num final de média para longa duração.

Um vinho bacana, acompanhou bem a pizza e que eu pretendo revisitar para uma comparação, até por que o preço pago pela meia garrafa realmente era um pouco aquém do esperado. Mas eu recomendo!

Até o próximo!