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Thursday, March 12, 2015

República Missiones Reserva Tannat 2011: Surpresa da Campanha Gaúcha!

É interessante ver como os vinhos brasileiros tem evoluído nos últimos tempos e, mais ainda, como tem surgido pequenas vinícolas aqui e lá (de norte a sul do Brasil) e cada vez mais tem se discutido o papel do vinho e seu consumo na sociedade. E é sobre uma destas gratas surpresas que iremos falar hoje: República Missiones Reserva Tannat 2011.


O vinho é produzido pela República Missiones, uma pequena boutique de vinhos da região da Campanha Gaúcha (vizinha ao Uruguai) que elabora pequenas quantidades de vinhos, sucos e espumantes especiais, sendo que seus vinhos serão somente lançados em safras excepcionais. Por lá utilizam a melhor tecnologia na elaboração de seus vinhos, do mosto à barris de carvalho de primeiro uso e rolhas de cortiça, sempre buscando expressar o sabor do terroir do pampa gaúcho. A linha de vinhos República Missiones é uma homenagem aos Sete Povos das Missões, localizada na região missioneira , sendo o berço dos costumes e da colonização gaúcha, os vinhos tem lotes limitados e com o que tem de melhor do terroir do Rio Grande do Sul. Contam ainda com a consultoria do especialista em vinhos nacionas, Fernando S.Weber.

A região da Campanha, que recebeu seus primeiros vinhedos na década de 70 e expandiu-se ao final dos anos 90, situa-se no Paralelo 31 - o mesmo das melhores regiões produtoras de vinhos do mundo. Distingui-se pelo rigoroso inverno, luminosidade, amplitude térmica, solos privilegiados e poucas chuvas durante a maturação. A topografia de suaves coxilhas permite a mecanização da cultura e técnicas especiais de manejo do solo. Tudo isso favorece o amadurecimento pleno dos frutos, traduzindo-se em vinhos aromáticos, frutados, potentes e de boa graduação alcoólica natural. Características para um terroir perfeito nos harmoniosos e elegantes vinhos da Campanha Gaúcha. Além disso, todos os vinhedos da região são cultivados no sistema espaldeira, que permite a produção de uvas de qualidade superior. Atualmente, a região é considerada um pólo de produção de vinhos finos. (Fonte: Associação dos Vinhos da Campanha)

Sobre o República Missiones Reserva Tannat 2011, podemos acrescentar que é feito com 100% da variedade Tannat em Sant´Ana do Livramento, divisa do Brasil com Uruguai e que passa por 18 meses de maturação em barricas de carvalho Francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bastante coloridas tingiam também as paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros, tabaco e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio, acidez mediana e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho brasileiro, o qual eu não conhecia, e que difere um pouco do que esperamos quando falamos de Tannat pois era menos rústico, mais fácil de beber. De qualquer modo, o vinho era saboroso, sem pretensões e adequado ao momento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, January 14, 2014

Reserva dos Pampas Branco 2009: um brasuca surpreendente!

Confesso que quando estava comprando vinhos para repor parte de minha adega, estava procurando por vinhos de bom custo benefício e que fossem diferentes, por assim se dizer, e quando me deparei com a oportunidade de compra deste Reserva dos Pampas Branco 2009, a princípio não me animei muito. Depois de pesquisar um pouco e pensar a respeito, resolvi arriscar. E olha, foi uma surpresa e tanto.


Do site do próprio produtor tem uma descrição interessante sobre a vinícola e o local aonde a mesma se localiza: " A Vitivinícola Cordilheira de Santana, Adega Regional de Vinhos Finos, tem o privilégio de cultivar seus próprios vinhedos, localizados em Santana do Livramento, região reconhecidamente apropriada para o desenvolvimento de castas de uvas nobres. A produção dos vinhos reúne a profunda experiência de seus enólogos às mais modernas tecnologias de elaboração. A escolha da região de Santana do Livramento, ao sul do estado do Rio Grande do Sul, tem uma motivação técnica própria. Essa região fica localizada no paralelo 31º, o mesmo de regiões produtoras de vinhos na Argentina, África do Sul e Austrália, países que produzem vinhos de excelente qualidade". Além disso são listadas outras qualidades do local, como condições climáticas, tipo de solo, continentalidade e assim por diante, aspectos que fundamentalmente alteram para o bem, ou para o mal, a qualidade final dos vinhos.

O vinho em questão, o Reserva dos Pampas Branco 2009, é um corte de Sauvignon Blanc (80%) e Chardonnay (20%), onde as uvas são fermentadas juntas em tanques de aço inox para se obter um maior equilíbrio no mosto final. A priori não passa por barricas de carvalho para envelhecimento. Vamos então as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo brilhante com alguns reflexos verdeais, lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, toques herbáceos e um fundo floral. 

Na boca o vinho tinha corpo leve para médio e uma excelente acidez. Retrogosto confirma o olfato com bastante fruta cítrica, leve herbáceo e um toque picante. Final de média duração.

Um vinho bem bacana, que com seu preço pode ser um coringa para horas de calor, pratos mais leves e até para servir de aperitivo. Acompanhou frango grelhado e salada na primeira oportunidade e depois um filézinho de Saint Peter de forma tranquila. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, June 12, 2013

Sanduíche de pernil e Tannat brasileiro: deu samba!!!

Sabe quando temos aquela grande inspiração francesa de irmos a cozinha fazer um belo "restô d'onté"? Pois é, brincadeiras a parte, quando eu e minha esposa nos deparamos com as sobras do pernil do dia anterior, não tivemos dúvida: um belo sanduíche de pernil, com bastante cebola regadas a azeite cairia muito bem. E como eu sempre gosto de inventar e testar, queria ver se eu conseguia um bom casamento entre o sanduba e um vinho. Foi ai que de nossa adega saiu o Casa Venturini Tannat Reserva 2008. Vamos ver o que aconteceu?


Como já comentei diversas vezes sobre a Vinícola Góes & Venturini (produtora do vinho) aqui no blog, irei poupar vocês de mais uma vez discorrer sobre o assunto. O vinho é um varietal 100% Tannat com uvas colhidas em Santana do Livramento, na Campanha Gaúcha e passa por envelhecimento em barricas de carvalho francês, sem período explicitado, para afinamento e envelhecimento. 

Na taça o vinho apresenta uma bonita cor violáceo de grande intensidade, pouca transparência e brilho médio. Lágrimas finas, rápidas e coloridas tingiam também as paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas e escuras, toques de especiarias e lembrança de aromas animais (sem definir exatamente).

Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos secos, rústicos e marcantes mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas e especiarias em evidência marcando um final de média duração.

Um bom vinho, bem feito e sem defeitos que vale o valor pago (algo em torno de R$ 30,00). Eu recomendo a prova. E foi muito bem acompanhando nosso sanduba de pernil e cebola. Uma bela companhia para o final de noite do domingo.

Até o próximo!

Monday, March 5, 2012

Casa Venturini Le Bateleur 2008

Eu já devo ter comentado por aqui que gosto muito e até admiro a Vinícola Góes e Venturini, uma joint venture entre uma vinícola paulista e uma gaúcha, pois aos poucos, com produtos simples e de média gama, a empresa tem trazido alguns bons caldos pro mercado. E como tenho frequentado São Roque, no interior de Sampa, a um bom tempo (sede da Vinícola Góes), tenho tido contato com muitos de seus produtos. E é sobre um de seus produtos que eu vou falar aqui hoje.


O vinho de hoje é feito com uvas 100% Cabernet Sauvignon plantadas em Santana do Livramento (segundo consegui apurar), no Rio Grande do Sul e tem a intenção de ser um vinho de entrada da vinícola. Não tem passagem por madeira e tem grau alcoólico de 13%. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma cor violácea de média para grande intensidade, alguma transparência com lágrimas finas, levemente coloridas tingindo o corpo da taça.

No nariz o vinho apresentou frutas vermelhas, um herbáceo lembrando algo um pouco verde e algo meio adocicado que eu não consegui distinguir.

Na boca o vinho tinha um corpo leve, boa acidez, taninos bem discretos e um único detalhe que incomodou um pouco: tinha um certo amargor final. Nada porém que pudesse penalizar o vinho.

Um vinho correto, cumpre seu papel de ser um vinho de entrada e que, pode ser usado para fazer uma transição entre as pessoas que ainda gostam de vinhos "docinhos" para os vinhos finos. E é só.

Até o próximo.