Thursday, February 24, 2011

Shrek para Sempre

 A derradeira aventura do ogro Shrek. Esta é a principal premissa do filme cujo título está descrito acima. Esta quarta aventura do verdão mais querido do mundo dos desenhos animados trás de volta todos os personagens que consagraram a série ao longo de seus capítulos no cinema, e isto inclue o Gato de Botas, Burro, Fiona, Dragão, etc. E é claro que apresenta mais uma vez bom divertimento e uma história pra lá de instigante e que me fez pensar, ao contrário do que temos como idéia pré concebida de que desenhos animados são somente alguns minutos de diversão pra mulecada.

Shrek se vê as voltas com sua família e levando uma vida rotineira no pântano com todos deveres e obrigações inerentes a um chefe de família, tendo virado inclusive atração turística da região, afinal sua história é bem conhecida por todos do reino. Acontece que na véspera e durante o aniversário de seus filhos, o ogrão começa a questionar se a vida não era melhor e muito mais simples quando era apenas um ogro temido por todos e tinha todo o sossego do pântano a sua disposição. Será que toda mudança desde o salvamente do Fiona da torre valeu a pena? E é ai que aparece Rumpelstiltskin, um cara que ganha a vida enganando as pessoas com acordos mágicos que sempre tiram vantagem de quem os assinam. Quando a vida de Shrek cruza o caminho de Rumpelstiltskin é que tudo vai por água abaixo. Shrek acaba por assinar o acordo mágico achando que ganharia apenas um dia como os de antigamente. Mas nada é o que realmente parece e Shrek se vê as voltas com um mundo em que é como se ele nuca tivesse nascido . E este é o ponto de partida do nosso herói, em busca de desfazer a burrada que acabara de cometer.

Mas para mim o grande assunto do filme/desenho é a discussão de que até que ponto estamos satisfeitos com nossas vidas, nossas realizações a ponto de buscarmos novos ares, novos desafios? Até que ponto a pressão até mesmo da sociedade nos obriga a buscarmos sempre mais e mais e satisfazermos uma vida que nem sempre é aquela com que sonhamos? Desde a infância somos condicionados que sucesso profissional,pessoal é atrelado a formação/educação superior, aprendizado de linguas, escolha da carreira ainda na adolescência e por ai vai. Mas e se a satisfação pessoal estiver ligada a outras coisas, na simplicidade da vida?

Muitas vezes também a sociedade é preconceituosa a ponto de achar que você aos 30 anos, morando com seus pais e solteiro é quase que um sinônimo de fracasso pessoal e profissional, afinal de contas como ainda não possui sua própria casa, como ainda não se casou ou na maioria das vezes onde estão seus filhos? Tá certo que isso vem mudando um pouco com o tempo mas o Brasil como um país que vem envelhecendo esta é ainda uma característica que tende a perdurar por um tempo ainda em nossas raízes culturais.

Na verdade a minha opnião é um meio termo onde, a linha que divide fracasso e sucesso é muito tenue, e que cada sucesso/fracasso depende basicamente das metas que cada um põe pra si e isto não tem relação direta com idade e posses materiais. Particularmente eu sou mais ambicioso e busco sempre bem estar e satisfação pessoal. Mas pode ser que em determinadas situações o simples seja a maneira mais simples de se atingir isto.

Desculpem se mudei totalmente o foco do post mas, entendo que os assuntos se entrelaçaram de maneira quase instantânea. Qual a opnião de você, caro leitor?

Quanto ao  filme, ele é muito bacana e entrega muita aventura satisfazendo os fãs do ogrinho. Muita aventura até que finalmente o gran finale se levante na tela. Como fã da série e do personagem, sinto que ficarei órfão de uma boa franquia dos cinemas, mas levarei comigo as aventuras e caretas inerentes do verdão. A boa notícia é que ao que parece nascerá uma aventura solo derivada da série com o personagem Gato de Botas.

E que venha tal aventura solo!

Monday, February 21, 2011

Chateau Piron 2004

Depois de um período afastado do blog mais um bom vinho degustado no final de semana. Desta vez um francês da região de Bordeaux, mais especificamente da AOC Montagne Saint-Emilion. Este um corte de 80% Merlot com 20% Cabernet. Mais um achado trazido até nós pela Cave Jado, excelente importadora de rótulos de pequenos produtores, garimpados nas diversas viagens das sócias a França.  Pelo que pude apudar sobre o vinho e produtor na internet, o vinho provém de vinhedos com idade média de 25 anos plantados em solo argiloso seguindo método de vinificação clássico com maceração de 4 semanas. O vinho passa por afinamento de 12 meses em barricas de 1º, 2º e 3º usos. Vamos as impressões.

Na taça apresentou cor bubi com bordas atijoladas já demonstrando certa evolução. Lágrimas ligeiramente mais grossas do que estou acostumado a ver,lentas e sem apresentar coloração. Tenho lido e estudado que o aspecto visual, apesar de nos passar algumas informações, não é assim tão importante e depende também de uma série de fatores, como a limpeza das taças por exemplo.  Mesmo assim coloco minhas impressões, para reforçar alguns conceitos e aprender, sempre!

No nariz o vinho começou um pouco fechado, apresentando notas de frutas vermelhas bem maduras, em compota/geléia eu diria. Com o tempo se abriu também um toque herbáceo lembrando mato, árvore, não sei ao certo. Completou o bouquet um toque animal que me lembrou muito couro sobre leve fundo tostado.
No palato apresentou corpo leve, média persistência, trazendo de novo notas de frutas bem maduras e um pouco de tostado. Taninos presentes, bem marcantes mas de muita qualidade, bem integrados com a acidez na medida e álcool imperceptível (12,5%).

Vinho elegante, bem diferente dos provindos do novo mundo, mais discreto e que vai se revelando aos poucos. Meu erro foi não te-lo decantado com a devida antecedência para aproveitar melhor seus aromas. Mas mesmo assim uma boa pedida pra se iniciar nos vinhos do velho mundo.

Saúde!

Tuesday, February 15, 2011

Cartagena Pinot Noir 2007

Este chileno alvo do post de hoje é produzido pela famosa vinícola chilena Casa Marin na Provincia de San Antonio, com vinhedos muitos próximos ao oceano pacífico. A vinícola foi fundada em 2000 (uma jovem vinícola) por Maria Luz Marin, cujo obtivo principal era o de prover inovação e tecnologia aos vinhos do Chile. Não a toa a vinícola se tornou uma das mais premiadas no Chile. Segundo os próprios produtores descrevem em seu site, a linha Cartagena tem como premissa a produção de vinhos elegantes e sofisticados, complexos aromaticamente harmonicamente com o auxílio de madeira francesa e americana. Como não existem maiores detalhes sobre colheita e/ou elaboração, vamos as impressões.

Na taça apresentou uma coloração rubi escuro com leve halo granada. Lágrimas em abundância, lentas e de leve cor violácea.

No nariz o vinho se mostrou complexo, abrindo com frutado maduro em primeiro plano, especiarias mais ao fundo (pimenta branca), leve mentolado junto com aromas de cacau e tostado. Eu diria que é bem interessante!

Já no palato o vinho confirmou o nariz trazendo de volta muita fruta, cacau e tostado com leves notas de menta. Corpo de média intensidade, acidez muito boa e taninos finos e redondos. O única porém é que o vinho se apresentou um pouco “quente” , o que foi arrefecendo um pouco durante a degustação mas não por completo. Também pudera, o vinho tem 15% de álcool. Persistência média longa, com um leve dulçor.

Mas um belo vinho trazido até nós pela Vinea, e que mesmo não sendo o vinho top da vinícola já diz a que veio. Foi muito bem com um peixe assado recheado com farofa e risoto de funghi. Eu recomendo altamente, mesmo tendo bebido pouco desta uva, com certeza este foi um dos que mais impressionou, se não foi o melhor. 

Saúde!

Monday, February 14, 2011

O adeus de um ídolo

Antes de mais nada eu sei que este post irá provocar diversas reações, positivas e negativas, mas eu não consigo me manter isento. Embargado numa emoção muito forte, tristeza mesmo, eu tento de alguma maneira neste momento acompanhar um pouco sobre o final de uma era no futebol brasileiro: a aposentadoria de Ronaldo, eterno fenômeno do futebol brasileiro. Corinthiano ou não, a questão é que como fanático por futebol cresci vendo Ronaldo jogando e tive o privilégio de dizer que um dia ele vestiu a camisa do meu time, com seus altos e baixos. Gols históricos, títulos, muita história em pouco mais de dois anos. Lendo trechos de sua entrevista (não consegui assistir e ainda não existe um video completo da mesma na net) sinto um mix de emoções . Talvez duas delcarações em especial me deixaram muito tocado: a de que o jogador sofre de hipotiroidismo a quase 4 anos e a de que nunca viveu tão intensamente a relação com um clube e sua torcida como no Corínthians.

Sobre sua história, pouco eu teria a acrescentar dentre um turbilhão de notas/notícias relacionadas ao fenômeno na midia de um modo geral. Mas em poucas linhas podemos dizer que Ronaldo é o maior artilheiro em Copas do Mundo, conseguiu ser amado por torcidas rivais em vários países, tem títulos por todos os clubes que defendeu, escolhido o melhor do mundo em três oportunidades são apenas alguns de seus feitos. Mas também tem o lado trágico da história com sua extensa lista de contusões graves que de certa maneira ajudaram a encurtar sua carreira, entre elas as “famosas” contusões no joelho com imagens que comoveram o mundo esportivo na época em que aconteceram. 

Mas a história mesmo que eu quero apenas agradecer é aquela que ele desenvolveu no Corínthians, lutando pra jogar, marcando gols inesquecíveis, conquistando títulos e como sempre honrando a camisa que vestia. A emoção de ve-lo em campo desde a sua estréia no clássico contra o Palmeiras é indescritivel. A cada arrancada, a cada gol, a cada adversário superado era algo mágico e impenssável até pouco tempo atrás mas era verdadeiro: Ronaldo fenômeno jogou seu último lampejo de carreira no maior time do Brasil. E eu pude ve-lo ao vivo, no campo, tive a oportunidade de vibrar com seus gols e torcer muito por suas inúmeras recuperações. Mais do que isso eu queria dizer que eu pude ve-lo ser o maior artilheiro em copas, eu pude ve-lo fazer fila nos zagueiros  holandeses/espanhóis/italianos e brasileiros enquanto esteve em campo. Mesmo pesado e fora de forma, decorrência de sua doença somente hoje revelada, Ronaldo fez o que muitos achavam impossível: ganhou na corrida de muitos zagueiros e volantes em sua volta ao Brasil e fez gols antológicos, como por exemplo a cavadinha em cima de Fábio Costa em plena Vila Belmiro. Mas a partir de hoje isto não existirá, por um bom motivo, mas a tristeza que invade nossos corações corinthianos é imensa. Ficará um imenso vazio que eu não sei se um dia será preenchido de novo. Ficará a saudade. Ficará a tristeza.

Obrigado Ronaldo por ter feito mais esta pessoa que escreve esta singela homenagem feliz e agora descanse e aproveite sua vida pois você merece!  Valeu!!!!

#PRASEMPREFENOMENO

Viña San Esteban Classic Merlot 2008

Sábado costumeiramente é dia de uma boa pizza lá em casa e eu estava louco pra tomar um vinhozinho junto e acabei escolhendo este Merlot para a tarefa de escoltar a pizza. Este vinho eu comprei em uma promoçãp na Vinea, que aliás além de ter uma ótima política de preços, sempre tem boas promoções e degustações interessantes aos sábados. Vale a visita.

A vinícola San Esteban está localizada na parte central do Chile, próxima a cidade de Los Andes, na borda oriental do Vale do Aconcágua. Os vinhedos se distribuem ao longo do Rio Aconcágua e aos pés dos Andes, onde uma amplitude térmica de dias ensolarados e noites com um ventinho gelado criam condições muito interessante para maturação das uvas. O vinho é elaborado 100% com uvas Merlot e não passa por envelhecimento em madeira, sendo que a intensão da vinícola é de que se obtenha a expressão mais pura das frutas empregadas na produção do vinho. Vamos as minhas impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea intensa, brilhante e forte. Lágrimas finas, abundantes, incolores e bem rapidinhas fechavam o conjunto visual. 

No nariz um vinho franco e simples, com aromas de frutas frescas (morango/cereja) e um fundo de especiarias (pimenta). Direto ao ponto.

No palato o vinho apresentou corpo de leve para médio, bom extrato com lembrança das frutas vermelhas frescas mais uma vez a tona, taninos finos mas presentes quase com leve dulçor ao final. Álcool imperceptível (13,5%) , estando em harmonia com os outros integrantes do vinho. Me parece apenas que se o vinho tivesse um pouco mais de acidez o conjunto funcionaria um pouco melhor, mas mesmo assuim acompanhou bem a pizza e não comprometeu o resultado final.

Boa aposta e pelo preço pago na ocasião eu diria que é um excelente custo benefício para uma despretenciosa pizza em casa ou até mesmo pra beber sozinho, como aperitivo pra jogar conversa fora.

Saúde!