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Tuesday, June 27, 2017

Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014

No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.


Já sobre o Fontanafredda Dolcetto D'Alba 2014, podemos afirmar que é um vinho feito com 100% de uvas Dolcetto das regiões de Alba, Treiso, La Morra and Neive  com envelhecimento de 3 meses em tanques de inox antes de ser engarrafado e posteriormente liberado ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, toques florais e algo que lembrava folhas/floresta.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um vinho de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, April 27, 2015

ITBR Importadora e seus belos vinhos italianos no #Encontrodevinhos!

Ainda tentando compartilhar com vocês tudo de interessante que eu vi e degustei na última semana, recheada de eventos como a Expovinis e o Encontro de Vinhos Off em Sampa, volto por aqui pra falar de uns vinhos italianos que eu não conhecia e que são trazidos pela ITBR Importadora e são eles: um Barbera D'Asti, um Dolcetto D'Alba e um Nebbiolo produzidos pela Azienda Agricola Cascina Carlot.


Nos primeiros anos do século XX em Coazzolo, um lugar encantador, localizado entre Monferrato e Langhe (no Piemonte), imersos em uma paisagem maravilhosa, interpretação digna de um grande artista, um bom pai, Mario Mo, fundou com seus filhos uma pequena fazenda: a Azienda Agrícola Cascina Carlot. Localizada em Coazzolo d'Asti, a Azienda Agrícola Cascina Carlot abrange cerca de 7 hectares, com duas sedes cujas caves estão equipadas com as mais modernas ferramentas de vinificação.

Já sobre a ITBR Importadora, podemos ver que é uma empresa nacional cujo foco principal é a culinária e viticultura italianos, onde os produtores são escolhidos com muito rigor, com uma regra básica: produção em baixa escala, com tradição e história que mereça ser conhecida e compartilhada. e me parece que acertaram em cheio com estes vinhos que trouxeram pro Brasil e apresentaram no último Encontro de Vinhos. Vamos falar sobre eles?

O primeiro vinho provado foi o Dolcetto D’Alba DOC, um vinho produzido 100% com uvas Dolcetto sem envelhecimento em carvalho, só alguns meses em aço inox e garrafa antes de ser liberado ao mercado. Um vinho leve, fácil de beber essencialmente frutado (frutas vermelhas), com acidez pujante e taninos fininhos. Me parece que vem para ser um coringa, acompanhando uma comida descompromissada do dia a dia ou mesmo um bom papo.

Partimos então para o Barbera D'Asti DOCG, um vinho também 100% com uvas Barbera que também não tem passagem por madeira, somente tanques e garrafa por até um ano, antes de ser liberado ao mercado. Um pouco mais complexo, este vinho apresentou aromas de frutos silvestres, toques florais e terrosos. Na boca é bem macio e com uma acidez salivante. Imaginei uma massa com molho vermelho acompanhando este vinho. Outra boa opção para o dia a dia.

Por último provamos o Langhe Nebbiolo DOC, um vinho 100% Nebbiolo com uvas mais maduras que os outros vinhos, pelo amadurecimento tardio das mesmas nas vinhas, porém sem passagem por madeira também, só afinamento em tanques e em garrafa. De cor já com tendência granada, o vinho abriu com um intenso floral, frutos secos e algo de terroso. Na boca é tânico, marcado, encorpado, mas também muito saboroso e longo. Este vinho já pede uma carne de caça ou mesmo um risoto mais cremoso.

Ah, como é bom conhecer novos produtores e novos importadores que mais do que trazer vinhos, escolhem a dedo os produtos que mostram pro mercado e que agradam em cheio. Se ainda não provou estes vinhos, tenho certeza de que você deverá procura-los pois valerá a pena. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, June 20, 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Uma tarde italiana

Domingo passado foi dia para mais um encontro da confraria, que se utilizando das dependências do prédio do confrade Luiz, criou mais um dia daqueles em que nada mais importa, apenas o prazer e a companhia de pessoas agradáveis. O tema deste encontro foi Itália, tanto na comida como nos vinhos, e a organização e preparação dos quitutes a cargo do Luiz. E ele se superou!


Fomos recebidos no salão do prédio com uma entrada composta de pão italiano fatiado e uma bela caponata composta de berinjela, azeitonas bem graúdas, uvas passas e muito azeite. Estávamos começando bem, eu diria. O confrade John, como bom americano nos apresentou um belo exemplar de seu país, e discutimos um pouco sobre o mesmo. Como o assunto era Itália, talvez eu fale sobre este em outro post.

A medida que o tempo passava, mais e mais confrades chegavam. E a confraria começou a disponibilizar então os vinhos da tarde. O primeiro deles é um IGT Toscano, o Dogajolo 2009, chamado também de um baby super toscano pelo próprio produtor (Carpineto), um vinho feito com até 70% de Sangiovese e um mix de Cabernet Sauvignon e outras uvas tintas de até 30% (esta proporção pode variar de safra para safra) sendo que os vinhos são vinificados separadamente e depois feito o blend e envelhecidos em carvalho já na proporção final. Um vinho de corpo médio, acidez na medida, taninos finos e pouco presentes, extremamente frutado com toques de baunilha e especiarias. Agrada embora simples, mas nada mais do que isso.

Era chegada a hora do prato principal, e olha, não estávamos pra brincadeira. O confrade Luiz havia preparado um belo fuzili ao molho de calabresa especial! A massa se encontrava al dente e o molho com aquela picância característica da calabresa criando um casamento muito interessante. Para este prato a confraria apresentara dois vinhos, e sem maiores delongas, vamos a eles. O primeiro era um Dolceto D'Alba Arsigà 2008 da Batasiolo, um gigante player italiano. Este vinho é feito com uvas 100% Dolceto de 4 vinhedos na região de Alba e de Arsigà, criando um vinho único. Termina a fermentação em carvalho e passa por 4 a 5 meses em garrafa antes de ser comercializado. Mais encorpado do que comumente os Dolcetos os são, este vinho possuía aromas de frutos escuros com toques de baunilha,com taninos finos e domados mas com uma acidez deliciosamente refrescante, fazendo um casamento perfeito com o prato principal; o segundo vinho era um Barbaresco Batasiolo, o famoso vinho primo dos Barolos lá do Piemonte. Este vinho feito de uvas Nebbiolo, é envelhecido por um ano em carvalho antes de passar um ano em garrafa para ser então liberado para o mercado. Um vinho já com traços evoluídos, aromas de frutos secos com alguma coisa floral. Bom corpo, acidez e taninos presentes em quantidade perfeita, enfim, um belo vinho. Infelizmente porém, não foi o mais feliz com a comida apresentada.

Chegávamos então na hora da sobremesa e a esposa do nosso confrade, a Débora não queria deixar por menos e caprichou no doce: camada de pão de ló, frutas cristalizadas e uma camada de chocolate amargo por cima para dar o toque final. E assim terminávamos mais um encontro de forma deliciosa aguardando com ansiedade a próxima reunião.

Até o próximo!

Monday, March 12, 2012

Degustando Itália na Vinea - Parte Final

Bom, conforme eu havia comentado no post anterior, além de uma degustação muito interessante na loja de Alphaville da importadora Vinea, resolvemos que ficaríamos e experimentaríamos o almoço do Restaurante Vinea, opção gastronômica que fora inaugurada a pouco tempo e que conta com grandes chefes sejam estes consultores ou residentes. Como eu havia também iniciado a contar, o local possui ainda um Wine Bar, que fica dividido do restaurante por um jardim muito bonito e uma varanda, que segundo a consultora presente no momento da degustação, ainda é possível acompanhar música ao vivo e curtir noites quentes ao ar livre.

O menu do almoço é composto geralmente de duas opções de entrada, três opções de pratos principais e duas opções de sobremesa para quem opta pelo menu completo, ou pode-se ainda combinar entrada+prato principal ou prato principal+sobremesa. Eu depois de muito pensar, acabei optando pela opção entrada+prato principal. No sábado, as opções de entrada são salada verde com lascas de bacalhau, grão de bico e damasco ou salada verde com tomate cereja e lascas de parmesão. Quem me conhece sabe que apesar de fraquejar por queijo, não resisti ao bacalhau e acabei ficando com esta opção. A salada estava deliciosa e a mistura do damasco com o bacalhau fez com que aquele gosto mais forte que normalmente o bacalhau apresenta ficasse um pouco mascarado, deixando a combinação ainda mais agradável. Já para o prato principal a escolha foi um pouco mais difícil, pois das 3 opções, duas me faziam brilhar os olhos: risoto de shitake com costelinha de porco ao molho de vinho branco e escalope de mignon ao molho poivre-vert com gratin de batatas. Existia ainda a opção de bobó de camarão com arroz branco. Depois de queimar um pouco os neurônios, a opção escolhida foi a do risoto de shitake, delicioso, no ponto sem se tornar enjoativo ou forçar no gosto do cogumelo e a costelinha de porco que estava divinamente macia, soltando do osso com extrema facilidade e derretendo na boca, com gordura na medida certa. E não é que no final todos fomos com as mesmas opções?

Era necessário portanto um vinho para acompanhar esta esbórnia gastronômica, e a decisão pairou sobre um italiano (vejam só que coincidência) : Dolcetto D'Alba Valfieri 2009, um vinho intenso, médio corpo, fresco e bem frutado, que acompanhou bem a refeição no geral. Uma escolha que veio a calhar com o tema da degustação anterior.

Para fechar o dia, um cafézinho nespresso e muita conversa enquanto uma pesada chuva caia na cidade.

Para quem ainda não conhece o Restaurante Vinea, fica a dica. Vela a pena uma refeição por lá.

Até o próximo!

Friday, December 30, 2011

Gourmeo & Prestíssimo: a redenção!

Vocês que acompanham meu blog sabem que algum tempo atrás eu não tive uma experiência muito agradável com o site de reservas de restaurantes, e consequentes descontos nos mesmos, Gourmeo (relembre aqui). Pois algumas pessoas vieram me perguntar ultimamente o que havia acontecido depois daquilo pois até o CEO da empresa para o Brasil havia entrado no circuito e as pessoas tinham interesse em ouvir as soluções que aconteceram para o problema. Propositalmente eu havia deixado o assunto de lado (até um pouco mais do que eu havia previsto inicialmente) para que eu pudesse ter a chance de testar o serviço novamente e falar de uma vez sobre tudo que havia acontecido deste então. E só consegui finalizar esta minha vontade ontem.

Falando ainda sobre o episódio em que eu havia tido problemas com o serviço, assim que o CEO da Gourmeo entrou em contato, tanto eletrônico como por telefone, foi feita toda uma investigação sobre o assunto junto ao restaurante escolhido na época e constatou-se que a reserva havia sido passada para o restaurante e que havia acontecido uma falha individual, do garçom que havia nos atendido no dia e que talvez não estivesse muito familiarizado com o sistema ainda. Depois disso até o pessoal do restaurante na pessoa do seu sócio e também da pessoa que gerencia as hostess também entraram em contato comigo, explicaram toda a situação e se colocaram a disposição para contornar o problema em uma próxima visita minha ao local. Para finalizar a empresa Gourmeo ainda me enviou de presente uma caixa de bombons em mais um pedido de desculpas e como uma maneira de amenizar os problemas acontecidos. Ponto mais do que positivo para ambos, o Gourmeo e o restaurante (Café Journal). Mas ainda faltava o principal, que era testar o serviço mais uma vez e comprovar se este realmente funcionava.


Eu resolvi que gostaria de sair pra comer uma pizza no dia de ontem e talvez fosse a chance de utilizar o serviço do Gourmeo antes do final do ano e mostrar para vocês leitores, enfim,  qual teria sido o resultado deste novo teste. Pesquisei um pouco no site deles quais seriam as pizzarias disponíveis e optei pela Prestíssimo, dado que já tinha ouvido boas referências sobre a mesma. A Prestíssimo é uma pizzaria tradicional e que se encontra na Al. Joaquim Eugênio de Lima há mais de 25 anos. Os sobrados os quais compõe a casa mantiveram o aspecto e arquitetura de antigamente, preservando a memória do bairro.

Era chegada a hora da verdade. Feita a reserva, me dirigi ao local no horário combinado. Chegando lá, fui recepcionado pela hostess que informada da minha reserva, procurou em seu livro de reservas e, suspense, sim a reserva estava lá. O início tinha sido conforme o esperado. Fizemos então os nossos pedidos. A pizza era uma meio a meio Peruggia (uma dos carros chefe da casa, com peito de peru, milho e catupiry salpicado com muzzarela) e Peruana (atum, muzzarela, alcaparras). A pizza era de massa média e muito bem recheada. A Peruggia realmente era campeã de sabor, com o peito de peru e o catupiry em evidência. Já a Peruana trazia no atum o seu brilho, mas as alcaparras quebravam um pouco o sabor do peixe, deixando a pizza ainda mais saborosa. Para acompanhar pedi um vinho italiano, um Dolceto D´Alba da Tenuta Carretta, vinho bem feito, com uma acidez muito gostosa, taninos finos, bons aromas e retrogosto remetendo a frutas vermelhas como morango e cereja e algo leve de floral ao fundo. O vinho foi muito bem com a pizza. 


Para finalizar, um belo Petit Gateau, bolinho muito cremoso e duas bolas de sorvete com calda de chocolate e com uma bela calda de maracujá meio azedinha, que enfeita pra quebrar todo o doce do prato, uma delicia! Talvez o melhor petit gateau que eu já tenha experimentado. Era a hora do teste final e eu solicitei a conta. Quando a mesma chegou em minha mesa, a surpresa: o desconto de 30% não estava lá. Como já sabiamos que o objetivo da noite além de comer uma boa pizza era testar o serviço, perguntei ao garçom se era possível verificar se havia alguma erro e este prontamente o fez. Quando retornou, a conta já estava corrigida e o desconto estava lá. Mais de 40 reais de diferença. Valeu a pena!


Pois é pessoal, talvez ainda faltem pequenos ajustes mas ao final o serviço funciona sim e eu recomendo. Além disso, a oportunidade de sair e comer diversos tipos de cozinhas diferentes, experimentando restaurantes de alto nível em Sampa também se torna um atrativo a mais. E é claro que parabenizo todo o esforço da equipe Gourmeo pelos esforços em atrair e manter uma base de clientes.

Aproveito também este post para desejar uma excelente virada de ano a todos os leitores deixando os votos de que o ano vindouro, 2012, seja muito melhor do que este que passou (pra mim o ano foi excelente). E fica também o pedido para que continuem acompanhando e criticando meu trabalho aqui no blog, para que juntos possamos sempre trocar idéias e discutir sobre este mundo enogastronômico que tanto gostamos!

Até o ano que vem!