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Friday, November 21, 2014

Ferrari-Carano Dry Creek Zinfandel 2010: vinhaço na taça!

As vezes cometemos certas loucuras e em noites ordinárias abrimos vinhos que talvez merecessem uma ocasião que pedisse um algo a mais. Mas como o ditado sempre disse:"A vida é curta demais para bebermos vinhos ruins", eu pratico o desapego. Um por que eu sei que minha esposa merece sempre provar o melhor e dois, eu não sou colecionador nem nada. Tenho uma ou outra garrafa guardada pensando em ocasiões especiais mas de resto, vamos bebendo à vida! Eu falei tudo isso e me enrolei, como de costume por aqui, só pra introduzir a ocasião em que o Ferrari-Carano Dry Creek Zinfandel 2010 saiu da adega e foi parar na nossa mesa.


A Ferrari-Carrano possui quase vinte vinhedos em cinco apelações distintas do Estados Unidos: Alexander Valley em Sonoma (conhecido por produzir excepcionais Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah); Anderson Valley em Mendocino (reconhecido pelos Pinot Noirs); Dry Creek Valley em Sonoma (Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc); e Carneros entre Napa e Sonoma. É uma das últimas vinícolas de grande porte que ainda não foi adquirida por um dos conglomerados de marcas famosas. Há duas sedes, uma que produz vinhos tintos em Alexander Valley e outra que produz os brancos em Dry Creek Valley. Esta última é lar da Ferrari-Carano e é conhecida como Villa Fiore Wine Shop & Tasting Room, ou simplesmente de Estate Winery, sendo construída em 1981. Todos os vinhos Ferrari-Carano são vinificadas e mantidos em lotes separados até o momento do engarrafamento.


Agora falemos mais um pouco sobre a estrela do post, o Ferrari-Carano Dry Creek Zinfandel 2010. Apesar de ser um varietal Zinfandel, sua composição é a seguinte: 87% Zinfandel, 9% Petite Sirah e 4% Carignan. Lotes individuais foram transferidos para barris, em seguida, misturados e envelhecidos em barris de carvalho francês, americano e húngaro por 16 meses antes de ser engarrafado e depois por mais 12 meses em garrafa antes do lançamento ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade, pouca transparência e um bom brilho. Lágrimas mais gordas e mais lentas porém muito coloridas.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha, chocolate e leve toque especiado. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos macios e redondos e uma acidez gostosa. Retrogosto confirmou o olfato e o final é de longa duração.

Mais um ótimo vinho americano da uva Zinfandel que provamos por aqui, comprovando nossa paixão por estes exemplares. Confirmou toda expectativa. Foi acompanhado de um fondue de carne ao vinho. Excelente!

Até o próximo!

Friday, December 6, 2013

Pedroncelli Mother Clone Zinfandel 2009

Certo dia estava lendo o blog do jornalista (e amigo) Beto Duarte quando vi um vídeo por ele postado referente a uma pesquisa sobre o mercado de vinhos no Brasil e as oportunidades que nele existem. Uma frase me chamou a atenção pois é como eu penso e tenho agido nos ultimos tempos: o vinho não deve ser encarado como uma bebida de comemoração, para dias especiais e coisas do gênero mas sim como uma bebida para o dia a dia, sem maiores complicações. Apesar disso o consumidor brasileiro ainda compra vinhos basicamente para ocasiões ditas especiais. Eu falei tudo isso só pra exemplificar o por que de lá em casa sempre tomarmos bons vinhos, não importando o motivo. E o vinho da vez foi este Pedroncelli Mother Clone Zinfandel 2009.

Vista primaveril da vinícola, retirada do próprio site do produtor.

A Vinícola Predoncelli está localizada no Dry Creek Valley, no condado de Sonoma, na Califórnia tendo sido fundada em 1927 quando os primeiros vinhedos foram plantados. Passou pelos tempos difíceis da Lei Seca americana alcançando bom crescimento na década de 60 e posteriormente experimentando o boom vinícola na região nos anos de 80. Atualmente conta com a 4a geração da família no comando e direção da vinícola. 


O vinho em destaque, Pedroncelli Mother Clone Zinfandel 2009, apesar de ser tratado como um varietal, possui em sua produção cerca de 8% de Petit Syrah. O interessante no entanto, vem do nome do vinho "Mother Clone". E a história é que fora descoberta na propriedade vinhas de Zinfandel com mais de 100 anos e da onde todos os outros clones derivam, explicando o por que do nome. Passa ainda por envelhecimento de 12 meses em barricas de carvalho americano. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com pouca transparência. Ligeiro halo granada. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também complementam o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros e vermelhos em compota, pimenta e toques de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez até acima da média para um Zinfandel e taninos macios e redondos. Retrogosto apimentado confirma o olfato. Final de média para longa duração.

Mais um bom vinho apresentado pela Smart Buy Wines e seu clube de vinhos. Fez a alegria de mais uma noite em nosso lar. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, August 1, 2012

Pedroncelli Three Vineyards Cabernet Sauvignon 2009

Finalizando os posts dos vinhos degustados neste final de semana, falaremos agora de mais um belo exemplar americano, digno da fama que os vinhos feitos com a uva Cabernet Sauvignon tem por lá. Este é mais um vinho que me foi apresentado pelo clube de vinhos da SmartBuyWines, o qual já devo ter falado por aqui outras vezes. 


A vinícola Pedroncelli está localizada em Dry Creek Valley, no condado de Sonoma (nos EUA) e pertence a família de nome que dá origem a mesma, Pedroncelli, desde meados dos anos 20. A propriedade e a plantação, como de costume na região, se iniciou com o plantio de vinhedos de uvas Zinfandel. Depois porém houve a expansão e outras variedades foram adicionadas ao portfólio da vinícola. Como o próprio nome do vinho sugere, uvas de três vinhedos foram utilizadas neste blend, a saber: Cabernet Sauvignon (78%), Cabernet Franc (15%) e Merlot (7%). A parcela de Cabernet Sauvignon passa ainda por envelhecimento em carvalho americano (70%) e francês (30%) por 12 meses. Para finalizar, possui 14,3% de grau alcoólico. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade e pouca transparência, com lágrimas finas, coloridas e ligeiramente lentas tingindo as paredes da taça.

No nariz o vinho se mostrou bem aromático, com frutas vermelhas em destaque num primeiro plano, seguidos de pimenta e toques de madeira. Depois de um tempo, pude sentir também um pouco de baunilha. De qualquer maneira os aromas estavam bem integrados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos presentes, marcados porém de excelente qualidade. Retrogosto lembrando frutas vermelhas e chocolate. Final de média duração.

Mais um grande vinho, acompanhou com grandeza um belo medalhão de filet mignon com risoto de palmito.  Custou cerca de R$ 90,00 e valeu cada centavo. Eu recomendo!

Até o próximo!

Sunday, July 1, 2012

Hobo Dry Creek Zinfandel 2008

Chegou o final de semana e com ele aquela vontade de provar bons vinhos. E tudo conspira a favor, afinal o clima estava bacana (nem quente nem frio), uma pizza gostosa pra acompanhar e por ai vai. Foi então que resolvi escolher este vinho do título deste post para curtir todo este cenário.


Oriundo da AVA Dry Creek, em Sonoma County na Califórnia (EUA), este exemplar é o que podemos chamar de típico em relação aos vinhos deste varietal na região. Aliás, Dry Creek é considerado o berço e melhor local para cultivo desta uva nos EUA, sendo que sua origem ainda é um tanto quanto nebulosa: seria este varietal um primo distante da uva italiano Primitivo, ou parente direto da uva croata Crljenak Kastelanski ou ainda todas seriam parte da mesma família? Dúvidas a parte o que vale dizer é que a Zinfandel acabou por virar uma das uvas símbolo dos vinhos americanos e tem conquistado fãs ao redor do mundo, como é o meu caso também. Complementando o corte, neste vinho, temos ainda uma parcela de 10% de Petit Syrah. Além disso o vinho passa 9 meses em barricas (40% novas) e tem graduação alcoólica de 14,7%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor violácea bem viva e brilhante, quase sem transparência. Lágrimas finas, abundantes e sem cor completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras bem maduras, especiarias, alguma coisa de fumaça, chocolate e leve tostado no fundo de taça. Entretanto, diferentemente do que eu esperava, todos aromas eram bem integrados e elegantes, com nenhum deles com mais força e se sobressaindo aos outros. Interessante!

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez presente e na medida certa e taninos marcados porém redondos e bem macios, prontos para beber. Outro ponto positivo para este vinho é que, diferentemente de outros exemplares por ai, a acidez se faz presente e não deixa o vinho mole, enjoativo. Retrogosto marcado por frutas maduras e toques apimentados e tostados. Final de média duração.

Outro grande vinho disponibilizado pelo Smart Buy Wines Club por R$ 108,00 e que vale o quanto custa! Foi uma delícia com a pizza ou mesmo sozinho. Eu recomendo!

Até o próximo!

Wednesday, March 21, 2012

Pezzi King Vineyards Zinfandel 2009

E lá vamos nós com mais um exemplar americano oriundo das degustações promovidas pelo Beto Duarte. Desta vez um vinho feito com a casta Zinfandel, considerada como a uva símbolo norte-americana que embora não seja originária do país, encontrou por lá boas condições de se desenvolver gerando vinhos muito intensos, carnudos e normalmente muito potentes. E este não fugiu muito a regra, como iremos ver a seguir.

Sobre o vinho, o que eu pude especular um pouco é que ele é feito na região de Dry Creek Valley, no Condado de Sonoma, considerada a melhor região norte americana para a a criação deste varietal seja por sua diversidade de climas e solos ou ainda pelas altitudes em que alguns vinhedos estão plantados com a influência da costa criam condições consideradas excelentes para o amadurecimentos das uvas Zinfandel. Ao que me parece possui pequenas parcelas de Syrah e Cabernet Sauvignon para contrastar um pouco com a doçura gerada pela Zinfandel. Estagia em barricas de carvalho francês, 20% dos quais de primeiro uso. Sem mais delongas, vamos as impressões.


Na taça uma bonita cor violácea  intensa, brilhante e de pouca transparência era combinada a lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas que escorriam pelas paredes da mesma.

No nariz o vinho mostrou uma boa complexidade e agradou desde o início, com aromas de frutas vermelhas, especiarias, chocolate e leves toques florais e mentolados. Um buque aromático e tanto, que confesso, me encantou.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez um pouco baixa (considero normal e comumente encontrada em vinhos desta varietal) mas que não chegava a deixar o vinho sem graça e enjoativo, taninos finos e macios porém presentes e os incríveis 15,8% não se fizeram sentir em nenhum momento. Um final de média duração trazia as lembranças acentuadas do chocolate e frutas em abundância.

Mais um excelente vinho degustado por este que vos fala e que realmente me encantou. Eu recomendo principalmente para aqueles que gostam de vinhos potentes, com muita fruta e bom corpo. Não sei sinceramente qual a faixa de preço, mas se puderem, conheçam e não irão se arrepender.

Até o próximo!