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Tuesday, June 20, 2017

Champagne Aubry Brut Premier Cru

O Champagne de hoje é feito pelos irmãos Pierre e Philippe Aubry, em uma área de cinco hectares compostos por mais de sessenta parcelas. Esta gama de solos, exposições, diferentes variedades de uvas, permite que os dois irmãos perpetuem o estilo que o nome Aubry ajudou a criar. O interessante destes irmãos é que usam todas as uvas permitidas em Champagne para elaborar seus espumantes e não se prendem somente as 3 principais.


Falando especificamente do Champagne Aubry Brut Premier Cru, podemos dizer que o mesmo é feito a partir de 45% de uvas Pinot Meunier, 25% de Pinot Noir, 25% de Chardonnay e 5% das variedades antigas Arbanne, Petit Meslier e Fromenteau. Fica de 18 a 24 meses em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e muito límpido com execelente formação de perlage, borbulhas bem pequenas e extremamente persistentes. Era "barulhenta" como dizem alguns. 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, florais, minerais e de panificação. Como de se esperar, boa complexidade em um Champagne como esse.

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, com muita elegância. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Este Champagne foi um baita achado na época em que comprei, um excelente custo benefício e que comprova toda sua qualidade e complexidade quando degustamos. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Thursday, January 12, 2017

Champagne Nicolas Feuillatte Brut

O Centro Vinícola - Champagne Nicolas Feuillatte é uma instalação de produção excepcional, dedicada à qualidade, que nasceu em 1970 da aliança de paixão e força, a partir da inspiração visionária de apenas um punhado de produtores de uva e que hoje une mais de 5.000 viticultores. O Centro Vinícola - Champagne Nicolas Feuillatte é a maior união cooperativa em Champagne. O seu modelo econômico, social e ambiental baseia-se principalmente na solidariedade, na qualidade e na inovação. O modelo cooperativo também é uma ótima oportunidade para criar um excelente Champagne, essencialmente, como resultado da excepcional oferta de uva que abrange 2.250 hectares de vinhas.


Sobre o Champagne Nicolas Feuillatte Brut, podemos ainda acrescentar que é feito a partir de um blend das uvas consideradas clássicas de Champagne, a saber: Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay. O Champagne é envelhecido por pelo menos 2 anos nas adegas da empresa, em contato com as leveduras, mesmo que a exigência de envelhecimento mínimo legal é de apenas 15 meses. Vamos então as impressões?

Na taça o Champagne apresentou coloração amarelo dourado brilhante e bem límpido. Formação de uma perlage consistente, intensa em forma de uma espuma cremosa. 

No nariz o Champagne apresentou aromas frutas cítricas, frutos tropicais, mel, flores brancas, panificação e uma leve lembrança mineral ao fundo.

Na boca o Champagne é extremamente cremoso, fresco e frutado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito saboroso.

Apesar de ser um Champagne considerado de entrada, é muito didático pois demonstra claramente todas as características esperadas em um Champagne de peso além é claro do custo benefício inegável quando falamos de mercado brasileiro. Se tiver a oportunidade, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 15, 2016

Virando o ano com Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut!

E foi assim que mais um ano se passou e cá estamos em 2016. O final de ano foi bem complicado, com muitos desafios no lado profissional. Mas, conseguimos sobreviver e agora, com certo atraso venho falar do espumante com o qual brindamos a virada do ano de 2015 para 2016. E olha que foi dia de Champagne, bebe! Passamos muito bem com o Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut.


Este Champagne, como o próprio nome já denuncia, é produzido pela Maison Georges Lacombe, cuja história se confunde com a do próprio fundador, Georges Lacombe. Foi no final de sua adolescência, quando criou e passou a editar a revista “O Eclético” (tradução livre do francês), que ele começou a se apaixonar por vinho. Casou-se e, então, voltou às terras de sua família, nas proximidades de Cahors, onde começou a cultivar algumas vinhas. Mas foi chegar à Champagne somente depois do casamento de sua filha, em 1989, com um enólogo da prestigiada região de espumantes. O pequeno vinhedo que comprou foi se estendendo e, hoje, depois de conquistar tamanha reputação, já soma 12 hectares, a maioria localizada no Vale do Marne.

Sobre o Champagne Lacombe Grande Cuvée Brut, podemos ainda acrescentar que é um corte a partir das 3 uvas comumente usadas em Champagne: Pinot noir (35%), Pinot Meunier (30%) e Chardonnay (35%). É utilizado 75% de vinho base do ano de colheita do engarrafamento mais 25% de vinhos base considerados "reservas" de safras anteriores. Passa de 24 a 36 meses em contato com as leveduras, na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o Champagne apresentou uma bonita coloração dourada brilhante e límpida. Boa formação de uma fina perlage, bastante persistente e "barulhenta". 

No nariz o Champagne apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, pão, floral e algo de manteiga. 

Na boca o Champagne se mostrou muito cremoso e fresco, muito equilibrado. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

A cada dia que passa e com o aumento da "litragem" com relação aos Champagnes, posso dizer que me torno mais e mais fã desta bebida. Este foi provado no dia primeiro de janeiro, pós virada de ano e arrebentou na mesa. Se você é também fã desta bebida, não deixe de provar este. Eu recomendo.

Até o próximo!

Saturday, May 16, 2015

Champagne Lanson e Cantu Importadora: Dupla de peso!

Na última semana tivemos o Cantu Day etapa de São Paulo, um evento da Cantu Importadora que apesar de primariamente focado no trade, apresentou também para imprensa e formadores de opinião o lançamento de grandes nomes que passam a compor seu catálogo, como os rótulos da King Estate e Sutter Home, além do tradicional champagne francês Lanson, foco do nosso post de hoje.

O Champagne Lanson é uma casa de localizada em Reims. Desde 2006 é de propriedade do grupo Lanson-BCC, liderada por Bruno Paillard. A Lanson foi fundada em 1760 pelo magistrado François Delamotte. Ele foi sucedido por seu filho, Nicholas-Louis, em 1798 e formou uma parceria com Jean-Baptiste Lanson, que, em 1837, deu à empresa o nome de Lanson et Cie. A empresa nasceu focada, como ainda é hoje, na exportação de champanhe para mercados estrangeiros. Até o final do século 19, a Lanson fornecia champanhe por nomeação real para os tribunais do Reino Unido, Suécia e Espanha. A Lanson continua a ser um fornecedor de champanhe para a família real britânica e apresenta o brasão de armas de Elizabeth II em suas garrafas. Algumas curiosidades: usa na maioria de seus champagnes um maior proporção de Pinot Noir e Chardonnay pois entende que é o estilo mais puro de fazer tais vinhos espumantes, fazem a vinificação sem a fermentação malolática no intuito de manter o frescor da fruto em seus vinhos base e utiliza períodos de envelhecimento maiores do que os comumente aplicados por lá no intuito de obter vinhos mais prontos e com maior refino. 

No evento foram apresentados dois rótulos aos que estiveram presentes: Black Label Brut e Brut Rosé. Mas, tem sempre um mas! Alguns poucos privilegiados tiveram acesso a uma degustação especial que mostrou também um rótulo mais top deles, o Extra Age Brut. Vamos ver o que cada um deles mostrou ?

Falando primeiro do Champagne Lanson Black Label Brut, que é um champagne elaborado com Chardonnay (35%), Pinot Noir (50%) e Pinot Meunier (15%), ficando 3 anos em contato com as leveduras pós segunda fermentação, antes do disgorgement. Apresentou coloração amarelo palha, brilhante, límpida e com perlage de pequeno pra médio tamanho e bastante duradouro. No nariz apresentou aromas típicos de frutos cítricos tais como abacaxi, mel, floral e algo de panificação. Um champagne muito fresco e cremoso em boca, que deixa sempre um gostinho de quero mais.


Em seguida provamos o Champagne Lanson Brut Rosé, este elaborado com 32% Chardonnay, 53% Pinot Noir e 15% Pinot Meunier também ficando 3 anos em contato com as leveduras. Este apresentou um conita cor salmão claro, límpida e brilhante. Formação de uma fina perlage, constante e duradoura. No nariz apresentou aromas de frutos vermelhos como morango e cereja e toques de panificação. Em boca tem bom frescor e é mais leve que seu antecessor. De qualquer forma é de muita qualidade e muito saboroso.


Como não poderia deixar de ser, o gran finale ficou por conta do Champagne Lanson Extra Age Brut. Este champagne é um blend especial para celebrar o 250º aniversário da Lanson onde o enólogo Jean-Paul Gandon selecionou as melhores safras disponíveis na casa combinando as melhores uvas de Champagne (Grands Crus e Premiers Crus) para elabora-lo. Este champagne também passa por um período "extra" de envelhecimento (pelo menos 5 anos). Na taça uma cor amarelo palha com tendência dourada, brilhante e límpido. Formação muito abundante de pequenas borbulhas que duram muito tempo. No nariz aromas de frutos tropicais e secos, mel, tostado, panificação. Na boca é muito cremoso e mantém acidez ainda viva, refrescante e deliciosa. 

Belos vinhos, ótimas companhias e claro, não poderia deixar de citar a condução da degustação especial a cargo do sommelier Manuel Luz, o qual dispensa apresentações. E tem muito mais a vir por aqui, fiquem conosco.

Até o próximo!

Wednesday, January 14, 2015

Champagne Montaudon Brut: Energia positiva no ano que se inicia!

Revirando meus alfarrábios percebi que ainda tenho bastante coisa bacana pra falar por aqui e, mesmo não sendo o primeiro na lista, resolvi falar hoje de um vinho espumante que eu gostei muito e que foi degustado ainda durante o período das festas (como muitos que ainda estão em minhas notas). Estou falando do Champagne Montaudon Brut.


A Maison Montaudon foi fundada em 1891 por Louis Auguste, e é uma tradicional casa de Champagne com fama e reconhecimento internacional. Desde dezembro de 2008, a empresa pertence à Moët Hennessy, do grupo LVMH, responsável por mais de 25% de todas as vendas e exportações dos vinhos desta famosa região francesa. Sua história tem início em Epernay, mas atualmente está localizada na região de Reims, onde mais de 45 hectares de vinhas estão plantadas.Embora as instalações sejam históricas, o processo de produção conta com o melhor da tecnologia disponível no setor de vinificação.

O Champagne Montaudon Brut é feito com o corte típico da região de Champagne: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier sendo ainda que 20% do vinho base envelhece por vários meses em barricas de carvalho. Tem por volta de 12% de graduação alcoólica. Vamos as impressões?

Na taça o champagne apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e um perlage persistente e abundante de pequeninas borbulhas.

No nariz o champagne apresentou aromas de frutas cítricas e de polpa branca, toques florais, mel e panificação.

Na boca o champagne se mostrou muito fresco e cremoso, mas ainda assim leve. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. Boa formação de espuma também.

A cada dia que passa e com o aumento da "litragem" com relação aos champagnes, posso dizer que me torno mais e mais fã desta bebida. Este foi provado no dia primeiro de janeiro, pós virada de ano e arrebentou na mesa. Se você é também fã desta bebida, não deixe de provar este que está no mercado nacional por um super preço abaixo dos 100 dinheiros. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 12, 2015

Vinhos, picnic, vinhedos & amigos: Quer harmonização melhor?

Se tem algo que eu não fazia a muito tempo era um picnic. E o mais engraçado disso tudo é que, quando éramos mais novos, talvez não déssemos tanta importância para determinadas coisas, como um picnic. Eu sempre fui muito agitado e desde pequeno, não gostava de ficar muito tempo parado e tal. E um picnic nem era uma das minhas atividades preferidas por este motivo. Mas com o passar do tempo, percebemos que há coisas que precisam de tempo, de calmaria, enfim, estar em meio a natureza, com amigos, boas comidas e claro, muitos vinhos, é sempre gostoso. E foi isso que fizemos este final de semana, na Vinícola Bella Quinta, em São Roque, no interior paulista.


O dia se desenhava azul, ensolarado e quente. Os amigos chegavam. O local era verde, colorido e a relva estava até meio úmida. Ao estendermos as toalhas e alinharmos em colorido todos os "comes e bebes", a tarde já mostrava que seria especial. O tema da tarde seria vinhos brancos e comidinhas. Como o blog é de vinhos, vou comentar um pouco sobre os vinhos degustados por lá. Espero que se deliciem e capturem a essência do lugar, assim como nós fizemos.


Para abrirmos os trabalhos e fazermos o primeiro brinde de 2015, nada poderia ser mais emblemático que um Champagne. E o escolhido para tal foi o Champagne Aubry Brut Premier Cru, feita pelos irmãos Pierre e Philippe Aubry em uma área de cinco hectares compostos por mais de sessenta parcelas. Esta gama de solos, exposições, diferentes variedades de uvas, permite que os dois irmãos perpetuem o estilo que o nome Aubry ajudou a criar. O interessante destes irmãos é que usam todas as uvas permitidas em Champagne para elaborar seus espumantes e não se prendem somente as 3 principais. No caso desta especificamente 45% Pinot Meunier, 25% Pinot Noir, 25% Chardonnay e 5% das variedades antigas Arbanne, Petit Meslier e Fromenteau. Fica de 18 a 24 meses em contato com as leveduras. Todo esse esmero gera um champagne de coloração amarelo com reflexos dourados, boa formação de perlage, com borbulhas bem pequenas e persistentes. Era "barulhenta"! Aromas cítricos, de frutos tropicais, florais, minerais e de panificação faziam parte do olfato. Em boca é cremosa, fresca e confirma toda complexidade. A lembrança fica muito tempo na boca. E esse era só o começo.


Para continuarmos em alto nível passamos ao espumante Domno .Nero Blanc de Blancs, do grupo Famiglia Valduga, que co-investe neste projeto com uma nova empresa, a Domno do Brasil. Este é um espumante nacional 100% Chardonnay feito pelo método charmat. Apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, perlage persistente e bem delicado. Aromas de abacaxi e frutas tropicais. Na boca é fresco, refrescante e com boa formação de espuma. Confirma o olfato e o final é de média duração.


Depois era hora de começarmos com curiosidades, com o Nomad Pinot Grigio 2012, diretamente da Romênia, produzido por Domeniile Sahateni, vinícola romena de propriedade de Aurelia Visinescu (enóloga). Falei mais sobre ela e a vinícola aqui. Um varietal 100% Pinot Grigio. Coloração palha clara, com reflexos verdes, brilhante e de boa transparência. Aromas discretos de frutos tropicais. Corpo leve, acidez na medida. Retrogosto confirma o olfato. Final curto e discreto.


Continuamos a agradável tarde em companhia do vinho americano Cline Viognier North Coast 2012 da Cline Cellars, uma vinícola fundada inicialmente em Oakley na California que depois teve sua sede levada para Carneros, no Sonoma. Aqui um 100% Viognier. Cor amarelo dourado com toques meio rosados, bastante brilho e ótima transparência. Aromas de fruta tropicais (abacaxi e pêssego), frutas cítricas e toques florais. Me lembrou um pouco de lichia também. Corpo médio, boa untuosidade e acidez moderada. Retrogosto confirma o olfato num final de longa duração.


Nos aproximávamos do final do nosso encontro, mas ainda tínhamos um vinho para degustar. O escolhido para fechar com chave de ouro nosso dia foi o Sibaris Undurraga Reserva Especial Chardonnay 2012. A Viña Undurraga foi fundada em 1885 sendo que a primeira colheita se deu em 1891. Dai pra frente, só alcançou o sucesso, sendo inclusive a primeira vinícola chilena a exportar para o exigente mercado americano em 1903. Possui vinhedos espalhados nas melhores zonas vinícolas do Chile e são dedicadas exclusivamente ao cultivo e produção de vinhos. A linha de vinhos Sibaris se dá em homenagem a cidade homônima, reconhecida na antiguidade pelo refinamento de seus habitantes que gostavam de luxo e do prazer dos sentidos. É um vinho 100% Chardonnay com uvas provenientes do vinhedo chamado Fundo de Santa Ana no Vale do Maipo, fermentado e maturado por 9 meses em barricas de carvalho francês. Sua coloração se mostrou de um amarelo com tendências douradas, bom brilho e muita limpidez. Nos aromas encontramos frutas como abacaxi e pêssego, com toques de mel, baunilha e algo que lembrava fósforo. Na boca é um vinho untuoso, fresco e que encanta. O retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.


Depois de algum papo, muitos bons vinhos, reencontros, era hora de nos despedirmos com a vontade de que encontros como este aconteçam cada vez mais e sejam frequentes no ano que se inicia, mesmo com as agendas cheias de todos nós.

Até o próximo!

Tuesday, June 10, 2014

Champagne Gosset Excellence Brut: Harmonizando amizades!

A amizade pode ter diversos significados, mas entre eles, alguns se destacam: sentimento de amigo, afeto que liga as pessoas, reciprocidade de afeto e amor. Esse sentimento e essa relação social criam oportunidades ideais para juntarmos as pessoas que nos fazem bem e celebrarmos a vida em qualquer ocasião, não importando o que acontece ao redor. E foi em uma destas oportunidades que juntamos os amigos e degustamos o Champagne Gosset Excellence Brut, e em tamanho família, aliás 3 litros de pura alegria.


A Maison Gosset Champagne é a mais antiga e tradicional casa de Champagne, mantendo seu know how desde 1584. Por mais de quatro séculos, um grande cuidado foi tomado para preservar este know-how da família na confecção de seus vinhos de Champagne. Em 1584, Pierre Gosset, vereador de Ay e viticultor, fazia vinhos tranquilos, principalmente tintos, com as uvas colhidas de suas próprias vinhas. Naqueles dias, dois vinhos disputavam um lugar de destaque na mesa dos reis da França: o vinho de Ay e, a partir de várias centenas de léguas mais ao sul, os vinhos de Beaune. Ambos eram feitos das mesmas variedades de uva: Pinot Noir e Chardonnay. Em seguida, no século 18, os vinhos feitos em Ay e no seu entorno começou a borbulhar. Hoje, os vinhos da Maison Gosset ainda são apresentados na garrafa antiga, idêntica a utilizada desde o século 18. Em 1994, a casa foi vendida ao grupo Renaud-Cointreau (propriedade familiar e também os proprietários de Cognac Frapin). Sob a nova gestão, a Gosset conseguiu aumentar a sua produção para um milhão de garrafas em 2005. A maison é agora liderada por Jean-Pierre Cointreau e exporta 65% de sua produção para mais de 70 países. Em 2009, enquanto se preparava para celebrar o 425o aniversário de Gosset, Jean-Pierre Cointreau tomou a decisão de comprar novas instalações em Epernay: 2 hectares de parque com construções que datam do século 19, mais 1,7 km de caves com uma capacidade de armazenamento de 2, 5 milhões de garrafas e uma cuverie de 26.000 hectolitros. Este novo domínio é uma casa perfeita para a imagem e a reputação da Maison Gosset. Parte da produção ainda está em Ay que permanece sede da Gosset.


Falando um pouco mais sobre o Champagne Gosset Excellence Brut, o mesmo é feito a partir das uvas Chardonnay (36 %), Pinot Noir (45 %) e Pinot Meunier (19%). Pelo que pude apurar, o vinho base amadureceu por pelo menos dois anos em barricas. Não consegui identificar no entanto o período em que o vinho fica em contato com as leveduras na garrafa. Enfim, vamos as impressões.

Na taça o champagne apresentou uma coloração amarelo dourada límpida e brilhante. Borbulhas em abundância, de tamanho bem pequenino e com muita persistência. 

No nariz o champagne mostrou aromas de frutos tropicais e cítricos, como pêssego, maçã verde e abacaxi. Notas de panificação também podem ser notadas. 

Na boca o champagne se apresentou cremoso, encorpado e com uma acidez viva e gulosa. Retrogosto confirma o olfato. O final é de longa duração, muito refrescante.

Agradecer aos amigos e a oportunidade de degustar essa maravilha seria o mínimo. Impressionante o tamanho da garrafa. Torcer e sonhar com outras reuniões como esta é o que me resta. E levantar as mãos para os céus e pedir que as amizades durem para sempre!

Até o próximo!

Tuesday, May 7, 2013

Champagne Laurent-Perrier Brut

Ainda sem ter organizado minhas idéias da viagem a Itália, muito pela falta de tempo e pela preguiça que venho enfrentando nos últimos tempos, e mais uma vez venho pedir desculpas aos leitores mais usuais aqui do blog. Mas enquanto isso resgato um post que ficou perdido um tempo comigo e que só agora resolvi coloca-lo no ar. Em mais uma das várias comemorações que fiz na época do meu casamento e aniversário (por que afinal, o importante é comemorar) tomei este champagne e não postei minhas impressões, o que ocorre agora com este post.


A Laurent Perrier é uma casa tradicional na região de Champagne na França e já passou por algumas reinvenções ao longo de sua história, desde sua fundação em 1812. O que eles mesmos dizem por lá é que houve um renascimento da casa depois da segunda grande guerra, quando um dos herdeiros da propriedade na época começa a se interessar pelo negócio e aprender técnicas de vinificação, passando então a gerir o negócio. É ai então que a marca começa sua expansão para outros lugares no mundo, chegando hoje a marca de ser exportada para mais de 140 países ao redor do globo.

Sobre esta garrafa em especial, o que podemos dizer sobre ela é que é feita com 50% de uvas Chardonnay, 35% de uvas Pinot Noir e 15% de uvas Pinot Meunier, a primeira fermentação acontece em tanques de aço inox (a segunda é em garrafa, de acordo com o processo permitido na região) e que passa por 3 anos de envelhecimento em garrafa antes de ser liberada para o mercado (mesmo que apenas 18 meses sejam necessários por legislação). Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdeais, extremamente límpida e brilhante. Bolhas pequenas, constantes e que formam um belo colchão na parte superior da taça formam também o conjunto visual.

No nariz o vinho apresenta aromas de frutas cítricas e brancas, lembrança de panificação e fundo com toques florais. Muita suavidade e frescor.

Na boca o champagne apresentou um acidez incrível e deliciosamente refrescante, corpo médio e borbulhas persistentes. Retrogosto que confirma o olfato e final de longa duração.

Mais uma comemoração em grande estilo, mais um grande vinho provado e aprovado. E assim vamos seguindo, por que a vida é feita pra celebrar.

Até o próximo!

Saturday, December 29, 2012

Champagne, Natal & pessoas queridas: combinação perfeita!

Champagne Moët & Chandon Impérial Brut


O natal é uma época do ano que eu gosto muito, e explico o por que. Primeiro por que como o próprio significado da data quer dizer, é horar de nascimento, de esperança renovada, enfim, de fazer crescer na gente uma nova motivação pra tudo. Gosto também por que é uma época em que podemos refletir sobre tudo o que fizemos ao longo do ano que se findou. E é claro, amo a oportunidade de podermos nos reunir com as pessoas que queremos bem, como pais, noiva, etc. E nada melhor do que comemorar isto tudo com um bom champagne. E o escolhido deste ano foi o Champagne Moët & Chandon Impérial Brut.

Falar sobre champagne muitas vezes é chover no molhado e ainda por cima de uma casa como a Moët & Chandon, que já tem seu nome escrito na produção de champagnes e na história francesa. Por isso, não irei me prender muito a falar sobre métodos de produção, a casa em si ou sobre outras amenidades. Tentarei ser mais direto. Esta champagne tem o corte clássico das três uvas permitidas na região: Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay nas proporções de 30 a 40% da primeira, 30 a 40% da segunda e 20 a 30% da última. Por ser uma champagne brut, tem quase nenhum açúcar residual. Vamos as impressões.

No taça o champagne apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos levemente dourados, uma perlage consistente e com bolhas bem pequeninas e em abundância.

No nariz o vinho abriu com aqueles aromas típicos de panificação/fermentação (brioche/fermento), frutas cítricas e leve toque floral. Com o tempo em taça nuances minerais também podiam ser notadas.

Na boca o champagne era extremamente fresco (muita acidez) e as borbulhas formavam um colchão no interior da boca. Trazia muita fruta cítrica, muita mineralidade e os toques de panificação também no paladar. Final de longa duração.

O que posso eu dizer mais sobre este vinho? Simplesmente um deleite a cada gole da taça. Cumpriu fielmente seu propósito de celebrar e de acompanhar ainda uma refeição a base de bacalhau. Eu recomendo.

Até o próximo!!

Wednesday, November 7, 2012

Champagne Vollereaux Brut & Winebar: Eu conferi!

Este que vos fala se sente muito honrado em dizer que ontem teve a oportunidade de participar do Winebar realizado com as Champagnes Vollereaux tendo recebido uma garrafa da Champagne Vollereaux Brut, cortesia da importadora Chez France. E não poderia deixar de, em primeiro lugar, agradecer a oportunidade. Como no começo desta semana já comentei sobre o Winebar e seu funcionamento, hoje irei apenas me ater a comentar sobre minhas percepções sobre a champagne em si.


Sobre a importadora, retirada de seu próprio site: "É uma empresa franco-brasileira cuja estratégia baseia-se na divulgação e comercialização de produtos e serviços franceses no Brasil que estejam associados ao conceito de "Art de Vivre". A Chez France é uma empresa web (portal), baseada no comércio eletrônico e redes sociais, que irá ofertar um conjunto de soluções (comunicação, vendas, logística, comércio exterior, administrativo/financeiro/tributário) para que as empresas francesas ligadas ao conceito "Art de Vivre" tenham um ambiente diferenciado para ofertar e comercializar os seus produtos e serviços no mercado brasileiro".

Contando um pouco também sobre o produtor, retirado também do site da importadora: "Nascido em uma família de viticultores, instalada em Pierry et Moussy desde 1805, foi após a 1ª Grande Guerra que Victor Vollereaux decidiu produzir, ele próprio, o seu champagne. Ele fez o seu primeiro engarrafamento em 1923 e propôs a sua produção ao seu círculo de amigos e conhecidos. Essa operação se renovou de ano em ano. Pouco a pouco, ele constituiu seu estoque e uma clientela fiel que são a base da futura S.A. Vollereaux. A evolução será contínua, graças ao trabalho de todos, de geração em geração: Victor, Paul-Jules, Paul, Jean-Marc, Pierre. Atualmente, a S.A. Vollereaux é dirigida por Pierre Vollereaux e ainda persiste a mesma cooperação entre os filhos no que se refere à organização e ao funcionamento da empresa familiar, para confirmar e, sem dúvida, aperfeiçoar a conquista de seus predecessores".

Agora nos voltamos para o vinho, um champagne que pode ser considerado um clássico, feito com 1/3 de cada tipo de uva (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay) e também um blend de vinhos dos anos 2005, 2006 e 2007 (sendo o último seu maior constituinte) sendo ainda que passa por 3 anos de contato com as leveduras e amadurecendo. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo dourada, brilhante e bem límpida. De perlage extremamente persistente, podia-se até ouvir a explosão de suas bolhas em determinados momentos, formando uma leve "colcha" no topo da taça.

No nariz abriu com aromas leves de fermentação/panificação logo alternando para frutas cítricas. Muito fragrante.

Na boca mostrou acidez marcante, um mousse delicioso formando um colchão de ar, e muita fruta cítrica também no paladar. De final longo e persistente, mostrou muito frescor.

É um champagne muito leve, fácil de beber e de extremo frescor. Eu me arrisco a dizer que tem muita relação com o paladar do brasileiro comum (e eu me incluo nesta faixa) e que se encaixa plenamente no clima quente do verão que se aproxima. Confesso que havia degustado o champagne dias antes por motivos diversos e que o mesmo serviu também para comemorar alguns novos horizontes que se abrem em minha vida. E só deixou o gostinho de quero mais. Além disso tem um ótimo posicionamento de preços proposto pelo importador, o que coloca este champagne como um belo custo benefício! Eu recomendo que provem. Meus agradecimentos finais aos organizadores do Winebar e a importadora Chez France pela oportunidade!

Até o próximo!