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Monday, February 17, 2020

Winterlicious: Cibo Wine Bar, o que Toronto tem de melhor na culinária italiana.

A cidade de Toronto, em parceria com uma série de restaurantes e bares locais, criou a alguns anos uma espécie de festival gastronômico chamado Winterlicious (um mix de Winter com Delicious, ou inverno com delicioso), com o intuito de promover estes estabelecimentos e gerar uma oportunidade única para que as pessoas tenham acesso a restaurantes e pratos que normalmente não teriam. Tudo isso por que o festival tem menus com entrada, prato principal e sobremesa a preços fixos, que variam entre almoço e jantar. Assim, você não precisaria se preocupar com a conta uma vez que você já saberia o quanto iria pagar, e este valor é bem mais acessível do que o dia a dia nestes restaurantes. O valores giram em torno de 23 a 33 dólares no almoço (depende do nível do restaurante, assim por se dizer) e 33 a 53 dólares no jantar. Quem aí lembrou do Restaurant Week ai no Brasil? Pois é, eu diria que esta é uma versão aprimorada pois os restaurantes que provei estavam simplesmente sensacionais. O único problema, e eu peço desculpas mais uma vez a vocês, é que meu timing ainda não está acertado 100% com o blog e meus afazeres, e o festival deste ano já acabou (foi de 31 de Janeiro a 13 de Fevereiro). Mas como temos o festival todo ano, a idéia é se programar para aproveitar ainda mais o ano que vem. Hoje vou falar do primeiro dos restaurantes que visitei, o Cibo Wine Bar.

Detalhe da cozinha aonde os pratos são preparados no fundo do salão

Elegância e sofisticação são a marca do local

Detalhes para a arrumação da mesa

O Cibo Wine Bar é um dos maiores e mais novos restaurantes italianos na área de Uptown Yonge Street. Criado pelo Liberty Entertainment Group, conta com um ambiente arrojado e bonito, numa mistura do chique industrial rústico com um quê do moderno vindo do velho mundo. Sua culinária é dita como inspirada no sul da Itália, sempre fresca e detalhe, é feita aos olhos do cliente em um enorme balcão aberto nos fundos do salão. Possui ainda uma premiada sala climatizada de vinhos com dois andares e muito muito vidro e sofisticação. Como dito anteriormente, os valores do almoço eram ligeiramente mais acessíveis e então, aproveitamos que tínhamos esta opção e assim foi feito.

O menu do Cibo para o Winterlicious era composto conforme as opções abaixo:

Cardápio do Winterlicious

De entrada, fomos unânimes e escolhemos a berinjela a parmegiana, e como estávamos certos! Apesar de frita, é claro, a berinjela estava bem sequinha e crocante, com a milanesa devidamente grudada e sem desmontar. O molho de tomate estava delicioso e o queijo parmesão adicionava o sal necessário além de mais uma camada de crocância a receita. Uma folha de manjericão completava o conjunto adicionando cor e claro, muito perfume. Vejam por vocês mesmos:


Já os pratos principais foram bem divididos mas igualmente saborosos: as escolhas variaram entre Linguine ao molho pesto e frango; Tagliatelle com cogumelos, presunto cortado em juliene ao molho de vinho branco e por fim, um belo Panini recheado com short rib braseado, cebola crocante, rúcula e gorgonzola. Difícil dizer qual era o melhor. As massas são frescas e feitas na hora, cozidas al dente de maneira genial com molhos igualmente sensacionais e o panini parecia explodir de tanto recheio, de uma carne que derretia na boca. Mais uma vez, trago imagens pornográficas abaixo. Fiquem com elas:

Tagliatelle com presunto e cogumelos

Panini de short rib

Não tinha como ficar melhor. Pensando bem, ainda restava a sobremesa. Meus amigos e amigas, o que posso dizer sobre isso? Entre um "quase" mousse de chocolate branco com framboesas e pistache, um creme brulée com amaretto e um semi-freddo de chocolate meio amargo, salted caramel e laranja fica difícil eleger um vencedor, certo? Todas sobremesas muito bem preparadas, sem estarem muito doces ou enjoativas e fechando um almoço com chave de ouro.

White chocolate Pistachio Budino
 
Amaretto Creme Brulée

Dark Chocolate Semi-Freddo

Mas como eu poderia me esquecer? Teve vinho sim para acompanhar todo este banquete. O escolhido do dia foi o Cantine Due Palme Primitivo de Salento. Um vinho macio, com muita fruta escura, baunilha, chocolate e alguma especiaria. Taninos integrados com uma boa muito macia e com um final longo. Foi uma boa escolha, acompanhou bem os pratos. Eu recomendo a prova.

Cantine Due Palme Primitivo de Salento

Em suma, um belo restaurante com um ótimo ambiente, e claro, comida sensacional. Conhecer lugares como esse em oportunidades únicas faz valer cada centavo. Eu recomendo a visita.

Até o próximo!

Monday, April 23, 2018

Monte Tessa Primitivo Di Manduria 2016

A Monte Tessa, produtora do vinho de hoje, é uma empresa única que sabe misturar o respeito pela tradição com a inovação, os métodos de processamento e a missão daqueles que, todos os dias, dão o melhor de si às suas terras. Uma empresa mergulhada em sua terra vermelha, de suor e fadiga, de paixão e trabalho. Um trabalho, o dos campos, que dá muitas satisfações, diretamente proporcional ao trabalho duro daqueles que, inabaláveis, de várias gerações trabalham ininterruptamente para trazer à sua mesa um delicioso e excelente vinho. Monte Tessa vem de uma tradição ancestral, um culto ao amor pela terra: Puglia, Itália, uma autêntica encruzilhada das culturas mediterrânicas. Monte Tessa vem de uma tradição ancestral, um culto ao amor pela terra: Puglia, uma autêntica encruzilhada das culturas mediterrânicas.


Sobre o Monte Tessa Primitivo Di Manduria 2016, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Primitivo da região de Salento-Manduria de vinhas com idades que variam de 15 a 40 anos. Após a fermentação, o vinho é colocado em barris de carvalho francês de tosta média onde a fermentação malolática ocorre e permanece por 6 meses para amdurecimento. Posteriormente, é engarrafado onde permanece por 4 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, baunilha, café expresso e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um Primitivo que provamos por aqui, um dos vinhos que mais gosto e que foi o fiel escudeiro de um belo corte de carne. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!


Thursday, August 17, 2017

Torcicoda Primitivo Salento 2015

Nomeada em função das antigas torres à beira-mar da região com vista para o Mar Adriático, a Tormaresca (produtora do vinho de hoje) acrescenta uma nova dimensão à paisagem vinícola de classe mundial da Itália. Na verdade, é o único produtor com vinhas em ambas as regiões vinícolas de elite da Puglia. A propriedade Bocca di Lupo está localizada dentro do Castel del Monte DOC, enquanto a propriedade Masseria Maìme está na área de Salento, o coração pulsante desta vibrante região vitivinícola. Tormaresca lidera o renascimento moderno da Puglia, combinando a vinificação clássica com as mais recentes técnicas vitivinícolas para criar vinhos excepcionais que estão à espera de serem descobertos. Todos os vinhos da Tormaresca são elaborados com 100% de frutas cultivadas por eles. Bocca di Lupo ocupa 250 acres de solo calcário a uma altitude de 800 pés acima do nível do mar em Murgia, perto do vulcão Vulture. Lá são cultivadas as variedades Chardonnay, Aglianico, Fiano, Moscato e Cabernet Sauvignon, produzindo vinhos com sabores frescos, vibrantes e elegantes. Os 625 hectares da propriedade de Masseria Maìme se estendem a meio quilômetro ao longo da costa do Adriático, proporcionando um ambiente ideal para o Negroamaro, Primitivo, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Fiano. Juntos, estas propriedades permitem que a Tormaresca cultive variedades nacionais e internacionais excepcionais no coração da Puglia.


Sobre o Torcicoda Primitivo Salento 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Primitivo da região de Salento, na Puglia. Tais uvas são colhidas ligeiramente sobremaduras e após a fermentação, o vinho passa por amadurecimento de 10 meses em barricas de carvalho francês e húngaro. Finalmente envelhece 8 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias com destaque para as doces como canela e cravo além de baunilha, chocolate e ligeiro tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos firmes mas muito redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

Thursday, September 8, 2016

Mandorla Primitivo Puglia IGT 2014

Em 05 de abril de 1991 nasceu a MGM Mondo del Vino, produtora do vinho de hoje, de um encontro entre os fundadores Alfeo Martini, Roger Gabb e Christoph Mack, enólogos e especialistas na indústria do vinho, com produtores de vinho de longa experiência em diferentes continentes. Desse encontro nasceu uma nova maneira de pensar, produzir e comercializar o vinho italiano de qualidade. Desde 2005 os fundadores venderam as ações da empresa de empresa, incentivando o espírito de participação no projeto da MGM Mondo del Vino. Hoje a produção MGM Mondo del Vino é comandada por enólogos e biólogos: uma equipe que cuida da vinificação, do refino, embalagem e controle de qualidade. Em 2013, a MGM Mondo del Vino entrou para o grupo Mondodelvino Group SpA. Atualmente produz cerca de 25 milhões de garrafas e de 4,5 milhões de bag in box, que exporta para mais de 55 países em todo o mundo. As uvas são selecionados através de acordos diretos com cooperativas de produtores e empresas privadas.


Já sobre o Mandorla Primitivo Puglia IGT 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas 100% Primitivo da região da Puglia, no Sul da Itália e ao que tudo indica, como não encontrei informações que contradigam a informação, não deve ter passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias dentre as quais destaco pimenta, canela e noz moscada, além de leve toque terroso. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho italiano que, a despeito da falta de interesse comum aos "especialistas" de vinhos, se mostrou com muita qualidade sem aquele dulçor tão falado nos vinhos feitos a partir desta casta. Eu recomendo a prova. Acompanhou bravamente uma massa recheada de ricota e salsinha com molho quatro queijos gratinado e um filé a milanesa da Osteria Generale. Aliás, precisamos conversar sobre este lugar. Um dia desses...

Até o próximo!

Thursday, August 11, 2016

Macchia Primitivo di Manduria 2012

Com a colheita de 1961, a Sociedade Cooperativa Cantine Lizzano foi criada, produzindo o vinho das primeiras uvas deixadas por 111 parceiros, pioneiros do desenvolvimento econômico e social no sul da Itália, na famosa região de Puglia. Uma terra avermelhada e beijada pelo sol, cobrindo uma camada de rocha calcária, que é sacudida por ventos contrários que escoa através dos muros de pedra seca e difundindo o perfume da mata e oliveiras do Mediterrâneo. Em 1989, Luigi Ruggiero, médico e fazendeiro, reuniu um grupo de produtores de vinho para aumentar a produção local, combinando as práticas tradicionais com as mais modernas técnicas de vinificação recebendo então o selo de DOC. 


Sobre o Macchia Primitivo di Manduria 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Primitivo da região de Lizzano, em Salento na Puglia. Passa por um periodo entre 5 a 6 meses em grandes barricas de carvalho francês para maturação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e alguma cor.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras em compota, especiarias, capuccino e chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo vinho italiano provado por aqui e mais do que isso, aprovado. A garrafa parecia menor pois acabou bem rapidinho. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, February 17, 2016

Santoro Primitivo Puglia IGT 2013

A Feudi di San Marzano encontra-se na região de Salento, na Puglia, situada na região denominada antigamente como Greci Enotria (terra do vinho) – da Magna Grécia. A vinícola iniciou suas operações em 2003 e tem como característica o contraste do cuidado manual do vinhedo, seguindo as mais antigas tradições, e a aplicação da modernidade no seu processo de vinificação. Isso, para exprimir em seus vinhos, o máximo das qualidades e características de suas uvas (informações retiradas do site do importador, World Wine).


Sobre o Santoro Primitivo Puglia IGT 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Primitivo sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com um bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas, coloridas e lenta também apareceram quando rodávamos a taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos e chocolate.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um bom vinho italiano degustado por aqui, que deve agradar todos os paladares, do mais experientes aos recém iniciados no mundo do vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, December 22, 2015

San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013

Talvez os vinhos italianos sejam os que mais cresceram no meu conceito durante todo o ano de 2015. Eu provei diversos vinhos, diversos produtores, baratos, caros, médios e depois de ter uma admiração pela Toscana, a Itália se tornou a menina dos meus olhos. E sempre que possível, procuro provar diferentes produtores, diferentes rótulos e me surpreender a cada um deles. E fez parte dessa (re)descoberta o vinho de hoje. Estou falando do San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013.


O vinho é produzido pela Cantine San Marzano, cuja história remonta a meados dos anos 60. Em 1962, alguns vinhateiros da região de San Marzano, cujas famílias haviam cultivado a terra por lá disponíveis por gerações, combinaram seus esforços para fundar a "Cantine San Marzano". Através das décadas esta coooperativa tem crescido significativamente, atraindo mais de 1200 viticultores, o uso de plantas modernas e tecnologicamente avançadas e produção de vinhos elegantes sem esquecer a obrigação e a manutenção das mais antigas tradições do vinho de Puglia. Hoje em dia a fusão de tradição honrada, tempo, paixão e sensibilidade com técnicas contemporâneas lhes permite produzir vinhos com varietais autóctones e características regionais, refletindo maravilhosamente a atenção individual, variação sazonal e terroir local.

A região como não poderia deixar de ser é a Apulia (ou Puglia como conhecemos), no coração da aclamada denominação de "Primitivo di Manduria", uma faixa de terra entre dois mares: Jônico e Adriático. Belas paisagens na província de Taranto e Brindisi, onde vinhedos e oliveiras florescem lado a lado. Definitivamente, o solo dos vinhedos e o terroir do Mediterrâneo desempenham um papel fundamental na produção de vinhos de altíssima qualidade, como é o caso dos vinhos da vinícola San Marzano. Nas mãos de enólogos apaixonados, mesmo os frutos das vinhas mais jovens tornam-se vinhos encorpados, generosos e elegantes. São vinhos que, com certeza, vão superar ainda mais todas as expectativas.

Sobre o San Marzano Talò Primitivo di Manduria 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito com uvas Primitivo da área de San Marzano, em Salento, na Puglia. Passa por envelhecimento de 6 meses em barricas de carvalho americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom beilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, baunilha e chocolate. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, taninos macios e redondos e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo vinho italiano degustado por aqui, que deve agradar todos os paladares, do mais experientes aos recém iniciados no mundo do vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 3, 2015

Columbia Crest Syrah 2011: A vez da Syrah na #CBE

E não é que hoje, com dois dias de atraso, chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema relacionado ao vinho. Neste mês, o tema foi dado pela Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos, sem dó nem piedade: "um vinho feito com a uva Syrah/Shiraz, de qualquer nacionalidade e faixa de preço". E cá estamos nós do Balaio do Victor com o nosso Syrah americano, o Columbia Crest Syrah 2011. Vamos ver o que pudemos descobrir sobre ele?


Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.

Sobre o Columbia Crest Syrah 2011, podemos ainda acrescentar que o vinho possui cerca de 1% de uvas Primitivo em sua composição (os outros 99% são Syrah) e que estagiou durante 14 meses em 60% de  barricas de carvalho francês e 40% de barricas de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente colorida também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, defumado,algo de folhas secas e toques de coco.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho se mostrou mais fresco e elegante do que eu esperava pra um Syrah, o que foi uma agradável constatação pois o vinho não se torna pesado nem chato para se beber. Acompanhou bem um fondue de carne ao vinho. Eu recomendo a prova. E mais uma tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs concluída.

Até o próximo!

Monday, February 9, 2015

Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013, asinhas de frango e Superbowl!

Estou em dívida com meu blog e com vocês, queridos leitores, pois semana passada, devido a uma alta demanda no trabalho, não consegui postar muita coisa. E estou tentando recapitular tudo que bebi e postar por aqui. E não tem sido fácil. Mas hoje vamos falar um pouco de um vinho italiano que eu considero um curinga, que cai bem com quase tudo que comemos ou mesmo sozinho e em boa companhia. Estou falando do Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013.


O vinho é produzido pela Terre di Sava, uma empresa que foi fundada em 2008 por um grupo de empresários amigos e amantes do vinho, com o intuito de fortalecer a imagem vitivinícola da região. Está localizada no sul da Itália, bem no salto da bota (alusão ao formato do território italiano), na Puglia, mais especificamente na região de Sava, uma área muito reconhecida pela produção excepcional de vinhos compostos por uvas autóctones italianas. No total, Terre di Sava apresenta 400 hectares de vinhas, onde, as principais variedades cultivadas são: a Primitivo, Negroamaro, Malvasia Nera, Malvasia Bianca e Verdeca. A enóloga responsável pela vinícola é Caterina Bellanova que tem por filosofia o compromisso pessoal com os pequenos produtores locais e com suas terras: “Isso reflete na elegância e complexidade presentes na estrutura deste vinho.”

Sobre o Luccarelli Primitivo Puglia IGP 2013 podemos complementar um pouco dizendo que o vinho é feito com 100% de uvas Primitivo e que não passa por barricas. A curiosidade fica por conta desta casta, a Primitivo, que é uma prima distante da Zinfandel americana, provavelmente oriundas da Croácia há muitos anos atrás. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, abundantes e coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias e baunilha. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez, taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho no quesito custo benefício, macio e fácil de beber. Eu, como dito anteriormente, considero um bom curinga e daqueles pode ser usado para se introduzir pessoas que ainda não tem um paladar para o vinho. Acompanhou minhas asinhas de frango picantes e o jogo do Superbowl, embalando a noite. Eu recomendo.

Até o próximo!