Monday, April 1, 2013

Viña Honda Crianza 2006

Depois de um dia cansativo, fazendo mudança e coisas do gênero chegava a hora de curtir a primeira noite em casa, finalmente. E sem muito pensar, sem forças pra cozinhar ou pensar em alguma coisa mais elaborada apelamos para uma pizza pedida em alguma destas diversas pizzarias delivery de bairro. Evidentemente que independentemente do tipo de comida que iriamos saborear, o motivo de comemoração existia e a vontade de abrir mais um vinhozinho era imenso. E o escolhido da vez foi este espanhol, o Viña Honda Crianza 2006.


Sobre o produtor já conversamos anteriormente no blog (relembrem aqui), porém sobre o vinho, algumas diferenças. Este vinho é produzido na região de Jumilla, e é um corte de 3 uvas: 60% Monastrell, 30% Tempranillo e 10% Cabernet sauvignon. Passa por um estágio de 8 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça uma bonita cor rubi com toques violáceos e alguns levemente granada. Lágrimas finas, rápidas e incolores também puderam ser notadas.

No nariz o vinho mostrou aromas de especiarias, frutos vermelhos, baunilha e leve lembrança balsâmica. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios, suaves e bem redondos, prontos para o consumo. Retrogosto confirma o olfato e trouxe muita fruta, baunilha e toques balsâmicos mais acentuados. Final de média duração.

Mais um bom vinho apresentado pelo Smart Buy Wines Club. Foi bem com a pizza e deixou a noite mais suave. Eu recomendo.

Até o próximo!

Chateau Montelena Chardonnay 2009

Estou entrando em um mês muito importante pra mim e por isso estou comemorando muito a cada oportunidade que me surge. E comemorar tem rimado com tomar bons vinhos e é claro, em um companhia mais do que especial, minha noiva. E desta vez o escolhido foi o Chateau Montelena Chardonay 2009, o mítico vinho branco americano que em meados dos anos 70 venceu uma degustação as cegas onde os grandes Chablis franceses eram maioria, evento este que ficou conhecido então como "O Julgamento de Paris". Aliás este evento já foi tema anterior aqui no blog quando vi o filme/documentário que fizeram a respeito e descrevi por aqui minhas impressões (relembrem aqui).

A história da vinícola começa ainda em meados de 1880 no Vale do Napa, na Califórnia, quando nasce a propriedade e as primeiras plantações de vinhas. A partir dai, muita água se passou embaixo da ponta e houveram momentos de proibição e parada na produção, mudança de posse da propriedade até que a presença de Jim e Bo Barret elevam o tom da qualidade dos produtos do Chateau e com o advento do julgamente de Paris, a colocam no cenário vitivinícola mundial com toda a força. 


Sobre o vinho, o que dizer? É um varietal 100% Chardonnay de uvas colhidas no próprio Chateau. Não sei ao certo o tempo que passa em madeira, mas pelo corpo do vinho e algumas nuances do olfato, deduzo que sim. Tem teor alcoólico de 13,6%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo com nuances douradas. Lágrimas finas, incolores e rápidas também se faziam presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de abacaxi e pêssego, toques de mel, flores, cítrico e pedras molhadas. Muita complexidade. A cada giro na taça um aroma se colocava em evidência.

Na boca o vinho tinha corpo médio e uma acidez bem refrescnte e viva. Retrogosto confirma o nariz e traz nuances de frutas cítricas e brancas, toques de mel e minerais com um final bastante longo e prazeroso.

Depois de degustar o vinho, uma certeza: não sei se é ou não o melhor Chardonnay do mundo mas sem sombra de dúvidas foi o melhor que já provei. Um baita vinho, que abre uma série de comemorações com chave de ouro. Este foi adquirido nos EUA na rede de lojas Total Wine & Co por 50 dólares. Vale a pena.

Até o próximo!

Wednesday, March 27, 2013

Namaqua Sauvignon Blanc 2011

Sempre em busca de novas experiências e novas sensações no mundo vitivinícola, fico satisfeito quando faço uma aposta que me agrada. Sem muito conhecer a respeito deste vinho sul africano, resolvi encara-lo depois de algumas pesquisas pelo mundo virtual. E ainda bem que o fiz. 


Este vinho é produzido pela Namaqua Wines na região de Matzikama, na África do Sul, região conhecida por sua vasta fauna e flora e também por sua diversidade climática e de terrenos. Se aproveitando desta diversidade, a Namaqua vem se destacando na produção vinícola da região e da África do Sul em geral. Feito com 100% de uvas sauvignon blanc, este vinho não passa por madeira e tem teor alcoólico em torno de 13,5%. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita e brilhante cor amarelo palha com traços verdeais. Lágrimas finas, rápidas e incolores também puderam ser notadas.

No nariz aromas de grama recém cortada, maracujá e toques minerais. Todos aromas bem integrados e sem atropelos.

Na boca o vinho mostrou uma deliciosa e refrescante acidez juntamente com um corpo médio. O retrogosto confirma o nariz e trouxe muita fruta (maracujá principalmente) e um final de média duração lembrado levemente aquela salinidade marinha.

Mais uma boa descoberta, este vinho foi adquirido através do portal enogastronomico Selo Reserva. Aliás, o portal é uma boa dica. Os mantenedores do site buscam ofertas de produtos gastronômicos e/ou enológicos e trazem para os "assinantes"do site com condições interessantes. Fora isso, detalham bastante as informações pertinentes a cada um destes produtos e possuem também uma área com receitas, artigos e textos relacionados aos assuntos principais do site. Vale a visita. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, March 25, 2013

Cantina Biaggio e Rosso Toscano Monnalisa 2009: tudo a ver!

Estou entrando em uma contagem regressiva em minha vida que, como muitos leitores já sabem, tem me consumido bastante tempo e energia,  fazendo com que algumas de minhas atividades paralelas que gosto muito sejam relegadas a um segundo plano. Em paralelo a isso, todo essa movimentação tem dificultado a minha não tão boa memória a agir em seu plano máximo, ocasionando também um afastamento compulsório de outras coisinhas mais. Bom, fiz toda essa introdução pra primeiramente pedir desculpas a meus caros leitores e dizer que sim, o blog ainda está vivo e respirando!

Em um desses finais de semanas passados, depois de alguma correria atrás das coisas para meu casamento e minha mudança, resolvemos nos sentar apreciar uma boa comida. Sem muito titubear escolhemos um reduto italiano na zona norte chamado Cantina Biaggio. A cantina já é um local tradicional na Avenida Brás Leme e tem mais de 25 anos instalada no mesmo local. Conta com uma seleção interessante de massas caseiras e pratos muito bem servidos, que facilmente alimentam 3 pessoas. O destaque, conforme eles mesmos gostam de dizer, fica por conta no entanto do bife a parmegiana. Como não o experimentei ainda, ficarei devendo esta informação. Nosso prato predileto é o rondeli de queijo e presunto, uma delicia. E você inda escolhe o molho que irá acompanhar o prato. Antes porém não esqueça de pedir a porção de torradas de alho, uma tentação por si só e se deixar, você irá se alimentar só com ela, dado seu tamanho "família". Então, escolhido o rondeli optamos pelo molho carbonara, que estava deliciosamente cremoso e com bacon em abundancia. Uma tentação.


No quesito vinhos no entanto, confesso que a cantina fica um pouco a dever e, além da pequena seleção os preços cobrados são um pouco acima do esperado. De qualquer maneira, como eu também queria celebrar este meu atual momento, escolhi um IGT Toscano pra acompanhar a refeição que me pareceu um bom custo benefício. E o escolhido foi o Rosso Toscano Monnalisa 2009, produzido pela Cantina Leonardo Da Vinci localizada em Firenze e com vinhedos em diversas DOCs espalhadas pela Toscana. O vinho é um corte de Merlot(10%) com Sangiovese(90%) e por isso é considerado um IGT. Não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça uma cor rubi violácea com ligeiro halo aquoso. Lágrimas finas, incolores e bem rapidas compunham ainda o aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, ligeiro toque de especiarias e ainda lembrança floral (talvez uma herança da Merlot). Aromas bem equilibrados, sem exageros.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e ainda taninos finos e macios. Retrogosto trazia frutas essencialmente e tinha um final de média duração.

Um vinho honesto, que valia o quanto fora cobrado no restaurante e foi bem bacana sua combinação com a refeição, deixando um gostinho agradável de boa escolha afinal de contas. Eu recomendo a visita a cantina e o vinho, com certeza.

Até o próximo!

Wednesday, March 13, 2013

Alma Negra Pinot Noir 2009

O final de semana foi bem cheio de vinhos, e este foi o escolhido para fechar com chave de ouro o domingo.  O vinho foi um presente que minha noiva me trouxe em sua última viagem a Argentina e nada mais justo do que degusta-lo em sua companhia. Além disso venho percebendo que a parte dos vinhos brancos, seu gosto por vinhos passa pelos vinhos feitos com a uva Pinot Noir (salvo exceções).


Já comentei um pouco sobre o produtor do vinho, Ernesto Catena (relembrem aqui), e por isso não irei me alongar muito. Ao contrário do vinho discutido no post anterior em questão, este vinho é feito com uvas Pinot Noir (sem "mistérios") colhidas manualmente em vinhedos com rendimentos bem limitados e tem cerca de 50% do vinho maturado em barricas de carvalho por aproximadamente 14 meses. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi translucida e brilhante, com lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho abre com aromas de frutos vermelhos bem marcados, seguido por toques florais, madeira e algo de animal que não consegui concluir ao certo o que seria. Tudo muito bem integrado, sem atropelos.

Na boca o vinho tinha um corpo de leve para médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto com muita fruta e um toque de menta. Final de média duração.

Um bom vinho, que consegue aliar potência e elegância, e que vai muito bem sozinho e acompanhando comida. Este o Ernesto Catena acerta em cheio. Eu recomendo.

Até o próximo!