Tuesday, March 8, 2016

Qual é o significado das diferentes formas de garrafas de vinho?

Nós, que gostamos de vinho, já notamos algumas vezes que existem diversos tipos de garrafas que armazenam o sagrado líquido, como por exemplo, as garrafas de Pinot Noir que em geral tem a parte inferior mais bojuda, lembrando uma lâmpada invertida ou mesmo a maioria dos vinhos feitos a partir da uva Riesling, que tem a garrafa com um pescoço mais alongado. Seriam essas diferenças apenas para diferenciar o tipo de vinho que as garrafas carregam?


Como via de regra, esses formatos de garrafa se perpetuaram ao longo do tempo exatamente com o intuito de indicarem algumas diferenças do líquido que carregam. Existem três formas principais e uma quantidade infinita de variações. A maioria destes formatos datam ainda do século 19 e existem até hoje dada sua utilidade em deixar os amantes do vinho saberem o que está dentro, pelo menos na maior parte do tempo. Notemos que, por exemplo, a maioria destes formatos facilita com que as garrafas sejam armazenadas na posição horizontal.

As garrafas estilo "Bordeaux" têm os lados retos e ombros altos e poderíamos esperar ver neste tipo de garrafa vinhos feito a base de Cabernet Sauvignon, Merlot, Sauvignon Blanc e Semillon, por exemplo. Já as garrafas estilo "Borgonha" por sua vez, se mostram mais bojudas e com ombros mais inclinados, usadas geralmente para vinhos feitos a base de uvas Pinot Noir e/ou Chardonnay, por exemplo, assim como os vinhos vindos do Rhône também. Este formato (Borgonha) é também semelhante ao formato utilizado para as garrafas dos vinhos espumantes, embora estas sejam um pouco mais grossas, resistentes e com uma reentrância profunda para lidar com a pressão interna. Por fim, as garrafas mais altas e finas, com ombros ligeiramente inclinados são identificadas com os vinhos mais aromáticos e das regiões da Alsácia e do Mosel da França e Alemanha, respectivamente, e uvas como Riesling e Gewürztraminer. Fora isso, podemos pensar ainda nas garrafas de vinho do Porto, por exemplo, que são semelhantes as garrafas estilo Bordeaux só que mais "achatadas" e com um leve globo no pescoço.

Entretanto, vale ressaltar que isto não é uma regra mas uma maneira encontrada pelos produtores de facilitar a vida dos enófilos e de pessoas que não conheçam muito sobre vinhos. Podemos encontrar vinhos diferentes e garrafas diferentes. dependendo de considerações regionais, mercadológicas e culturais.

Até o próximo!

Monday, March 7, 2016

Tierra Imperial Oaked Selection Tempranillo, Shiraz & Merlot 2010

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Sobre o Tierra Imperial Oaked Selection Tempranillo, Shiraz & Merlot 2010, posso ainda acrescentar que o vinho é um blend onde a Tempranillo predomina (60%) e as outras uvas se encontram em proporções iguais (20% cada). Passagem de 4 meses por barricas de carvalho para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, e algo de chocolate.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos marcados e firmes, mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho espanhol que provamos por aqui, que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Friday, March 4, 2016

Rosemount Estate Diamond Label Shiraz 2013

Os vinhos australianos estão em falta por aqui, eu sei, e por isso vamos tentar corrigir este erro daqui pra frente. E por isso eu trouxe por aqui um vinho que eu gostei muito e que me fez querer provar mais vinhos de lá, que é o Rosemount Estate Diamond Label Shiraz 2013.


O vinho é produzido pela Rosemount Estate, que desde 1974 produz vinhos australianos de grande qualidade. Conforme evoluiu, a Rosemount Estate, mais e mais fruta foi garimpada e colhida das áreas que estão incluídas no Vale McLaren, uma região que tem sido essencial para seu desenvolvimento desde os anos 1980. A adega da Rosemount Estate está situado dentro do edifício vitivinícola mais antigo no Vale McLaren. A propriedade foi originalmente chamado "Hope Farm"e foi criada em 1850. Ao longo dos anos, a propriedade foi expandida. Em 1891, foi rebatizada "Hope Winery"com mais de 70 acres com plantação de videiras, incluindo Shiraz, Cabernet e Mataro. Ao longo dos anos, a propriedade teve muitos proprietários diferentes, e muitos nomes diferentes. Em 1950 foi chamado de "Seaview Winery", como o mar pode ser visto além das vinhas dos gramados ao redor da porta da adega. O Vale McLaren tornou-se o lar de Rosemount Estate em 2001. Aliando potência, frescor e certa elegância, os vinhos da marca são vinhos fáceis de beber e entregam o que prometem.

Já sobre o Rosemount Estate Diamond Label Shiraz 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Syrah. Após a fermentação, parte do vinho fica armazenado e envelhecendo em tanques de inox por 5 meses (80% do vinho) e por 3 meses em barricas de carvalho americano e francês (10% do vinho em cada tipo de madeira). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou um profunda cor violácea com bom brilho e alguma limpidez. Lágrimas mais gordinhas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, especiarias (as mais "doces" em destaque) e chocolate.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um elemento de certa picância. O final era longo.

Para harmonizar, uma bela picanha assada, marinada com vinho branco, chimichurri e algumas outras especiarias além de batatas ao murro. Par perfeito, comida e vinho cresceram sem um sobrepujar o outro. 

Um belo vinho australiano, fácil de beber e que quando percebemos, a garrafa estava vazia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, March 3, 2016

Pourpre du Périgord 2013: A vez da França na taça do Balaio!

Hoje é dia de falarmos de vinhos francês por aqui, mas não um vinho qualquer. Um vinho que chamou a atenção por possuir uma excelente relação custo benefício e que, surpreendeu por não não estar ligado a nenhuma AOC nem ter algum sobrenome famoso no rótulo. Estou falando do Pourpre du Périgord 2013.


O vinho é produzido por uma cooperativa de viticultores, a Union de Viticulteurs de Port-Ste-Foy. O desenvolvimento dos vinhos do IGP Vin de Pays du Périgord desfrutam de uma liberdade criativa muitas vezes não permitida às apelações vizinhas, o que pode resultar muitas vezes em vinhos surpreendentes. O terroir de onde vem suas uvas é ancorado em Dordogne, uma região circundada por apelações famosas em Bordeuaux como por exemplo Bergerac, Côtes de Bergerac e Montravel. As castas mais plantadas por lá são as tintas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot; do lado das brancas as Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.

Já sobre o Pourpre du Périgord 2013, podemos acrescentar que é um corte típico bordalês a base de Cabernet Sauvignon e Merlot (50% cada) e sem passagem por madeira, apenas tanques de inox (pelo que pude apurar). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho r alguma limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, toques terrosos, animais e algo de especiarias. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era delicado e de média duração.

Um belo vinho francês, elegante e delicado, com algumas nuances interessantes e bastante complexidade. Vale conhecer, eu recomendo. 

Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, March 2, 2016

Villa Masti Chianti Classico 2011

Sempre que me vejo as voltas com um vinho italiano da região da Toscana, muitas boas recordações me vem a mente e eu fico a sonhar com o dia em que eu possa voltar aquele solo sagrado e poder sentir mais uma vez aquele clima indescritível, ver aquelas paisagens de tirar o fôlego e me fartar em sua deliciosa culinária, sem falar é claro de me ver envolto naqueles vinhos que se tornaram queridinhos pra mim. E é diante de toda essa magia que eu trago hoje aqui no blog o Villa Masti Chianti Classico 2011.


O vinho é produzido pela Fattoria San Pancrazio, cuja sede está situada na prestigiosa Villa de San Pancrazio, no domínio de San Casciano Val di Pesa e na cidade de onde tira o seu nome, situado nas colinas suaves de Chianti, imerso no coração da Toscana e perto de Florença. A pequena e simpática propriedade familiar nasceu em 1388 como uma pequena horta com alguns pares de videiras e oliveiras plantadas pelos campos. Em 1978, a propriedade foi comprada e a partir dai que os vinhos começaram a ser o carro chefe por lá. Desde então a paixão e a filosofia de se fazer grandes vinhos se encontra enraizada nos alicerces da vinícola.

Sobre o Villa Masti Chianti Classico 2011 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Sangiovese (90%) , Colorino e Canaiolo (10% juntas). O vinho passa então por 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês e ainda, mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presente.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, ervas, flores e toques de madeira. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos sedosos e muito frescor em virtude de uma acidez gulosa, sempre convidativa ao próximo gole. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O que mais posso dizer? Mais um belo vinho italiano da toscana degustado por aqui. Serviu de fiel escudeiro para uma bela pizza em família e fez muito bonito. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!