Tuesday, March 12, 2013

Santa Rita Cabernet Sauvignon Rosé 2012

Como meu queridos leitores já devem saber, ando em um ritmo acelerado em virtude dos preparativos para meu casamento, e isto inclui muitas vezes trabalhos braçais como movimentação e montagem de móveis, limpeza, etc. E sábado foi mais um dia desses. Como o tempo estava bem quente depois de muito trabalho decidimos que merecíamos um vinhozinho pra fechar o dia com chave de ouro. E os escolhido da vez foi este rosé, não tão convencional quanto os rosés que conhecemos mas de uma vinícola conhecida de nós brasileiros. 


Sobre a Viña Santa Rita não tem muito o que falar, é uma gigante do vinho chileno e já foi discutida por aqui outras vezes. O vinho é um varietal 100% Cabernet Sauvignon com uvas colhidas na região do Vale do Maipo e pelo que pude notar não tem passagem por madeira (por favor me corrijam caso eu esteja errado). Vamos as impressões.

Na taça uma cor rosada já puxando para um violáceo claro, porém mais escuro que os rosés que comumente cruzamos no mundo do vinho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também puderam ser notadas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas e especiarias.

Na boca um vinho de corpo ligeiro para médio, uma gostosa e refrescante acidez e taninos redondos e macios. Retrogosto confirma o olfato e tem um final de média duração.

Um vinho pouco convencional mas que pode ser uma alternativa aos consumidores que preferem tintos em um dia de mais calor. Pode ser tomado a uma temperatura um pouco mais baixa, como aperitivo ou acompanhando comidas mais leves. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, March 11, 2013

Valdivieso Brut: celebrando o dia das mulheres!

Vejam, seria muita hipocrisia de minha parte não dizer que mesmo sendo uma data tão importante como essa, tudo fica minimalizado a uma data meramente comercial. Mas é uma data que deveria nos fazer pensar e ver que as mulheres em nossas vidas tem papel muito mais importante do que as vezes nos damos conta. Desde a nossa mãe, que mais do que nos colocar no mundo, nos criou e educou e fez de tudo para que chegássemos aonde estamos hoje; a noiva (aplica-se a namorada, esposa, companheira, etc.) que está sempre ao nosso lado dando o suporte necessário, criticando quando preciso, mas dando o ombro para nos apoiarmos nos momentos difíceis para seguirmos a vida em conjunto ou mesmo a nossa sogra que está por trás da nossa companheira, que da força e que abençoa a nossa união e que fez das tripas coração para que ela chegasse pronta pro mundo de hoje. Enfim, as conquistas que estas mulheres todas celebram nesta data deveriam ser mais lembradas e exaltadas deixando-se de lado por um momento as aspirações comerciais que envolvem uma data assim.


Esta pequena introdução seve para mostrar o motivo pelo qual o vinho do post de hoje fora degustado, sendo ofertado de muito bom grado pela minha sogra, sendo ainda que fora trazido diretamente da fonte em sua mais recente viagem ao Chile.

A Viña Valdivieso é um dos grandes produtores vitivinícolas do nosso vizinho Chile, e está neste mercado a mais de 100 anos tendo começado como uma das pioneiras na produção de vinhos espumantes. De lá pra cá, muitas linhas de vinhos se desenvolveram fazendo com que a Valdivieso se torna-se uma das maiores de seu país e produzisse ícones como Caballo Loco e Éclat, por exemplo. Possui vinhedos em diversas áreas espalhadas pelos melhores terrenos no Chile e faz desta diversidade, seu maior trunfo. Sobre o vinho em questão, é feito num corte de 60% de uvas Chardonnay e 40% de uvas Semillon (todas provenientes do Vale do Curicó) pelo método charmat de produção de espumantes (quando a segunda fermentação do vinho ocorre em grandes tanques de aço inox). Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo palha bem límpida e brilhante, com uma perlage consistente e persistente, acompanhando o tempo todo a degustação.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas (maçã verde), toques florais e algo que me lembrava erva doce. Ao fundo senti também algo que pinicava um pouco o nariz e lembrava especiarias, pimenta pra ser mais exato, mas achei meio estranho, de qualquer forma, estava lá.

Na boca um vinho de corpo leve, muito fresco e que formava um colchão de ar com suas borbulhas. Retrogosto essencialmente frutado e com toque de chá de erva doce. Delicioso que pedia mais a cada gole.

Um bom vinho espumante,  alegre como a data deveria ser, para celebrar. Vai muito bem como aperitivo mas pode também acompanhar uma comida. 

Agradecimento especial para minha sogra que me deu a oportunidade de degustar o vinho junto a ela e a minha noiva, que teve a idéia desta pequena celebração.

Até o próximo!

Thursday, March 7, 2013

Catena Chardonnay 2010

Falar da família Catena, da sua história, paixão pela vitivinicultura e como esta se confunde com a história do vinho na Argentina talvez seja chover no molhado e possa parecer muita pretensão por minha parte. Então, deixo de lado esta parte para que você, caríssimo leitor, leia e se divirta com as histórias da família no próprio site da vinícola Catena Zapata (aqui).


Sobre o vinho, também não há muito o que se acrescentar. Um branco feito com uvas 100% chardonnay colhidas em diferentes vinhedos na região de Mendoza, na Argentina em alturas que podem chegar a quase 2 mil metros acima do nível do mar. Fermentado e maturado em barricas francesas por 9 meses (30% das barricas são de primeiro uso), é um branco de peso.Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor amarelo dourado com reflexos ligeiramente esverdeados, muita transparência e limpidez e ainda com lágrimas finas e rápidas escorrendo pelas paredes da taça.

No nariz, uma mistura de frutas cítricas e frutas de polpa branca, toques amanteigados e de baunilha e um final que lembra muito praia (mineral).

Na boca um vinho de corpo médio e com uma deliciosa e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato com muita fruta e baunilha com um toque quase salino ao fim. Dura bastante na boca e fica na memória.

Um belo vinho, desses que não é pra se tomar sempre mas que pode ir muito bem sozinho ou mesmo com comida (no meu caso, restos de risotto). Eu recomendo e vale o valor pago (aproximadamente 65 reais).

Até o próximo!

Tuesday, March 5, 2013

França: da decepção a redenção!

Era mais um domingo na casa dos meus pais com um almoço especial, regado a um belo pernil suíno salada, aspargos frescos e cenouras baby no vapor. Tudo parecia ir de vento em popa e eu queria muito provar um vinho bacana junto desta refeição além de continuar no meu propósito de apresentar sempre novos vinhos e novas regiões a minha noiva quando me veio na cabeça a oportunidade de apresentá-la a uma das regiões mais famosas da França e quiçá do mundo do vinho: Bordeaux. 


A escolha recaiu então sobre o Château Calon Monatgne Saint-Emilion 2006, um vinho de corte típico da região (apelação Saint-Emilion) com 70% de Merlot, 15% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc ainda com passagem de 18 meses em barricas. Não tinha como não ser bom. Mas não é que o pior aconteceu? Ao abrir o vinho a decepção: o mesmo estava estragado, intragável num aroma e gosto de papel molhado, mofo, sem quaisquer condições de consumo. Ainda insisti e resolvi deixar um tempo pra ver se o mesmo abria mas foi uma doce ilusão. Era a primeira vez que isso me acontecia. E tudo foi pelo ralo.


Ainda insistente na missão de apresenta-la a França dei mais uma chafurdada em minha adega e tirei de lá um trunfo: o Château des Estanilles Cuvée Prestige 2005, um tinto blend de Syrah, Grenache e Mouvédre vindo diretamente do Languedoc e que já foi falado um pouco neste blog em dois posts (relembrem aqui e aqui). Era a oportunidade de também reforçar ou não as sensações sobre este vinho desde a primeira vez em que o provei. Como já falei nos posts anteriores sobre a região, o produtor e detalhes do vinho, vou direto as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea brilhante e com pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor tingiam também a taça.

No nariz aromas terciários em primeiro plano: toques animais e terrosos. Ao fundo, especiarias e frutas escuras. Bastante complexidade.

Na boca um vinho de taninos firmes, boa acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato e ficava na lembrança num final de média para longa duração.

Ao final do almoço, ao menos a sensação de alívio e de dever cumprido (apesar de não ter sido o vinho dos sonhos da minha noiva) em poder ter lhe apresentado a mais uma nuance do mundo dos vinhos. Este é trazido pela Cave Jado e vale o quanto custa (cerca de 80 dinheiros).

Até o próximo!

Monday, March 4, 2013

Altos Del Plata Chardonnay 2011

Mais um final de semana, muito calor e a cozinha disponível para umas "artes"acaba sempre calhando com a escolha de um vinhozinho mais refrescante. E foi assim que o Altos Del Plata Chardonnay 2011 apareceu na história. A idéia era cozinhar um risotto de queijo brie, e como na receita já pede uma xícara de vinho branco, optei por um vinho confiável e a preço acessível. 


A Bodega Terrazas de Los Andes, produtora do vinho em questão, está localizada em Mendoza, na Argentina, famoso oásis de vinhos de nossos hermanos. Esta região é conhecida por seu clima meio desértico, temperaturas amenas durante as noites e vinhedos localizados em grandes altitudes. Situada nesta região, a bodega tem uma história que remete aos anos de 1898, quando a propriedade que no futuro viria a ser restaurada e utilizada no projeto Terrazas de Los Andes nasce fundada por espanhóis. A partir dai e até meados dos anos 60, pouco se sabe da história da bodega quando a gigante francesa Möet & Chandon manda emissários a Mendoza no intuito de pesquisar sobre o potencial vitivinícola da região. E então em 1999 se dá a fundação da Bodega Terrazas de Los Andes e a criação de todas as suas linhas de vinhos de muita qualidade.

A linha Altos Del Plata pode ser considerada a linha de entrada da vinícola, mas nem por isso deixa de ter grande qualidade. Este vinho, por exemplo, tem uvas colhidas a 1200 metros acima do nível do mar e passa por amadurecimento de 6 meses em barricas de carvalho. Possui tero alcoólico de 13,5%. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdeais, muita transparência e muito brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também brindavam o aspecto visual.

No nariz aromas de frutas como abacaxi e pêssego, seguidos de notas de baunilha e toques amanteigados. 

Na boca o vinho apresentou corpo leve e uma deliciosa e refrescante acidez. Retrogosto com muita fruta e toques minerais, os quais eu não havia detectado no nariz. Final de média duração.

Mais um bom vinho para o dia a dia, custa aproximadamente 35 reais na  rede Pão de Açúcar e vale cada centavo. Cai como uma luva em dias quentes sozinho, mas foi bem com o nosso risotto de queijo brie. Provem, repitam, vale a pena. Eu recomendo.

Até o próximo!