Thursday, January 31, 2013

Club Des Sommeliers Pinot Grigio Reserva Brasil 2011

Para fechar o domingo com chave de ouro, um jantarzinho com minha "nova" família se desenhava e eu havia sido escalado, juntamente com minha noiva, para o preparo do jantar. Os pratos consistiam em risotto de shitake, já falado aqui, e salmão ao limão siciliano e alecrim (também já comentado por aqui). E é claro que vinhos não poderiam faltar. Em minha constante busca por novas descobertas e novos vinhos, descobri a linha Club des Sommeliers, exclusiva das lojas Pão de Açúcar/Extra, e com ela diversos vinhos bacanas a preços acessíveis e é de mais um vinho desta linha que iremos falar hoje, o Club Des Sommeliers Pinot Grigio Reserva Brasil 2011. Este vinho é feito com uvas Pinot Grigio colhidas na região da Campanha Gaúcha, considerado por muitos como um dos melhores terroirs nacionais para o plantio de uvas. Como já falei muito sobre estes vinhos (aqui, aqui e aqui) vou direto as impressões.


Na taça uma bonita cor amarelo palha com muito brilho e transparência. Lágrimas finas, espassadas e rápidas também puderam ser notadas.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos brancos tais como abacaxi e outros junto com toques vegetais e algo de mineral ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo de leve pra médio e boa acidez. Retrogosto essencialmente de frutas com ligeiro amargor final que incomoda um pouco de início, mas que com o tempo aberto arrefece e quase desaparece.

Mais um vinho de bom custo benefício que pode agradar neste verão (wait, verão aonde?) por sua refrescância apesar do amargor final que incomoda um pouco no início. Acho que vale a prova apesar de ser dos que provei até agora desta linha, o mais fraco.

Até o próximo!

Wednesday, January 30, 2013

Viña Honda Monastrell 2007

E como já é de costume nos almoços de domingo, um vinho diferente pra conhecermos. Este veio no SmartBuyWine Club. Um espanhol curioso, feito com uma uva pouco conhecida e pouco consumida no Brasil mas que agrada em cheio até quem pende mais pro lado dos vinhos argentinos e espanhóis por aliar de certa forma potência e elegância, sem perder a essência da fruta. Estou falando do Viña Honda Jumilla Monastrell 2007.


O vinho é produzido pela Bodegas Silvano Garcia na Denominação de Origem Jumilla (na região de Múrcia, na Espanha) onde há a predominânia de um clima mais árido e seco, sendo que entre as regiões próximas é uma das mais importantes em qualidade e quantidade de vinhos. A bodega elevou seu patamar de qualidade quando em 2000 começa a aplicar um processo de colheita um pouco mais cedo que o previsto com o intuito de diminuir os níveis de álcool dos vinhos e obter com uma maior seleção, frutos de maior qualidade e maturação ideal. Este exemplar é um varietal feito com uvas 100% Monastrell (que também pode ser chamada de Mouvédre por ai) e não consegui descobrir se o mesmo passa ou não por madeira. Recebeu nota 90 do RP, o que para muitos pode eleva-lo a um patamar de vinhos considerados muito bons.Vamos conferir?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea com pouco brilho e quase intransponível com ligeiro halo aquoso nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam as paredes da taça. Não aparentava muita evolução mesmo com a idade já avançada.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos escuros e toques de especiarias. Com o tempo uma lembrança de algo mineral também pode ser notada.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez, taninos finos e macios. Retrogosto trazendo frutas e também especiarias confirmando o olfato sem amargor final, sendo que o vinho apresentava uma duração média em boca.

Mais um vinho interessante que a SmartBuy Wines nos apresenta, e sem sombra de dúvidas não me arrependo de ser sócio de seu clube de vinhos até hoje. Espero que continuem assim. Eu recomendo.

Até o próximo! 

Tuesday, January 29, 2013

Club Des Sommeliers Pinot Noir Nova Zelândia 2010

Como eu disse no post anterior, este final de semana foi recheado de vinhos e chegara a vez do sábado a noite, que depois de muita peregrinação em busca de móveis e outros para a casa que estou montando, era hora de relaxar, tomar um vinhozinho e ver um pouco de seriado na tv. Como não tinha nenhuma garrafa comigo na ocasião, passei no mercado próximo e comecei a vasculhar as prateleiras em busca de algo com algum custo benefício e que fosse um pouco diferente do que eu venho provando. A escolha então recaiu sobre este Club Des Sommeliers Pinot Noir Nova Zelândia 2010. Como já falei um pouco sobre esta linha de vinhos (relembrem aqui e aqui), irei diretamente para os detalhes do vinho em si.


Este exemplar é feito com uvas Pinot Noir plantadas em Central Otago, localizada bem ao sul da ilha sul da Nova Zelândia, uma região montanhosa e um pouco mais fria, com dias ensolarados e noites com temperaturas bem mais amenas principalmente no verão, criando condições interessantes para o cultivo desta uva. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi de média intensidade, com bastante brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores complementavam o conjunto visual.

No nariz aromas de frutos vermelhos bem maduros, quase lembrando balas de morango por exemplo e toques florais. 

Na boca corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto trazendo frutas vermelhas. Final de média duração.

Mais um bom vinho desta linha exclusiva do Pão de Açúcar que custo por volta de trinta e poucos dinheiros,  e que a meu ver vale o investimento para que possamos conhecer vinhos de outras regiões. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 28, 2013

Montgras Reserva Cabernet Sauvignon - Syrah 2011

Depois de uma semana cheia, cansativa e com muita coisa finalizada, cheguei em casa na sexta e só o que eu queria era estar com o meu amor e tomar um bom vinho pra relaxar sem saber que este seria um final de semana repleto de bons vinhos, boa companhia e boas notícias. A escolha desta vez recaiu sobre um vinho que é especial desde sua origem, pois foi um presente de minha sogra em sua recente viagem ao Chile, e portanto se tornou um queridinho meu assim que chegou. Estou falando do Montgras Reserva Cabernet Sauvignon- Syrah 2011.


Sobre a vinícola, retirado do site do produtor: "Localizada na bela e elegante Palmilla, Colchagua, San José de Peralillo representa a evolução e desejo de qualidade constante e possui como filosofia a produção de vinhos chilenos de excepcional qualidade e valor. Sempre teve tecnologia de ponta em todos os seus processos, desde sua concepção se propôs a ser uma adega com os melhores vinhos premium do Chile". Como não consegui mais acessar o site deles na internet, resolvi deixar por isso e falar mais sobre a vinícola quando conhece-la pessoalmente ou quando tiver acesso ao site deles novamente. 

Falando do vinho em si, o mesmo é um corte de 60% Cabernet Sauvignon, 40% Syrah com graduação alcoólica de 14%. Infelizmente não consegui descobrir o tempo que passa por madeira, mas a certeza é de que tem algum contato com a mesma. É um vinho bem avaliado pela crítica e que teve sua safra 2009 (salvo ledo engano) pontuada em 90 pontos RP. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma coloração rubi violácea bem profunda e escura, quase intransponível mas com certo brilho. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas completavam o aspecto visual. 

No nariz aromas de frutas escuras, especiarias e algo que conforme descreveu minha noiva: lembrava cheese cake de frutas escuras (por causa dos toques lácteas/baunilha provenientes do contato com a madeira). Com algum tempo em taça, notas herbáceas podiam ser notadas, mas nada agressivo.

Na boca o vinho tinha bom corpo, boa acidez e taninos finos, presentes e de boa qualidade. Retrogosto trazia mais deste "cheesecake", muita fruta escura e especiarias confirmando o olfato. Final de média duração.

Um ótimo vinho que por motivos óbvios não vi o preço pois o valor sentimental aqui esteve mais presente. Foi bem com as sobras do nosso risoto de parma e gorgonzola. Eu recomendo!

Até o próximo!

Thursday, January 24, 2013

Risoto de Gorgonzola com Presunto Parma e Fleur Du Cap Bergkelder Selection Chardonnay 2011

Devaneios culinários de uma quarta-feira a noite


Em mais um incursão culinária com minha noiva resolvemos arriscar mais um risoto, prato pelo qual nutrimos verdadeira paixão. E desta vez escolhemos como ingredientes o presunto parma e o queijo gorgonzola. De acompanhamento um belo medalhão de filet mignon. E é claro que como a preparação do prato pede, escolhi um vinho branco sul africano bacana por dois motivos: um para realçar o sabor do prato e dois pra mostrar pra minha noiva que existem vinhos fora do eixo Argentina-Chile que são muito interessantes. Vamos aos resultados.

O risoto é bem simples de se fazer se forem utilizados os ingredientes corretos e na sequência ideal. Primeiro  frita-se o arroz (carnaroli) com cebola picada no azeite. Em paralelo prepara-se um litro de caldo de carne para o cozimento do arroz. Coloque uma xícara de vinho branco e vá acrescentando aos poucos o caldo e provando a "textura" e cozimento do arroz. Quando o mesmo estiver próximo de al dente, você pode incluir então o presunto parma picado e o gorgonzola esfarelado e continuar a misturar na panela para que o arroz pegue o gosto dos ingredientes e para que o mesmo termine de cozer. Finalize com um pouco de manteiga e queijo grana padano. Voilá! E não é por que fomos nós que fizemos, mas o prato ficou uma delícia: arroz al dente, sal na medida, cremosidade dos queijos fundidos de dar inveja e o sabor marcante do parma: era de se comer de joelhos! E para acompanhar um delicioso medalhão de filet mignon frito no azeite, bem suculento e ainda rosado em seu interior.


Agora falarei um pouco da vinícola e do vinho. O vinho escolhido foi o Fleur Du Cap Bergkelder Selection Chardonnay 2011, produzido pela vinícola homônima que é um braço do grupo Distell, grupo este considerado líder do país na produção de vinhos e bebidas "espirituosas". A famosa adega chamada "Bergkelder" se encontra encravada nas montanhas da região de Stellenbosch, notadamente uma das mais famosas regiões vinícolas da África do Sul. Como não encontrei muito sobre o vinho e sua produção, passarei direto então as impressões.


Na taça o vinho mostrou uma coloração amarelo palha bem clara, límpida e transparente com lágrimas finas, rápidas e bem esparsadas. Ligeiro reflexo esverdeado.

No nariz o vinho mostrou aromas de abacaxi, cítricos e toques de fósforo. Leve lembrança de mel ao fundo.

Na boca uma deliciosa e salivante acidez, corpo médio, bom equilíbrio de álcool com boa estrutura geral. Retrogosto trazendo cítricos, mel e leve toque mineral (lembrando um pouco de salinidade). Final de curta pra média duração com ligeiro amargor (sem comprometer).

Uma bela combinação para uma quarta a noite junto de meu amor. Tanto o vinho como os pratos foram muito bem e deixaram a noite ainda mais prazerosa. E que venham muitas outras.

Até o próximo!