Friday, May 13, 2011

E se eu não conseguir identificar os aromas no vinho?!

Esta é uma dúvida que vira e mexe tira o sono de quem, assim como eu, está estudando e começando no mundo do vinho. Evidentemente que isto depende e muito de nossas experiências passadas com determinados aromas ao longo de nossa vida. Se você é uma pessoa que teve mais contato com a natureza, com o campo, invariavelmente sua memória olfativa vai estar mais calibrada que a minha, que vivi na cidade a vid toda. Mas eu estou sempre tentando adquirir uma maior bagagem olfativa, quando estou em lugares que me propiciam oportunidades tais como supermercados, sacolões, lugares que tem flores, etc. Ainda assim fico inseguro se eu vou realmente conseguir apreciar um vinho quando vejo determinadas críticas/percepções de terceiros a cerca destes pois descrevem certas sensações aromáticas que eu nem mesmo sei o que é que estão falando. Mesmo meus colegas de curso as vezes identificam certos aromas que eu as vezes não sinto de jeito nenhum ou mesmo não conheço. Imbuido deste pensamento achei um texto que descreve um pouco este "problema" e gostaria de sucitar a discussão sobre o assunto. O texto foi tirado do catálogo de outono de 2011 da Mistral, conforme segue abaixo:

Para apreciar um vinho é preciso identificar muitos aromas?

Certamente não. Ficar buscando identificar e relacionar infinitos aromas diferentes e inusitados em um copo de vinho é um jogo um tanto sem sentido, que nada tem a ver com o verdadeiro conhecimento e apreciação do mundo do vinho. Infelizmente, esta prática é comum entre alguns aoreciadores que querem demonstrar conhecimento e impressionar seus amigos. No entanto, ela apenas inibe muitas pessoas que gostariam de se aproximar do mundo do vinho, mas que não se julgam capazes de reconhecer tais aromas esotéricos. Na verdade, todas as pessoas tem plena e total capacidade de apreciar vinhos, e isto não tem nada a ver com identificar aromas específicos. É claro que o aroma de um vinho em si é muito importante, e é um dos aspectos mais interessantes e agradáveis de uma degustação. Mas o que importa é o conjunto, se é agradável ou não, se é intenso, elegante e complexo ou não e assim por diante.

E, para quem quer simplesmente apreciar uma boa garrafa, o mais importante é a própria opinião pessoal, se você gosta ou não do vinho, seja do aroma, do paladar, da cor, ou do conjunto. Quem realmente entende de vinhos não fica buscando identificar aromas, mas avalia o vinho como um todo, usando termos bem mais próximos de nossa realidade. É claro que se o vinho lembra muito um aroma específico, não há problema nenhum em mencioná-lo. Faz parte de suas impressões pessoais. O que não é necessário é tentar dissecar o aroma em todos seus mínimos componentes - impressões que, no fundo, são bastante pessoais. E termos como "cassis pisado"ou "aromas de terra do bosque"não fazem parte do cotidiano da vida da maioria de nós como brasileiros urbanos. Ainda sem reconhecer o tal cassis pisado, todo mundo tem plena capacidade de avaliar e apreciar um vinho, assim como todos são capazes de apreciar um prato e decidir se ele é bom ou não é."

Evidentemente que  existem dois lados da mesma moeda, afinal existe a ocasião em que você quer apenas apreciar o vinho e simplesmente achar que este é bom ou não, combina com sua comida ou não. Mas em outras, quando estamos estudando o vinho, a região, as nuances implícitas pelo clima e solo que os aromas podem ser constituintes importantes. Enfim, uma boa discussão que deixo aberta para que os leitores possam me ajudar.

E até o próximo post!

Tuesday, May 10, 2011

Viagem a Punta Del Este Parte 3: Alguns restaurantes e bares interessantes

Retomando uma série de posts sobre minha recente viagem de férias a Punta Del Este, decidi falar um pouco sobre alguns restaurantes que eu frequentei e recomendaria quem for a Punta dar uma passadinha por lá. Não vá pensando que irá pagar muito barato em Punta, pois em minha opinião comer bem requer sim um investimento razoável, talvez um pouco abaixo do que estamos acostumados em sampa mas mesmo assim nada muito em conta não. Tá certo que quis conhecer a culinária e pratos locais e ainda provar vinhos deles. Vale ressaltar que normalmente os restaurantes já possuem uma espécie de couvert sempre cobrado a parte (entre 3 e 6 reais por pessoa) que inclue pães, manteiga e um ou outro petisquinho a mais. Não deixe de aceitar, os pães invariavelmente são excepcionais! Vamos a algumas dicas:

1 – Guappa Resto & Caffe:  Este restaurante vale muito principalmente pela localização e vista. Fica na rua do porto de Punta (Rambla Portuária) e tem um “deck” do outro lado da rua, que fica quase que literalmente com o pé na areia. É possível ficar apreciando a vista dos barcos indo e vindo e o lindo sol se movendo rumo ao seu poente por muito tempo. Ainda conseguimos receber as visitas de alguns pequenos pássaros enquanto comemos uma saborosa comida. Se estiver por aqui, aposte na brótola ao molho de roquefort com batata assada, realmente espetacular. As massas do restaurante também são muito bem feitas. A carta de vinhos é um pouco escassa, mas possui boas opções importadas (de fora do uruguai). Preço dentro da média para a cidade. Veja maiores detalhes em http://www.guappa.com.uy/ ;

2 – Isidora Restaurante e Café: Outro restaurante que fica na rambla portuária  de Punta del Este, este porém sem deck próximo a praia. Decoração que alia bom gosto, modernindade e classicismo, tem um ambiente e atendimento muito agradáveis. O cardápio é muito conciso, com opções de carnes, frutos do mar e massas. Neste opte por um corte típico uruguaio de churrasco, como o ojo de bife com redução de vinho tannat. Boa carta de vinhos. O preço, apesar de pouco acima do que se pratica em outros restaurantes da localidade, vale a visita. O restaurante possui um site que estava fora no dia do post, mas pode ser que volte a funcionar: http://www.isidora.com.uy/;

3 – El Secreto: Mais uma dádiva na rambla portuária, com um ambiente simples e aconchegante este restaurante alia bom preço a bons pratos, principalmente de carnes. Aliá, acho que dentre as opções foi o mais em conta. O cardápio exibe também opções com frutos do mar, mas o prato que pedimos veio um migué neste quesito, e portanto ainda ficaria com as carnes. Nada porém que deixe a desejar. Possui boa carta de vinhos com opções interessantes nacionais e importados. Por nacionais, por favor leia-se vinhos uruguaios. Caso se interesse e queira maiores informações acesse http://www.elsecreto.com.uy/;

4 – Los Caracoles: Primeira opção desta minha lista que se econtra fora do porto. Este fica próximo a rua Gorlero, uma rua muito charmosa que possui diversos cafés, restaurantes e lojinhas de souvenirs em Punta. Pelo que li a respeito, este restaurante existe deste 1971. Apesar de ter opções de várias ordens (carnes, peixes, frutos do mar, massas) tem como carro chefe a parrila e seus derivados. Ambiente rústico com uma grande grelha onde as carnes são preparadas aos olhos dos clientes. Cortes de carne maravilhosos (prove o entrecotte) fazem a festa dos carnívoros, assim como eu. Carta de vinhos mediana, com boas opções de malbecs argentinos e alguns tannats uruguaios que lidam bravamente com o churrasco. Se quiser fugir do churrasco, a dica é a brotola com molho de camarões, estupenda! Preço dentro da média da cidade. Não encontrei website, portanto para maiores informações visite o local! Não vai se arrepender!;

 5 – El Sargo Resto & Café: Outra opção fora do circuito do porto, este localizado na rua Gorlero, quase em sua esquina inicial, fica dentro de um complexo de entretenimento que ainda conta com spa, cassino e lounge (Nagaró by Mantra). A idéia da casa é apresentar uma ambientação e cardápio clássicos, contemporâneos e bem concisos. Eu diria que até com poucas mas excelentes opções. Recomendo a picanha de cordeiro com batatas rústicas, um show a parte. Carta de vinhos com boas opções locais.  Aliás, foi aqui que degustei o melhor vinho fora da visita a bodega Alto de La Ballena: o Don julio Ariano Special Reserve. Aqui vale a dica de esticar a visita pós jantar e se divertir no cassino que fica no andar de baixo, não é nenhum Conrad mas diverte. Detalhes em: http://www.nogarobymantra.com/index.php ;


 6 – Moby Dick Pub: Provavelmente um dos melhores locais para se badalar em Punta. Bom para petiscar, beber e ainda ouvir muito boa música! Ao melhor estilo pub que conhecemos, com luz mais baixa, rock n’roll rolando o tempo todo e bandas ao vivo aos finais de semana o lugar costuma encher quanto mais tarde vai ficando. Boas opções para cervejas locais (Pilsen, Patricia, Zillertal) e algumas importadas (Stela Artrois) e para petiscar eu recomendaria as pizzas, com massa fininha e excelentes opções de recheio a preços interessantes. Tem ainda uma opção de sacada e deck com uma vista legal do porto de Punta, todo iluminado nas noites. Vale a visita sem dúvida nenhuma! Maiores informações em: http://www.mobydick.com.uy/ ;

7 – La Passiva: Procurando refeições rápidas e/ou lanches querendo fugir do tradicional Mc Donalds e Burger King? Este é o lugar! Localizado na rua Gorlero, este misto de café, restaurante e lanchonete trabalha com a maior especialidade uruguaia no quesito lanches: os chivitos. Normalmente com um bife fino de filet mignon e composto com ovo, salada, bacon e outros anexos (depende do cliente muitas vees), o lanche serve muito bem duas pessoas sem muita fome ou mesmo uma única pessoa se estiver faminta. Servidos em pratos com o acompanhamento de muita batata frita, procure acompanha-lo de uma das cervjas locais e se delicie sem culpa! Vale a visita!



Estas foram algumas poucas dicas do que eu mais curti por lá. Como bom gordinho que se preza, não poderia deixar de procurar me fartar com as opções locais de restaurantes e bares não é mesmo? Existem ainda o Freddo (marca de sorvetes argentinos famosa) com algumas unidades espalhadas por Punta que eu não quis incluir aqui por não ser exclusivo do Uruguay mas que sempre vale a visita, esteja você no Brasil, Argentina, Uruguay ou qualqer outro lugar. E no próximo post: lugares que você não deve deixar de visitar. Até lá!

Thursday, May 5, 2011

Viagem a Punta Del Este Parte 2: Visita a Bodega Alto de La Ballena

Aproveitando a oportunidade que tinha de estar num país que tem alguma produção vinicola consistente e que disponibiliza visitas as bodegas, mesmo numa época do ano em que as vindimas já ocorreram, comecei a procurar na internet (por causa de meu pouco conhecimento sobre o mercado Uruguaio) e descobri que muito perto de Punta havia uma bodega que vinha gerando certo “barulho” devido a grande qualidade que seus vinhos vinham demonstrando em pouco de tempo de produção. A bodega se chama Alto de La Ballena. Comecei os contatos através de um email disponível no site deles e não tardei a fechar data, horário e demais instruções para o dia da visita.



No dia e horário marcados me dirigi a propriedade e quando cheguei ao estacionamento fiquei um pouco preocupado: além do carro em que nos encontrávamos existia somente mais um, de onde saira uma senhora com um pequeno cão galgo. Ela logo se apressou a se apresentar para nós: era a dona da bodega. Um pouco mais confiante, fomos direcionados então a o deck de degustações da vinícola onde começaríamos nossa visita. Depois de alguns minutos de preparação, a Sra. Paula Pivel (dona da bodega juntamente com seu esposo Álvaro Lorenzo) se juntou a eu e minha namorada em uma das mesas do deck e começou a nos contar um pouco sobre ela e como começou o empreendimento Alto de La Ballena, além é claro de informações mais técnicas sobre o cultivo, vinificação e tudo que envolve a produção de seus vinhos.

Paula e o marido conheceram-se quando cursavam MBA, se casaram e desde então perseguiram um sonho que era o de produzir vinhos de qualidade em Maldonado, no Uruguay. Em meados de 2000 adiquiriam os quase 20 ha de terra que possuem na Serra de Ballena e começaram as plantações em 2001. Desde então eles vem cultivando as seguintes castas:  Mertot, Tannat, Viognier, Cabernet Franc e Syrah sendo que a primeira colheita se deu já em 2005 e os primeiros vinhos ingressaram no mercado em 2007. Trabalhando muito a qualidade de seus vinhos a partir dos vinhedos, o casal trabalha com rendimentos baixos (entre 1 e 2 kg por planta) em altas densidades de plantação. Adicionalmente, utilizam-se de todas técnicas necessárias para elevar sempre a qualidade de seus frutos, tais como podas, manejos, etc. O que mais impressiona na propriedade é o solo em que as vinhas se encontram, muito pedregosos com presença de granitos, quartzos, nos mais variados tamanhos, tendo que ser abertos/preparados por ação mecanizada mas que por outro lado geram uma boa drenagem, essencial para o amadurecimento e qualidade das uvas. Complementam ainda o terroir a proximidade do oceano, de um grande lago, boa exposição solar, amplitudes térmicas generosas e brisas noturnas frias.  Um pequeno parentese na descrição da visita: uma dos grandes atrativos da visita é, além dos bons vinhos que eles produzem, o visual do lugar. Situada bem no ápice da Serra de La Ballena, a bodega tem um dos por do sol mais deslumbrantes que eu já vi.

Voltando a visita, depois de explicar como surgiu a idéia da bodega, um pouco de sua vida e etc, Paula nos convidou a subir até um dos pontos mais altos de sua propriedade e ver os vinhedos de uva Syrah, para nos mostrar como é o solo do local, como estão conduzidas as vinhas, e todo o processo desde o plantio até a colheita anual. Ficamos por lá alguns minutos conversando sobre as vinhas e tudo que as envolve, agronomica e viticuturalmente falando. E que mulher simpática e atenciosa ela se mostrou. De volta ao deck, daríamos início as degustações. Nos foram disponibilizados 5 vinhos para a degustação, que serão descritos a seguir com uma breve impressão sobre cada um deles. Para acompanhar, queijos e pães artesanais.



1 – Alto de La Ballena Rosé 2010: Se não me engano esta foi a safra apresentada. O vinho foi produzido num corte de Cabernet Franc, Merlot e Tannat cujas proporções eu não anotei (fui extremamente relapso e me deixei levar pelo clima extremamente amigável e descontraido da visita e acabei por não tirar muitas fotos nem tomar muitas notas). Vinho de cor bem escura para um rosé, apresentou aromas de frutas vermelhas bem suculentas e alguma coisa de especiarias ao fundo. Retrogosto apresentou um que mineral que eu não consegui entender ao certo com um pouco de amargor final. Mostrou corpo e músculos não usuais para um rosé, em virtude das uvas de sua composição. Um pouco quente ao final, mostrou boa acidez e frescor. Apesar de não ser de meu agrado, não pode se questionar a qualidade do mesmo;

2 – Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2008: Vinho de entrada da bodega, este corte já começou a mostrar a carácter dos vinhos produzidos por eles. Muito frutado, cerejas, morangos e frutos vermelhos em geral, especiarias e algo herbáceo. Bom corpo e acidez, taninos finos e quase imperceptíveis. Final de boa persistência com algo de Tabaco;

3 – Alto de La Ballena Tannat Viognier 2008: Este vinho apresenta um corte inusitado mas que agrada em cheio. Aromas florais se juntam ao frutado dando um requinte todo especial. Taninos amaciados pelos 10% de Viognier porém presentes e em maior quantidade que o anterior geram boa complexidade. Acidez na medida e final elegante. Me parece muito gastronômico;

4 – Alto de La Ballena Cabernet Franc Reserva 2007: Um dos xodós dos donos da vinícola, mesmo com um “começo”desacreditado, o vinho se mostrou de muita personalidade. Notas de frutas vermelhas, especiarias e algo de menta e/ou horelã, dando certa elegância ao conjunto. Taninos firmes e boa acidez. Deve cair bem com uma carne vermelha.

5 – Alto de La Ballena Merlot Reserva 2007: Sem dúvida foi o que mais me agradou. Posso dizer que me apaixonei por este vinho. Um merlot diferente de tudo que eu já havia provado antes. Encorpado, gordo em boca, taninos firmes, presentes, elegantes, boa acidez. Aromas de frutas mais escuras, algo doce como chocolate e lembrança de tostado. Lindo tanto no nariz como em boca! Tanto que repeti algumas vezes o mininão. E aproveitei pra adiquirir uma garrafa pra trazer pro Brasil. 



Depois de mais algum papo informal, que contou ainda com a presença do Sr. Álvaro do meio para o final da degustação e de uma italiana que estava morando no Uruguay a algum tempo, tive que me despedir deste amável casal e retornar ao hotel uma vez que a noite caia cada vez mais escura e eu ainda teria que pegar estrada. Uma visita muito interessante que proporcionou inigaláveis momentos com pessoas incríveis. Se você leitor tiver a oportunidade e estiver no Uruguay (seja em Montevideo ou em Punta Del Este) não deixe de visitá-los. Eu recomendo!

Tuesday, May 3, 2011

Viagem a Punta Del Este Parte 1: Os vinhos degustados

Elaborei em minha cabeça uma lista de pequenos posts sobre minha  viagem ao Uruguai e o primeiro deles , este que estão lendo, será a respeito dos vinhos que degustei por lá, dentre os quais apenas um deles já era meu conhecido (já o havia provado em outra ocasião), no caso o Trumpeter Malbec. Tentei na maioria das vezes provar vinhos locais, mesmo que fazendo escolhas no escuro baseado em meu pouco conhecimento da produção local e sobre vinhos em geral. Acontece que em duas ocasiões não encontrei um vinho que eu achava ser adequado a comida que eu estava pedindo e por isso optei por válvulas de segurança já outrora debatidas e conhecidas. Vou tratar em um post separado a visita que fiz a Bodega Alto de La Ballena e por lá comentarei também os vinhos degustados. Seguem as impressões resumidas dos vinhos degustados.

Trumpeter Malbec 2008

Este já é um velho conhecido meu e o havia provado em duas outras oportunidades, a primeira na Argentina seu país de origem, e em casa mesmo. Vinho bem feito da bodega La Rural em Mendoza, ao estilo bem novo mundo dos malbecs argentinos com muita potência e bom corpo. Aromas de frutas, notadamente cerejas e ameixas, algumas especiarias como canela e pimenta, e alguma coisa de tostado ao fundo. Taninos presentes, finos e elegantes bem integrados ao conjunto. Ressalva somente a uma ponta de álcool que sobra no início mas que arrefece durante a refeição. Acompanhou bravamente um belo bife de entrecote.

Don Pascual Tannat 2010

Vinho da linha de entrada da Bodega Família Deicas (Estabelecimento Juanicó) feito nas cercanias da cidade de Montevideo, este varietal da uva Tannat se mostrou um bom vinho para o dia a dia. Coloração rubi bem escura, apresentou aroma de geléia de frutas e taninos presentes, marcantes mas de boa qualidade. Corpo médio e boa acidez completam o conjunto. Foi bem com Ojo de Bife com redução de vinho tannat.



Pisano 1ª Viña Merlot Tannat 2008

Mais um nativo do Uruguai, este da região de Progreso. Vinho de entrada entretanto não produzido mais pela Bodega Pisano, uma das mais famosas do Uruguai, este exemplar se mostrou um pouco tímido com aromas muitos discretos de frutas vermelhas e um pouco de tostado, proveniente provavelmente de seu estágio em madeira. Talvez fosse necessária alguma aeração/decantação prévia. Corpo médio, boa acidez e taninos finos e em pouca quantidade. Não agradou muito embora valeu por conhecer. Feito com 60% de Merlot e 40% de Tannat em sua composição. 

Don Julio Ariano Special Reserve 2006

Vinho top da Bodega Ariano Hermanos, este realmente foi um show a parte. Tem em sua composição uvas Tannat especialmente selecionadas de um parte específica dos vinhedos e envelhecidos por 18 meses em barrica além de parcelas de Merlot e Syrah também envelhecidas separadamente. Dá origem a um vinho de cor rubi escuro mas já com leve halo granada de evolução, encorpado e carnudo com taninos quase mastigáveis. Lindos aromas de frutas escuras, notadamente ameixas pretas, muita especiaria como pimenta do reino e pimenta branca, tabaco, leve floral e alguma coisa de chocolate que pareceu evoluir para capuccino durante o consumo. Enfim, o vinho mais expressivo de todo o passeio. Foi majestosa a harmonização com uma picanha de cordeiro e batatas com redução de vinho tannat.

Casilleiro Del Diablo Sauvignon Blanc 2009

Este apesar de ser de uma linha já conhecida da gigante chilena Concha Y Toro ainda não tinha tido a oportunidade de prová-lo em oportunidade anterior. Se mostrou um vinho de coloração amarelo dourado, extremamente aromático lembrando maracujá, grama e alguma coisa de borracha queimada, pneu deveras interessante. Muita acidez e citricidade em boca tinha ainda um final mineral muito interessante. Boa persistência e frescor. Foi muito bem com um peixe ao molho de roquefort. 

Espumante Castelar Extra Brut

Este espumante aparece por aqui mais pelo detalhe em sua tampa, que é screw cap e além disso tem uma cobertura que imita o formato de uma rolha de espumante. Este também é produzido pela Bodega Família Deicas (Estabelecimento Juanicó) e é bem simples, com boa acidez, corpo leve, e aromas discretos de flores, frutas (algo entre maçã e pera eu diria) e alguma coisa de pão. Poucas borbulhas em boca. Serviu muito bem como aperitivo e ainda acompanhou uma uma pizza de presunto e muzzarela sem fazer feio.

E foi isso pessoal. Diversas novidades, outras nem tanto mas valeu muito a pena. Como dito anteriormente, vou preparar um post sobre a visita a Bodega Alto de La Ballena com seus vinhos e particularidades. Espero vocês!

Saúde!

Monday, May 2, 2011

De volta as atividades

Para aqueles que acompanham minhas atividades blogueiras, segue um breve post explicando algumas situações e dando meus direcionamentos pros próximos posts. Como devem ter percebido estive um tempo off line pois estive viajando de férias a Punta Del Este, no Uruguai por exatamente uma semana. O problema é que logo que voltei de viagem já comecei a trabalhar e ainda estou tentando colocar as coisas em ordem. Pretendo ao longo desta semana e provavelmente da próxima elaborar alguns posts sobre as experiências de viagem e de repente, enriquecer o meu pobre e esquecido blog. Espero que gostem desta idéia, que estou tentando fazer vingar. Conto com o corriqueiro apoio de meus poucos e fiéis seguidores.

Saudações!