Friday, October 7, 2011

Lei do couvert começa hoje a valer em SP

Prezados leitores, hoje proponho um post um pouco diferente. Na verdade, seria mais como uma pergunta que eu gostaria de fazer a vocês e gostaria de receber o feedback e interagir mais com vocês.

Como sabemos, entra em vigor hoje (07/10) em todo estado de São Paulo a Lei do Couvert, lei pela qual se proíbe bares e restaurantes de cobrarem o couvert (geralmente uma pequena cesta, composta de pães, torradas e de manteiga ou margarina, ofertada antes do prato principal) sem que os clientes sejam avisados antecipadamente sobre o serviço, seu valor, composição, etc. Vale ressaltar que esta prática já existia no Código de Defesa do Consumidor mas que agora, com a sanção do governador Geraldo Alckmin, ganha força e dá instrumentos aos órgãos fiscalizadores para multar quem infringi-la. Ou seja, noves fora, a cobrança sem aviso prévio já seria então considerada abusiva.

Mas o que eu queria discutir aqui é: será que este tipo de lei é realmente necessária? Será que o consumidor, cada vez mais antenado e ligado em tecnologias e informação (evidentemente que a maioria das pessoas que frequenta bares e restaurantes com tal serviço tem um pouco mais de cultura/poder aquisitivo) não pode se defender e questionar a cobrança/oferecimento do couvert caso não seja de seu interesse? Um simples não não seria suficiente?

E mais, gostaria que vocês relatassem suas experiências relacionadas a este assunto: vocês já rejeitaram o couvert em um restaurante? Qual foi a reação do garçom? Já foram obrigados a pagar por algum couvert que inicialmente achavam fazer parte da cortesia da casa? E toda sorte de assuntos relacionados.

Enfim, usem os comentários para discutirmos mais este assunto polêmico que virou lei aqui em São Paulo. Conto com vocês!

Até o próximo!

Thursday, October 6, 2011

Catena Malbec 2008

Pouco ainda não se falou e não se discutiu sobre a família Catena quando estamos no mundo do vinho argentino. São pioneiros na plantação da uva Malbec em Mendoza desde 1902 e desde então vem produzindo vinhos a quatro gerações aos pés dos Andes. Especificamente o vinho que vai ser discutido aqui é feito pela Laura Catena, bisneta do fundador da bodega Nicola Catena, que vem ano após anos nos brindando com este blend de malbec de diversas vinhas diferentes. As uvas que resultam neste blend vem de vinhas em Maipú, Lujan de Cuyo, Tupungato e San Carlos. Para afinamento, o vinho passa 14 meses entre barricas francesas e americanas, novas e usadas. Vamos as impressões.


Na taça apresentava uma cor púrpura muito intensa, densa e quase intransponível. Lágrimas finas, lentas e muito coloridas ajudavam a tingir a taça ainda mais.


No nariz o vinho já se mostrou assim que a garrafa fora aberta com um aroma de geléia de frutas escuras, tendendo para ameixa preta e amoras. Leve toque floral lembrando violetas. Notas lácteas e de café completavam o conjunto lembrando alguma coisa como cappuccino. Ao fundo da taça alguma lembrança de couro. Um vinho deveras complexo.

Na boca o vinho tinha um bom corpo, bem cheio, excelente acidez e taninos firmes, presentes mas com muita qualidade. Confirma frutas e café na boca com um final longo que lembra também alguma coisa de chocolate amargo.

Não tem muito a acrescentar, um vinho muito bom, correto e que entrega  o que promete. Quando quiser agradar tanto pessoas que não gostam de vinho como as que tenham algum entendimento no assunto, acho que esta possa ser uma opção com pouca margem de erro. Recomendado!

Até o próximo!

Wednesday, October 5, 2011

Pesquisa recente revela: compradores de vinhos chineses são altamente conectados nas redes de computadores

Consumidores de vinho chineses usam muito mais a internet e as redes sociais para fonte de informação do que suas contrapartes ocidentais, de acordo com uma nova pesquisa. Três quartos dos consumidores entrevistados pela empresa de pesquisas Wine Intelligence disseram que muitas vezes recorrem a internet para procurar informações sobre determinados vinhos, dentre os quais 62% utilizam com freqüência as redes sociais como fonte. Estes consumidores "altamente conectados" estão muito menos propensos a confiar nas recomendações do vendedores das lojas (32%) ou no boca a boca de amigos e familiares (39%). 

A Wine Intelligence disse que a pesquisa, feita com base em entrevistas com mais de 1.000 chineses de classe média superior e consumidores de vinho importado, mostrou um contraste "dramático" com os países ocidentais, onde o boca a boca é considerado muito mais importante. A empresa acrescentou ainda que os novos consumidores de vinho na China eram cada vez mais dependentes do mundo digital para aprender sobre vinhos, com cerca de 13m de adultos chineses freqüentemente acessando informações on-line. Sites populares incluíam Baidu, a maior ferramenta de buscas do país, e o site de informações sobre vinhos Winechina.cn. 

Entre os termos de busca mais populares estavam os relacionadas com novos lançamentos vintage, as análises e informações sobre jogos de vinho e comida. 

"O consumidor atual de vinho importado na China é altamente conectado e confortável em usar o mundo digital para saber mais sobre o vinho", disse Maria Troein, principal autora do relatório e Executiva de Projeto Sênior da Wine Intelligence. "Este domínio on-line também reflete o grau em que os consumidores de vinho importados se encontram, são ainda um grupo relativamente pequeno e exclusivo na China, semelhante aos "usuários avançados" em outros países que usam a internet para encontrar e se conectar com outros que estão interessados ​​em vinho."

Monday, October 3, 2011

Zinfandelic 2006

Já tive a oportunidade de provar este vinho em uma feira de vinhos (aqui) mas por coincidência (ou não) o vinho fez parte da seleção bimestral da SmartBuy Wines para quem participa do Smart Buy Wine Club, e portanto descansava em minha adega até que no domingo eu resolvi degustá-lo de novo, para comparar.

Segundo o site do importador e do produtor, o vinho presta dois tributos: um, a cultura californiana dos anos 60 numa mistura rock n'roll, hippies, etc. e outro com relação a zinfandel, uva típica e emblemática dos EUA, com suas vinhas velhas no Condado de Amador County. Evidentemente o vinho é feito com 100% de uvas Zinfandel de vinhedos com mais de 40 anos aos pés das montanhas de Sierra Nevada na Califórnia, local com uma das maiores altitudes no condado. Ainda segundo o importador, o vinho recebeu 90 pontos da Wine Enthusiast, publicação americana especializada em vinhos. Vamos as impressões.


O vinho tinha em taça uma cor rubi violácea com boa transparência, límpida, brilhante e com bordas alaranjadas já demonstrando sua idade. Nada muito acentuado no entanto. Lágrimas lentas, finas e com certa cor.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas escuras como jabuticaba e ameixa preta, alguma coisa de couro e  carne defumada, um pouco de especiarias e um pouco de chocolate. Bastante complexidade.

Na boca o vinho me parece um pouco diferente da última vez que o degustei. Apresentou um corpo médio, boa acidez e taninos finos mas presentes e marcantes. No evento tive a impressão do vinho ser mais cheio, mais carnudo, mas nada que decepcionasse. Confirmou frutas e especiarias na boca e contou ainda com um final médio longo lembrando alguma coisa de cheese cake com cobertura de geléia de jabuticaba que minha mãe faz com maestria!

Mais um vinho bacana, correto, que valeu o quanto custou, sendo um bom representante da "família zinfandel americana". 

Até o próximo!

Kiss lança linha de vinhos e cervejas

Mais um post da linha rock e vinho. Diretamente do site do virgula, no uol, segue a notícia:

O Kiss já lançou inúmeros produtos de merchandising ao longo dos anos, que vão de camisinhas a caixões com a marca registrada da banda. Mas uma nova parceria com a distribuidora de bebidas Rewine promete agradar os fãs que curtem ouvir um som "no grau": chegaram os vinhos e cervejas Kiss.

Como esperado, as bebidas serão vendidas em embalagens especiais com a identidade visual da banda. Mas de acordo com o vocalista Paul Stanley, a banda não se preocupou somente com o visual.

"[As bebidas] não são algo em que queríamos simplesmente colar nosso rótulo", detalhou em um post no Facebook. "Queríamos vinhos e cervejas únicos, e conseguimos. Elas vão botar fogo no seu paladar".

Por enquanto, as bebidas do Kiss estão disponíveis somente na Europa, sem previsão de chegar ao Brasil.

Mais uma vez ficaremos de fora dos produtos de colecionador, mas como já era de se esperar. Nos resta ficar  com água na boca.

Até o próximo!