sábado, 6 de agosto de 2011

Sobre o Encontro de Vinhos

Tive a oportunidade de participar desta edição do Encontro de Vinhos, e não posso deixar de comentar, ainda que brevemente, sobre ele aqui no blog. Eu sou até meio suspeito pois virei um fã do Daniel Perches do blog Vinhos de Corte e um dos organizadores do evento, pois eu acho que em questão de planejar e executar eventos, estou pra ver alguém com tanta manha por negócio. Mas deixando a tietagem de lado, falemos um pouco sobre o evento em si.

O Encontro de Vinhos teve mais uma vez como sede o hotel San Raphael, no centro de São Paulo (assim como tinha sido em uma de suas edições anteriores em que tive também a oportunidade de participar. Este evento contou com mais de 20 expositores, entre produtores, importadores e distribuidores de vinho, além de queijos, frutas, pães e comida congelada ao melhor estilo gourmet. Com esses números, era possível contabilizar perto de 200 vinhos para a prova, o que convenhamos é tarefa impossível para qualquer um. E é claro que mesmo cuspindo alguns exemplares, fica praticamente impossível ter uma percepção mais detalhada dos vinhos degustados. Entretanto nas próximas linhas pretendo apresentar alguns vinhos que realmente me chamaram atenção, sem muitos detalhes é verdade pois este é um evento em que não levei qualquer material de anotação e nem me importei em tirar fotos, apenas aproveitar o que os expositores tinham de melhor para nos brindar.

O primeiro expositor que eu visitei e que já me mostrou vinhos interessantes foi a Wine Spirits, que tem em seu catálogo vinhos argentinos, espanhóis e italianos. Entretanto separei 4 vinhos que me chamaram atenção, dois espanhóis e dois italianos. Da Espanha, Finca Marisánchez Roble 2006, de La Tierra de Castilla, corte entre Tempranillo e Syrah, classudo em boca, mostrou boa estrutura e muita especiaria e fruta madura, alguma coisa de mineral e o outro Palacio de Ibor Reserva 2004, corte Tempranillo e Cabernet, mostra mais imponencia, corpo e taninos com algo herbáceo, muito pimentão e muita fruta, este de Valdepeñas. Ja da Itáliadois belos toscanos, um Chianti Rufina 2008, mais encorpado que os Chiantis usualmente o são, mostrou boa acidez e vocação gastronômica e o outro um Roso di Toscana 2008, IGT corte de Sangiovese e Merlot que mostrou um corpo incrível, muita persistência, frutas maduras.

Outro destaque meu vai para o Empório Sório, que trás vinhos da Ilha de Córsega com suas uvas autóctones e algo de uvas internacionais, mas todos bem diferentes. Eles estavam expondo um Pinot Noir que eu achei muito bacana, chamado Terra Mariana, um pouco mais encorpado que os Pinots que já consumi, muita cereja e algo de apimentado, com um final longo e achocolatado.

Da Domno Brasil, braço da gigante Casa Valduga, eu destacaria sem dúvida seus espumantes .Nero Brut e o Moscatel, e os vinhos portugueses que ela importa. Destacaria mesmo o alentejano Romeira Colheita Selecionada, corte com uvas típicas da região, bom corpo, acidez na medida, fruta, especiarias e longo em boca. E não poderia deixar de falar do Yali Gran Reseva Syrah 2008, que mostrou toda sua qualidade e tipicidade tendo abocanhado um lugar no Top 5 do encontro, aprovadísismo!

Dua importadoras trouxeram vinhos californianos, a Smart Buy Wines, com destaque para o Zinfandelic, carnudão, quase matigável e o Foppiano Petite Syrah incrível, especiado, defumado, muito encorpado, taninos médios bem integrados, longo na boca também. Além disso tiveram um vinho no Top 5, porém não tive a oportunidade de provar. Já a Wine Experience trouxe uma ampla linha de vinhos americanos que eu achei muito interessante, porém um dos que mais me chamou a atenção foi o Crane Lake White Zinfandel, fresco, despretencioso, um final que misturava algo mineral com fruta doce, diferente. Eles trouxeram também um Syrah deveras interessante, mas eu não lembro muito bem o nome do dito cujo.

E por último mas não menos importante, não poderia deixar de citar a Max Brands, que contou com toda a simpatia de minha colega de curso Mirela em nos apresentar seus vinhos fantásticos. Da italiana Cesari eu recomendo o Ripaso Bosan, vinho incrívelmente complexo e com um final pra lá de saboroso. Já da Beni di Batasiolo o incrível Barolo Vigneto Cerequio, lindo halo de evolução com aromas florais e mentolados em abundancia, final longuíssimo e o irmão mais novo, o Barbaresco com seus aromas de especiarias, couro, mais delicado mas igualmente interessante!

Evidentemente devem ter passado por mim diversos outros muitos vinhos interessantes mas naquela altura do campeonato ficava meio difícil se lembrar e trazer para o post, mas fica a dica de que quando este evento acontecer em sua próxima edição, nem pense duas vezes e vá pois é certeza de provar bons vinhos. Espero que tenham curtido o evento e gostado deste meu resumo.

Até o próximo!

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